Notas iniciais
Boa leitura, espero que gostem!

Hizue colocou um bilhete de despedida pregado na geladeira. Lhe doía ter de deixar a casa de sua mãe tão cedo, no entanto, continuar naquela casa em tais circunstâncias era perigoso para as duas. Ela retirou os fragmentos de pedra da maleta e colocou em um saco de pano, assim chamaria menos atenção. Vestiu um enorme casaco com capuz e saiu. A chuva havia diminuído, mas não cessado.

Eram três horas da manhã, a rua não poderia estar mais deserta. A calçada úmida, repleta de poças de água que estalavam com os passos dados sobre elas, repletia a luz amarelada dos postes. Esporadicamente, um carro silencioso passava pelas ruas. A capitã sentiu o saco de pano sobre os seus ombros. Ela deveria esconder aquela pedra. Na semana seguinte voltaria para o quartel de sua companhia. Até lá, tinha de tirar aquelas pedras de circulação. Não as destruiria, pois as precisaria como prova da nequícia do General. Porém não podia arriscar deixá-las escondidas no quartel.

Ela ajeitou o capuz sobre o seu rosto e apertou o passo.

⇠ ❖ ⇢

Maximoff chegou perto de um prédio semelhante a uma garagem. Ela encostou um cartão perto de um leitor digital e passou pela porta de aço como um holograma. No interior não havia nada. Parecia que aquele depósito havia sido abandonado há anos. Havia sujeira e restos de embalagem por toda parte. No canto da sala havia uma alavanca. Era a única coisa livre de poeira. Ela a ativou. À sua frente, abriu-se uma passagem e degraus foram se interpondo até desaparecerem na escuridão. Ela foi descendo e à medida que os descia, uma luz azulada que antes era lânguida, foi se tornando cada vez mais forte, até que quando chegou no último degrau uma porta de vidro fosco abriu-se automaticamente e ela se viu dentro de um enorme hangar.

Várias pessoas com uniformes semelhantes ao de Hizue passavam.

– Bem-vinda de volta, Capitã.

Disse um soldado que passou por ela. Ela acenou com a cabeça.

Ela atravessou o pátio e seguiu rumo ao piso inferior.

O quartel da sua Companhia se localizava no subsolo da ala leste da cidade. Era responsável pela segurança daquela área do estado. Assim, tinha total controle das câmeras e de todo o sistema de segurança da região. E Hizue era uma das pessoas que supervisionava tudo aquilo.

Ela saiu do elevador e c'umprimentou os soldados que passavam. Ela entrou na sua sala e tratou de resolver os assuntos pendentes.

Passaram-se três horas quando uma das secretárias lhe chamou.

– Com licença, Capitã Maximoff.

– Sim?

– O General Hsai-Chou deseja falar consigo. Ele pede que vá a sala de conferências.

– De acordo, já irei.

Hizue suspirou. Não iria dar qualquer prova de que ela soubesse algo sobre as pedras. Era claro que a esta hora o General tinha conhecimento do desaparecimento delas e provavelmente desconfiava de Hizue, mas ele não a acusaria, uma vez que ainda existia a possibilidade dela nada saber sobre o conteúdo da maleta. Bastava agir com frieza de espírito, o que não constituía nenhuma dificuldade para Hizue.

Ela entrou na sala de conferências. No centro, um largo dispositivo projetava o holograma de um homem careca e com uma comprida barba branca. Era Hsai-Chou.

– General. — Ela c'umprimentou

– Capitã Maximoff, me alegro lhe ver de volta.

– Muito obrigada.

– Soube que completou a missão com êxito.

– Sim, senhor.

O General a fitou seriamente.

– Muito bem... Bem, eu tenho mais uma missão para você. — Ele a'nalisou-a — Você deverá ir até o Presídio do Distrito da Ala Sudoeste libertar um amigo meu que está lá detido. Ele atende pelo nome de Yaran Haruo. Você deverá levá-lo até uma unidade de comunicação, lá ele receberá uma instrução para uma tarefa que ele terá. Eu preciso que você o acompanhe em todo o seu trajeto, desde a Penitenciária até o fim da missão dele, assegurando a proteção dele, uma vez que ele estará foragido. Você receberá mais informações logo, no entanto, por hora é só.

– De acordo.

– Acho que não preciso lhe lembrar que esta missão, assim como a outra, é de sigilo absoluto. Ninguém deve conhecer a sua identidade ou a dele. E não deve haver nenhuma ligação entre a fuga deste homem com a Tropa da Ala Leste. Qualquer hipótese levantada, significará o fracasso de sua missão. Fui claro?

– Sim, senhor.

– Está dispensada.

Os dois fizeram continência e ela saiu da sala.

⇠ ❖ ⇢

Hsai-Chou desligou a transmissão e se ajeitou sobre a cadeira. O seu secretário pessoal se aproximou.

– Então, ela aceitou a missão?

– Sim, aceitou. — Ele respondeu acendendo um charuto. — Ela é inteligente, mas não muito.

– Tem certeza de que foi ela?

Hsai-Chou encarou o homem.

– Quem mais seria? É claro que foi ela. O porquê, eu já não sei. Ou ela as vendeu ou as escondeu. Nas duas hipóteses, nós as encontraremos. — Ele soprou um anel de fumaça. — É uma pena, sem dúvida. Ela era uma das melhores pessoas sobe o meu comando. Não imaginava que ela fosse se envolver de tal forma. Matar meus agentes e roubar as amostras de Wraith? Não queria que as coisas chegassem a esse ponto. Mas... — Ele aconchegou-se na cadeira. — Quem mandou se intrometer em meu caminho?

O General soltou um riso rouco.

Notas finais
Por favor, comentem o que acharam deste capítulo: Pontos a melhorar, a manter, expectativas, Etc. Seu review é de muita importância para mim. Até o próximo capítulo!