Chuva De Novembro

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Obrigada para quem ainda está acompanhando a historia! Valeu mesmo! Beijinhos ;*

Rose voltava do balé quando ouviu a notícia de que o estado estava todo em alerta, pois havia previsão de ventos fortes e tempestade. Ela aumentou a velocidade do seu sedan e tirou daquela estação. Ela não gostava desse tempo. Odiava ver o céu cinza e o asfalto molhado. A chuva lhe trazia uma angústia inexplicável. Sorriu ao ver uma foto dela e de Emmett, tirada alguns meses atrás. Como ela o amava! E como se sentia segura perto dele. Disse para si mesma que nada iria estragar seu dia, nem mesmo a chuva e o tempo feio. Estacionou seu carro na garagem e não se surpreendeu por não ver o carro do pai lá. Ele andava trabalhando muito nos últimos dias e ela achava que tinha a ver com Esme. Abriu a porta com cuidado e fechou. Não escutou barulho de ninguém, nem Marilyn, sua gata fazia barulho. Subiu as escadas e escutou uma conversa vinda do quarto dos pais. Uma voz era da mãe, mas a voz masculina não era de Carlisle. Foi se aproximando e escutou gemidos. Não podia ser, pensava ela. Foi andando com cuidado e parou perto da porta, que estava entreaberta. Olhou para dentro do cômodo e o que viu a deixou atordoada.

- MÃE? MAIS QUE DIABOS É ISSO? – disse, entrando no quarto.

- Rose, querida, eu posso explicar...

- PODE EXPLICAR? LAURENT! EU SEMPRE ACHEI QUE VOCÊ ERA GAY!

- Achou errado, coração. – disse o homem, sem se importar com a situação.

- Eu vou contar tudo para o meu pai!

- Eu não me importo! Aquele corno teve o que merece!

- Do que você tá falando?

- Ah, você não sabe? Seu pai me botou um belíssimo par de chifres.

- Com quem? Por quê?

- Com Jane.

- Você viu isso?

- Não, mas Victoria me contou.

- VICTORIA? AHÁ. E VOCÊ ACREDITA NO QUE A VICTORIA DIZ?

- Ela é minha amiga.

- Aliás, a Jane é enfermeira do hospital que o papai trabalha, e ela é uns vinte anos mais nova que ele. Ele não teria coragem.

- Você pensa que seu papaizinho é um santo, não é? Se eu te contar tudo o que ele já me fez passar...

- Esme, meu amor, vamos continuar o que paramos por causa dessa pirralha mimada. – disse Laurent, passando a mão no corpo de Esme, nu, coberto apenas por um lençol.

- EU TENHO NOJO DE VOCÊS.

- Mais o que é...

- Oi Carlisle. – disse Esme.

- VAI EMBORA DA MINHA CASA JÁ! OS DOIS. – disse o homem, visivelmente abalado. – eu sinto você ter visto uma coisa dessas, Princesa.

- Não se preocupe, pai. Vai ficar tudo bem.

- VOCÊ É A PESSOA MAIS INGRATA DO MUNDO, ESME. VOCÊ SE LEMBRA DE QUANDO EU TE TIREI DAQUELE PROSTÍBULO IMUNDO PRA TRABALHAR NA MINHA CASA? VOCÊ TINHA ACABADO DE ABORTAR UMA CRIANÇA.

Rose não podia acreditar no que o pai acabara de confessar.

- NÃO DIGA ISSO PERTO DE ROSALIE.

- Não adianta mais mãe. – Rose disse, ainda em estado de choque.

- EU TE DEI TUDO. EU AMEI VOCÊ, ESME. E O QUE VOCÊ FEZ COMIGO? EU ACREDITEI NO SEU TALENTO COMO ESTILISTA. EU INVESTI EM VOCÊ. A ÚNICA COISA BOA QUE VOCÊ ME DEU FORAM EDWARD E ROSE.

- Tudo bem, Calisle. Eu vou sair da sua vida. Vocês nunca mais vão me ver.

- Nós vamos para a Europa, docinho. – disse Laurent, vestindo suas roupas.

Esme se levantou e também vestiu suas roupas. Pegou uma grande mala de viagem e foi colocando peça por peça de roupa que estava no closet. Logo, ela já estava fechada. Laurent a esperava do lado de fora, fumando um cigarro, nem se importando com o barraco que acabara de presenciar.

- Rose, eu espero que um dia você possa me perdoar. – disse, já parada na porta de saída.

- Eu não sei. Tudo isso foi tão... Eu não sei.

- Eu te entendo. Adeus Carisle.

Ele não respondeu.

- Rosalie, dê um beijo em Bella, Nessie e um especial no Ed. Diga que eu vou sentir saudades. E outra: eu quero que você seja feliz com aquele subur... com Emmett.

- Obrigada, mãe.

- Adeus. – a mulher deu as costas e saiu. Entrou no Porsche de Laurent e os dois foram embora.

- Nós precisamos conversar, pai.

- Precisamos mesmo, Princesa.

Rosalie e Carlisle entraram em casa e foram até o escritório.

- Pai, você sabia o que ela fazia?

- Sabia, querida. Mais eu tentava agir naturalmente, pra você e seu irmão não perceberem.

- Pai, o Edward e eu não somos mais crianças. Você estava sendo infeliz esse tempo todo pra não magoar a gente?

- Sim. – o homem deu um suspiro.

- Que bobeira! Faz quanto tempo que ela...

- Um pouco depois de Nessie nascer. Eu descobri quando achei um bilhete de motel na bolsa dela.

- Eu sinto muito...

- Não sinta.

- Agora pense que será uma nova vida! Com mais liberdade, sem preocupações... Você é um homem livre, Carlisle. Anime-se. A não ser que você ainda a ame. O que eu acho pouco provável.

- Eu deixei de amar sua mãe há muito tempo, Rose. Você morava em LA e não via as coisas. Para a sua sorte.

- Eu te amo, papai. E eu quero te ver feliz. Sorria pra mim. Você é lindo, inteligente, bem sucedido. Não deixe ela te desanimar. Tem uma vida inteira pela frente...

- Obrigado, querida. Eu também te amo muito. – Carlisle deu um forte abraço na filha.

Após toda essa confusão, Edward chegou e Carlisle contou-lhe tudo. Assim como Rose, ele havia ficado indignado com o que a mãe foi capaz de fazer.

- Eu simplesmente não estou acreditando no que você está me contando, pai. – disse Edward, bebendo o restante do vinho que estava em sua taça. Bella estava com Reneesme no colo e apenas ouvia a conversa, abismada.

- Acredite, filho.

- Quer dizer então que você viu os dois na cama, Rose?

- Ai, Ed, não me faça lembrar dessa cena, por favor. – Rose revirou os olhos.

- Senhor, eu não posso acreditar. Esme parecia ser tão correta. Um pouco ríspida, talvez, mas... – disse Bella, quebrando o silêncio.

- As pessoas usam máscaras, meu amor.

Bella suspirou e olhou para Nessie, que sorria para ela. Rose bebericou do vinho e se retirou. Foi para o seu quarto ligar para Emmett. Enquanto isso, a chuva caía e o vento forte batia em sua janela. Mal ela sabia que as coisas por lá, na casa de Emmett, também não estavam boas...