Chronicles Of a Love

13 Why are we just friends?


Notas iniciais
Cap grandinho pra compensar a demorinha rss Nos vemos lá em baixo! Boa leitura. ps: Espero que tenham gostado da capa nova xp

"E eu estava querendo deixar essa coisa crescer…" — Regina murmurou, ao terminar de pentear seus curtos cabelos e notar o quanto sua franja crescera, procurando por alguma presilha que a mantivesse no lugar durante as atividades do dia. 'Será que eu já guardei na bolsa?', perguntou-se encarando, com um pouco de desânimo, a mala que estava pronta no canto do quarto, já que iria passar o domingo em casa com Neal. — "Ah, eu não vou mexer em você só por causa dessa minha franja chata…" — reclamou, olhando novamente para o espelho e depois, indecisa, para o batom vermelho quase novo que estava em cima da penteadeira. Seria atrevimento demais se usasse aquilo?

"Rê, vamos tomar café ou iremos nos atrasar hoje… de novo!" — Emma bateu na porta do quarto, fazendo a morena pegar o batom e guardá-lo no bolso do uniforme antes de sair, encontrando a loira do lado de fora.

"Sua impaciente!" — passou rapidamente por ela em direção à cozinha, mostrando-lhe a língua. — "Bom dia, James! Nossa! Que cheiro gostoso. O que temos para o café hoje?" — perguntou, sentando-se à mesa enquanto o mordomo colocava os pratos a sua frente.

"Bom dia, Mrs. Mills…" — o homem a cumprimentou sorridente. — "Hoje nós temos broa de milho e erva-doce com geléia caseira de maçã e suco de abacaxi com gengibre…".

"Parece ótimo!" — sorriu, olhando para o prato. — "Agradeço pela comida!" — disse iniciando a refeição e se deliciando.

Emma observava de esguelha a morena, notando que evitava encará-la enquanto tomava o desjejum, estando pensativa. Um pequeno sorriso se formou em seu rosto pensando nos últimos dois dias.

Não imaginara na quinta-feira, quando se beijaram no colégio, que elas conseguiriam agir com naturalidade diante de outras pessoas, principalmente considerando aquela primeira experiência que tiveram... Mas felizmente, percebera que as reações de Emma variavam de acordo com as suas próprias. Quando ela se mostrava tranquila e agia espontaneamente, a loira não demonstrava desconforto, mas se a morena se sentia, por alguma razão embaraçada, ela ficava imediatamente nervosa. Sabia, então, que cabia a morena manter a tranquiilidade para evitar que o incômodo de antes voltasse a aparecer entre elas. Cabia a morena, sim, pois Emma estava claramente muito confusa com o que estava acontecendo.

Não que a amiga não estivesse confusa, principalmente no que se relacionava aos sentimentos da loira. Há algum tempo, havia perdido as esperanças de Emma Swan vir a sentir alguma outra coisa além de amizade por ela. Sim, a amizade que ambas tinham era estranha aos olhos dos outros, mas elas se entendiam perfeitamente; ela sabia que todas as manifestações de carinho da parte da loira eram desprovidos de outras intenções e mesmo as manifestações de ciúme eram repletas de um sentimento gentil, e em muito se pareciam com as de Neal. Entretanto as coisas mudaram e ela podia ver isso no jeito com que a loira a observava desde que se beijaram. Mas Emma ainda não estava pronta para ouvir o que ela tinha a dizer, e a última coisa que Regina queria era assustá-la, quando, finalmente, via uma oportunidade de ter seus sentimentos retribuídos, seus sonhos realizados. Esse era o motivo pelo qual ainda não havia revelado o que sentia, mas esperava que a garota conseguisse entender logo o significado de seus beijos.

‘Não que eu não possa aproveitar enquanto ela não entender, afinal se eu for esperar pela Emma, sabe-se lá quando isso vai acontecer…’, um misto de zombaria e malícia se apossou de seu rosto, fazendo-a interromper a refeição para não acabar engasgando pelo que estava pensando. Quando foi que se tornara tão corajosa e atrevida, Regina?

Suspirou, voltando à realidade e percebeu que Emma se retirava, tendo terminado de comer. Colocou o pedaço de pão que ainda restava em seu prato na boca e se levantou correndo para escovar os dentes antes de sair.

Quando passava o batom nos lábios, ouviu Emma dizendo que ia chamar o elevador. Deu uma última olhada no espelho, pegou sua bolsa e saiu, acenando para James.

Viu que Emma estava segurando o elevador. Sorriu em agradecimento e entrou, imitada por ela. Permaneceram em silêncio durante alguns segundos até que a loira começou a se aproximar dela.

"Está sentindo esse aroma?" — Emma perguntou buscando a fonte da doce fragrância que preenchia o ambiente. — "Parece… canela…" — falou encarando-a com uma sobrancelha levantada e um sorriso maroto no rosto. — "Por que você está cheirando a canela?".

A morena sorriu, olhando-a por baixo dos cílios e tocou com a ponta do dedo nos lábios vermelhos.

"Tem sabor de canela, também…" — sussurrou de forma inocente, fazendo a loira arregalar levemente os olhos.

"Tem é?" — ela começou a se inclinar sobre a morena, mantendo o olhar fixo no dela. Podia sentir o aroma se misturar à respiração quente da garota morena e estava quase provando o doce sabor daquela boca avermelhada quando sentiu o elevador parar. Afastou-se rapidamente, antes que a porta se abrisse no segundo andar para que um dos condôminos entrasse.

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Por ser o último dia antes da gincana, todos os alunos foram mobilizados pelos professores e estavam sob a supervisão dos membros da comissão organizadora. Regina olhava orgulhosa para sua turma trabalhando na preparação do auditório do colégio, onde aconteceria a etapa de apresentações do show de talentos.

Mas apesar de satisfeita com a animação de sua classe, Regina experimentava uma sensação de nervosismo que lhe gelava o estômago. Será que não estava sendo muito mandona e abusando de sua função?

"Regina, o que você acha melhor?" — uma garota responsável pela iluminação do palco se aproximou dela, com uma folha de papel onde apareciam dois diagramas com esquemas de luzes.

"Bem…" — ela olhou para os desenhos um pouco confusa. — "Eu não entendo muito desse assunto…" — disse com sinceridade. — "Mas você está no grupo de teatro, não é? Faça o que julgar melhor. Eu me responsabilizarei…" — sorriu vendo a garota assentir levemente, antes de se afastar.

Ela caminhava por toda a sala, conversando com todos os grupos para saber se estava tudo certo e se precisavam de ajuda ou de algum material.

"Nós precisaremos de mais fita adesiva…" — Kristoff disse quando ela se aproximou do grupo que era formado por ele, Lily, Anna, Tinker e Rubi.

"Eu vou pedir mais alguns rolos na sala de materiais suplementares, então…" — sorriu conferindo o que mais precisaria.

"Não quer que eu pegue o material para você, Regina?" — o rapaz perguntou, querendo ser prestativo.

"Não se preocupe, Kristoff. Eu tenho que pegar o material de outras equipes também, então…" — interrompeu-se ao ouvir seu nome.

"…é patética e só me faz rir, distribuindo esses sorrisos ridículos! Não entende nada sobre liderança a estúpida…" — Zelena comentava em alto e bom tom com suas amigas, atraindo os olhares de todos que estavam num raio de três metros de distância.

"O que você…" — Rubi começou irritada, mas foi interrompida por Regina de forma enérgica.

"Um minuto de atenção, pessoal!" — chamou a atenção de todos. — "Como já está quase na hora do almoço e o serviço está bem adiantado, faremos uma pausa agora. Como o professor Nicholls falou em sala mais cedo, quem estiver inscrito nas atividades de amanhã não precisa retornar após o intervalo, está bem?" — sorriu levemente ao ver os colegas concordando. — "E para quem retornar, eu terei o material extra aqui comigo após o almoço. É só! Muito obrigada a todos pelo trabalho e esforço…" — inclinou-se levemente, encerrando o discurso, antes dos colegas começarem a se retirar.

"Eu não falei? Ela quer dizer que manda, mas nem consegue enfrentar uma pequena crítica… Deve ser porque é verdade, não concordam?" — Zelena continuou a provocação, encarando a morena diretamente com um sorriso cínico.

Regina abaixou levemente os olhos, respirando profundamente, para não acabar perdendo a compostura. Estava com a cabeça cheia de problemas com os preparativos, havia ainda uma lista enorme de coisas a serem finalizadas até o final do dia, só que ela não acreditava que isso justificaria qualquer tipo de grosseria de sua parte com os colegas, por isso, estava tentando ser o mais agradável possível com todos.

Percebeu que seria melhor sair dali, antes que falasse besteira, quando passou a pensar em respostas que envolviam uma certa loira e os beijos que tinham trocados para revidar as afrontas da ruiva.

"Kris.., você se importa de ficar no meu lugar por um instante até que todos saiam?" — questionou para o amigo, um pouco perturbada.

"É claro que não, Regina…" — ele sorriu, pegando a prancheta que ela tinha em mãos. — "Afinal, como monitor da turma, eu estou aqui para auxiliá-la também…" — completou, recebendo um olhar grato da garota.

A morena suspirou com sorriso vacilante, encaminhando-se para a saída do teatro com certa urgência. Assim que alcançou o corredor, apressou os passos querendo ir o mais longe possível daquele lugar. Sem pensar muito, acabou subindo as escadas e chegou ao telhado, com a intenção de espairecer um pouco.

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Emma conversava com Killian e outros dois garotos que estavam em seu grupo, quando viu Regina passar parecendo transtornada.

"Com licença, pessoal. Volto já…" — Ela falou saindo atrás da garota e deixando os colegas para trás.

Seguiu-a cada vez mais preocupada ao vê-la dirigir-se ao telhado. Parou na porta da cobertura, observando-a passar os dedos nos cabelos curtos e massagear levemente a têmpora. Aproximou-se dela calmamente e parou ao seu lado.

"O que aconteceu?" — perguntou quando ela a encarou suspirando pesadamente.

"Nada…" — Regina abriu um sorriso fraco, fazendo a loira encará-la de forma aborrecida.

"Gina…" — chamou-a, vendo-a desviar o olhar.

"Eu apenas me irritei com alguns comentários que escutei, não foi nada demais…" — explicou, ainda sem encará-la.

"E quem foi que lhe disse o quê?" — segurou-a pelos ombros, fazendo-a ficar de frente para si. A morena permaneceu em silêncio por alguns segundos, tentando decidir se deveria ou não contar.

"A Zelena…" — falou de forma áspera, olhando para o chão. — "Ela me deixa tão mal. Consegue despertar o que há de pior em mim…" — tremia levemente, segurando-se para não chorar de raiva. — "Eu não entendo porque ela faz tanta questão de me insultar e tentar me humilhar. Nunca fiz nada a ela!".

"O que foi que ela disse?" — Swan quis saber, exasperada por ver o estado em que Regina se encontrava por causa da outra garota.

"Disse que não sei como liderar a turma e que só fico sorrindo feito idiota…" — fechou as mãos em punhos, erguendo a cabeça com as sobrancelhas contraídas e rangendo os dentes. — "Ela me chamou de incompetente como se eu estivesse brincando…".

"Ela não sabe do que está falando…" — ela interrompeu-a suavemente. — "Liderar é bem mais do que distribuir tarefas e dar ordens, esperando que elas sejam obedecidas. Um líder deve incentivar seus subordinados, aproveitando as habilidades individuais para alcançar um objetivo comum…" — viu-a suavizar a expressão prestando atenção em suas palavras. — "Você é uma líder nata, Regina, e a prova disso é que conseguiu a cooperação de todos sem problema algum. Nossos colegas não fizeram objeções aos seus comandos porque a respeitam…" — terminou, acariciando de leve o rosto da garota, que fechou os olhos, aproveitando a carícia.

"Obrigada, Emm…" — abriu os olhos, encarando a garota à sua frente por um instante e, suspirando pesadamente, encostou a cabeça em seu ombro e a abraçou pela cintura.

"Não precisa agradecer…" — A loira retribuiu gentilmente o abraço, passando a mão pelos sedosos fios de cabelo da garota.

Emma estava suspirando aliviada pela situação não estar estranha diante da pequena aventura que elas estavam vivendo. Era em momentos como esse, nos quais Regina precisava dela e de seu apoio, que podia afirmar que tudo continuava igual a antes. Eram amigas acima de tudo e continuariam a ser depois que aquela sensação de novidade e descobrimento passasse.

O que não parecia passar era aquela vontade de beij…

'Não!', ela interrompeu a linha de seus pensamentos. Aquela proximidade em nada a afetava. Aquele abraço, as sedosas mechas de cabelo entre seus dedos ou o toque suave em suas costas não eram nada. Já haviam estado assim antes, como perfeitas amigas que eram. Embora na ocasião não houvesse aquele aroma adocicado de chocolate que insistia em se misturar com o perfume de maça do xampu que ela costumava usar.

"É melhor eu voltar ao trabalho agora…" — A morena se afastou levemente, permanecendo ainda enlaçada pelos braços da loira. — "Emm.., eu ainda tenho muito que fazer antes do término do intervalo." — disse, encarando-a firmemente.

Emma a olhou com gentileza. Sabia o quanto ela vinha se esforçando para que tudo desse certo e que faltava pouco para romper seus próprios limites. Era nesses momentos que via quão forte ela era. Sorriu, puxando-a para mais um abraço.

"Emma, o quê…?" — indagou confusa, mas correspondendo o gesto.

"Shhhhh…" — interrompeu-a delicadamente. Nada podia fazer além de estar ao lado dela, então era isso o que faria… Ah, mas aquela fragrância era quase uma perdição. Se a ocasião fosse diferente, ela talvez a beijasse. 'Swan, contenha-se!', repreendeu-se mentalmente. — "Esse evento tem realmente consumido suas energias, não?" — se afastou o suficiente para ver o rosto dela. — "Aposto como nem tem dormido direito…" — observou-a corar.

"Não precisa se preocupar com isso. Eu prometo que descansarei quando tudo terminar amanhã…" — ela sorriu de lado. — "Não só quero, como me comprometi em fazer esse evento acontecer!".

"Mesmo assim! Não precisa se deixar afetar tanto assim nem se desgastar desse jeito. Tem que relaxar um pouco, nem que seja por meia hora…" — viu-a abrir a boca para contestar, mas a loira a calou repousando o indicador sobre os lábios ainda vermelhos. Arrependeu-se quase imediatamente, por causa do arrepio que percorreu sua espinha. — "Você liberou nossa turma antes do horário do almoço. Portanto, tem tempo suficiente para relaxar um pouco. Qualquer coisa eu vou te ajudar a fazer o que precisa…".

"Emma, mesmo que eu tente relaxar e esquecer da gincana, não vou conseguir…" — contestou, encarando-a diretamente.

Emma, imediatamente pensou em algo que provaria o contrário. 'Ora, que mal pode haver? Ela está precisando se distrair, não é?’, a loira analisou a situação. Não era por não conseguir se conter, mas porque ela precisava. Com isso em mente, ela levou uma das mãos ao rosto dela, acariciando-o suavemente.

"E-Emma…" — murmurou, em tom de aviso, enquanto deleitava-se com o toque.

"Se não quiser, é só dizer…" — disse, fazendo a morena rir.

A jovem herdeira aproximou um pouco mais seus corpos. Ambos os olhos se mergulharam, piscinas verdejantes e mar âmbar se encontraram e a garota alemã pôde identificar na outra a mesma ansiedade que sentia. O mesmo desejo… Regina retribuiu-a com um olhar curioso fixo no dela, com as mãos delicadas subindo pelos braços que a envolviam e, passando pelo pescoço até se emaranharem nos cabelos loiros rebeldes, aproximou-se com os lábios entreabertos. Logo a distância foi eliminada e os lábios se tocaram de forma suave. Mas elas não se satisfizeram com um leve toque, então, logo Regina apertou o abraço, aproximando-se mais, ao mesmo tempo em que ela levava a mão até a nuca dela, aprofundando o beijo.

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Doroth observou Rubi passar por ela correndo, como se tivesse que pegar um trem. Balançou negativamente a cabeça suspirando. Aquele não era o comportamento de uma jovem de uma família influente, mas não eram todos que tinham a mesma classe que ela própria.

Continuou seu caminho em direção ao pátio, onde encontraria suas amigas que, provavelmente, estariam conversando sobre o tal plano de Zelena para se vingar de Emma Swan. Abriu um pequeno sorriso ao pensar nisso. Por mais que a ruiva negasse, tinha certeza que vingança era a última razão a impulsionar essa ideia. Zelena estava era com dor de cotovelo, por ter perdido as atenções da 'alemãzinha' justo quando descobrira que não haveria imposições ao seu envolvimento.

Já fazia algum tempo que vinha desconfiando que a ruiva estava louquinha pela garota, principalmente pelas constantes ofensas direcionadas a Regina Mills. A pobre garota não fazia ideia do quanto era odiada… e invejada. Ela, particularmente, não tinha nada contra a jovem de olhos castanhos, contanto que não se colocasse em seu caminho.

Avistou o lugar onde Zelena e Glinda segredavam e se aproximou, mantendo-se em silêncio.

“E o que você acha de…” — Zelena começou, mas foi interrompida.

“É melhor você não exagerar, Zel…” — Glinda a repreendeu. — “Detenha-se a coisas que você tenha como provar…”.

“Mas que mal pode acontecer se eu colocar um pouco mais de drama na história?”.

“Você é quem sabe. Mas é melhor prestar muita atenção no que vai fazer, porque a tal Swan não está mais aos seus pés…” — alertou-a seriamente. — “Não será fácil ganhar a simpatia dela novamente. E é melhor parar de maltratar a Mills por algum tempo…”.

“O quê?” — olhou com escárnio para a morena. — “Por que eu faria isso?”.

“Você conhece o ditado: mantenha seus amigos perto…”.

“E os inimigos mais perto ainda…” — A ruiva completou com uma expressão sádica.

“Vocês não acham que estão sendo um pouco drásticas demais?” — Doroth perguntou assustando-as. A verdade é que não haviam percebido sua presença.

“Não faça isso!” — A loira a repreendeu, levando uma das mãos ao peito. — “Parece um fantasma se aproximando sem ser notada desse jeito…”.

“Quando é que você pretende começar a executar sua vingança?” — a moreninha indagou curiosamente, ignorando o comentário de Glinda.

“Preciso planejar tudo primeiro…” — Zelena respondeu tranqüilamente. — “Você sabe o que dizem sobre a pressa…”.

“Sim, eu sei. É por isso que a Mills está três anos a sua frente…” — Dory comentou recebendo um olhar descrente.

“Ora, por favor…” — A ruiva começou em tom de chacota.

“Ela pode ter razão, Zel…” — A loira a interrompeu pensativa. — “E isso até que faz sentido…”.

“O que ‘faz sentido’?” — a ruiva inquiriu franzindo a sobrancelha. Do que aquelas duas estavam falando?

“A Mills pode não ser tão estúpida quanto pensamos…” — a loira olhou para Zelena seriamente. Seu objetivo era tentar plantar a semente da insegurança na amiga. — “E se aquele aparente conformismo que ela demonstrava fosse apenas uma paciência de ferro mantida por um plano sendo meticulosamente aplicado…”.

“Espera um pouco, Glinda, não foi is-…” — Doroth começou chateada, sendo cortada por Zelena, que começava a se mostrar irritada.

“Até parece que a mosca-morta da Mills faria isso…”.

“E por que não? Ninguém sabe, ao certo, há quanto tempo ela sabe sobre a fortuna da Swan…” — Glinda continuou pensativa. — “Mas uma coisa é certa: ela não pareceu surpresa quando a mãe dela apareceu…”.

“Agora que você tocou no assunto…” — A ruiva pareceu cogitar a possibilidade.

“E tem mais…” — decidiu dar a cartada final. — “É bem possível que você a tenha ajudado sem querer…” — sorriu internamente ao ver o espanto surgir no rosto da ruiva. — “Jogando a Swan, cada vez mais insegura, nos braços reconfortantes da Mills…”.

“A amiga fiel, sempre presente e disposta a oferecer apoio…”.

“Exato!” — a loira concluiu, vendo um leve desespero tomar conta do rosto de Zelena. Aquilo ia ser divertido.

Glinda duvidava que Regina Mills fosse capaz de algo assim. Ela era boazinha demais e apaixonada demais pela alemãzinha para agir de maneira tão traiçoeira. Mas Zelena a odiava, e não havia nada de errado em usar aquele sentimento para derrubá-la.

“Ok, Muito bem! Hoje mesmo começarei a me mover…” — Zelena se levantou, sacudindo a saia com um sorriso no rosto. — "E é melhor a Mills estar preparada porque ela nem vai ver o que a derrubou…”.

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Rubi descia rapidamente as escadas, com o coração acelerado e um sorriso bobo no rosto. Tinha que encontrar Killian o mais rápido possível. Aproximou-se de um grupo de alunos de sua classe.

“Anna, você viu o Killian?” — indagou ofegante.

“Estava com o Kristoff…” — disse, olhando-a estranhamente. — “Aconteceu alguma coisa?”.

“Um milagre! Aconteceu um milagre!” — exclamou antes de sair correndo em busca do namorado, deixando um grupo de colegas curiosos para trás.

Entrou no auditório, localizando quem procurava imediatamente e se aproximou como um furacão, atraindo a atenção dos poucos alunos que ainda estavam ali presentes.

“Rubi, o que houve?” — Jones a segurou pelos ombros, quando ela parou ao seu lado, a respiração alterada.

“Desculpe interromper,…” — apesar de estar ofegante, o sorriso não desaparecera de seus lábios nem por um segundo. — “Mas eu preciso falar com você Killian…”.

“Tudo bem, o quê…?”.

“Em particular…” — interrompeu-o. — “Com licença, Kris..!” — puxou o namorado pela mão até um lado mais isolado do anfiteatro.

“O que aconteceu? Não ias atrás de Regina para ver se ela estava bem?” — indagou levemente confuso.

“Eu fui!” — aumentou o sorriso. — “E acabei descobrindo que nossas duas amigas enroladas andam é se enrolando por aí…” — viu o inglês erguer uma sobrancelha.

“De que, exatamente, estás falando, Rubi?”.

“Elas estavam se beijando, Kill…” — segredou excitada.

"Beijando?" — ele repetiu, tolamente. Nem ele pudera prever que as coisas fossem se desenvolver tão rápidas entre aquelas duas.

"Sim!" — Rubi afirmou, dando pulinhos. — “E, pelo que eu pude ver antes de sair de lá, para não cortar o clima, elas pareciam bem… hum… avançadas… tipo beijo de terceiro encontro!" — falou pensativa, fazendo uma expressão chateada. — “Claro que eu tenho que chamar a Regina para uma conversinha mais tarde. Afinal de contas, ela não me disse nada sobre isso e se elas estão namorando eu deveria ser a primeira pessoa a ficar sabendo…” — ignorou rapidamente o assunto, voltando ao seu estado de animação anterior. — “Mas o que importa? Contanto que elas estejam juntos, não é?” — comentou sem notar a expressão séria do britânico.

“Não sei não… Alguma coisa não está fazendo sentido…” — ele comentou, atraindo a atenção da morena de olhos claros. — “Isso não explica o comportamento delas durante essa semana…”.

“Realmente, não explica, mas foi você mesmo quem disse que a Emma estava confusa…”.

“Sim, e quando a provoquei, essa manhã, continuava confusa…” — ele não estava tendo um bom pressentimento.

“Você está enganado!” — ela cruzou os braços. — “A Regina não se deixaria beijar daquele jeito se não estivessem namorando…” — argumentou, como boa conhecedora da amiga.

“Tu deves estar certa…” — apesar de não estar convencido, Jones decidiu aceitar a palavra da namorada como final. Conversaria com a loira mais tarde de qualquer forma. Precisava tirar isso a limpo e, se estivesse certo, teria que dar um jeito de abrir os olhos da amiga para que não acabasse machucando Regina e a si mesma.

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A luz avermelhada do final da tarde iluminava parcialmente as paredes e o chão do refeitório quando Emma se sentou a uma das mesas abrindo um livro, vendo-se finalmente livre de outras atividades. Agora tudo o que lhe restava fazer era esperar por Regina.

Mal havia terminado de ler o primeiro parágrafo quando ela sentiu o banco balançar indicando que alguém havia se sentado ao seu lado, mas não foi com satisfação que reconheceu de quem se tratava.

Suspirou pesadamente, sem tirar os olhos do livro, percebendo não ter como evitá-la sem parecer mal-educada, pois Zelena Mader até parecia ter esperado por uma oportunidade perfeita para abordá-la naquela hora. A loira não fez o mínimo de esforço para esconder seu desprazer, no entanto.

"Eu sei que você não quer falar comigo…" — a ruiva começou, deixando a loira levemente surpreso com a falta de rodeios. — "Mas se eu puder ter dois minutos de sua atenção…" — continuou em tom de súplica, fazendo-a erguer levemente os olhos e fitá-la em silêncio.

Mantiveram-se caladas por algum tempo; a alemã ruminando a atitude que deveria tomar, e a ruiva aguardando pela decisão da mesma.

"Eu realmente não consigo imaginar o que você poderia ter para me falar Zelena, mas prossiga…" — ela quebrou o silêncio, fazendo-a abrir um sorriso que lhe iluminou o rosto.

"E-eu gostaria de tentar explicar meu comportamento. Acredito que, quando souber a situação, você entenderá os meus motivos e…" — interrompeu-se ao vê-la girar os olhos e suspirou fortemente, antes de continuar. — "Você deve ter conhecimento sobre a importância de minha família no cenário econômico e imagino que, sendo quem você é, entenda o valor de se estar bem relacionado e o quanto as "amizades erradas" podem ser prejudiciais…" — seu tom de voz era inseguro e ela estava com a cabeça levemente abaixada, apenas alerta para as reações da Swan, que se mantinha quieta e parecia ter ficado subitamente interessada no que ela estava falando. — "Por causa disso, não tenho permissão para me envolver com pessoas que não estejam na mesma esfera social que eu. As únicas amigas que tenho são Glinda e Doroth, por serem filhas de pessoas importantes conectadas aos negócios de meu pai; não posso me relacionar com as pessoas sem a aprovação de meu pais…".

"Entendo…" — Emma abaixou a cabeça, pensativa. A ruiva fez uma breve pausa, sorrindo internamente por sua vitória garantida. Só precisaria provar a ela que eram iguais para poder tê-la novamente na palma de sua mão.

"Então você entende que, mesmo querendo dar uma oportunidade a você, eu nunca poderia fazer isso antes de saber quem…" — a loira a interrompeu, antes que a outra pudesse completar a frase.

"Hei, hei, hei… espera aí! Isso e aquilo são coisas completamente diferentes. Não misture as coisas…" — Emma abriu um sorriso de lado ao notar a expressão de espanto no rosto dela. Balançou negativamente a cabeça, tendo percebido qual era a real intenção da garota. 'Ela não pode ter pensado que seria tão simples me confundir. Por acaso me julga uma idiota?', perguntou-se. — “Eu até entendo Zelena, como você deve se sentir por causa desse posicionamento de seus pais, mas isso não justifica o jeito que você age e as coisas que faz…” — fechou o livro encarando-a de forma neutra. — “Nada disso a impede de ser, pelo menos, mais agradável com nossos colegas. Eles são pessoas que você encontra todos os dias, com as quais tem que conviver e seus pais não podem fazer nada para mudar isso. Talvez devesse pensar nisso e aproveitar a oportunidade de conhecer outras pessoas além das suas duas únicas amigas…” — levantou-se, parando ao lado da mesa de costas a ela. — “E depois, não acha que já está bem crescidinha para fazer suas próprias escolhas?” — indagou irônica, começando a se afastar da mesa.

“Para você deve ser muito fácil falar, mas não é assim tão simples para mim...” — a ruiva a segurou pelo braço, forçando-a a olhá-la. — “Eu não sei como… e-eu… eu gostaria muito de mudar a situação, mas não vejo como isso é possível. Não consigo confrontar meu pai… ou minha madrasta!” — soltou-a, derramando lágrimas doloridas. — “Não dá! Eu não consigo…” — cobriu a boca com as mãos de forma a sufocar os soluços.

Emma apenas suspirou com a expressão inalterada. Obviamente não se sentia confortável diante de uma pessoa em prantos, mas não estava totalmente convencida que aquelas lágrimas eram sinceras. Não daria a ela o benefício da dúvida depois de tudo o que fizera. E ainda, estava irritada pela maneira com que ela tratara Regina mais cedo.

“Não consegue ou será que não quer que as coisas mudem?” — questionou ficando novamente de costas para a garota ruiva. — “Não importa. A única pessoa que pode realmente fazer alguma coisa a respeito é você mesma…” — começou a se afastar com passos lentos, completando quando já havia ganhado alguma distância. — “Deixe-me saber quando estiver disposta a dar um basta no problema. Posso lhe dar um conselho ou dois…” — e continuou andando, sem olhar novamente para a garota.

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Regina olhou no relógio, suspirando pesadamente. Já havia passado da hora de encerrarem as atividades, mas ela finalmente terminara tudo o que tinha para fazer.

‘Eu não devia ter recusado a ajuda da Emma depois do almoço…’, suspirou cansada. Provavelmente elas já estariam a caminho de casa agora se tivesse admitido que precisava de auxílio.

“Ainda por aqui?“ — ouviu alguém dizer e se voltou para trás no corredor vendo quem era.

“Ah, Daniel…” — disse surpresa e um pouco embaraçada. — “Sim, tive alguns atrasos, mas finalmente terminei minhas tarefas…”.

“Teve muitos problemas?” — ele indagou, observando-a suspirar.

“Nada fora do esperado…” — disse simplesmente com um sorriso. — “Mas e você? O que faz aqui até agora?”.

“Tive alguns imprevistos que atrasaram um pouco meu planejamento, mas já estou terminando…” — encarou-a atentamente, deixando-a sem graça.

“Hum bom, t-tem alguma coisa estranha em mim?” — indagou, com a face rosada.

“Ahm, não. Nada estranho. É só que…” — suspirou pesadamente olhando pela janela do corredor. — “Eu reparei que você está muito feliz ultimamente e… imaginei que talvez deva parabenizá-la…” — sorriu gentilmente, vendo-a assumir uma expressão confusa. — “Você e Emma estão…”.

“Não! Não, não!” — interrompeu-o, negando rapidamente evitando encarar o rapaz. — “Nós não estamos… eu e a Emma somos apenas melhores amigas…” — disse com a voz desaparecendo. ‘Por enquanto…’, adicionou mentalmente com um sorriso esperançoso.

“Ah, então desculpa então. Espero que não se sinta chateada pela confusão…”.

“Não se preocupe. Já estou acostumada com isso. As pessoas vivem confundindo o nosso relacionamento…” — disse rindo levemente. Ele ficou calado por alguns segundos, olhando para um ponto atrás dela, antes de suspirar pesadamente.

“Eu acho melhor ir andando e terminar minhas tarefas…”.

“Ah, sim… Desculpe-me por tê-lo segurado aqui quando você ainda tem o que fazer…” — ela lhe tocou o ombro levemente. — “Amanhã o dia será bastante agitado…” — aconselhou, vendo-o anuir.

“Boa noite, Regina… e para você também, Emma…” — completou, fazendo a morena olhar imediatamente para trás.

“Igualmente…” — Emma falou enquanto o rapaz se afastava, mas nem por um instante tirara os olhos de Regina.

A loira estava séria e Regina começou a se perguntar desde quando ela estava ali e o quanto ela ouvira da conversa. O que ela dissera há pouco poderia causar confusões e mal-entendidos, se mal interpretados...

“Eu não notei que você estava aí…” — a morena se aproximou dela com um pouco de insegurança na voz e viu-a abrir um sorriso travesso que a deixou levemente relaxada.

“Eu estava tentando me aproximar sem chamar atenção para assustá-la, mas infelizmente tive meus planos frustrados…” — a garota comentou fazendo uma careta de sofredora. — “Até pedi para o Daniel não revelar que eu estava aqui, mas acho que ele não vai com a minha cara…” — reclamou fazendo-a rir.

“Como se a recíproca não fosse verdadeira…” — ela lembrou, vendo-a suspirar.

“Nem desgosto tanto assim dele…” — respondeu irônica. — “E então, vamos embora?”.

“Uh-hum…” — concordou, caminhando silenciosamente ao lado dela enquanto se convencia que não havia com o que se preocupar.

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Regina permaneceu em frente ao portão de sua casa, acenando para o carro que se afastava até ele desaparecer ao dobrar a esquina. Suspirou pesadamente levantando a mala e se virou para a entrada, vendo algumas das luzes acesas, o que indicava que seu irmão já devia estar em casa.

"Eu cheguei!" — anunciou, atrapalhando-se um pouco para tirar os sapatos.

"Eu estou aqui!" — ouviu a resposta de Neal vir da sala e atravessou o corredor, arrastando a bolsa até chegar à escada. Deixou-a ali por um instante e foi ao encontro do irmão. Havia sentido sua falta.

"Já faz muito tempo que chegou?" — indagou, vendo-o desligar a televisão e se colocar de pé, indo em sua direção.

"Não muito, mas você nem foi capaz de voltar para casa um pouco mais cedo para me preparar um daqueles jantares sem gosto em que é especialista..." — ironizou, dando-lhe um abraço carinhoso e bagunçando seus cabelos.

"Eu também senti sua falta, Bae..." — retribuiu ao gesto de carinho ignorando a provocação.

"Como foi a semana, anã?" — perguntou fazendo-a desviar o olhar levemente embaraçada. Se ele sequer desconfiasse o que ela andou fazendo durante a semana...

Para sua sorte, Neal não prestava atenção nela por estar olhando no relógio e ele nem a deixou pensar no que falar, antes de continuar. — "Primeiro, vá trocar de roupa; iremos jantar com a Tamara hoje. Você me conta o que andou fazendo a caminho da casa dela…" — soltou-a e deu-lhe um beijo na testa, ao vê-la concordar, saindo em seguida para fazer o que ele dissera.

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Emma e Mary estavam sentadas tranquilamente à mesa durante o jantar, mas a jovem parecia em outro mundo e simplesmente mexia devagar a comida do prato, com o olhar vago. Suspirou pesadamente olhando ao redor.

“Por que o James não está jantando conosco hoje?” — indagou distraidamente, fazendo Mary erguer uma sobrancelha.

“James nunca se sentou à mesa conosco, minha filha…” — comentou, fazendo-a arregalar os olhos.

“Sério? E por que não?” — soltou os talheres sobre o prato e encostou-se à cadeira, encarando a mulher que desviava olhar. Sabia a resposta. Não importava que o considerassem um membro da família, no final o homem continuava sendo apenas o mordomo. — “Eu podia jurar que ele fazia as refeições comigo quando eu era mais nova…” — comentou, coçando a cabeça. Mary meneou levemente a cabeça, ficando em silêncio.

"Você não quer me contar o que está acontecendo? Está estranha desde que chegou em casa..." — encarou-a seriamente, vendo a garota olhar para o prato. — “Não me diga que está assim por saudades da senhorita Mills…”— arriscou em tom de brincadeira, fazendo-a erguer o rosto para fitá-la.

“Até parece... eu e ela não somos grudadas, você sabia?”— respondeu divertida, mas sem conseguir convencer a mãe.

Era, sim, verdade que ela estava sentindo falta de Regina durante o jantar, mas só porque, depois de uma semana, era estranho não ter a presença dela ali; não ouvi-la comentando sobre o sabor da comida daquele jeito que transformava um prato de salada no mais delicioso dos banquetes ou o som de sua risada. O horário da ceia estava quieto demais àquela noite.

“A senhora também está sentindo falta dela, não está?”— suspirou, vendo-a sorrir e confirmar. O silêncio se instalou entre elas por alguns momentos, enquanto Emma terminava sua refeição. — “Com sua licença, eu vou me retirar agora, mama...” — disse começando a retirar a louça da mesa.

“O que você está fazendo?” — ela perguntou, fazendo-a parar e dar um tapa na própria testa.

“Já sei, já sei. Isso é trabalho do James…”— riu, balançando a cabeça e caminhando devagar na direção da porta. — “Boa noite...” — disse antes de sair.

Mary ficou olhando para o vazio quietamente durante algum tempo. Não era apenas a ausência da jovem Mills que estava incomodando a filha, ela tinha certeza. Mas quanto tempo mais levaria para perceber? E o que faria quando a verdade finalmente a atingisse?

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Emma seguiu para seu quarto e encostou a porta, jogando-se na cama e encarando o teto. Parecia sentir-se melancólica, mas que razão poderia ter para isso?

Sua mente retornou para o colégio no momento em que ouviu Daniel parabenizar Regina por estarem namorando, mas não entendeu porque sentia-se tão aborrecida. Já devia estar acostumada a isso. As pessoas viviam confundindo o relacionamento delas…

‘Mas... é a primeira vez que tem um motivo real para que pensem que temos algo...’, considerou fechando os olhos brevemente, tentando compreender o que estava sentindo.

Cada vez que elas se beijavam parecia ser como a primeira vez, recheado com a sensação de descobrimento e novidade; o mesmo êxtase. E, além disso, aquela vontade de experimentar o sabor dos lábios da amiga não desaparecia, mas se tornava cada vez maior. Já havia percebido que seus sentimentos por Regina sofreram uma mudança brusca desde o primeiro beijo que trocaram. Mas, mudaram para o quê?

Ela virou-se para o lado e viu o porta-retratos com a foto das duas sobre a mesa de cabeceira. Suspirou observando-a e deixou seus pensamentos voarem até a amiga.

"Não somos … eu e a Emma somos apenas melhores amigas…”.

Foi o que ela dissera, sem ao menos precisar de tempo para pensar.

‘Regina negou qualquer coisa entre nós com tanta firmeza...’, pensou chateada que ela obviamente não a via como sua namorada, mas se espantou com suas próprias reflexões. ‘O que mais ela poderia responder? Nós não estamos namorando sua tonta…’.

“O que está acontecendo comigo?” — murmurou a questão. Swan não se conhecia mais. Não tinha a mínima ideia do que fazer, de como agir. Talvez devesse conversar com Regina sobre o assunto. Ela devia ter dúvidas a esse respeito também. Quem sabe, se ambas expusessem o que pensavam… o que sentiam…

‘Mas o que eu sinto por ela?’, ela indagou-se novamente, voltando a fitar o teto tentando analisar seus próprios sentimentos. Enquanto o fazia, foi sendo envolvida por um manto de torpor e acabou adormecendo, mergulhando num sono inquieto e sem sonhos.

Continua...

Notas finais
Como eu, vocês e o restante da população mundial já imaginávamos, Zelena está aprontando, mas se ela achou que seria fácil ter a ‘Emma cachorrinho’ na palma da mão e acabou com a cara na porta... Entretanto tem uma coisa que eu acho que vcs tbm perceberam. Será que alguém está prestando atenção nas amigas da nossa verdinha?? O que vocês acham que está acontecendo entre elas? É algo para se pensar, com certeza. Reflitam. Ah! É mesmo... na cena em que Emma e Mary estão jantando, as falas estão em itálico porque elas estão conversando em alemão. Achei que seria importante comentar sobre isso. Besos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.