Chosen: A Ascensão

3 À procura de confusão


O movimento dos ponteiros do relógio na parede parecia mais interessante do que essa reunião. Os Conselheiros estão praticamente ignorando minha presença e falando sobre uma série de coisas que eu não compreendo. Expressões enfatizadas como “A Pedra”, “A Noite Do” e "A Solução" surgem nas discussões o tempo todo.

Tomo um gole de café, mordo a beirada do copo, batuco os dedos na mesa de vidro e, numa jogada bem menos sutil, tusso e pigarreio. Nada funciona. As discussões continuam, e todos ainda me ignoram. Sinto que sou o assunto, assunto de uma história sobre mim que eu desconheço. Tudo nessa reunião parece confuso. Sinto-me a intrusa na sala, aquela pessoa que força os Conselheiros a usarem codinomes estúpidos para os eventos dos quais eu não posso tomar conhecimento.

Entro num torpor. Meu corpo adormece e passo a encarar as paredes de vidro. Giro a cadeira de um lado para o outro, como uma criança entediada. Pego meu celular no bolso da calça e começo a jogar Flappy Bird. Sério, quem ainda joga Flappy Bird? Pessoas entediadas.

Volto a analisar os Conselheiros. Gostaria de saber o que pensam de mim, mas não consigo imaginar nenhuma qualidade vinda dessas descrições. Anthony com certeza teria algo de bom para falar... Atribuo essa falta de empatia ao fato de que quase todos os membros são velhos mal-humorados. Menos Dominik, a loira oxigenada sentada bem na minha frente, que nem é tão velha, e é animada demais. Ela deve ter uns trinta e poucos anos. Por um lado, admiro sua capacidade de ignorar os olhares de Raphael para seu decote generoso.

Quando encaro Joseph, o ser mais desprezível da Ordem, não consigo deixar de ressaltar o quanto eu o odeio, e nem sei direito porquê. Tudo bem que ele é simplesmente "malvado", mas não consigo transformar meu ódio em palavras. Joseph deve ter quase uns cinquenta anos e dois metros de altura, mas é verdade o que dizem sobre pessoas de pele escura envelhecerem mais devagar. Anthony e ele tem a mesma idade, porém Joseph parece muito mais novo. Entretanto, ele tem a alma de um velho ranzinza de noventa anos. Nunca o vi sorrindo, rindo ou demonstrando qualquer emoção além da pura indiferença, se é que isso pode ser considerado uma emoção. Em casos raros, podemos observar Joseph tendo um acesso de raiva absurdo, mas isso vem acontecendo com muito pouca frequência. Seus olhos escuros e postura severa apenas reforçam a obscuridade no fato de ele apenas falar de forma lenta e quase sempre num sussurro provocante e ameaçador. Não é com ele que você vai querer se meter.

Eu estava quase dormindo na cadeira quando Anthony me chamou e acabou com meu torpor.

– Quinn, precisamos da sua total atenção agora. — Pediu ele.

Balanço a cabeça em concordância, enquanto tomo mais um gole do meu café, que agora está frio. Ajeito a postura e aguardo instruções.

– Escute, geralmente não mandamos ninguém tão novo e ... –Anthony calcula precisamente cada palavra, como se a sua seleção fosse implicar na minha resposta. – inexperiente para uma missão tão importante, mas eu fiz questão de assegurar a todos que você está pronta, até porque você vai terminar a Academia esse ano ainda. – Ele dá uma breve pausa no discurso para tomar um gole de água.

– Bem, é óbvio que não somos uma organização nova. Muito pelo contrário, somos muito mais antigos do que a maioria pensa. E no decorrer dos anos antes dos computadores, era complicado manter informações a longo prazo, por isso muitas pesquisas e realizações se perderam no tempo, como algumas das informações sobre a Pedra Vermelha, um antigo e valioso item, antes cobiçado por ambas as Ordens. Não sabemos exatamente o que a Pedra faz, de onde veio ou como surgiu, porém temos certeza de que ela é de extrema periculosidade. A Pedra foi fragmentada em nove partes, das quais pelo menos quatro já foram encontradas. Duas por nós, duas pela Bowden. Há muito tempo, era nosso maior objetivo impedir que eles conseguissem obter todos os fragmentos, porém a busca pelos mesmos é difícil e potencialmente perigosa. Com o passar dos séculos, a procura foi diminuindo, até se extinguir e virar lenda entre nós. Porém, descobrimos mais possíveis localidades, o que nos fez supor que os fragmentos estão por ai, prontos para serem encontrados. Vamos retomar a busca começada pelos nossos ancestrais e talvez finalmente desvendar os mistérios da Pedra. O único problema é que os nossos queridos “amigos” da Bowden também têm essas informações sobre as localidades, ou seja, devemos recuperar os fragmentos antes deles, descobrir o que a Pedra realmente é e, talvez, como destruir, se necessário for. Temos que finalizar essa busca com certa urgência, visto que a Bowden já roubou um dos dois fragmentos que possuíamos. – Anthony deu uma breve encarada em Joseph, como se, internamente, ele o acusasse de tal roubo.

O Conselheiro fez uma pausa na explicação, esperando a minha reação. Acho que já entendi onde eles querem chegar com essa história. Eles podiam ter sido mais diretos, tudo seria mais fácil.

–Ahm... Eu tenho uma pergunta: Como se rastreia uma pedra?

Depois de todas as informações que recebi, acho que ninguém esperava que eu fosse perguntar algo assim.

– Uma expert no assunto estará disponível para responder a todas as suas eventuais perguntas durante a preparação, uma vez que você aceite a missão... – Anthony falou calma e pacientemente, como se lidasse com uma bomba prestes a explodir.

– Missão... – Depois da história, tinha até me esquecido dela. – Ahm... Eu posso pensar sobre isso? – Os membros do Conselho se entreolham, tentando decidir se isso é viável.

– Sim, mas você terá de ser rápida. Não podemos desperdiçar tempo. – Diz Anthony. – O que me diz de nos reunirmos amanhã novamente? Assim você terá algum tempo para espairecer. – Balanço a cabeça em concordância. – Pense no assunto com cuidado, Quinn. Nós precisamos de você.

– Tudo bem, mas digamos que eu aceitasse: o que eu teria que fazer exatamente?

– Recuperar os fragmentos, obviamente. – Joseph responde como se caçoasse de mim.

– Sim, mas... – Preciso de mais informações, porém sou interrompida.

– Os fragmentos estão espalhados pelo mundo. Entregaremos uma localização, você vai, recupera o fragmento a qualquer custo, e volta. – Fala Joseph, irritado.

– “A qualquer custo”? – Pergunto. – Devo esperar problemas? Achei que fosse só um pedaço de pedra...

– Talvez você encontre alguma resistência... – Diz Anthony, tentando amenizar a situação.

Se vou enfrentar alguém, quero saber com o que estarei lidando.

– Que tipo de resistência?

– Do tipo que você neutraliza se ficar no seu caminho... – Fala Joseph. Ele está tentando dizer que eu vou precisar matar alguém?

– Vou ser sincero com você, Quinn. Não sabemos exatamente com que vamos lidar, sabemos onde o Fragmento está, só. Talvez você encontre alguém da Bowden ou autoridades, não sei. Mas se você aceitar essa missão, terá de estar disposta a enfrentar o que quer que esteja no seu caminho. — Diz Anthony.

– Tudo bem, então eu receberei uma localização, vou até seja lá onde vocês me mandem, elimino qualquer obstáculo que esteja no caminho e volto? Simples assim?

– Simples assim. – Responde Joseph.

– Quinn, acredite quando falamos: a Pedra é muito importante e poderosa. Suas propriedades, quando estudadas propriamente, podem gerar muitos lucros, e eu não falo somente de dinheiro. Falo de soluções. Trate esta oportunidade com a devida importância. — Acrescentou Helena.

– Você não precisa responder agora. Vá para o seu quarto e pense um pouco no assunto. Faremos outra reunião amanhã no mesmo horário. Está dispensada. – Fala Anthony

Levanto-me da cadeira, meio dolorida por causa do tempo sentada. Saúdo os Conselheiros e deixo a Sala de Reuniões. Pego o elevador e volto correndo para o meu quarto. Fecho as cortinas, tiro as botas e jogo-as num canto. Deito na cama de qualquer jeito, as mãos cobrindo o rosto e o dilema na cabeça: Aceitar ou não aceitar, eis a questão. Não é um dilema de verdade, porque nunca pensei em não aceitar, mas ainda gosto de imaginar que foi uma decisão difícil. Só aprecio o drama da situação.

Quando era mais nova, eu era uma fã assídua de histórias fantasiosas. Ficção e aventura onde grandes coisas aconteciam. Onde os heróis e heroínas eram designados para as mais diversas missões, salvando pessoas e derrotando os vilões. Eles sempre tinham coisas interessantes em suas vidas, e eu gostava disso. Então, passei a utilizar o drama dos livros na vida real. Eu agia como se fosse a heroína de uma história de aventura, e o drama acompanha os heróis aonde quer que eles vão. Essa "mania" foi o que me garantiu o poder da dissimulação. Eu posso ser quem quiser, quando quiser. Posso mentir e ninguém jamais vai desconfiar. Gosto do drama, gosto de pensar que faço decisões difíceis e que sou a heroína da minha própria história. Mas eu não vou me enganar: não sou uma garota boa. Eu faço péssimas escolhas. Eu, de certa forma, consigo enxergar a beleza nas coisas feias do mundo. Internamente sei que nunca serei a heroína, mas há sempre a possibilidade de me tornar a vilã. A grandeza é alcançável, só depende do quanto você a quer. Detalhe:todo mundo sabe o nome dos malvados tão bem quanto o dos mocinhos. Uma história não pode ser formada apenas de mocinhos, mas pode com apenas vilões.

Volto a pensar sobre as informações que recebi. Duvido muito que eles saibam tão pouco quanto alegam saber. Ainda assim, quero fazer isso, principalmente se isso significar enfrentar a galera da Bowden.

Nossa história com essa empresa é antiga. Há muito, muito tempo atrás, uma organização foi criada, e todos os seus objetivos eram perversos e obscuros. Essa organização queria somente lucrar às custas dos outros. Queria ascender socialmente, queria poder e influência sobre tudo e todos. Os membros dessa organização eram tão perversos e tão obscuros quanto a Ordem em si, e com o passar dos anos, seus atos foram ficando piores. Pessoas eram assassinadas, eram cidades destruídas e verdades eram escondidas. Tais atos estavam causando grande alvoroço entre seus membros, levando os menos perversos a deixarem a Ordem. Os mais radicais reuniram os inimigo daquela Ordem, criando uma segunda organização, que impediria os planos da Ordem tendenciosa. Os membros que haviam abandonado a primeira migraram para a segunda. Assim, as duas passaram a competir eternamente, uma atrapalhando os planos da outra.

Conforme os anos avançaram, o tempo corrompeu a segunda Ordem também, e tornou a primeira pior do que já era. Ambas compartilhavam ambições e desejos de vingança. Elas queriam poder. Assim, passaram a recrutar pessoas e a treiná-las nas artes de combate. Treinaram seus membros para ficarem obedientes, fortes, habilidosos e, acima de tudo, mortais. Esses membros não eram treinados somente para combate, mas também para pesquisas. As Ordens ainda compartilhavam a essência da busca pela verdade e pelo conhecimento, assim, pesquisadores e cientistas também eram treinados, fazendo com que essas organizações fossem extremamente poderosas e renomadas.

Mesmo assim, ainda foi necessário mais do que apenas membros e boa vontade para sobreviver. O tempo avançava e o mundo se modernizava, e se essas Ordens quisessem sobreviver, elas teriam que fazer o mesmo. Os princípios do capitalismo já eram sentidos na sociedade, por isso, essas Organizações criaram grandes empresas para se sustentarem. A primeira virou a Bowden Investments, em homenagem ao seu fundador, Henry Bowden. A Bowden é uma empresa internacional multibilionária especializada em ações na bolsa de valores e outros investimentos financeiros. Ela é comandada por famílias, e a hierarquia é bem severa. Durante praticamente toda a história dessa Ordem, a família Bowden era quem comandava. Porém, eles foram dizimados por outra família: os franceses Louisigan. Assim, há uns cinquenta anos, a Bowden Investiments vem sido dirigida pelos Louisigan. Essa empresa também financia diversos laboratórios e pesquisas para o desenvolvimento da tecnologia necessária para a Ordem e seus objetivos.

A segunda Organização abriu o centro de pesquisas Blue Skies, que chamamos de BS. Esses centros são especializados em pesquisas na área da saúde, mas especialmente pesquisas químicas, biológicas e soluções farmacêuticas. A BS desenvolve todo tipo de tecnologia, produzindo novos remédios e aparelhos, pesquisando doenças, técnicas diferenciadas e coisas desse tipo, mas não só na área da saúde. Temos laboratórios especializados em diversas outras áreas da Ciência. Por exemplo, a BS faz parte da Organização Europeia de Pesquisas Nucleares e da Sociedade Americana de Física. Temos também sítios para o desenvolvimento da indústria militar, produzindo e pesquisando armamentos e toda a tecnologia necessária para os treinamentos e, bem, temos objetivos também... A BS é dirigida pelo Grão-Mestre e pelo Conselho. Nosso Grão-Mestre está desaparecido, e eu, assim como a maioria dos membros, nem sei quem ele é. Ninguém dá muita importância a ele, o Conselho lida muito bem com a Ordem e a empresa.

Ainda nos dias atuais, a Bowden e a BS são inimigas, e tudo por causa do princípio. Se pensarmos bem, tivemos todos a mesma origem. Porém, ninguém tem interesse em acabar com essa rixa.

Quando aceitar a missão, deverei estar preparada para encontrar gente querendo me matar, porque o pessoal de lá não costuma pegar leve. Tentamos uma trégua várias vezes, porém eles não estão interessados, então passamos a agir de acordo com a situação. Estão tentando acabar conosco, nada mais justo que tentarmos fazer o mesmo com eles. Mesmo que queiramos matar uns aos outros, temos um acordo muito antigo em vigor: a invasão é proibida. Nenhuma das Ordens pode invadir as Sedes, centros de pesquisas ou treinamento e nada do gênero. Esse acordo foi feito há quase 100 anos, e mesmo depois que os Lousigan assumiram, ele ainda vem sido respeitado.

E no dia seguinte, dirijo-me à Sala de Reuniões para aceitar a missão. Nunca estive inclinada a dizer não, afinal tudo que sempre quis foi uma missão, uma chance de provar que sou capaz de tudo. Só quis mais tempo para pensar, na verdade, pra fazer drama. Não posso ser assim tão fácil, posso? Pouco me interessa quem vou ter que tirar do caminho. Se eu vou fazer isso, nada vai me atrapalhar. Especialmente porque ainda estou na Academia, ou seja, em treinamento. Receber uma oportunidade dessas é raro, melhor não desperdiçar.

Dessa vez, antes de ir, coloco um vestido vermelho rodado, que é preso no meu pescoço, e sapatos de salto. Não só por causa da reunião, mas também porque eu e Jared combinamos de sair mais tarde. Falar sobre A garota. Não gosto disso, mas como uma boa amiga, estarei lá por ele.

Arrumo meu cabelo em frente ao espelho do banheiro, faço uma maquiagem simples e fico contemplando o resultado. Sou o tipo de garota que atrai o olhar de todos, não só por ser bonita (e convencida), mas por ser diferente também. Tenho longos cabelos ruivos, tão vermelhos quanto fogo. E digamos que não é todo dia que você vê uma ruiva natural com uma coloração tão forte. Especialmente aqui na Ilha, onde a maioria das pessoas possui cabelos e olhos escuros, o que me destaca duplamente, já que meus olhos tem um tom verde exuberante. Passei delineador para marcar o contorno dos meus olhos, porém os meus maiores problemas em relação à maquiagem são e sempre foram os produtos para a pele. Tenho pequenas sardas nas maças do rosto e no nariz, característica que eu gosto muito, mas não me permite usar coisas como base e pó, a não ser que aceite escondê-las. Por fim, acabei desistindo dos produtos para pele e me contento com o resto. Sou bonita, não preciso de maquiagem. Tenho que dar uma chance as outras garotas, certo?

Levo mais alguns minutos para terminar de me arrumar, o que me faz chegar atrasada à Sala de Reuniões. Sento no mesmo lugar que havia sentado ontem, mas a reunião demora para começar, visto que Joseph chegou estranhamente atrasado. Com todos presentes, a reunião inicia.

– Boa noite, Quinn. – Diz Anthony. – Garanto que pensou muito bem sobre a nossa proposta. –

Ele soa ansioso.

– Pensei, e vou aceitar. – Digo com convicção. Sinto um alívio coletivo pairando na sala.

– Você tem certeza? Uma vez que você aceite a missão, não permitiremos que a abandone. – Diz Raphael.

– Sim, tenho certeza.

–Ótimo, muito bom! – Exclama Anthony, sorrindo. — Vamos te encaminhar para o laboratório leste, lá você deverá procurar por Lana, ela vai te auxiliar e fornecer quaisquer informações que você ainda necessite.

– Quando eu vou partir?

– O mais cedo possível. Amanhã a tarde está bom para você? – Fala Anthony.

–Sim.

Amanhã é mais cedo do que eu esperava, mas acabo concordando. Quero fazer algo que não inclua correr até não aguentar mais ou ler até que a dor de cabeça não permita que eu continue.

– Procure Lana então, ela sabe o que fazer. — Diz Anthony. – Está dispensada, Quinn.

Levanto-me da cadeira e deixo a Sala de Reuniões. Assim que saio, os Conselheiros começam uma discussão. Queria saber o que eles tanto discutem...

Sei que deveria ir para o Laboratório Leste, mas não quero desmarcar com Jared. Vou até seu quarto no alojamento A.

Novamente, entro no quarto sem bater, mas dessa vez encontro-o vazio. Jared não está. Mando uma mensagem de texto para ele, que não responde, como sempre. Fico zanzando pelo quarto por um tempo, observando os livros, sapatos, roupas e... Sutiãs? Seguro o objeto rosa pela alça. “Pelo menos alguém tem se divertido...”, penso.

Fico esperando no quarto dele por mais de duas horas até admitir que ele não vem. Isso é mais tempo do que seus habituais atrasos. Tentei ligar para ele, que não atendeu. “Essa garota o conhece por dois dias e já está roubando Jared de mim...”, penso. Sim, tenho muito ciúme dele, que é o único amigo que fiz e durou. A maioria das minhas amizades foram como as chuvas dos últimos dias: Vieram, estragaram meus planos e foram embora.

Deixo o quarto de Jared com muita raiva por ter levado bolo e volto para o meu quarto, com esperança de que pudesse haver um bilhete, mas não havia. Ele não veio. Quinn Fabrey não é simplesmente esquecida. Ele vai se ver comigo depois.

Checo o relógio na minha cabeceira: São meras nove horas, quem disse que eu preciso dormir? A Ilha fornece bastante entretenimento para uma garota como eu... Agarro minha bolsa e saio do Alojamento à procura de confusão.