Chuva cinza

22 Capítulo 21 - Amigos


Notas iniciais
Ooie!! Um Feliz Natal para todos vocês!!! Lembrando os novos dias das postagens: Terça e Quinta :)) Agora que tal mais um cap?? Boa leitura!! :D

Continuavamos ali; enquanto eu pensava em Tom. O qual tinha os cabelos loiros mais rebeldes do mundo! E sempre estava com suas camisetas de sagas e jogos; o qual também possuia um óculos enorme! Porém agora tudo isso fora trocado por: gel, roupa de grife e lentes de contato.

...

A "turminha" estavam indo na direção do balcão; talvez escolher o salgado que queriam. Percebo que a maioria deles não me nota, ou finge que não vê para não me cumprimetar; o pior é quando eles te olham, você dá um "oi" com a cabeça; e não recebe nada em troca, morrendo assim de vergonha. Somente algumas garotas; as legais e algumas ás vezes levemente falsas; e lançam um sorriso, e falam "oi"; eu retribuo somente com um sorriso, tentando parecer mais simpática possível; o que era muito dificil para mim; pois como dizia minha mãe, eu não demonstrava muito bem minhas emoções como queria.

Sabia que; eles não viriam à minha mesa, e nem falar comigo. O que era um alívio. Enquanto eu acenava junto à um belo sorriso, para as pessoas da minha escola; percebo que André me olhava confuso; então eu me viro de volta para a mesa, e digo antes mesmo de perguntarem:

–São... Da escola. — tento sorrir.

–Bem. — começa Clarisse. — Vou ao banheiro; quer ir comigo M.J? — eu não negaria em um dia normal, afinal, é bom conhecer a cunhada de um jeito melhor; e eu nunca conheci um jeito melhor de ter uma amizade mais próxima à outra garota, sem ir com ela ao banheiro; nem se for para ficar vocês duas ficarem olhando e mexendo no cabelo, enquanto não cansam de olhar para o espelho.

–Talvez outra hora, obrigada. — eu olho para ela, simpática; recusei, pois sabia que André queria algumas explicações.

Esperamos Clarisse se afastar totalmente, enquanto olhávamos para baixo, e mechiamos em nossa bebida. Após notar que a mesma não estava mais à vista, André se pronuncia:

–São seus amigos? — ele pergunta.

–Eu disse; não tenho amigos. — respondo, e depois beberico meu suco.

–Os cumprimentou, porquê... — ele começa; meu Deus!

–Porquê os conheço? — era irônia.

–Bom; um deles parece querer sua atenção. — ele diz desviando o olhar para o lado; observando o grupinho.

–Não imagino o porque. — digo segurando meu copo, e o mexendo incontrolavelmente.

–Pois é melhor rever suas ideias. — não estava entendendo. — Pois o garoto está vindo ai...

E antes que eu pudesse mexer as engrenagens do meu cérebro, numa velocidade normal; André coloca sua cadeira rapidamente para mais próximo de mim, colocando também, seus braços sobre o encosto de minha cadeira; e em meu ombro. Então eu noto. Era Tom; o garoto que estava a caminho.

Ele se aproxima sorrindo, com uma lata de Coca-Cola na mão:

–Oi. — diz sorrindo.

–Oi. — respondo, também sorrindo.

–Nossa, quanto tempo! — Tom exclama.

–Pois é... — eu desvio meu olhar para meu copo que estava sobre a mesa.

–E olha só para você... — ele me avalia de cima à baixo; o que faz André se mechar desconfortavelmente em sua cadeira. — Está linda.

André, talvez sentindo um pouco de ciúmes, ou somente vendo que não estávamos à vontade; limpa a garganta fortemente, fazendo um barulho inconfundivel de intromissão; o que chama nossa atenção:

–Ah... Este é André. — digo o apresentando à Tom.

–E ai. — ele diz esticando o braço para cumprimentar o garoto; que muda a garrafa de Coca para a outra mão; e diz:

–Ai; me desculpa. — fala Tom, percebendo que as mãos estavam molhadas, por conta da garrafa que suava por estar gelada, a qual permanecia ali segundos antes.

–Tudo bem. — André continua a sorrir; e não enxuga as mãos, por educação.

–E ele é seu... — Tom queria receoso, que eu completasse.

–Ele é meu... — eu não queria revelar tão cedo; mas o amor que sentia por André, era tão forte que poderia gritar para o mundo! E foi mais rápido do que o jeito como acontecera o noivado de Romeu e Julieta.

–Namorado. — fala André, o qual nota minha expressão confusa, e se preocupa.

–Ah... — indaga Tom, com uma estranha expressão.

E antes de a situação ficar um tanto, desconfortável; Clarisse chega, sorrindo; depois de ter lançado um olhar confuso para o irmão. E ela diz:

–Perdi alguma coisa? — permanece a sorrir.

–Eu sou Tom. — diz o garoto; esticando a mão para a mesma lhe cumprimentar; enquanto a observava constantemente; o que, percebo eu, deixara André pouco à vontade. Acho que esse dois nunca serão amigos.

Logo Clarisse indaga:

–E... — eles terminaram o cumprimento. — Você é amigo do meu irmão? — ela olhava para André, sorrindo; porém com a impressão de não estar entendendo nada.

–Não! — fala meu namorado rapidamente. (Já disse que amo dizer isto?) Esta atitude surpreende, e chama a atenção de todos.

–É... — Tom, muda seu olhar de direção, o votando para Clarisse. — Sou amigo da Maria Júlia. — completa. Amigo? Maria Júlia? Qual era exatamente o problema dele? Agora teria que explicar à André, tudo o que NÃO está acontecendo.

–Bem, é... — tento corrigi-lo.

–M.J! Nossa me desculpa. — ele se sente culpado; ou esquecerá somente. Porém, ele sempre me chamou de Maria Júlia mesmo...

–Tudo bem. — respondo com um sorriso.

Nisso Tom se vira; parece que seu "grupinho", estava lhe chamando. Ele, ainda virado para trás, faz um breve aceno com a cabeça, e diz se voltando para nós:

–Eu... Eu já vou indo. — ele sorri timidamente; enquanto olhava para André receoso. Parece que todas as vezes em que olhava para André; seu olhar era de medo. O que será que o Andrezinho está aprontando?

E ele continua; enquanto Clarisse se senta novamente em seu lugar:

–Foi um prazer conhecer vocês. — diz, mais especificamente para Clarisse. — E tchau Maria Jú... M.J. — ele diz, e depois ri; enquanto se despedia de mim, com um beijo no rosto. Até seu cheiro mudara.

André, pelo o que suponho; deve ter lhe dado um olhar ainda pior; pelo jeito em que o garoto se afastara rapidamente.

...

Após o mesmo ter dado as costas o suficiente, para não nos ouvir; Clarisse começa de novo:

–Hm. Ele parece ser legal. — ela se vira para mim.

–É... — estava perdida em pensamentos.

Percebo que André não sussurra uma palavra; já sabendo então, que quando ficássemos sozinhos; teríamos muito o que conversar...

O dia passava lentamente; para uma pessoa em minha situação. Sendo observada o decifrada pelo namorado; enquanto o ex melhor amigo lançava umas olhadas; e a cunhada, a qual acabara de conhecer; não parava de tagarelar.

Notas finais
Tomara que tenham gostado!! Preciso melhorar em algo?? Desculpem por qualquer erro... Espero pelas reviews!! :D Favoritamentos, Recomendações, podem ser vistos como ótimos presentes de natal!! :)) hehe^^ Até semana que vem!! Bjs: #Safisaga
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.