Chronicles Of a Love

8 You fell for my mistakes


Notas iniciais
Música do capítulo: 3x4 - Engenheiros do Hawaii [www.youtube.com/watch?v=UPF6cj7GSnI]. Boa leitura!

“Eu não tô acredito nisso!” – Emma exclamou. – “Ela não fala comigo desde o intervalo...” – reclamou, incrédula.

“E o que tu querias?” – Killian perguntou, sem prestar muita atenção. Caminhava ao lado da loira e de Kristoff em direção ao portão. – “Que ela simplesmente te perdoasse depois do que falaste?” – seu tom de voz era explicitamente irônico.

“Eu não estou entendendo direito o que aconteceu…” – Kristoff comentou, atraindo a atenção dos dois. – “Qual o motivo da briga?”.

“Eu só falei que…” – Emma começou, mas Killian a interrompeu.

“Ela disse que não conseguia conversar com Zelena porque ela era bonita…” – falou, vendo o rapaz loiro se contrair e fazer uma careta de dor.

“Ui!” – bateu na própria testa, encarando a loira. – “Não me admira que ela esteja tão brava! Não se diz esse tipo de coisa você sabe Swan, deveria saber já que é melhor amiga...” – balançou negativamente a cabeça.

“Foi o que eu disse, nem parece com uma…” – Killian suspirou, parando em frente ao portão.

“Chega! Vocês não estão ajudando…” – A loira disse cansada, cruzando os braços.

“Ah, sinto muito, minha amiga!” – E ergueu os braços. – “A amiga é tua, tu tens que resolver o problema…” – viu-a encará-lo de forma incrédula.

“Pelo que eu conheço da Regina...” – Kristoff começou de forma pensativa. – “Se você, como uma boa “amiga”, pedir desculpas a ela e passar os próximos dois ou três dias deprimida com a síndrome do ‘vou-morrer-se-não-falar-comigo’ deve resolver…” – olhou para loira parada a sua frente com um sorriso confiante. – “Eu tenho que ir! Já consigo ouvir os gritos do meu pai por chegar atrasado na lanchonete…” – falou, suspirando.


“Mas você não está atrasado…” – Emma olhou no relógio.

“Ainda não…” – o rapaz de grandes olhos azuis começou, encarando-a. – “Mas estarei quando sair da casa de Anna…” – explicou, fazendo com que os amigos abrissem um sorriso.

“Ele é fora de série…” – Jones falou, balançando a cabeça enquanto o via se afastar.

“É mesmo…” – Swan disse, voltando a ficar séria.

“E então, que vais fazer loira? Falar com Regina?” – o britânico indagou, vendo-a negar com a cabeça.

“Eu acho que… vou tentar conversar com Zelena...” – respondeu, encarando o lugar onde a ruiva se encontrava parada, conversando com as amigas.

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“Rê, tem certeza de que não quer ir conosco?” — Rose (tinker) perguntou enquanto passavam pelo portão do colégio.

"Absoluta!… Não vou ser boa companhia hoje…" – respondeu, sorrindo fracamente.

“Não se sentiria melhor se nos contasse o que aconteceu?” – Lily indagou preocupada.

“Acredite, você não vai querer saber...” – Rubi suspirou irritada. Regina não respondeu, apenas parou de andar, olhando espantada para um ponto à frente.

“Acho que já sei o que aconteceu…” — Rose disse olhando para o que atraíra a atenção da amiga; Lily levou a mão à boca, voltando-se imediatamente para a morena, ao avistar Emma e Zelena conversando.

“Ao menos tem coragem de ir falar com ela…” – Regina murmurou com um pequeno sorriso no rosto, fingindo não ver a expressão de pena nas faces das amigas que puderam ouvir.

“Rê...” – Rose começou, querendo falar alguma coisa, mas não conseguiu pensar em nada.

“Não se preocupem gente, não foi nada…” – falou, forçando um grande sorriso. – “Vamos embora daq...” – interrompeu a frase, ao sentir Rubi repousar a mão em seu ombro enquanto era puxada para um abraço.

“Pior do que ver você chorando é vê-la fingindo que está tudo bem quando, obviamente, não está...” – a morena mais alta disse baixinho, afagando os cabelos curtos da amiga, que finalmente deixou uma lágrima escorrer por seu rosto e secou rapidamente antes das outras verem.

Afastaram-se assustadas quando alguém acelerou uma moto ao passar por elas. O motoqueiro empinou, parando onde Emma conversava com a ruiva. Tirou o capacete e ofereceu à garota ruiva um outro, falando alguma coisa. Ela aceitou sem pensar duas vezes, subindo na garupa como se a loira nem estivesse ali. Foram embora acelerando o veículo e sumindo na esquina.

Regina observava, com um aperto no coração, a reação da loira enquanto a ruiva ia embora. Ela era tão estúpida! Emma tinha tudo o que qualquer garoto e garota poderia desejar bem a sua frente e não percebia porque ela não vinha acelerando uma moto idiota! ‘Aposto que, se aquela ruiva soubesse quem Emma realmente é, não seria essa tremenda cretina!’, Pensou enquanto olhava a figura inerte da loira no outro lado da rua.


“Isso não é justo…” – disse em um sussurro, atraindo atenção das meninas que estavam com ela. — “Ela não a merece!” – suspirou, virando para suas amigas. Elas se entreolharam, voltando a encará-la com ternura.

“Eu acho que Emma é quem não merece tê-la como amiga, Regina, isso sim...” – Rose falou com um sorriso começando a entender tudo.


“Talvez ela não mereça mesmo…” – Regina respondeu, suspirando. – “Mas o que eu posso fazer?” – sorriu, abaixando um pouco o rosto.

“Acho que você, talvez, deva ir até lá...” — Rubi sugeriu. — “Aquela loira deve estar precisando de você…” – suspirou. A morena assentiu, silenciosamente, vendo as garotas irem embora.

Ela cerrou os punhos, respirando profundamente. Começou a caminhar lentamente na direção dela. Não tinha pressa de alcançá-la por não saber exatamente o que dizer. Mas a distância não foi suficiente para que pudesse pensar em algo.

Emma estava parada, com o olhar triste perdido na direção em que a moto partira. Regina se aproximou e parou ao lado dela, sem falar nada. Apenas colocou a mão sobre seu ombro, fazendo-a virar-se para ela.

Permaneceram caladas durante o que pareceu um longo tempo, encarando uma a outra. Swan sorriu levemente, em forma de agradecimento por ela estar ali. Desviou o olhar por um segundo e suspirou pesadamente. Devia ter feito papel de idiota, ficando ali parada enquanto Zelena ia embora com um cara.

“Vamos sair daqui!” — a loira falou, estendendo sua mão para a morena, com um sorriso envergonhado no rosto. Regina sorriu, deixando que ela a levasse para outro lugar.

Caminharam pelo parque em silêncio por algum tempo. E a garota morena começou a pensar em tudo o que a loira já fizera para chamar atenção de Zelena Mader. Havia uma coisa que a loira ainda não tentara e, por mais que fosse se odiar por falar aquilo, não conseguiria continuar o vendo-a triste daquele jeito.

“Emma...” – chamou-a, abaixou levemente o rosto deixando algumas mechas do cabelo caírem em sua face, erguendo-o em seguida. – “Eu não gosto da Zelena e não acho que ela mereça todos os seus esforços…” – encarou-a diretamente, olhando nos olhos verdes mais lindos que já viste. – “Mas como, para mim, é muito mais importante saber que você está bem…” – suspirou, ao vê-la abrir um pequeno sorriso. – “Não me sentiria bem comigo mesma se não expor algo que me ocorreu…” – parou subitamente, suspirando e abaixando novamente a cabeça.

“Regina...?” – a loira a chamou. A morena fez um gesto para que ela não dissesse nada.

“Você pode conquistá-la…” – disse seriamente. – “Basta contar a ela quem você é…” – completou sem encará-la, não suportaria ver o sorriso que a loira deveria exibir.

“Eu… já havia percebido que essa seria uma solução bastante simples…” – ela declarou, colocando uma das mãos sobre o ombro da outra. A morena a encarou espantada. Se Emma já sabia, por que então não o fizera? – “Basta observar as pessoas que a cercam…” – explicou, pegando uma das mãos da outra. – “Mas isso seria jogar fora tudo o que conquistei desde que eu cheguei aqui…” – sorriu docemente, meneando a cabeça. – “Seria voltar a me esconder atrás do nome da minha família. Não é o que eu quero Gina!” – completou, vendo-a abrir um lindo sorriso.

Elas voltaram a caminhar, estando ainda de mãos dadas, e Emma não tinha pretensão alguma de soltá-la. A verdade é que ambas se sentiam confortáveis daquela forma e não se importavam com o que as pessoas ao redor pensariam.

Mas a sensação de bem-estar não durou muito tempo. Regina logo se lembrou que continuava sendo apenas a melhor amiga e que, na próxima oportunidade, Emma correria atrás de Zelena, mais uma vez.

“Então…” – ela suspirou, puxando devagar sua mão. – “Tem alguma ideia para a próxima investida?” – questionou, contraindo levemente os ombros.

"Não!” – a loira soltou uma risada debochada. – “Não acho que haverá ‘próxima investida’. É como se…" — sua voz soava fraca. — “Isso tivesse sido um aviso para que eu a esqueça de uma vez por todas...” – comentou, encarando a garota morena ao seu lado. Regina parou de caminhar, franzindo a testa. – “O que foi?” – a loira questionou, estranhando a reação dela e fazendo o mesmo à sua frente.


“O que você… está falando?” – pensou ter imaginado coisas.

“Eu não tenho mais o que fazer para chamar atenção dela mais …” – suspirou. – “Nunca escondi o que eu sinto, acho que sempre deixei isso bem claro…” – encarava os olhos âmbares da amiga. – “Mas só agora eu pude perceber qual é o problema. Ela não sabe nada a meu respeito e age como se eu não fosse boa o suficiente para ela…” – abaixou a cabeça. – “E o mais incrível é que eu realmente acreditava que o problema era comigo mesma. Que eu não conseguia fazer nada direito perto dela. Já tentei mudar, algumas vezes, agi feito uma completa idiota e até mudei de aparência e tudo, para ver se ela me notaria, mas nada funcionou…”.

“Porque o problema nunca foi você, Emma...” – Regina a interrompeu, vendo-a abrir um tímido sorriso, um dos mais lindos.

“Agora eu sei disso…” — ergueu a cabeça, fazendo um leve movimento com os cabelos loiros soltos. – “Ela não quer me conhecer… Não quer me dar uma chance…” – ergueu as mãos, balançando negativamente a cabeça. – “E não há nada que eu possa fazer, então vou deixar isso para trás e seguir adiante sem olhar pra trás…” – concluiu, encarando a morena.

“Fico feliz que tudo isso a tenha ajudado a tomar uma decisão tão importante Emm…” – a morena falou sorriu levemente.

“E eu fico ainda mais feliz porque você voltou a falar comigo Gina...” – Emma mudou de assunto, com um sorriso debochado.

“Isso me lembra que eu ainda estou um pouco chateada com a senhorita!” – comentou, dando-lhe um peteleco na testa e cruzando os braços com uma careta.

“Eu adoro quando você faz esse biquinho Gina…” – a loira sorriu, vendo-a lutar para não dar risada também.‘Por que eu não fui me apaixonar por alguém como você, hein Regina? Tudo seria tão mais fácil…’, Emma pensou, suavizando o sorriso. – “E o que vamos fazer agora?” – questionou, vendo-a balançar a cabeça.


“Não sei… o que você quer fazer?” — a morena perguntou, sem nenhuma ideia.

“Neste exato momento?” – a loira perguntou passando a mão pelos cabelos e sentindo-se levemente incomodada. — “A única coisa que quero fazer é cortar esse negócio de cabelo…” – sorriu, vendo-a rir. — "Estou falando sério!… Como permiti que eu o deixasse crescer tanto desse jeito?" – ela perguntou, fazendo uma careta.

“Desculpe Emma, mas…” – Regina ficou um pouco envergonhada. – “Por mais que eu deteste admitir, Zelena não estava mentindo quando disse que você ficou bem mais... Linda ...com o cabelo assim…” – sorriu, levemente.

“É sério?” – perguntou com um sorriso.

“Bom… É a minha opinião…” – disse suavemente, com as bochechas com um tom levemente rosadas. Emma ficou pensativa por um momento.

“Então eu acho que vou deixar do jeito que está…” – disse, fazendo-a sorrir. – “Mas isso não resolve nosso problema…” – encarou-a, esperando por alguma sugestão.

“Eu só não posso demorar muito, porque é minha vez de preparar o jantar. De novo..” – disse, abrindo um sorriso. – “Emma, que tal jantar lá em casa hoje?…” – perguntou, olhando a loira com ternura.

"Humm.. Se não for incomodar…" — sorriu, vendo-a balançar a cabeça.

“Você já deveria saber que não nos incomoda…” — ela repreendeu a outra em tom de brincadeira. — “Já faz parte de nossa família…”.

“E me sinto extremamente honrada por isso…” — afirmou de forma cortês, fazendo a morena alargar o sorriso, enquanto caminhavam em direção à residência Mills.

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Regina cruzava os corredores do colégio, seguindo para a sala. Estava distraída e não percebeu a aproximação sorrateira de alguém até o momento em que esta apareceu à sua frente, fazendo-a pular de susto.

“Emma!” – exclamou, com a mão no peito, repreendendo a amiga. – “Sua palhaça insensível! Quer me matar de susto?” – indagou, abaixando a cabeça levemente para se acalmar.

“Hei, desculpa! Não precisa ficar tão nervosa!” – pediu entristecida, esperando que ela falasse mais alguma coisa.

Ela ergueu a cabeça e viu a loira fazer uma expressão de sofrimento tão grande que a única que conseguiu fazer foi começar a rir da moça.

“Você é uma boba, mesmo!” – comentou, meneando a cabeça enquanto um sorriso sereno repousava em seus lábios. – “Quanta alegria, hein… Aconteceu alguma coisa?” – questionou, voltando a andar.

“Nada!” – ela suspirou levemente. – “Eu simplesmente acordei muito bem-disposta...” – sorriu, encarando a morena. – “Acho que é efeito do pudim mágico do Srta. Mills!” – brincou, fazendo-a dar risada.

“Só você para inventar uma coisa dessas…” – balançou a cabeça, divertindo-se.

“Não é tão absurdo assim...” – a loira justificou, com um sorriso de lado. – “Mas eu não tenho certeza se os seus doces caseiros fariam algum efeito se você não estiver por perto…” – completou, virando-se para ela. Emma esperava vê-la com as bochechas naquele adorável tom de rosa que elas adquiriam quando recebia um elogio, mas encontrou a garota olhando seriamente para frente com uma expressão estranha.

Regina parou de prestar atenção ao que Emma dizia assim que avistou Daniel. Fora subitamente atingida por uma onda de culpa e embaraço ao se recordar da conversa que tivera com o rapaz no dia anterior. O que o garoto lhe dissera se assemelhava de forma assustadora ao que Emma desabafara sobre Zelena e isso a fez se sentir como a mais baixa das criaturas em todo o universo…

‘Como pude fazer isso?’, perguntou-se, mortificada. Estivera destratando Daniel, assim como Zelena fizera com Emma. Foi retirada de seus pensamentos, ao ouvir Emma chamá-la.


“O quê?” – encarou-a, encontrando o semblante preocupado da loira.

“Você pareceu ter saído de órbita por um instante…” – falou, vendo-a abrir um sorriso afável.

“Desculpe por isso…” – suspirou levemente. – “Não foi nada, está bem?”.

Emma a observou como quem não acredita no que ouviu, mas decidiu deixar o assunto de lado. Ela lhe contaria o problema quando chegasse o momento.

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As aulas do dia passaram rapidamente e sem grandes problemas. Regina sentia que isso sempre acontecia quando a ruiva estava ausente. A última aula do dia era Educação Física e toda a turma estava em polvorosa pela aproximação da data em que ocorreria a gincana esportiva do colégio. A animação apenas aumentou quando o Sr. Parker entrou, pendurando no quadro um cartaz do evento.

“Boa tarde, turma!” – disse o professor, acalmando-os um pouco. – “Todos em seus lugares, para que possamos iniciar a aula, por favor…” – pediu, pegando a lista de presença.

“Você vai participar de algum jogo este ano, Rê?” – Rubi sussurrou, enquanto o professor estava ocupado.

“Não sei. Acho que não…” – Regina respondeu, pensativa. – “Eu estava pensando em ajudar com a organização…” – completou, vendo a morena mais alta balançar a cabeça positivamente.

“Muito bem!” – o professor exclamou ao terminar. — “Hoje iremos organizar os times que participarão dos jogos, distribuir as tarefas e escolher o representante da classe para a cerimônia de abertura e encerramento da competição…” – anunciou de forma precisa. – “Antes de qualquer coisa: vocês já pensaram em alguém para representá-los?” – questionou, iniciando um novo burburinho.

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“Gina, você vem?” – Emma perguntou, vendo-a ficar para trás, tentando pegar um livro na mochila enquanto descia as escadas.

“Sim, eu só preciso passar na biblioteca antes…” – sorriu, levemente. – “Encontro vocês no pátio…” – falou, parando no corredor do segundo andar.

“Tudo bem, mas não demore muito...” – Rubi a advertiu. Sabia muito bem que a amiga algumas vezes esquecia da vida dentro da biblioteca.

“Não se preocupe, não vou pegar nenhum livro hoje…” – tranquilizou-a, apressando os passos, rumo à biblioteca.

Abriu a porta da sala e esbarrou em alguém ao entrar. Teria o chão como destino se não a segurassem.

“Hei, Mills, calma… Você está bem?” – Daniel perguntou, vendo-a prender a respiração e arregalar os olhos.

Regina sentiu o rosto esquentar e por um instante não conseguiu encontrar a própria voz. O rapaz a segurava de forma gentil, mantendo-a presa pela cintura.

“Estou. Obrigada!” – respondeu fracamente, soltando-se sem conseguir encará-lo.

“Desculpe por…” – ele começou, referindo-se à forma como a havia segurado.

“Tudo bem…” – ela suspirou pesadamente. Precisava conversar com ele. – “Ahm... s-será que posso falar com você um instante?” – indagou, olhando para os lados levando o cabelo pra trás, desconfortavelmente.

“Ah, claro!” – ele exclamou. – “Eu… eu tenho alguns minutos antes de começar o treino do clube de futebol…” – meneava positivamente a cabeça, abrindo um pequeno sorriso.

“Certo. Eu só preciso devolver esse livro…” – ergueu-o levemente. – “Volto em um instante...” – falou, afastando-se rapidamente.

Regina entregou o livro no balcão, enquanto pensava no que dizer, mas não havia muito que pensar. Iria se desculpar e tentar conhecê-lo, para não continuar cometendo uma injustiça.

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Regina se aproximou dos amigos que a esperavam em frente ao portão. Trazia um sorriso suave no rosto. Estava bem mais tranquila depois de ter conversado com Daniel. Assim que alcançou os amigos, começaram a caminhar, afastando-se do colégio.

“Você demorou. Tinha muita gente na biblioteca?” – Rubi questionou, vendo-a negar levemente com a cabeça.

“Na realidade, eu estava conversando com Daniel...” – explicou, serenamente. – “Ele…”.

“Ele estava te incomodando novamente?” – Emma a interrompeu, com o típico mal-humor quando o nome do rapaz é falado. – “Ele está mesmo muito quieto… O que ele fez dessa vez?” – indagou, vendo-a erguer uma sobrancelha.

“Pediu-me desculpas…” – respondeu, deixando a loira espantada a olhando. – “E me perguntou se não podemos ser amigos…” – completou sorrindo. Ninguém falou nada por alguns segundos, diante do sorriso dela.

“E o que disseste?” – Jones quis saber.

“O que mais eu poderia dizer? Ele está diferente, tratou-me com respeito… e foi muito simpático...” – falava com a cabeça levemente abaixada para evitar encarar os amigos. Afinal ela sempre fora muito direta em sua opinião quanto ao rapaz e era embaraçoso ter que se retificar.

Killian encarou Emma por um instante e contraiu os olhos, abrindo um pequeno sorriso pela expressão de desaprovação que a mesma tinha no rosto.

“Devo dizer realmente Regina, que isso é espantoso. Nunca imaginei esse tipo de atitude vinda do Daniel..” – Rubi comentou encarando a amiga. – “Mas essa é uma boa oportunidade para que vocês se conheçam melhor…”.

“Eu tomaria cuidado com ele…” – Emma interrompeu Rubi. — “Não acredito que ele queira ser somente seu amigo…” — olhou para Regina com o canto dos olhos, fazendo-a olhar pro lado oposto um pouco contraída.

“Eu acho que Rubi tem razão…” – Regina suspirou pesadamente. – “Agora, é melhor falarmos sobre nosso trabalho de história…” – mudou de assunto para evitar ter que se explicar.

“Sim…” – Rubi olhou disfarçadamente para Killian que sorria, rolando os olhos. O assunto estava começando a ficar interessante. – “Temos que resolver o que e como vamos fazer a apresentação…”.

“Conseguiste encontrar o material, Regina?” – o britânico questionou interessado.

“Sim. Meu pai me ajudou separando alguns livros com o assunto…” – falou, abrindo um sorriso. – “E acho que Belle deixou um lanche preparado para nós, também…”.

“Isso é ótimo, porque teremos que adiantar o que pudermos hoje para compensar pelo dia de amanhã…” – Rubi comentou um pouco desconfortável. O trabalho era importante e deveria estar pronto na semana seguinte, mas ela e Killian já haviam combinado de passar o dia seguinte em Nova York para assistirem ao concerto de Mozart à noite.

“Não se preocupe com o trabalho, Rubi. Fique super tranquila e divirta-se amanhã em NY...” – Regina disse apaziguadora.

“Humm, falando nisso…” – Swan se voltou para o amigo inglês com a maior cara deslavada. – “Como estão os preparativos para o encontro de vocês dois amanhã, Jones?” – questionou, tentando esconder uma risada ao ver o amigo arregalar os olhos.

“Preparativos?” — indagou Killian, em tom calmo. — “Não sei do que estás falando, minha cara amiga Swan...” — o jovem tirou um relógio de bolso e conferindo o horário naquele instante, recolocando junto com as mãos nos bolsos da calça em um gesto displicente.

Emma fez uma careta pela forma com que o inglês se esquivou da pergunta sem negar que era um encontro, ao mesmo tempo em que dava espaço para Regina começar uma conversa qualquer com Rubi a caminho da casa da jovem de olhos castanhos.

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Estava bastante quente para aquele horário da manhã. Era o início do verão, trazendo dias mais quentes e abafados. A movimentação dos alunos em frente ao colégio indicava que já era segunda-feira e mais um final de semana passara voando.

“Bom dia, Dory! Como vai, Glinda?” – Zelena entrou na sala com um largo sorriso, o que indicava que aproveitara muito bem os dois dias que se dera de folga. As meninas se entreolharam rapidamente, antes de responder de forma cautelosa. Tinham certeza que a novidade não iria deixá-la feliz. – “O que houve?” – indagou, desconfiada.

“Nada!” – Doroty disse rapidamente. – “O que a faz pensar que aconteceu alguma coisa?” – acrescentou de forma defensiva.

“Ora, por favor!” – Zelena as encarava de forma um pouco cínica. – “A quem vocês querem enganar? Acham que eu vou acreditar que nada aconteceu quando estão me olhando como idiotas desde que cheguei?”.

“Bem... é que...” – começou a morena, passando as mãos pelos cabelos negros e lisos.

“Vão falar ou ficar enrolando?” – questionou sem paciência. As garotas a encaravam sem saber o que dizer. Foram interrompidas por uma dupla de rapazes que entrava na sala.

“Em quem você votou?” – um deles questionou, enquanto se sentava.

“Na Regina, obviamente!” – o outro respondeu laconicamente.

“Eu também!” – abriu um sorrisinho de lado. – “Ela é a melhor em Educação Física e, além disso, é uma gatinha…” – comentou, fazendo o amigo abrir um sorriso de lado.

A ruiva ficou encarando a dupla recém-chegada em silêncio por alguns instantes, antes de se voltar para as suas amigas com um olhar ameaçador.

“Do que eles estão falando? O que foi que a besta da Mills ganhou?” – perguntou com a voz perigosamente baixa e se aproximando das meninas. – “Desembuchem!” – exclamou, alterando seu tom de voz e assustando todos os alunos que já se encontravam na sala.

Glinda e Zelena trocaram um olhar receoso, antes de suspirar pesadamente. Estavam preocupadas em se encrencarem pelo que a garota aprontaria com Regina ao saber que ela fora escolhida para representar a turma na gincana esportiva. Afinal, aquele posto fora de Zelena nos anos anteriores.

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Durante o intervalo de almoço, enquanto alguns rapazes jogavam futebol, apesar de o forte calor, sendo assistidos por uma pequena torcida que se aventurava a permanecer sob o sol, a maioria dos alunos do colégio buscava relaxar sob a sombra de alguma árvore ou dentro do prédio. E sentados debaixo de uma cerejeira estavam duas jovens que aproveitavam o tempo de descanso.

“O que você acha, Gina?” – Swan questionou, sem receber resposta. Voltou-se para ela, suspirando pesadamente. Durante os últimos dez minutos, estivera falando, mas a amiga parecia fora de órbita. – “Regina?”.

“Oi? Foi mal Emma desculpa…” – pediu envergonhada, abaixando a cabeça.

“Mas… no que você está pensando?” – indagou, vendo-a balançar negativamente a cabeça.

“Nada demais…” – disse, erguendo levemente o rosto e vendo o olhar de reprovação da loira. – “Eu só estava pensando em…” – abriu um pequeno sorriso, embaraçada. – “Em o que comprar para você de aniversário…” – falou sussurrando.

“Mas meu aniversário ainda está longe…” – olhou-a de lado.

“Falta pouco mais de um mês. Não parece muito tempo para mim…” – rebateu, sorrindo levemente. – “Principalmente, considerando que eu não tenho a mínima ideia do que dar para você esse ano…”.

“Você não teve problema com isso nos anos anteriores…” – a loira estranhou.

“Mas as coisas mudam de figura quando se sabe que a pessoa a ser presenteada já deve ter de tudo um pouco…” – sorriu de lado, vendo-a menear a cabeça.

“Qualquer coisa vinda de você vai ser especial, você sabe Gina...” – foi tudo o que a loira respondeu, fazendo-a corar.

“Então, eu acho que encontrarei alguma coisa, eventualmente…” – ela disse dando de ombros sem encará-la.

“Rê eu... posso perguntar uma coisa?” – Emma começou, fazendo-a menear a cabeça. – “Você está organizando alguma festa?” – inquiriu, vendo-a abaixar a cabeça por um instante, voltando a encará-la em silêncio. – “Por favor, promete que você não vai fazer uma festa... você sabe que...”.

“Eu prometo!” – ela disse, fazendo a loira suspirar aliviada. – “Eu não estava planejando nada, mesmo…” – abriu um pequeno sorriso, ao vê-la erguer uma sobrancelha. – “Rubi é quem está…”.

“Oh, nããão...” – Ela reclamou com uma careta de dor. Swan nunca conseguiria convencer a Lucas a parar e sabia disso.

“Não se preocupe. Não vai ser nada muito ostensivo. Prometo manter a Rubi sob controle...”– sorriu, piscando para ela.

“Vocês duas…” – Suspirou, meneando silenciosamente a cabeça. Elas ficaram em silêncio por alguns minutos, mas Emma percebeu que a morena ainda tinha algo a lhe falar. – “O que foi agora?” – questionou, sorrindo suavemente.

“Eu estava pensando em organizar uma pequena reunião lá em casa na sexta-feira…” – começou um pouco hesitante. Swan apenas a encarou com uma leve desconfiada.

“Reunião? Para quê?” – indagou, vendo-a disfarçar.

“Não posso contar…” – foi o que ela respondeu sem-graça.

“Nesse caso, nada feito!” – a loira respondeu de forma direta, fazendo a morena encará-la com uma expressão de choro.

“Ahh não, por favor Emmmm!” — Regina falava de forma manhosa, com as duas mãos juntas na altura do rosto. Sempre funcionava com a loira, de acordo com ela- "O que custa? É só um jantar…” – insistiu, vendo-a pensar um pouco. Emma detestava quando ela a olhava daquela forma.

“Trapaceira. Sabe que eu não consigo dizer ‘não’ quando me olha e me pede desse jeito…” – ela cruzou os braços, com uma careta ao vê-la comemorar. – “Mas qual o motivo dessa reunião?”.


“Eu não sei direito. Foi meu pai quem pediu que eu chamasse alguns amigos…” – ela explicou, mas sem conseguir convencê-lo. – “É sério! Tudo o que eu sei é que vai ter bolo de chocolate da Belle…" — adicionou com um sorriso maroto, fazendo-o abrir um sorriso.

“A Bella é que vai fazer o bolo?” – questionou, vendo-a confirmar. — “Oras, e por que você não falou antes?” – ela comentou fazendo graça. Fez uma pausa. — “Quem mais vai?” – viu-a ficar um pouco pensativa.

“Ahh eu pensei em convidar o Killian e a Rubi claro…” — disse olhando pelo pátio. — “Falando nisso, você sabe onde eles estão?” – perguntou. Emma balançou negativamente a cabeça.

"Talvez estejam na sala de música. Eles passam a maior parte do tempo lá então..." — comentou pensativa.

“Talvez estejam…” — Regina começou a dizer, mas interrompeu-se ao olhar para frente. Abriu um sorriso chamando alguém. Emma fez uma careta ao ver Daniel se aproximando.

“Boa tarde…” – ele falou com um pequeno sorriso, ignorando o olhar gélido da loira.

“Como vai, Daniel” – Regina questionou, sorrindo.

“Estou bem. E vocês?” – respondeu, ouvindo um muxoxo vindo de Emma.

“Ótima…” – a morena respondeu com um leve suspiro. – “Hei, você tem algum plano para essa sexta?” – ela questionou, fazendo Swan engolir em seco e encará-la espantada. Ela não poderia estar o convidando-o para o jantar também.

“Eu tenho aula no curso preparatório na sexta, após as aulas. Mas por quê?” – ele indagou curioso.

“Uma pena. Eu ia convidá-lo para uma reunião com alguns amigos…” – disse um pouco triste.

“Então fica para uma próxima vez…” – ele disse chateado.

“Combinado…” – ela concordou, abrindo um sorriso. – “Não gostaria de se juntar a nós no restante do intervalo?” – indagou sem notar a reação de Emma ao convite.

“Ahm...” – Daniel olhou disfarçadamente para o olhar de ‘aceite e você está morto’ que a loira lhe lançou e forçou um pequeno sorriso. – “Eu gostaria muito, mas não posso…” – disse, suando frio. – “Tenho que encontrar alguém na biblioteca…” – disse rapidamente, acenando. – “Até outra hora…”.


“Até…” – ela disse, vendo-o se afastar. – “Que estranho. Não parece que ele estava fugindo de alguma coisa?” – ela indagou, olhando para a loira e se assustando levemente. – “Esquece. Eu já entendi o que houve…” – disse balançando negativamente a cabeça. – “Não haja dessa forma com ele, Emma...” – viu-a desfazer a careta.

“Eu ainda não entendo o porquê de você está falando com ele agora…” – a loira suspirou exasperada, fazendo a outra baixar a cabeça.

“Porque eu não quero perder a oportunidade de conhecer uma pessoa maravilhosa...” – falou, deixando-a confusa. – “Eu estava fazendo algo terrível com ele, Emma. Estava julgando-o sem conhecê-lo. Fiz com que ele mudasse de atitude para tentar chamar minha atenção…” – encarou a jovem loira a sua frente, vendo-a lhe encarando e em silêncio, o que indicava que ela entendera o que estava dizendo.

“Você é muito melhor que ela, Regina…” – Emma tocou suavemente o rosto da amiga, exibindo um pequeno sorriso.


A garota pequena retribuiu o sorriso, permitindo-se aproveitar aquele toque gentil.

“Prometa que ao menos tentará ser gentil com ele, Emma..” – pediu, ouvindo-a confirmar. – “Obrigada…” – sorriu, encarando os olhos verde-oliva por alguns instantes, antes de se levantar.

“Aonde você vai?” – perguntou, imitando a morena e parando em frente a ela.

“Vou la na sala de música falar com Killian e Rubi…” – explicou, como se essa resposta fosse óbvia.

“Por que não deixa para falar com eles depois do intervalo?” – inquiriu, vendo-a olhá-la de forma confusa.

“Por que deixar para fazer depois o que você pode fazer agora?” – perguntou, puxando-a pela mão, sob alguma resistência, cortando o pátio do colégio em direção à sala de música.

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Killian interpretava trechos de músicas famosas enquanto Rubi apenas ouvia, fazendo comentários vez ou outra. Ele era um pianista, no mínimo, excepcional. O jovem parou de tocar, observando a morena sorrindo. Ela bateu palmas levemente, levantando-se e parando em frente ao piano.

“Eu estava imaginando se poderia tocar alguma canção interpretada por Celine Dion…” – comentou, vendo-o ficar pensativo por um instante.

“Alguma preferência?” – perguntou com um pequeno sorriso.

“Uhm... que tal Tell him?” – sugeriu, vendo-o sorrir.
“Está bem…” — voltou-se para o teclado e ficou parado por alguns instantes. — “Eu gostaria de ouvir-te cantar…” — pediu, olhando-a de esguelha. Rubi sorriu, parando ao lado do piano; as pontas dos dedos tocando levemente a superfície do instrumento. Fitaram os olhos um do outro, ficando em silêncio. Sorrisos em ambos os lábios. Killian quebrou o contato visual ao fechar os olhos, fazendo a introdução da melodia. Rubi respirou profundamente e, no momento certo, elevou a voz.

A jovem de olhos azuis belíssimos se viu, subitamente, envolvida pela situação que a música narrava. Cada palavra articulada por seus lábios, diziam exatamente o que seu coração queria. Vinha passando muito tempo com Killian nos últimos dois meses. Conhecendo-o e descobrindo que tinham tanto em comum. Apaixonara-se. Fora inevitável. Não contara a ninguém sobre a descoberta que fizera, no entanto. Nem mesmo para Regina. Sentia-se mal por esconder da amiga, mas não conseguia falar. As palavras se perdiam antes que alcançassem seus lábios. Nunca pensara ser tão difícil contar sobre seus sentimentos. Imagine como seria revelá-los à pessoa a quem eles eram dirigidos. Sempre brigara com Regina por ela ser tão covarde em escondê-los, e agora era ela que se via naquela situação. Estava realmente sem saber o que deveria fazer.

'Por que as coisas são tão complicadas?', perguntava-se. Não entendia aquela consternação. Killian sempre se mostrou gentil com ela. Sempre educado e atencioso. Talvez esse fosse exatamente o problema. Temia a reação dele. Não queria que a tratasse de forma diferente caso não retribuísse seus sentimentos. Não queria perdê-lo. Seus pensamentos foram rapidamente para a melhor amiga. Quantas vezes não escutara Regina dizer isso quando perguntava o motivo para ela não se declarar para a Swan? Considerava a resposta insuficiente. Injustificada. Agora estava ela a repetir aquelas palavras em sua mente. Mas não poderia permitir que a situação se tornasse semelhante à de seus amigos.


Rubi parou de cantar, repentinamente. Killian parou de tocar ao perceber que ela interrompera a canção e a encarou preocupado. O que teria acontecido?

Ela olhava fixamente o outro lado da sala. Seu coração estava acelerado. Abaixou lentamente o rosto, encontrando os orbes azul meia-noite do inglês.

"Love will be the gift you give yourself..."– ela pronunciou lentamente. Sua voz foi um sussurro tão fraco que, se ele estivesse um pouco mais longe não teria compreendido. Ela sorriu suspirando.


“Aconteceu alguma coisa?” — ele perguntou suavemente, levantando-se e ficando frente a frente com Rubi.

A jovem abriu a boca para falar algo, seus lábios estavam tremendo levemente. Ele esperou, mas som algum saiu. Ela abaixou o rosto e respirou profundamente. Seus pensamentos estavam uma bagunça, mas ela havia tomado uma decisão. Tinha que dizer. Não poderia se dar ao luxo de perder a coragem. Só havia uma maneira de saber se era ou não retribuída: contando a ele. Não existia outra forma. Se esperasse que a iniciativa viesse dele, poderia nunca saber. Tantas coisas poderiam acontecer. Por que, então, ela ficava pensando no pior? A única coisa que não poderia fazer era ficar esperando que tudo se resolvesse sozinho. Voltou a erguer o rosto e viu preocupação nos olhos do rapaz. Sorriu.


“E-eu tenho uma coisa muito importante para falar…” — ela disse apertando nervosamente as mãos. Ele concordou e conduziu-a até uma das carteiras da sala, sentando-se ao seu lado.

“Estou escutando…” — ele disse olhando-a diretamente nos olhos. Rubi não pôde evitar que o rubor atingisse seu rosto, fazendo-o sorrir e desviou o olhar rapidamente. Ela decidiu iniciar a frase de forma menos direta.

"É triste quando uma pessoa deixa de agir da forma que deseja temendo a reação do outro…" — comentou, fazendo-o erguer ligeiramente uma sobrancelha.

“Como o que acontece com Regina?” – ele perguntou. Ela assentiu rapidamente.

“Mas, por outro lado, testemunhar situações como essa…” — mordeu levemente o lábio inferior. — “Faz com que percebamos pelo que não queremos passar…” — abaixou a cabeça, olhando para as próprias mãos que repousavam sobre suas pernas.

“Concordo totalmente. É, deveras, irritante…” – ele afirmou de forma mecânica, como se fosse um mero reflexo.

“Principalmente para quem está em volta…” – ela sorriu um pouco. – “Mas esse não é o ponto. O que quero dizer é que… eu não quero que a minha felicidade saia do meu alcance…".


"E porque tu achas que ela está saindo de teu alcance? Quem seria idiota o suficiente?" – questionou, fazendo-a erguer o rosto, vendo que o jovem tinha um pequeno sorriso nos lábios.

“Bem, eu…” – ela começou, levemente confusa. – “Eu não sei... eu... eu só não quero sofrer como a Regina sofre pela Emma…” — disse a última parte quase sussurrando. Não sabia mais o que estava falando. Será que ele a estava compreendendo?

“Entendo…” – Killian encarou os olhos azuis da morena, que se mostrava um pouco perdida. A jovem falhou em perceber um brilho de divertimento mascarado nos olhos azuis do garoto. — “Então, tu também gostas da minha amiga Emma…” — ele falou de forma solene, fazendo-a arregalar os olhos.

“Não!” – exclamou, levantando-se indignada e parando com as mãos na cintura em frente a ele. — “Eu gosto de você!” – lentamente ela relaxou os ombros. Seus braços penderam ao longo de seu corpo enquanto percebia o que havia falado.

Killian continuava sentado. Tinha um sorriso no rosto e não fazia questão alguma de tentar disfarçá-lo. Rubi suspirou, balançando suavemente a cabeça.

“Eu te tirei do sério, não foi?” – ele perguntou brincalhão, levantando-se e parando em frente a ela.

“Você já sabia que eu…” — ela abriu um pequeno sorriso, ao senti-lo segurar sua mão. — “Que eu… me apaixonei por você?” – viu-o confirmar.

“Eu não sou tão desatento quanto minha amiga loira, Rubi…” — ele falou suavemente, tocando de leve o rosto dela. Ela sorriu em expectativa, pois ele ainda não dissera que sentia o mesmo. – “E também tenho prestado muita atenção em ti ultimamente.” — aproximou-se lentamente, parando a alguns poucos centímetros do rosto dela. — “Desde que percebi que havia me apaixonado por ti…”.

Ela tinha os olhos cintilantes e ele não hesitou em tocar os lábios dela com os seus, abraçando-a e trazendo-a para mais perto de si. O primeiro toque foi suave, gentil. Mas ela logo o quebrou, encarando-o, abismada.

“Como é que você, sabendo de meus sentimentos, não fala nada e me deixa passando por esse martírio?” – indagou, um pouco brava, mas sem conseguir desfazer o sorriso.

“Eu estava planejando o momento perfeito… Mesmo tendo me esquivado das indiretas da Emma quanto aos nossos '‘encontros’', eu tenho realmente pensado em como fazê-lo ocorrer da forma mais perfeita possível… E, caso teus sentimentos por mim não fossem tão fortes quanto eu esperava que fossem, quem sabe o calor do momento não daria alguns pontos a meu favor?” – ele sorriu, deleitando-se com a risada dela segundos antes de tomar seus lábios novamente, aprofundando o beijo lentamente.


Ambos estavam aproveitando ao máximo o momento. Cada pensamento e sentido voltado para aquele delicioso toque. Acabaram sem perceber que dois pares de olhos os observavam, atônitos, na porta da classe.

Continua…

Notas finais
Corta! (vendo o agarramento continuar) Rubi! Eu disse corta! Hey! Desculpem pelo pequeno inconveniente ali em cima… hehehe... O que posso dizer sobre este capítulo? Eu o adoro! E há duas razões para isso: 1ª – Emma finalmente decidiu desistir da Zelena verdinha. Com essa decisão, quem sabe aquela cabecinha linda e cheirosa loira não a faça abrir os olhos e comece o que sempre esteve bem ao seu lado o tempo todo? As possibilidades são inúmeras.... 2ª – Killian e Rubi se tornaram oficialmente um casal. Foi muito rápido: faz apenas dois meses que eles se conheceram, mas eu não conseguiria trabalhar com dois casais enrolados em uma única história. Seria demais para meu pobre coração dfsgnjkdsakvl. Além do mais, a situação do relacionamento SQ foi de grande importância para a decisão corajosíssima de Rubi né gente... Não que Killian fosse deixar as coisas como estavam por muito tempo. Ele esteve preparando o terreno desde que se descobriu apaixonado...(ownn *-*) Claro que, entre uma coisa e outra, tivemos vários acontecimentos. Regina foi escolhida para ser a representante da turma na Gincana Esportiva e não sei que efeito a notícia teve em Zelena, mas é bem possível que ela acabe aprontando alguma coisa. E a própria Regina decidiu dar ao Daniel uma chance para que possam se conhecer melhor...Ain vocês ainda não me perdoaram por isso neh? Quero agradecer a todos que estão acompanhando e comentando. Muito obrigada pela força! Traduzindo... "Love will be the gift you give yourself..." – O amor é um presente que você se dá. Beijinhos >< p.s.: notícia um pouco chata, mas não é desesperadora. A partir de agora, colocarei os capítulos no ar com um intervalo de 15 dias. Sendo assim, o próximo capítulo sairá no final de semana de 28-29/02.