Chosen By Worlds
38 Katrius
Notas iniciais
~desvia dos ovos~ ~desvia dos tomates~ EU PEÇO DESCULPAS! Eu sei, oito meses é mt tempo, entendo que tenham me abandonado, entendo mesmo, e sinto muito por isso, mas eu havia perdido a inspiração, o tempo, e tudo... Tempo porque eu estou estudando integral ^^ e tenho aula nos sábados, e talz, e a inspiração e o resto. Bom, meus pais se divorciaram, e a vida complicou um pouco.
Eu sei que não querem ouvir meus problemas, então eu vou apenas pedir mil desculpas, prometer que tentarei postar mais frequentemente, e postando muito mais rapido e capitulos mt melhores. Esse ficou um pouco merdado, para agilizar a história de forma que não ficasse entediante, e a ação está chegando. Pegarei o ritmo novamente. Desculpem mais uma vez, e curtam o capitulo
LEIAM AS NOTAS INICIAIS ^^ Obrigada... MIL PERDÕES NOVAMENTE... Desculpem, e obrigada aos que continuam aqui.
POV’s Edmundo Pevensie
[...]
- Já saíram? – perguntei, encarando Pedro que estava ajoelhado por cima dos arbustos observando a entrada da construção.
- Não, Ed. Estou preocupado.
- Preocupado com o Paul? – admirei-me, erguendo a sobrancelha.
- De forma alguma, aquele não me faria a mínima falta, estou preocupado com o Caspian e o Nick...
Suspirei, encarando o céu escuro. Eliza, Laura, Susana, Lúcia e Jamim já deviam ter chegado no local onde estava aquele ferreiro dos infernos. Ainda me remoia ao pensar na minha loirinha fazendo seja lá o que ela tenha que fazer para convencer o velhote a vir conosco.
Ficamos mais alguns minutos em silêncio ainda imersos em nossos próprios pensamentos, quando ouvi um estrondo vindo da cabana, me levantei de um salto e saquei a espada bem em tempo de ver Nicholas e Caspian correndo em nossa direção.
- ERA UMA EMBOSCADA, MAS CONSEGUIMOS PEGAR TODOS ELES. – berrou Nick, segurando a espada com uma das mãos e um embrulho na outra. – Nem me deram tempo de devolver a chave e essas taças de ouro.
- Como se você quisesse devolver, não é? – brincou Caspian.
Gargalhamos com gosto para desfazer o momento tenso, até que avistamos Paul, e atrás dele uma horda de soldados.
- São muitos... – murmurei.
- CORRAM! – gritou Pedro.
Viramos para a direção do ponto de encontro, e corremos. Não sei exatamente o quanto eu corri, mas sem os cavalos que nos auxiliaram na vinda a viagem de tornou extremamente cansativa. Corri até os músculos das minhas pernas estarem moídos, e só então eu pude ver as meninas acompanhadas por um velho enrugado com uma barriga proeminente e barbas longas. Laura tinha um olhar irritado, e Susana estava possessa. Lúcia parecia assustada, e Eliza divertida como sempre. Não pude conter o sorriso que tomou meu rosto ao vê-la ilesa, e sorridente, sinal de que nada de ruim havia acontecido, o que já não era o nosso caso.
- Graças a Deus vocês... – começou Su.
- Que tivessem ficado lá... – rosnou Eliza, enquanto encarava as dezenas de soldados armados que nos perseguiam.
Voltamos a correr todos de uma só vez, o vento em meu rosto, bagunçando meus cabelos era tão gelado que fazia meus olhos arderem, pude ouvir o som de algumas batalhas enquanto se desfaziam de alguns apressadinhos que conseguiam nos alcançar, os sons eram sempre os mesmos, eu já podia avistar o nosso barco, e nos aproximávamos cada vez mais, e os guardas ficavam cada vez mais para trás... Até que ouvi um grito amigo.
- NICK! – berrou Jazz.
- Vão! Eu cuido dele. – Lizz parou em cima do corpo caído e sujo de Nicholas, o sangue escorria de seu braço a partir do ponto onde uma flecha havia sido fincada. – ANDEM LOGO! Não quero me arriscar por nada.
- Eu vou ficar com você.
- Edmundo, isso não é hora para romantismo... Vamos atrasá-los o máximo possível, agora vão. – quando viu que não me mexi acrescentei. – Você é um dos reis, eu confio em você. Eu vou ficar bem.
Relutei o máximo comigo mesmo, mas por fim percebi que ela tinha razão, eu precisava estar lá, eu era um dos reis de Nárnia afinal.
- Mas eu não sou... – Jazz passou por nós e sacou a espada, parando ao lado dos outros dois. – E não vou deixá-los sozinhos...
Íamos discutir mais, e eu não me retiraria dali tão fácil, até que as hordas inimigas começaram a aparecer. Senti o braço de Caspian me puxando com eles, me forçando a me mover. A medida que íamos nos afastando, eu sentia que parte de mim ia ficando para trás.
- Entrem, rápido. – Paul falou pela primeira vez, desde o início da missão, e chutou a rampa logo que entramos, assumindo sua forma felina e pulando atrás de nós.
Alguns dos homens que nos perseguiam ainda tentaram saltar da margem, mas havíamos tirado o navio de perto da borda, e estávamos tomando nosso caminho, agora com metade das pessoas, mas mesmo assim... Prosseguíamos.
POV’s Susana
Já estávamos navegando há dois dias, dois longos dias onde Paul ficava enfurnado dentro do quarto daquele Ferreiro, e ninguém via nenhum dos dois. Aquele silêncio começava a nos irritar enquanto rumávamos para a última ilha.
- Su...? – chamou Caspian, descendo as escadas que davam para o porão e me encontrando sentada ali, encarando os vários barris de suprimentos. – O que houve?
- Estou preocupada... – suspirei, enquanto ele passava os braços pelo meu corpo, me puxando para si. – Preocupada com tudo isso, com os que ficaram, com os que estão na fortaleza, e conosco... Não sabemos o que vamos enfrentar, e ninguém nos dá nenhuma pista. A que está mais próxima da verdade é a Laura, e mesmo assim não sei se ela divide isso com alguém, e mesmo que divida é...
- Só com o Pedro. – completou.
- Exato. Eu não sei se vamos conseguir dessa vez, Cas. – murmurei.
- Vamos sim, meu amor, nós vamos. Sabe por quê? – encarei-o em busca de respostas, e ele tinha um pequeno sorriso no rosto. – Porque somos demais.
Gargalhei, revirando os olhos para o ato de infantilidade e para a bobeira que havia se tornado aquela situação.
- Só você para me fazer sorrir, Cas. – colei meus lábios aos dele, iniciando um beijo que teria durado a noite toda... Se não houvessem nos atrapalhado.
- Ele vai nos falar... – ouvi os gritos de Lúcia. – Katrius vai nos falar... ANDEM POMBINHOS...
- Katrius? – perguntou Caspian.
- O ferreiro. – meus olhos se arregalaram. – Vamos Caspian, vamos...
Subimos correndo as escadas, e fomos até o deque principal do navio, onde todos já estavam reunídos, a não ser por nós dois, e assim que nos viu, o velho pronunciou palavras que me arrepiaram por inteira.
- As escamas de um dragão...
- Como...? – Pedro franziu a testa, estreitando os braços em torno de Laura.
- Terão que me trazer as escamas de um dragão...
Engasguei, ótimo, essa era a confirmação de que a tarefa seguinte era impossível, arrancar uma única escama de um dragão vivo era uma completa insanidade. Não que matá-lo seja mais fácil.
- Mas...
- Sem perguntas, queridos. Me tragam a escama e eu lhes darei o que é necessário para derrotar Jadis.
O silêncio se instalou no local, e a única coisa em que minha mente trabalhava agora era na busca de uma chance. Qualquer fiapo de esperança em que pudesse me agarrar. Uma tarefa que eu via como impossível no momento.
Notas finais
Cherry Kisses...
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