Christmas Time X - Operation
1 Capítulo 1 - Um Natal Nada Normal
Notas iniciais
Christmas Time X
JPoseidon
Bruno, Santiago e Isabela em: Um Natal Nada Normal.
Os três amigos andavam por uma avenida movimentada de Bruxelas, na Bélgica, com um objetivo em mente, o pub – que mais parecia uma balada de tanta gente, só que sem a animação – Chez Moeder Lambic Fontainas. Iriam comemorar o dia da Visibilidade Bissexual, aproveitar o máximo o fim daquele dia maravilhoso. Infelizmente seus outros amigos não puderam ir, por já estarem cansados de terem feito todas as atividades anteriores ou trabalhado.
Os três entraram no pub, sentando em frente ao bar, e pedindo batatas-frita e três copos grandes de cerveja. Eles estavam cansados demais, mas tão felizes. Haviam saído com todo o grupo de amigos, ido para Paradas da comunidade LGBTQ e conhecido muitas pessoas, após isso foram para um parque ali perto, para aproveitarem o fim de tarde, e agora se encontravam no pub, para poder descansar antes de que o dia seguinte tudo voltasse à rotina.
—Ei Isa, o que achou de hoje? — Bruno perguntou, atraindo a atenção dos dois amigos.
—Está brincando? Hoje, a gorda aqui pegou geral! Motivos de hoje ter sido maravilhoso: estava com meus amigos, não teve família enchendo o saco por meu peso e peguei um monte de boy e girls. -Ela falou, sorrindo e fazendo os amigos assentirem. — Mas na boa, eu não quero ficar só relaxando agora não. Esse pub um dia já foi mais festeiro, temos que animar o povo.
—Mas como se anima um pessoal cansado, de trabalho ou de afazeres cotidianos? — Perguntou Santiago, vendo a amiga ruiva lhe olhar descrente.
—A única coisa que move o mundo, e que sem exceção, todos gostam, é música. — Ela disse, em tom de que aquilo era óbvio.
Os amigos assentiram, virando a cerveja na garganta e levantando, com a garganta levemente ardida.
Isabela andou até a pequena banda que tocava no fundo do pub e parou em frente aos quatro garotos, com olhar na única garota – que tinha um olhar brincalhão, traços latinos e uma boca fina.
—Vocês poderiam me emprestar a guitarra? — Perguntou a ruiva, vendo a latina assentir e entregar a guitarra que segurava. — E desculpe meus modos, sou Isabela.
—Prazer, sou Benecdita. — A latina sorriu, mostrando divertimento, fazendo a ruiva sorrir mais.
A ruiva virou-se, já com a guitarra preparada, apoiou seus dedos na mesma, segurando-a. Tocou a primeira nota, alta e estridente, fazendo a atenção de todos voltarem para ela. Bruno levantou da cadeira que se encontrava, batendo palmas, levando Santiago à segui-lo. Logo todo o pub batia palmas juntos dos amigos, que logo começaram a cantar, o que era uma versão de Already Missing You da Selena Gomez com Prince Royce mais animada.
A ruiva riu no meio dos acordes, enquanto Benecdita levantava do banquinho que estava e acrescentava uma melodia mais feminina à canção.
Todo o pub batia palmas e cantava pequenos trechos da música, enquanto o restante da banda assumiu a melodia, fazendo assim Isabela soltar a guitarra e começar a cantar, também batendo palmas, fazendo todos gritarem extasiados.
Já perto do fim da melodia, Santiago viu Bruno escorregar numa poça de cerveja e correu para o segurar. Na posição que o segurou, quase o fez ir junto para o chão, mas conseguiu se manter de pé, segurando o amigo, com as bocas quase tocando. Santiago engoliu em seco, enquanto sentia o ar travado no nariz do amigo se soltar aos poucos. Aquilo tudo parecia cena de filme e eles sabiam, tinham que tomar cuidado com a proporção que tomaria aquele novo sentimento que crescia dentro deles. Mas naquele momento, o que tinham a pensar senão que necessitavam de um beijo? Santiago colou os lábios em um selinho, que logo se tornou um beijo simples e calmo, numa festa nunca vista naquele pub.
Isabela sorriu para Benedicta diante da cena, vendo o olhar da mesma para si, o de quem iria conseguir uma noite quente.
*
Alguns meses depois...
Isabela andava ao lado de Santiago em direção ao pub que haviam feito a festa três meses atrás. Os dois conversavam animados, felizes por tudo que viera ocorrendo na vida deles.
Entraram no pub, localizando Bruno – que começara a trabalhar ali, algumas semanas depois do 'show' que deram ali – e Benecdita que tinha a guitarra em mãos, com os cabelos pretos em um coque desarrumado, enquanto uma calça jeans preta lhe colava nas pernas.
Santiago se aproximou do amigo, agora namorado, que trajava uma camiseta vermelha, que combinava tão bem com os cabelos castanhos claros do menor. Bruno abraçou o namorado, beijando os lábios do mesmo.
—E finalmente, é véspera de Natal. — Isabela falou, com a uma camiseta branca com a estampa da bandeira da bissexualidade, com uma frase que nunca seria esquecida por Benecdita: Bi-cha, menos!
—Amém, senhor! — Exclamou Benecdita, fazendo a ruiva sorrir, abraçando ela e beijando a sua bochecha.
Os quatro ficaram conversando durante um tempo, sobre banalidades, antes que Benecdita e Bruno precisassem voltar ao trabalho.
—Me deem licença, vou roubar meu namorado por um segundo... — Bruno falou, puxando Santiago para si, em direção ao banheiro masculino.
—O que estamos fazendo aqui? — Perguntou Santiago, ao entrarem.
—Precisamos juntar aquelas duas. Sério. — O de cabelos castanhos sorriu, fazendo o outro o olhar de sobrancelhas arqueadas. — Que foi? Fui só eu que notei que elas ainda não se pegaram por não terem coragem? Precisamos criar uma operação e colocar essas duas juntas de uma vez.
—Está bem, qual seu plano?
—Vamos começar pelo nome, Operação Christmas Time X.
Santiago riu do nome, enquanto escutava atentamente o namorado.
(...)
Bruno já servia algumas mesas e Santiago comia batatas-frita ao lado de Isabela e de Benecdita, que conversavam animadas.
Num instante, alguém, um cara levemente bêbado acabou por derrubar um copo grande de cerveja na mulher de cabelos escuros, fazendo-a gritar de susto.
—Cara, olha por onde anda! — Ela falou, os olhos ainda um pouco esbugalhados pelo que aconteceu, olhando o chão de madeira do ambiente, toda molhada.
—Desculpa, moça. De verdade. — O cara falou, indo embora e fazendo-a revirar os olhos.
—Agora estou sem roupa...
—Está não. — Bruno surgiu, sorrindo imensamente. E Isabela sabia que algo estava errado. — Aqui uma roupa, Isa, vai com ela até o banheiro. Obrigado.
—Okay... Isa, você me acompanha?
—Sim, Bene. — Isabela confirmou, pelo apelido da maior.
(...)
—Aqueles putos armaram algo, não é?
—Sim, Bene. Eles armaram, agora não sei com qual propósito... — A ruiva falou, incerta.
—Enfim, deixa eu tirar logo a camiseta, não quero ficar doente.
—Okay.
A morena tirou a camiseta, deixando os olhos e a imaginação de Isabela vagarem sobre o corpo da mesma, Benecdita percebeu e aproveitou isso, demorando para tirar a camiseta.
—Pode parar de provocar? — Isabela perguntou, rindo.
—Impossível. — A latina falou, fazendo-a revirar os olhos. -Agora eu estou cheirando cerveja.
—E eu poderia beber você... Tá parei. — Isabela brincou, fazendo a outra sorrir sugestiva. Uma brincadeira incansável entre elas.
—Não para. — Pediu a latina, virando Isabela contra a parede e prensando-a ali, enquanto beijava o maxilar da mesma, descendo uma mão para a calça jeans dela.
—Aqui não é um bom lugar... — Isabela gemeu, interrompendo-se.
—Ninguém quer saber.
*
No dia seguinte...
Os quatro amigos entraram no pub todo decorado, pisca-pisca por todo lado e pequenos anjos pendurados no teto.
A banda de Benecdite já estava posicionada tocando Beautiful Christmas do Big Time Rush, enquanto a latina ria, vendo que eles não tinham esperado por ela.
O clima festivo dentro do local fez os amigos se sentarem, cada casal dando selinhos de momento em momento.
Benecdita abraçou sua namorada, a ruiva que tanto a facinava, enquanto observava Bruno e Santiago beijando.
—Te amo, tanto. — Falou a latina, vendo a ruiva sorrir.
—Também te amo.
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