Chuva De Novembro
4 Capítulo 4
Acordou por volta das duas e meia. Foi até a cozinha e não viu ninguém. Voltou ao seu quarto e viu um pequeno bilhete, deixado por Edward:
Rose, nós fomos visitar os pais de Bella. Eu espero que esteja bem. Quando voltar, converso com você.
Cuide-se,
Edward.
- Vou me cuidar, Ed. Eu prometo.
Escutou o celular tocar.
- Emmett? Que bom que recebeu minha mensagem.
- Oi Rosalie. Eu retornei assim que pude. Senti que você estava triste na ligação. O que aconteceu?
- Eu só preciso desabafar. Tomar algo pode ser um café. Conheço um lugar perfeito aqui por perto. Eles vendem pães de queijo que são uma delícia. Receita Brasileira. Lógico, se você puder...
- Eu vou me arrumar em um minuto.
- Passo por ai umas três e meia. Pode ser?
- Claro. Até mais, Rose.
- Até mais, Emmett. Um beijo.
Rose desligou o celular e foi tomar banho. Deixou a água fria cair sobre os ombros. Deixou a água levar todo o peso que a moça carregava nas costas. Trocou-se rapidamente e dirigiu até a casa de Emmett, que a esperava na escadaria de sua casa, fumando um cigarro.
- Demorei? – perguntou ela.
- Não. Você está linda. – disse, quando entrou no carro.
- Obrigada.
- Aonde vamos desta vez? – ele perguntou.
- Vamos ao Teatro. O que acha?
- Moça culta. E o que está em cartaz?
- O Fantasma Da Ópera.
- Hum... Interessante. Eu acho ótimo.
Rosalie lhe contou tudo o que havia acontecido em seu dia e nos dias anteriores. Emmett se mostrou um amigo muito compreensivo e lhe deu muitos conselhos.
- Chegamos. – disse Rose, estacionando o carro.
- E os ingressos?
- Estão aqui. – disse, tirando-os da bolsa.
Eles entraram, pegaram um bom lugar e assistiram à maravilhosa peça do Fantasma da Ópera.
Em um momento da peça, Emmett virou-se para Rose e ela estava chorando.
— O que você tem? – perguntou preocupado.
- Nada. Eu só tenho dó do fantasma. – disse, enxugando as lágrimas com o dedo.
- E por isso você está chorando? – disse, dando uma risadinha baixa.
- Do que você está rindo? Não tem graça. Eu sou uma pessoa muito sensível, okay?
- Acho que já deu pra perceber.
- AHÁ!
- Tá bravinha é?
- Cale-se. Deixe-me ver o restante da peça. Está na minha música preferida. – disse quando começou a tocar All I Ask Of You.
- Essa música é linda.
- Ela é. – os dois ficaram se olhando um bom tempo. Emmett segurou na mão de Rose, que não recuou. Ele aproximou seu rosto ao dela, fazendo seus narizes se tocarem. Seus lábios se tocaram, num beijo cheio de ternura.
- Eu ainda estou tentando entender o que eu sinto por você, Rosalie.
- Eu nunca senti isso antes. Você me faz senti tão... Segura, tão cheia de vida... Eu estou apaixonada por você, Emmett.
- Eu também estou apaixonado por você.
- Vamos parar de namorico e com essas declarações de amor porque eu quero ver o que vai acontecer com o Fantasma. – disse um homem barbudo que estava atrás deles.
- Desculpe. – disse Rose.
- Vamos embora?
- Vamos, Emmett.
- Aleluia! – comemorou o barbudo.
Os dois saíram antes do término da peça. Entraram no carro e foram até um restaurante japonês. Jantaram e forma embora. Rose levou Emmett até sua casa.
- Até mais. – disse ela.
- Você quer entrar? – convidou.
- Acho que sua mãe e sua irmã já estão dormindo.
- Não. Elas foram jantar na casa de uns amigos. Voltam tarde.
- Tudo bem.
Eles entraram e ficaram na sala.
- Você quer beber algo? Água, refrigerante, suco?
- Não precisa se incomodar.
- Tudo bem. Sabe, eu vi sua mãe dando uma entrevista na TV esses dias. Esme Hale, não é?
- Sim. Num canal de moda.
- Acho que era isso mesmo. Você se parece muito com ela. Digo, na aparência.
- É todos dizem isso. Mais nós somos muito diferentes. Eu sempre me dei melhor com meu pai. Edward também. Ela é uma mulher muito arrogante, sabe?
- Eu entendo. Você sabe que pode contar comigo para o que precisar.
- Obrigada. Você é um cara muito legal.
- Eu sei.
- E convencido. – os dois riram.
Emmett puxou Rose para perto e beijou-a novamente. Desta vez, com mais intensidade, com mais malícia. Os dois caíram no sofá e ali, naquele pequeno especo, os dois se amaram pela primeira vez. O ato foi calmo, sem apavoramento, sem escândalo, mais com paixão e intensidade. Seus corpos se encaixavam perfeitamente, como peças de um quebra cabeças. Rose pensava que o amor verdadeiro que tanto tempo ela esperou, estava ali. Emmett também sabia que a mulher de sua vida estava ali, em seus braços. Sabia que nada seria um mar de rosas. Mais ninguém disse que seria fácil. Ele iria lutar por ela, contra tudo e contra todos. Viveria aquele amor. Ele teria a tarefa de fazer aquela mulher feliz. E de ser feliz.
Rose pegou suas roupas do chão e foi embora. Quando estava saindo, encontrou Sue e Bree, voltando pra casa.
- Oi Rose! – disse Bree.
- Oi querida. Como está?
- Estou bem.
- Oi Rose.
- Oi Sra. McCarty. Como vai?
- Muito bem. Estava com Emmett?
- Sim.
- Eu quero que vocês sejam felizes. Espero que ele te faça feliz. E que você também o faça um homem feliz.
- Pode deixar, Sra. McCarty. Você tem o orgulho de ter a melhor pessoa que eu conheci na minha vida como filho. Você educou um grande homem. Agradeço todos os dias à Deus por Ele ter posto Emmett em meu caminho.
- Obrigada, querida. Vá com Deus.
- Fique com ele! Tchau, Bree.
- Tchau Rose.
As duas entraram em casa e Rose foi embora.
- O EMMETT TÁ NAMORANDO LÁ, LÁ, LÁ.
- Bree, pare de irritar seu irmão. Vá dormir.
- Tudo bem. Você já a beijou, Emmett?
- Fique quieta. – repreendeu Emmett.
- Vou dormir, mãe. – disse Emmett, beijando a testa de sua mãe.
- Antes, eu quero que tome cuidado.
- Com o que?
- Emmett, eu não sou boba e eu sei o que vocês dois estavam fazendo.
- Mãe, eu já sou grandinho...
- Eu sei. Mais cuidado. Lembre-se de que você não pode sustentar uma criança.
- Eu sei. Eu prometo tomar cuidado. Não se preocupe. Sua benção.
- Deus te abençoe. Durma em paz.
- Você também.
Emmett deitou e dormiu. Enquanto isso, as coisas na casa dos Hale não estavam nada boas.
- Onde você estava, Rosalie? – indagou a mãe.
- Não te interessa. – retrucou.
- Claro que me interessa! Eu sou sua mãe.
- Foda-se.
- Eu não te criei pra você falar essas coisas. Aprendeu com seu amiguinho suburbano?
- Esme! Por Deus!
- Cale a boca, Carlisle.
- Não fale do Emmett assim. Ele é muito melhor do que você.
- Emmett? Esse é o nome dele?
- Esme!
- Carlisle.
- Pode deixar, pai. Eu me entendo com ela.
- Você está ficando muito abusada, garota.
- MÃE! ROSALIE! PAREM JÁ COM ISSO! – Edward apareceu, interferindo na briga.
- Fique fora disso, Ed. – disse Rose.
- NÃO. EU NÃO VOU FICAR FORA PORQUE EU FAÇO PARTE DESTA FAMÍLIA TAMBÉM. VOCÊS ESTÃO PARECENDO DOIS ANIMAIS.
- O problema é que a sua irmã..
- Fique quieta mamãe. Você não é nenhuma santa.
Rose virou-se para Bella, que estava com cara de dor.
- Bells? Você está bem?
- Reneesme vai nascer. Minha bolsa estourou.
- GENTE, RENEESME VAI NASCER. – gritou Rose. – DEPOIS A GENTE TERMINA ESSA CONVERSA.
- Calma, querida. – disse Edward, segurando Bella pelo braço.
- Em um minuto chegamos no hospital, Bella querida. – disse Esme.
- Está doendo muito.
- Eu sei. Eu já passei duas vezes por isso. Respire fundo.
Edward colocou Bella no carro e Carlisle e Esme foram atrás. Rose foi no carro do irmão, para apoiar Bella. Sonhava que aquela menina traria um pouco de paz para aquela família. E amoleceria o duro coração de sua mãe. Mandou uma mensagem para Emmett.
Vou ser titia! Minha sobrinha vai nascer! Quem sabe você não conhece Reneesme algum dia? Te amo.
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