Chosen By Worlds
27 Rei do Mar
Notas iniciais
P.S: Ultima noticia... Esse cap veio em um surto de criatividade repentina, e eu simplesmente escrevi, li e reli, achei bom, mas nao foi um dos melhores... Enfim...
Pov’s Jamim...
- LAURA! LAURA! – gritou Pedro, finalmente a parede ruiu, e o teto junto com ela. Puxei Nick e Babi para fora, e Caspian puxou Pedro no ultimo segundo. – ME LARGA CASPIAN O TETO ESTÁ RUINDO!
Edmundo assumiu o lugar de Caspian e começou a sacudir o irmão.
- PEDRO, O TETO RUIU, LAURA É INTELIGENTE, SE SOBREVIVER VAI ENCONTRAR UMA SAIDA!
O choque que ele levou ao ouvir a frase: Se sobreviver, foi tão intenso que ele ficou estático. Os olhos desfocados, e a respiração acelerada
- Pedro... Você está bem? – perguntou Lucia, se aproximando preocupada. – Pedro? – ela tocou seus ombros levemente e ele jogou-se na rocha.
E então eu percebi uma coisa... Uma coisa que estava faltando... Não sabia se mais alguém tinha percebido, mas sabia que era importante.
- Esperem... – comecei. – Cadê a lamina?!
Todos arfaram, e nós nos viramos para o monte de pedras que já foi a sala um dia. Vimos um leve movimento, e eu me encolhi no peito de Nick. Algumas pedras foram movidas e...
- LAURA! – suspirou Paul, aliviado.
- PEDRO! – foi a primeira coisa que saiu de seus lábios. Ela estava acabada, ralada, os olhos apertados, coberta de poeira e roxa.
- Ai Aslam... Que alivio... – ele suspirou enquanto ela se jogava em seus braços. – Laura... – seus lábios se colaram, e eu desviei o olhar. Sorri levemente, e então quando ouvi vozes voltei a encará-los.
- E então... Onde está a lâmina? – perguntou.
Todos se calaram, um silencio desconfortável se prolongou, e eu praticamente pude ouvir as engrenagens do seu cérebro trabalhando. Laura se virou em direção ao pequeno buraco de onde tinha saído, e se içou para dentro. Pedro puxou seu braço.
- O que pensa que vai fazer?
- Pegar a lâmina. – ela respondeu. – Muito esforço pra vocês deixarem-na lá...
- Laura... Você não vai... Mande qualquer um, menos você.
- Não Pedro, e eu não vou discutir isso agora...
- Nem eu, você fica e ponto...
Saimos de fininho enquanto os dois continuavam discutindo...
Pov’s Laura...
- Não, eu tenho que ir, você não entende que...? – meu tom era suplicante, e ele me cortou rapidamente.
- EU QUASE PERDI VOCÊ LAURA! – ele berrou, fazendo eu me calar. – Eu quase perdi você dezenas de vezes... Mas essa é... Real demais pra mim, não sei o que faria sem você... Não suporto a idéia de te perder novamente, e dessa vez definitivo... Não suporto.
Eu segurei seu rosto entre as mãos. Dava para ver a dor e o sofrimento nos olhos dele, e eu dei um sorriso leve, tirando seus cabelos loiros dos olhos. Os olhos azuis faiscavam, e eu afaguei sua bochecha.
- Não vai... Nunca... Eu vou estar sempre com você, mesmo que não possa me ver... Mesmo que não possamos estar juntos... Estou ligada demais a você para te deixar Pedro... – respondi.
- Isso me incomoda... Não poder te tocar, te ter ao meu lado... Por favor... Não faz isso... Por mim. – ele suplicou.
- Por nós, eu tenho que pegar essa lâmina... Eu vou... – me afastei.
Ele pegou minha mão, e seus olhos eram duas esferas de uma cor anil, repletas de mágoa.
- Laura... Pela ultima vez... – sacudi a cabeça em negação. – Se você se for... Saiba que estará causando minha morte também... Eu te amo.
- Não vou morrer... Deixar-te a mercê da quantidade de meninas loucas no mundo? Você é só meu Pevensie... – ela sorriu debochada. – Também te amo Pedro...
Me virei e entrei por onde havia saído. O lugar estava escuro e quente, abafado. Eu me aprofundava cada vez mais, quanto mais fundo eu ia, mais a luz do dia sumia as minhas costas. Procurei por um tempo, passando por baixo de colunas e rochas. Agora você deve se perguntar como tinha tanto espaço lá embaixo... Bem, o Tisroc não iria querer perder toda a sua grande construção. Nem o seu cofre, então... Finalmente localizei a lâmina, a peguei com cuidado, enrolei em um pano e a coloquei na bainha da espada. Era mais grossa e desregulada, mas ainda assim coube. Rumei para a saída, quando me interceptaram.
- Ora, ora, ora... Se não é a garotinha do Tisroc... – brincou um, enquanto o outro prendia meus braços. – O que está fazendo aqui em baixo?
Um era moreno, alto e forte, o outro era baixote e gorducho, e era o baixotinho que estava me segurando, eu podia ver claramente o buraco, Pedro e os outros pareciam ter aberto-o ainda mais para facilitar minha subida. O moreno veio em minha direção com o rosto faminto.
- Ora... Você é muito bonita sabia querida? – ele passou a mão suavemente por minhas bochechas, e desceu para o meu pescoço. – Não me importaria de te ter como concubina ou até esposa do Tisroc... Ainda daria para tirar proveito da situação... – Distribuiu pequenos beijos em meu pescoço e em meu colo.
Eu comecei a me contorcer, percebi finalmente o que ele queria, e não estava disposta a me render tão facilmente... Distribui chutes para todos os lados, e isso resultou em passarem cordas em minhas pernas. Ainda estava tudo muito escuro quando senti duas mãos fortes e seguras apalparem meu tronco, minha cintura, meu quadril, minha barriga e finalmente chegou aos meus seios. Ele esticou os braços, me envolvendo e desabotoou o primeiro botão de meu vestido, e eu me admirei de não ter pensado nessa solução antes. Ele tinha terminado de desabotoar, e meu corpete estava inteiramente a vista, deixando a mostra o decote gigantesco.
Berrei, e continuei berrando insistentemente, até que vi alguém olhar para dentro da caverna, e eu estava cercada. O moreno foi arrancado de perto de mim, e ouvi socos sendo distribuídos, o retinir das espadas, e enfim o silencio. Eu chorava e tremia enquanto me levavam para cima novamente. Assim que viram meu estado, ouvi um rosnado.
- Argh! Desperdicei a chance de matá-lo com as minhas próprias mãos... – ouvi a voz de Pedro, enquanto ele me abraçava apertado.
Suspirei, finalmente me acalmando ao inalar seu perfume inebriante. Me aconcheguei melhor em seu peito e me senti protegida.
- Eu disse que era perigoso pra você andar sozinha... – ele sussurrou.
- E eu disse que voltaria para você... – respondi.
Ouvi sua risada e me senti em casa. Ele me levou até dentro de uma das barracas, e me soltou. Eu enxuguei as lágrimas, e me virei. Somente vendo seu olhar me toquei que ainda estava com o decote a mostra. Ele me encarava de cima abaixo, os olhos meio esbugalhados, e a boca entreaberta. Corei e apressei-me em subir o vestido. Pedro pareceu constrangido, e eu lhe dei um beijo. Quando saímos da cabana... Vimos o problema...
Os soldados do Tisroc mantinham uma fila ao redor de nossos amigos. Eu suspirei pesadamente, belisquei a ponte do nariz entre o dedo e o polegar, me acalmando. Pedro me apertou convulsivamente contra o seu corpo, e juntos fomos até a frente.
- O que houve lá? – perguntou o Tisroc.
- Nós estávamos no galpão de armas, e a Babi acabou se sentando no feno, fomos ver o que era, e a porta se fechou. – inventou Lucia rapidamente.
O Tisroc nos observou com desconfiança, seus olhos faiscaram ameaçadoramente, e ele se virou para falar conosco novamente.
- Bom... Creio que irão embora agora certo? – perguntou.
- Certo... – confirmou Caspian.
- Bom, eu deixarei vocês irem... Mas somente se... – ele começou.
- Tinha que ter um se... – resmungou Edmundo.
- Se... Lady Susana e Lady Laura aceitarem ficar, uma será minha esposa, e a outra irá para meu harém... Como minha concubina...
Eu engasguei com a minha saliva, e comecei a tossir automaticamente, o resto era puro e límpido silencio.
- Nunca! – responderam Caspian e Pedro juntos.
- Bom... Então, nada feito...
- Você não pode nos prender aqui... Não somos escravos... – eu arfei quando finalmente recuperei o ar.
- Mas vocês estão em meu reino... Terão até o por do Sol para decidirem... Caso contrário... Ficarão, e trabalharão para mim pelo resto de suas vidas. Os outros podem ir, mas as meninas que eu quero... Ficarão comigo. Não sei se sabem... Mas eu sempre consigo o que quero... – o Tisroc terminou e se virou, ele e suas tropas desapareceram pela floresta.
- Muito corajoso de deixar-nos aqui sozinhos... – sorriu Edmundo. – Até porque ele mal sabe... Que conseguimos um barco...
Sorrimos para Edmundo, que deu um sorriso resplandecente e presunçoso para nós. Zac, que tinha voltado pra o castelo vinha correndo com os cavalos. Cumprimentei Black Beauty, o trauma passado nas cavernas esquecido por hora.
- Qual é o nome do barco Eddie? – perguntou Eliza.
- Rei do Mar... – respondeu Nick por ele. – E para onde vamos agora capitã?
Um silencio confortável, e então eu me pronunciei...
- Ramandu... Iremos para a ilha de Ramandu atrás do metal que é o berço das estrelas do céu.
Notas finais
Deixem reviews... ;D obrigada a todos que dedicaram um tempo lendo o cap, e Milla_Jonas, esse cap foi pra ti... BEIJINHOS LINDA, espero que tenham gostado
Fale com o autor