Chuva de Luzes em Okomi
4 Capítulo IV
Através das árvores, Hizue conseguia ver os muros altos e cobertos de arame farpado do Presídio do Distrito da Ala Sudoeste, ou P.D.A.S como era chamado. Ele ficava em uma área isolada da cidade. Cercado por bosques, a civilização mais próxima era um vilarejo que ficava do outro lado do bosque.
Hizue diminuiu a velocidade da moto e parou em uma clareira. Estava de dia ainda. Ela esperaria a noite chegar e então agiria: Soltaria o maldito prisioneiro. Deveria ser qualquer capanga do General, ou um almofadinha acusado de lavagem de dinheiro. Ela deitou sobre as raízes de uma árvore. A noite não demoraria a chegar.
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Um soldado pressionou o indicador sobre um leitor e a porta abriu. Outro soldado passou por si e ele c'umprimentou. Os corredores eram brancos e as pesadas botas dos guardas do presídio vaziam um baque quando pisavam.
– Andar vinte falando. Relatório. — Disse o soldado para o transceptor de mão.
– Andar vinte e três falando. Celas trancadas. Nenhuma falha.
– De acordo.
O soldado desligou o comunicador e subiu umas escadas de ferro. No corredor haviam várias portas com apenas um pequeno vidro na parte superior. Todas as celas possuíam o mesmo tamanho e dentro de todas havia apenas uma cama de cimento.
O soldado passou por uma porta automática guardada por dois guardas e entrou em mais outro corredor branco. Nas áreas em que haviam celas, a cada cinquenta metros havia uma porta automática a qual só abria-se com as digitais dos guardas.O exterior era vigiado vinte e quatro horas. Muros altos e com cercas elétricas de alta potência delimitavam toda a penitenciária. Era sem dúvida um lugar seguro.
O soldado levou o transceptor à boca.
– Andar vinte falando. Relatório.
Uma voz feminina respondeu do outro lado.
– Andar vinte falando. Corredores inspecionados. Nenhuma falha.
O soldado parou.
– Identifique-se por favor.
– Você que manda. — Sussurraram no ouvido do soldado.
O soldado virou bruscamente e Hizue disparou antes que ele reagisse.
Ela modificara a sua arma para não emitir som algum quando disparada.
– Cela 549 virando à esquerda.– Informou o computador de bordo pelo dispositivo no ouvido de Maximoff.
A garota arrastou o guarda uns metros à frente e pressionou os dedos do homem no leitor abrindo a porta. Dois soldados que guardavam o corredor fizeram menção de avançar sobre ela, mas ela disparou duas vezes em cada um em quanto andava calmamente. Quando chegou no corredor, identificou a cela e apertou um botão em seu pulso. A sua mão dobrou para trás revelando no interior de seu pulso um emaranhado de fios. Uma ficha USB saiu de dentro o qual ela conectou em um computador que havia ao lado. Na tela, apareceram milhares de números e letras.
– Descodificação conluída. Sistema de segurança desativado.
A ficha desconectou e o a sua mão tornou a fechar.
Ela abriu a cela. Deitado sobre a cama estava um homem vestido com o habitual uniforme laranja e de barba por fazer.
– Yaran Haruo?
– Sim?
– Levanta.
– O quê? Por quê?
– Você quer sair daqui ou não?
O homem levantou-se e a seguiu pelo corredor.
– Temos de ser rápidos. O sistema de segurança estará desativado por seis minutos. Depois será reativado e ficaremos presos aqui. — Ela disse por sobre os ombros.
Hizue correu pelos corredores guiada pelo dispositivo em seu ouvido enquanto o presidiário a seguia atrás.
– Você fez um estrago aqui, não? — Comentou ele enquanto contornava dois guardas que a capitã matara.
Os dois chegaram em uma intersecção de cinco corredores. Três guardas avançaram disparando sobre a dupla antes que fossem mortos por Maximoff.
– Droga!
– Que foi? — Perguntou o homem atrás dela.
– Nada! E corre mais rápido!
Os dois desceram uma escada de ferro chegando a uma larga sala repleta de soldados que estavam provavelmente jantando.
– Um minuto restante.
– Hey! Aonde pensam que vão?! — Gritou um soldado.
Hizue guardou a arma. Eles estavam desarmados e sem o uniforme. Um deles agarrou uma bandeja de alumínio lançando os pratos sobre o chão e avançou sobre os dois. Maximoff empurrou o prisioneiro para trás de si e chutou a canela do soldado fazendo ele cair. Antes que desse conta, outros três já corriam em sua direção. Ela rapidamente esticou o braço para trás empunhando uma katana.
Avançou sobre o primeiro o ferindo no ombro e girou rapidamente cortando o abdômen de outro atrás de si o chutando depois contra uma mesa fazendo um enorme barulho. Então, de repente um homem lhe agarrou por trás a sufocando. Ela tentou o acertar com o sabre mais não o alcançava.
– Meio minuto restante.
Ela já ia perdendo a consciência quando de repente os braços em volta do seu pescoço a soltaram e ela caiu ajoelhada. Maximoff olhou para trás e viu o soldado morto e o prisioneiro Yaran Haruo atrás dele com uma faca ensanguentada. Um soldado já avançava sobre o fugitivo quando ela levantou rapidamente e saltou sobre ele empalando a katana em seu tórax. Maximoff puxou o sabre e cortou a barriga do último soldado.
– Sistema de segurança ativado.
Hizue arrastou um soldado com a ajuda de Yaran até a porta e a abriu.
Eles atravessaram o corredor. Gritos de soldados vinham do lado contrário.
Ela quebrou uma janela que havia e que ia do chão até o teto.
– Pula.
– O que? A janela?!
– Pula logo! — Ela disse atirando sobre um soldado que havia entrado no corredor — Rápido! — Ela gritou para o prisioneiro que estava olhando para a queda aflito. — Ahr! — Ela o empurrou.
Uma tropa de soldados viraram o corredor e começaram a disparar. Hizue saltou pela janela.
Hizue desfrutou da queda por uns instantes. O vento gelado que ela sentiu contra o seu corpo. De repente, ela sentiu um grande impacto. Ela se endireitou sobre o assento e a abertura superior da moto voltou a fechar. A sua frente o prisioneiro a observava.
– Se você me dissesse que uma moto de propulsão nos esperava em baixo, eu teria pulado mais rápido, não acha?!
– Ah, cala a boca! Agora sai da frente que sou eu quem vai pilotar. — Ela disse o puxando para trás e sentando no banco dianteiro.

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