Chronicles Of a Love
6 I don't dare reveal my feelings
NOTAS INICIAS ESTÃO BUGANDO, ENTÃO EU VOU ESCREVER AQUI MESMO!!
Hi amores! Feliz Natal Atrasadoo!! LOL
Demorei quase 1 mês sem atualizar, vcs estão bem chateados eu acho...Graças a Deus estou de férias e até agradeço de mais a algumas meninas que me desejaram boas provas!! ♥ Vou ser breve hj, Fiz esse cap hoje ainda, pelo menos o último do ano de 2014!!! Espero que gostem desse aqui hehe!! xD Boa leitura e perdão os erros de português -.-!!
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O céu estava azul, apenas uma ou outra nuvem atravessava o firmamento, sendo carregadas pelo vento, que soprava suavemente, balançando as folhas das árvores e refrescando um pouco o dia quente. Regina e Rubi estavam sentadas em uma toalha xadrez, estendida na grama do parque sob a sombra de uma majestosa árvore.
"E o que você queria falar comigo, Rubi?" – a jovem de olhos castanhos perguntou curiosa para a amiga, que se mostrava um tanto relutante em falar.
"É que eu ainda não tenho certeza, Gina…" – hesitou, olhando para as mãos que repousavam sobre o chão. Aquelas atitudes estavam deixando Regina aflita.
"Agora você está me deixando preocupada desse jeito…" – disse, colocando uma mão sobre o ombro da morena de olhos claros. – "Mas se não quiser falar, eu entendo…" – sorriu, vendo a garota de mechas vermelhas fazer o mesmo.
"É só que…" – encarou Regina, respirando profundamente. – “Como você soube que havia se apaixonado pela Swan?” – perguntou, fazendo Regina ficar vermelha e olhar para o lado.
“E-eu... eu não sei exatamente...” – sorriu levemente, evitando encará-la. – “Eu simplesmente soube...” – ergueu o rosto, observando Rubi que parecia desapontada com aquela resposta. Regina tinha uma ideia do motivo de ela estar perguntando aquilo. – “Eu... sabe... eu, ainda hoje, sinto meu coração acelerar toda vez que ela se aproxima, e um arrepio percorre minha espinha a cada sorriso...” – falava devagar, com os olhos fechados e a mão sobre o peito. – “E quando ela fala comigo, olhando diretamente em meus olhos, minhas pernas tremem e eu, subitamente, não sinto mais o chão sob meus pés...” – abriu os olhos, suspirando.
“Você sente tudo isso quando está com ela?” – a morena de longos cabelos questionou, maravilhada. Regina apenas confirmou com a cabeça.
“E também há uma sensação de conforto que me envolve quando eu estou ao lado dela...” – sorriu. – “Eu não preciso medir minhas ações; posso ser simplesmente eu mesma sem me envergonhar ou me sentir desconfortável...” – encarou Rubi, arqueando as sobrancelhas. – “Mas por que você me perguntou isso, Rubbs?” – questionou, fazendo a pele branca da amiga se tornar púrpura. – “Por acaso está gostando de alguém?”.
“Ah, e-eu... quero dizer...” – ergueu a cabeça e arregalou levemente os olhos. – "A-aí es-estão eles!" – exclamou, fazendo Regina se voltar para trás, sorrindo e acenando aos recém chegados.
"Bom dia, meninas!" – Emma as cumprimentou, enquanto Killian olhava repetidas vezes o relógio.
"O que houve, Killian?" – Rubi perguntou, fitando curiosamente o rapaz.
"Não estamos atrasados, estamos?" – questionou, parecendo incomodado.
"Não!… Chegaram no horário combinado. Eu e a Regina é que viemos um pouco mais cedo para podermos conversar um pouco a sós…" – explicou, vendo-o tranquilizar-se.
"Isso foi uma demonstração da fixação de Killian com a famosa pontualidade britânica…" – Emma cochichou para Regina, fazendo-a rir baixinho.
"Podemos começar?" – Regina perguntou, colocando uma cesta grande no centro da toalha.
"Deixe-me te ajudar!" – Emma sorriu, retirando os alimentos da cesta para o piquenique, sob os olhares de seus amigos.
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Após almoçar e passar algum tempo conversando com os amigos, Regina retirou um caderno de dentro da mochila, pedindo a Emma que a ajudasse com alguns exercícios que ela não estava conseguindo resolver. A loira concordou, mas não sem antes zombar um pouco da amiga. Sentaram-se lado a lado, com o caderno sobre o colo da loira, deixando Killian e Rubi de lado.
"Eu simplesmente adoro quando elas fazem isso…" – Rubi comentou, balançando a cabeça com um sorriso resignado.
"Isso é comum?" – Jones perguntou em voz baixa, recebendo confirmação da jovem de olhos azuis.
O inglês encarou a amiga que explicava alguma coisa para Regina, enquanto a mesma observava a loira silenciosamente, com um sorriso no rosto, como se estivesse hipnotizada.
"É difícil aceitar que elas são apenas amigas, não é?" – Rubi perguntou, fazendo Killian voltar-se para ela.
"É difícil acreditar que Emma não perceba o que Regina sente por ela, isso sim…" – sussurrou. – “Ela não é nem um pouco discreta ao tentar esconder...” – completou, rindo e fazendo a garota concordar.
"Já que elas estão tão entretidas, acha que sentirão nossa falta se formos dar uma volta?" – a jovem perguntou, ficando levemente corada ao ver o sorriso que o inglês abriu com a sugestão.
"Não creio que se importarão com nossa ausência..." – sorriu, levantando-se e oferecendo a mão para que a jovem fizesse o mesmo.
Passaram a caminhar lentamente pelo parque e logo se distanciaram das duas amigas.
Rubi não conseguia parar de pensar em como era confusa a relação que aquelas duas possuíam, principalmente da parte de Emma. Havia momentos em que duvidava que o sentimento da loira por Regina fosse apenas amizade, mas em outras ocasiões, conseguia ver apenas um carinho fraternal nas ações da loira. ‘Um carinho muito forte, mas ainda assim fraternal...’, a morena pensou, suspirando pesadamente, fato que não passou despercebido pelo jovem inglês.
"Estás pensando em Regina e Emma?" – ele indagou. A jovem balançou a cabeça, confirmando e arrancando um sorriso do rapaz.
Passaram pelo lago do parque e se sentaram nos bancos que havia não muito longe dali. O dia não estava muito movimentado, mas o pouco movimento que podia ser percebido conseguia dar ao local um aspecto de vivacidade e alegria.
Rubi começou a pensar nas sensações que Regina descrevera mais cedo e reconheceu algumas delas a envolvendo. Seu coração estava desesperado e se sentia muito bem perto daquele rapaz. ‘Seria possível?’, perguntou-se, olhando-o de esguelha enquanto pensava em algo para falar.
Permaneceram um pouco em silêncio, apenas observando os arredores. Alguns pardais cantavam empoleirados nos ramos das árvores, alheios a qualquer outra coisa senão sua música polifônica.
"Não é bonito?" – Rubi perguntou, suavemente. – "É uma verdadeira sinfonia. Não exatamente um Mozart, mas ainda assim uma bela sinfonia…" – suspirou.
"Gostas de música erudita?" – Killian perguntou, visivelmente interessado. Rubi sorriu e assentiu. – "E de quais compositores tu gostas?".
"Bem, gosto de muitos, mas confesso que tenho certa preferência pelos barrocos. Você sabe, Bach, Vivaldi, Haendel...".
"Sim, são excelentes compositores, mas eu gosto mais do classicismo e do romantismo. Beethoven, Chopin... Tenho uma paixão confessa pelas composições de Chopin. Gosto do tom melancólico que ele dá às suas músicas. Já percebeste como ele abusa das escalas menores?".
Rubi sorriu, não eram muitos os rapazes que gostavam daquele tipo de música. Jones, entretanto, não apenas gostava como também entendia do assunto como poucos. Logo, ambos haviam mergulhado em uma longa conversa sobre o universo da música erudita.
"Sabe..." – ela falou. – "Ultimamente tenho ouvido muita ópera. Gosta de Carmem?".
"Sim, uma das minhas preferidas!" – ele respondeu com entusiasmo. – "Conheces Ofélia?".
Rubi balançou a cabeça e sorriu, dizendo que Ofélia fora a primeira ópera que ela escutara.
"A minha também!" – admirou-se Killian. Rubi abriu um largo sorriso.
"Gosta de Carmina Burana?" – ela perguntou, os olhos brilhando de excitação.
"Carl Orff!" – Jones murmurou. – "Eu simplesmente adoro!"
"É uma das minhas obras favoritas!" – ela exclamou.
"Tens um ótimo gosto musical! Agora entendo porque mostras tanta desenvoltura nas aulas de música...” – disse o inglês. – “Aliás, tu tens uma voz linda, não é à toa que és solista do coral." – completou, fazendo Rubi sorrir.
"Creio que, agora, falta-me poder escutá-lo ao piano, não é mesmo? Ouvi seus pais comentando que você toca maravilhosamente bem." – falou a moça. Killian sorriu.
"Creio que eles exageraram um pouco, sabes como são os pais com esse tipo de coisa, sempre se empolgam demais...” – retrucou, humildemente. – “Mas eu realmente ficaria feliz se pudesse te ouvir cantar junto ao meu piano." – ele falou, galante. Rubi não escondeu o sorriso que se formou em seus lábios.
"Seria um prazer." – ela disse.
Alguns minutos mais tarde decidiram voltar até o lugar onde haviam deixado Regina e Emma, mas não tinham pressa. Caminhavam em silêncio, apreciando a melodia agradável do vento que balançava as folhas, pássaros cantando enquanto se banhavam na fonte do parque, risadas infantis que se espalhavam por todos os cantos, alegrando os corações.
"Hey Rubi!" – Regina gritou, andando até a amiga ao vê-la aproximar-se. – "O que aconteceu?… Aonde vocês foram?" – perguntou parando em frente à jovem de olhos claros com as mãos cruzadas sobre o peito.
"Fomos dar uma volta…" – começou, mas foi interrompida.
"Por que não nos avisaram?" – ela ergueu uma sobrancelha, vendo a morena lançar um olhar divertido para o inglês.
"Porque não quisemos te atrapalhar, já que estavas tão concentrada nos estudos..." – Jones explicou com um sorriso debochado surgindo em seu rosto, vendo a morena abaixar a cabeça levemente corada.
"Não sei por que todo esse escândalo, Regina. Afinal, o que poderia ter nos acontecido?..." – questionou caminhando até a árvore onde Emma os aguardava.
"Bem…" – ficou pensativa um instante, abaixando a cabeça. – "Acho que exagerei um pouquinho, não é?" – disse envergonhada.
"Um pouquinho?" – Rubi riu. – "Sua preocupação realmente se excedeu…" – disse, fazendo-a ficar ainda mais envergonhada. – “Mas obrigada, mesmo assim...” – sorriu.
Killian caminhava logo atrás das jovens, mas não ouvia nada do que diziam. Seus olhos estavam fixos na forma como os cabelos negros e com mechas tonalizadas de Rubi vibravam, parecendo mover-se ao som de uma música. Era incrível como tudo naquela garota o encantava. O sorriso, a voz, o suave perfume de magnólia que exalava de seus cabelos. Sorriu levemente. ‘Ora, ora... poderia ser o que eu estou pensando?’, perguntou-se sem tirar os olhos da garota.
"Está tudo bem, Killian?" – Emma perguntou, colocando a mão no ombro do amigo, fazendo-o despertar.
"Sim, minha cara Emma!" – sorriu debochado. – "Na realidade, nunca me senti tão bem…" – disse, sentando-se sobre a toalha, voltando a encarar a bela morena de olhos azuis.
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Os quatro amigos caminhavam, aproveitando o final da tarde. Tiveram um dia agradável e divertido. Encontrando-se agora a conversar sobre o que esperavam do futuro.
"E você pretende fazer a faculdade aqui na América mesmo Killian, ou vai voltar à Inglaterra?" – Regina perguntou curiosamente, fazendo-o sorrir.
"Devo admitir que gostaria de me graduar em Oxford, Regina, mas é desejo de meu pai que eu curse a faculdade aqui nos EUA…" – disse olhando os orbes castanhos da garota. – "E não tenho motivos para dizer que a ideia me é desagradável…" – concluiu e olhou, sorrindo para Rubi, que estava entre ele e Regina.
"O Sr. Jones sentiu-se decepcionado por Killian não ter nascido na América, não é mesmo Killian?…" – Emma comentou rindo. O inglês apenas confirmou com a cabeça.
"E tu ainda queres fazer administração em Cambridge, Swan?" – O inglês perguntou, observando, com o canto dos olhos, a reação de Regina. Ela esboçou um triste sorriso mesmo disfarçando, mostrando estar a par desse desejo da loira.
A loira balançou positivamente a cabeça com um sorriso, olhando para a amiga com carinho.
"O que faz deste o seu último ano morando aqui na América, não é, Emma?" – Rubi constatou um pouco triste.
"É, sim, Rubi…" – disse, fazendo a jovem de cabelos longos encarar Regina. – "Mas não quero pensar nisso ainda. Temos pouco mais de meio ano até terminarmos o colegial…" – respirou profundamente, esboçando um sorriso. – "E quais os seus planos, Rubi?" – questionou.
"Pretendo ingressar no curso de música na Eastern Maine…" – disse timidamente. Sabia que tinha condições para isso. Participava do coral da escola desde muito cedo, fazia cursos e aulas fora da escola, conhecia história da música como poucos jovens da sua idade e já ganhara um grande número de concursos, apresentações e festivais de música, não apenas dentro dos EUA, mas fora também, graças ao auxílio e patrocínio das empresas de sua família.
"Eu ouvi dizer que é difícil ingressar nesta instituição, mas tenho certeza que conseguirás..." – Jones disse sorrindo.
"Obrigada…" – agradeceu com um sorriso desconcertada. – "E você Gina, já decidiu o que vai fazer?" – perguntou, fazendo a amiga ficar um pouco constrangida e balançar negativamente a cabeça.
"Ainda não sabes o que vais fazer?" – o britânico questionou, incrédulo.
"Bem, é que...” – disse explicando-se. – "Antes de vir para Storybrooke eu tinha como objetivo definido que faria Educação Física…" – foi interrompida por Emma.
"A Gina é uma ótima atleta e até o ano passado fazia parte do clube de líderes de torcida, tendo grande destaque…" – disse orgulhosamente. – “Foi inclusive escolhida para se tornar a capitã da equipe...” – foi interrompida por Killian.
"E por que saíste?" – Jones inquiriu, erguendo uma sobrancelha.
“Começou a surgir um boato de que ela estava saindo com o capitão do time de basquete, sendo que ele tinha namorada. Isso criou muita confusão...” – Rubi falou, franzindo o cenho. – “E esse boato parece ter se iniciado no próprio clube...”.
“Então, eu decidi sair e ignorar os comentários que faziam...” – Regina disse fracamente, olhando para o chão enquanto andava. Emma passou o braço pelo ombro dela, tratando de mudar de assunto. Killian apenas encarava Rubi, como se esperasse que ela fizesse algum comentário.
"Há motivos para crermos que foi a Zelena quem começou com aquela história. Ela também estava concorrendo à vaga de capitã…" – Rubi murmurou ao ouvido do inglês de forma que apenas ele ouvisse, fazendo-o arregalar os olhos, entendendo a situação.
“Ah! Eu já sei! Por que você não experimenta fazer algo relacionado à Literatura?” – Emma perguntou animada, chamando atenção dos amigos.
"A Emma tem razão, Regina! Tenho certeza que te sairias muito bem como literata …" – Killian comentou, gentilmente com um sorriso.
"Já comentaram isso, antes…" – disse constrangida. – "É por isso que estou cogitando essa possibilidade…" – a morena abriu um sorriso.
"Você sabe que pode contar com meu apoio!…" – Emma sorriu pra a amiga.
A morena encarou a amiga com os olhos brilhando de felicidade e concordou com a cabeça. Sentia-se nas nuvens, encarando os belos olhos esmeraldas da loira.
Emma, por sua vez, sorria por ter conseguido animá-la. Ela realmente detestava quando os olhos castanhos da morena se tornavam opacos. ‘Eles deveriam sempre brilhar como joias preciosas’, era o que a loira pensava.
A Killian e a Rubi restou apenas suspirar, resignados.
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“Você não quer entrar um pouco Emms?” – Regina perguntou, olhando para a loira. A mesma a havia acompanhado até em casa, depois de terem se separado de Killian e Rubi.
A loira a encarou um pouco hesitante. Era verdade que não tinha a mínima vontade de ir para casa, mas será que não estaria sendo inconveniente? Regina parecia estar bastante cansada depois de toda agitação do dia. A loira respirou profundamente e balançou negativamente a cabeça.
“Não quero te incomodar Rê...” – disse, vendo-a fazer uma expressão aborrecida.
“E desde quando você faz isso hein Emma?” – questionou, abrindo um pequeno sorriso. Emma fez o mesmo e a seguiu até a entrada da casa. – “Além do mais, o que você iria fazer ao sair daqui?” – ela ergueu uma sobrancelha, vendo-a contrair levemente os ombros.
“Iria para casa assistir TV até ficar entediada e provavelmente dormiria no sofá depois da primeira meia hora...” – deu de ombros, com um sorriso no rosto, fazendo-a balançar negativamente a cabeça.
“Que maneira divertida de terminar seu domingo...” – ironizou, abrindo caminho para que a outra entrasse em casa. – “Papai, eu já cheguei!” – anunciou, tirando os sapatos.
“Aqui, filha...” – respondeu Gold da sala de televisão. Regina deixou Emma tirando seus próprios tênis e foi até o cômodo onde o pai se encontrava. – “Como foi o dia? Já comeu alguma coisa?” – questionou ao ver a filha parar ao lado da porta, apoiando-se nela.
“Sim, não se preocupe...” – sorriu, levemente. – “Ah... foi muito divertido. O Killian e a Rubi são excelente companhia...” – disse com um sorriso maroto.
“Mas a minha companhia deve ter sido tediosa...” – Emma falou, fazendo-a rir baixinho. – “Boa noite, Sr. Gold. Espero não estar incomodando...” – curvou-se levemente ao cumprimentar o homem.
“Você nunca nos incomoda, dona Emma...” – o homem respondeu, sorridente e brincalhão. – “Você já é de casa, sabe disso...” – disse, fazendo a jovem abrir um sorriso de gratidão.
“Emma, vem comigo um instante. Eu quero lhe mostrar algo...” – A morena chamou a loira, começando a subir às escadas.
Ao chegarem à porta do quarto da garota, a loira a encarou estranhamente. – “‘Killian e Rubi são excelente companhia’?” – questionou, chateada.
“Ah, Emma, deixa de besteira...” – sorriu, entrando no quarto e começando a remexer em uma gaveta cheia de cadernos. – “É só que não preciso mais comentar sobre você com meu pai, ele já sabe que eu adoro estar na sua companhia...” – disse segurando um caderno de espirais.
“Sério?” – ela perguntou, erguendo uma sobrancelha, desconfiada.
“É claro...” – olhou a loira com cara feia. – “E entra logo...” – puxou-a para dentro, fechando a porta. – “Dê uma olhada nas duas últimas páginas e me diga o que acha... Mas seja sincera...” – entregou o caderno a loira e a observou sentar-se na cama, começando a ler.
Regina passou a caminhar devagar pelo quarto, olhando a outra de esguelha de vez em quando. Encostou-se em sua escrivaninha, recordando o que havia conversado com Rubi, antes da loira e do britânico chegarem. Estava certa de que Rubi havia se apaixonado pelo britânico e, pelo modo como o rapaz a encarava, tinha certeza que ele nutria um sentimento especial pela morena. Isso a deixava satisfeita.
Encarou a Swan à sua frente, vendo-a concentrada no que estava lendo e se aproximou da cama, sentando-se ao seu lado. Regina começava a se perguntar se algum dia teria coragem de contar a ela... Nunca esperaria que Emma retribuísse seus sentimentos e só de pensar em revelá-los, já sentia seu corpo tremer e o coração disparar. Era um nervosismo anormal. Acreditava que nunca conseguiria confessar a ela. Dizer...
“Emma...” – Regina sussurrou despercebida, fazendo a outra interromper a leitura e encará-la. – “...E-eu...”.
Emma estranhou o fato de ela estar olhando para frente, de forma distraída. Ergueu uma sobrancelha curiosamente e esperou por longos segundos que ela falasse alguma coisa.
“O que foi?” – a loira questionou, sorrindo levemente. Regina despertou, encarando-a estranhamente.
“O quê?” – perguntou confusa.
“Você chamou meu nome e parecia que ia dizer alguma coisa...” – disse, ficando preocupada ao vê-la enrubescer. – “Você está bem?”.
“Não se preocupe... ahm, eu não ia dizer nada demais...” – desviou o olhar, brevemente. – “Já terminou de ler?” – perguntou, tentando mudar de assunto.
“Estava terminando de ler o último poema...” – disse, encarando-a. – “O que você ia me dizer, Gina?” – insistiu, contraindo as sobrancelhas.
“Não era nada... Não se preocupe, está bem...” – forçou um sorriso, levantando-se.
De alguma forma, Emma sabia que era importante. Talvez pela forma como ela pronunciou seu nome ou pelo fato de ela estar fugindo do assunto.
“Regina...” – a loira começou, mas, para alívio da morena, ouviram batidas na porta.
“Desculpem interrompê-las, garotas...” – Gold disse ao abrir a porta do quarto. – “Belle fez um pudim de chocolate, não gostariam de descer para comer?” – questionou.
“Claro!” – Regina sorriu, encarando a amiga. – “Vem, Emm...” – chamou-a, saindo do quarto logo atrás de Gold.
A garota loira ficou observando por um instante o local por onde Regina havia passado. ‘O que será que ela ia falar?’, perguntava-se sentindo certa inquietação. Deixou o assunto de lado, levantou-se e a seguiu, deixando o caderno aberto sobre a cama, sem ler as últimas linhas do poema que diziam...
"Eu ainda não tenho o hábito de ser corajosa o suficiente...
Para dizer-lhe como estou me sentindo.."
Continua...
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