Choque de Tempo
5 Capítulo 5 - O Reencontro.
M – Ora John, pare com suas graças, já não teve o suficiente por hoje? Logo mais Challenger estará em casa e não quero que nos vejam assim juntos.
Ambos haviam aproveitado a ausência do cientista e da garota da selva para passarem o dia juntos como dois namorados, afinal, estavam a sós e sabiam que esses momentos não se repetiriam tão breve. Após acordarem por volta das 12 horas, o caçador tratou de ir preparar o almoço, servindo a herdeira no sofá, com direito a vários beijos em seu rosto para desperta-la de seus sonhos. Eles almoçaram juntos, cheios de carícias e beijos e, embora vivessem aquele momento de amor, John não podia deixar de pensar: “Minha querida, como rezo para que logo chegue o dia em que não mais seja necessário nos escondermos, em que possamos nos dedicar um ao outro sem reservas”.
Durante o período da tarde, eles haviam dançado juntos a valsa dos sonhos que outro dia começaram, mas que não puderem terminar por conta de certas interrupções. Organizaram a cozinha: John lavou os pratos e Marguerite correu se refugiando em seu quarto para não precisar ter que enxugá-los e guardá-los – mas ainda que tentasse se refugiar, John conseguiu trazer sua bela amada novamente para o andar de cima mais tarde, lhe comprando com café.
R – Vamos Marguerite, sei que o tempo está chuvoso e que não há muito que se possa fazer. A menos, claro, que você queira uma revanche, já que eu ganhei lhe mostrando quem era a presa e quem era o caçador. E, você sabe, tenho que verificar as munições e lubrificar as armas; se bem me lembro a Milady tem novas pedras para serem avaliadas. Suba comigo?
Marguerite estava de frente para o espelho arrumando o cabelo bagunçado pelo Lord que estava em pé ao lado de sua porta, mas ela não queria subir. Na verdade, naquele momento queria apenas ficar deitada e dormir mais um pouco.
M – E desde quando você precisa de mim para fazer essas coisas? Você é culpado da minha indisposição, não há nada que eu queira lá em cima. E as minhas tarefas, as novas pedras, eu posso avaliar após o jantar. Até porque, depois que George saiu daquele jeito é porque tem uma nova invenção, portanto, irá nos dar muitas explicações na noite de hoje.
John, já se direcionando para escadas e fingindo estar chateado pela decisão, logo pensa em atingir a bela no seu ponto mais fraco.
R – É, realmente você pode fazer essa escolha já que assim é sua vontade. Mas é uma pena porque o pouco do café que resta acredito que não será o suficiente para depois da janta, e os grãos ainda precisam moer.
Marguerite, já indo rumo à porta de seu quarto, não resiste e chama por John. “Eu sem café até o dia seguinte? Não pode ser. Ele não se atreveria a tomar tudo, se atreveria?”
M – John, espere!
R – Hum. Estou ouvindo, Marguerite.
M – Se eu subir... assim... só para saber, fará café pra mim?
John levanta uma sobrancelha questionadora e podendo presenciar sua amada cedendo.
R – Só para você, Marguerite? E para mim não?
Uma Marguerite cedendo aos desejos da sua bebida favorita e ao charme do Lord.
M – Está bem. Certo, para nós dois. É melhor ter, ainda que se tenha que dividir, do que não ter nada.
Agora Marguerite estava em pé, debruçada sobre a mesa avaliando as pedras, sua xícara de café já quase vazia ao seu lado. Quando o caçador, que acabara de completar suas tarefas, não resiste e a abraça por trás depositando beijos ternos em sua nuca descoberta.
M – Ora John, pare com suas graças, já não teve o suficiente por hoje? Logo mais Challenger estará em casa e não quero que nos vejam assim juntos.
R – Já lhe falei hoje que nunca irei me cansar de você?! Que nunca é o suficiente e que quanto mais a tenho mais a quero como minha, Marguerite? Minha Marguerite.
Antes que Marguerite pudesse responder, se ouviu o barulho do elevador subindo e logo ela decidiu “camuflar” a cena de John estar tão perto.
M – Vamos John, leve essas xícara para a cozinha enquanto eu irei receber Challenger e saber o porquê dele sair tão apressado hoje cedo.
Como dito, Marguerite foi até o elevador receber o Challenger quando se deparou com um belo homem loiro, de olhos azuis, lhe oferecendo um sorriso simpático e depositando os itens do cientista próximo a uma cadeira por perto e auxiliando o próprio a se sentar, pois ele sentia uma forte dor na cabeça.
W – Acredito que esteja melhor, senhor. A bela senhorita, se não se incomodar, poderia fazer a gentileza de chamar o meu querido irmão Johnezinho?!
A herdeira não conseguia entender muito bem o que estava acontecendo. Quem era aquele belo cavalheiro que chamava John de seu “irmão” ou “Johnezinho” e que, por sinal, analisava ela dos pés a cabeça? Não era um olhar com vulgaridade, mas com uma ternura tamanha que estampava seu rosto.
M – George, quem é o seu amigo? Não vai me apresentar? E porque chama o John de irmão?
Challenger sabia que aquilo seria um choque para todos eles, mas também não pôde deixar de notar os olhos de William, o modo como parou tudo o que estava fazendo para prestar atenção na morena.
C – Marguerite, este é William Roxton, o irmão de John. O único irmão de John. Eu o trouxe pelo teletransportador. William, esta é a Senhorita Marguerite Krux, um dos membros e madrinha da expedição Challenger.
William caminha em direção a Marguerite, que ainda estava em pé no mesmo local, parada, tentando compreender o que seu amigo acabara de falar. Ele ajoelha-se diante dela, pega sua mão direita com tanta delicadeza que parecia até que estava segurando uma boneca de porcelana e deposita um pequeno e curto beijo, mantendo seus olhos nos olhos de Marguerite.
W – Senhorita Krux, é uma honra conhecê-la e, se me permite a ousadia, mas o que uma bela dama como você faz em um lugar deste? A julgar por sua beleza deslumbrante deveria estar repousando em uma bela casa no sul da França, este sim seria um lugar melhor para mantê-la longe de qualquer perigo.
Marguerite olhava atentamente, como se estivesse mapeando, registrando cada movimento daquele homem que se dizia ser irmão de John. Também não podia negar que ele tinha um charme como nunca havia visto antes, nem mesmo em seu amado. John havia ouvido os barulhos, mas não a conversa. Logo decidiu ver o que estava acontecendo.
R – Marguerite, está tudo bem? Era mesmo o Cha...
Antes que terminasse a pergunta, ele se deparou com seu irmão já em pé ao lado de Marguerite e Challenger, que pensava que finalmente iria oferecer aos irmãos um reencontro inesquecível. Depois de um pequeno tempo, John consegue finalmente perguntar.
R – Wil...Wil...William?
William, logo se afastando de seus dois novos amigos, segue em direção a um John perplexo.
W – Eu mesmo, Johnezinho. Feliz em me ver? Seu amigo me salvou, me trouxe do passado para o presente para um encontro inesquecível.
Ao ficarem cara a cara, John continuava mudo como se as palavras lhe faltassem, até respirar estava difícil. William estava tomado por raiva, por nojo e por desgosto.
W – Ora Johnny, parece tenso em me ver. Bem, já que não irá falar nada, deixe-me contar de quem seu amigo me salvou há algumas horas. Me salvou de você... ASSASSINO!!!
Ao dizer esta última palavra, William já não manteve mais seu autocontrole: ele parte para cima de John, aproveitando que o irmão ainda estava assustado e sem compreender nada do que acontecia, como se estivesse vendo um fantasma. Acerta John com um gancho de direita, fazendo-o cair sobre a mesa onde, há pouco, Marguerite avaliava suas pedras. John, além da dor física provocada pelo gancho de seu irmão, sentia as pedras embaixo de suas costas. Além disso, seu maior medo estava se tornando real: William estava vivo e condenando-o e culpando-o como em seus pesadelos.
William parou por um momento, analisou o homem caído próximo a seus pés e decidiu que não iria parar por aí.
W – Ora, ora, meu querido irmãozinho, parece até que viu um fantasma. O que houve? Ah sim, claro, EU sou um fantasma! Você me matou, eu sou o seu falecido irmão!
John ainda estava caído no chão como se estivesse recobrando aos poucos a consciência, ou tentando.
R – Eu não o matei, William, foi um acidente. Eu não seria capaz, me deixe explicar tudo, por favor?!
W – Até parece o mesmo bebê chorão acobertado por nosso pai sempre que cometia uma travessura. Porém, nosso pai não está aqui e você está longe de ser um bebê. Até porque está velho, meu irmão, acabado. Já se olhou no espelho?! E eu não o perdôo e nunca irei lhe perdoar por tudo o que já me fez.
William não para nas palavras afiadas e logo lança uma série de pontapés em John, que parecia não reagir ou pelo menos estar tão abalado que a dor física não lhe atingia, como se não sentisse nada. Apenas as palavras amargas de Will ecoando em sua cabeça já era o suficiente. Este, por sua vez, chutava John sem dó alguma, lhe castigando, cego por ódio, seus chutes assolavam John por todas as partes do corpo. O caçador já estava cheio de hematomas, a boca sangrando e mal conseguindo abrir um dos olhos.
Marguerite, vendo aquela cena horrível diante de seus olhos, não podia ficar parada; mas tinha esperanças de que John fosse reagir, ele sempre reagia, poucas foram as vezes que o viu perder ou se afugentar de uma luta. “John, levante! Reaja! O que está acontecendo com você?! Sempre reage! Levante, vamos! George está ferido e incapaz de te ajudar. Mas que droga, sempre eu que tenho que fazer tudo por aqui.”
Marguerite tinha que agir. Ela ainda não entendia o que estava acontecendo ali, mas algo tinha que ser feito e o quanto antes. Se esgueirando até próximo a mesa destruída, se posiciona por trás de William perto o suficiente para atingi-lo na cabeça com a cadeira que estava ao seu lado. Desacordado, William vai ao chão.
Challenger, ferido, estava tão horrorizado quanto Marguerite e se sentindo culpado. Sabia que ele havia causado tudo aquilo; queria ter feito algo, mas pelo sangramento em sua cabeça e por não ter se alimentado desde cedo estava impossibilidade de reagir, se sentia fraco e, além disso, William era bem mais novo que ele, não teria chance alguma. E, pobre John, o caçador estava destruído, não se sabia o que estava pior: o seu estado de choque, seu estado de espírito ou sua aparência, Ele havia levado uma boa surra e não reagiu de nenhum golpe. E agora, Marguerite, por Deus, estava sozinha com três homens feridos, sendo que um deles queria matar o outro.
C – Mar... Marguerite, me deixe ajudá-la. Vai precisar de alguém para cuidar de William e John.
Marguerite estava extremamente irritada, sua paciência tinha chegado ao limite; não que ela culpasse o cientista por tudo o que havia ocorrido, mas estava cansada. Cansada daquele maldito platô, cansada por Challenger sempre fazer as coisas sem antes consultá-los e isso sempre resultava em problemas. Além disso, tudo o que havia visto e ouvido estavam corroendo-a por dentro. Ela não sabia o que pensar ou o que iria fazer, estava se sentindo perdida e essa era uma sensação que ela não gostava de sentir, pois ela sempre sabia o que fazer – ou quase sempre.
Em uma resposta áspera e sem ao menos se virar para encarar o cientista, tentava ajudar o caçador a se levantar:
M – Acho que por hoje você já ajudou mais do que deveria, George. Já causou problemas demais. Recomendo que tente ir se deitar um pouco ou comer algo enquanto tentarei levar John até o quarto dele e arrastar William para o sofá quando retornar; além de ter que limpar toda essa sujeira. É... Pelo visto minha noite será muito agradável sendo como a própria cruz vermelha, tentando cuidar de três homens feridos e ainda evitando uma nova fúria de ataques quando esse aí no chão acordar.
Challenger apenas calou-se, constrangido. Sem questionar, obedeceu suas ordens seguindo para a cozinha para alimentar-se, além de tentar pensar em algo que poderia ajudar, descobrir o que havia feito e quão grande era seu estrago. “É, meu velho, o que você fez? Marguerite está certa, talvez eu tenha ido longe demais. Esperava e queria um encontro inesquecível, e não assim cheio de ódio e mágoa. O que será agora desses dois? De fato, será uma longa noite...”.
Marguerite havia ajudado John a se levantar assim como o ajudava a seguir para o seu quarto. O caçador mal podia mexer-se direito, sustentava seu peso quase todo em Marguerite, cambaleando um pouco para se manter em pé. A herdeira passou seu braço direito por trás dele e o tocava com toda delicadeza para não lhe causar, o braço esquerdo na frente tentava uma melhor posição para mantê-lo em pé.
Contudo, o caçador mantinha o olhar perdido, seus olhos estavam escuros, sem seu brilho habitual, não pronunciava uma palavra ou mesmo algum gemido de dor. Ela nem por um segundo desviou seu olhar de John; queria ajudá-lo, queria poder saber o que ele pensava. Nunca em toda sua vida havia se importado tanto com a dor de outro alguém senão com a sua própria, mas a deste homem, por Deus, por tudo o que já havia acontecido em toda sua vida, como se importava... Como estava doendo vê-lo assim... Se pudesse, apagaria todas aquelas cenas, todas as palavras de William. Era isto que estava magoando John: a palavras, a culpa.
Parecia que demoraria um século até que conseguissem descer as escadas e atingissem o quarto do belo caçador e sua cama. Marguerite o ajudou a deitar cautelosamente e, feito isso, ela se senta na beirada da cama e, afetuosamente passando uma das mãos no rosto inchado e ainda sujo de sangue do John, ela diz quase que em tom de súplica:
M – John, por favor, diz alguma coisa? Fala comigo? Aquilo tudo lá em cima, porque não reagiu? Eu sei o que isso significa, tudo o que ouviu essa noite, mas ele pode nem ser seu irmão. Quer dizer, já passamos por coisas aqui que nos mostraram que nem tudo o que parece é realmente. Está todo machucado, eu nunca me senti tão perdida como me senti ao vê-lo sem tomar uma atitude.
As palavras de Marguerite pareciam ter despertado John de seu próprio pesadelo trazendo-o subitamente para realidade. E como uma criança desesperada que precisa de um abraço quando algo lhe dá medo ou assusta, John abraça Marguerite fortemente, como se fosse seu pilar, seu porto seguro.
R – Marguerite... Ah Marguerite, preciso de você. Preciso que acredite em mim. Eu não quis, não quis matá-lo! Você confia em mim, não confia? Eu não posso conviver com o fato de meu irmão não me perdoar. E se ele nunca me perdoar como falou, o que vou fazer? Eu sempre me culpei, mas sempre temia o William me culpando um dia, se isso fosse possível; e agora está acontecendo.
Marguerite já estava um pouco mais livre dos braços de John, seus rostos ainda tão próximos. Ela volta a se aconchegar nos braços do caçador podendo transmitir, pelo contato físico, a segurança que ele necessitava agora e sussurra em seu ouvido:
M – Eu confiaria minha vida a você, John. Eu sei que você não é o culpado, você não matou seu irmão, foi uma fatalidade, um acidente. Ele não tem que lhe perdoar por nada porque não há nada para ser perdoado. E eu estarei aqui; estou aqui. Vamos, pare de se culpar por algo que não fez, por favor.
Ela levanta o rosto, permitindo que o caçador pudesse ver o seu sorriso, seus olhos brilhando como duas esmeraldas, olhando diretamente nos olhos dele e por alguns minutos ambos ficam se admirando. Quando John passa sua mão para o cabelo de Marguerite aproximando seus lábios, prestes a invadir os lábios de Marguerite, ele espontaneamente declara seu amor:
R – Eu te amo, Marguerite.
E sem aguardar uma resposta, John suga os lábios de Marguerite; um beijo terno, afetuoso e como se fosse um antídoto para toda a dor e angústia que haviam passado a pouco. Quando finalmente se afastam, Marguerite acaricia o rosto de John enquanto este desliza sua mão pelo cabelo sedoso da herdeira.
M – Eu também amo você, John. Vamos resolver este problema juntos. Challenger vai ter que saber consertar todo este equívoco e, se caso ele não souber, aguardamos Verônica retornar da aldeia Zanga e com auxilio dela eu mesma consertarei isso. Mas preciso que seja como um bom garoto comportado e fique aqui em baixo por enquanto. Logo estarei de volta e tratarei de seus ferimentos. Descanse um pouco.
John varreu o rosto de Marguerite com os olhos; ela estava ainda com um sorriso nos lábios, mas seus traços, e até mesmo pelo seu comentário, lhe diziam que estava tensa. Porém, ele agora começava a se dar conta dos machucados e ferimentos, estava sentindo dor em todas as partes do corpo e sabia que desse jeito, e se insistisse, seria pior. Não iria poder ajudar, mas iria atrapalhar. Por outro lado, William ainda estava lá em cima e ele nunca iria permitir que ela ficasse a sós com ele, poderia recobrar a consciência e querer vingar-se pela pancada ou mesmo para atingi-lo através da mulher.
R – Não, Marguerite. Não posso deixá-la sozinha com William. Quando ele recobrar a consciência sabe-se lá o que pode querer fazer com você. E outra: pelo pouco que percebi quando cheguei à sala, Challenger parecia estar ferido. Não vou deixar que suba e fique a sós com ele.
M – John, não está em condições nem de se levantar... Além disso, a maior causa da fraqueza de Challenger é por não ter se alimentado desde hoje cedo, mas quando estávamos descendo ordenei que ele comesse algo. E se é para lhe deixar mais tranqüilo, posso amarrar nosso amigo lá em cima para que quando acorde não cause problemas e nem outras discussões. Assim também me dará tempo para fazer um curativo em George, arrumarmos toda a bagunça e cuidar dos seus ferimentos.
John percebeu que a morena estava certa, que era o mais sensato a ser feito e que ele, de fato, não estava em condições de discutir, muito menos de agüentar o próprio peso sobre seus pés.
R – Está bem, Marguerite, pode ser que tenha razão. Mas quero que tome cuidado, que não fique longe de sua arma e que, no menor sinal de que William aparenta alguma ameaça, virá me chamar. Esta briga é entre eu e ele, não é justo e nem certo envolver você nisso. Não me perdoaria se ele lhe causasse algo. Certo?
Marguerite, já se levantando, deposita um beijo na testa do caçador e suavemente acena positivamente com a cabeça.
M – Eu prometo, meu cavalheiro de armadura brilhante.
Ela, então, segue para o andar de cima para colocar no lugar aquilo que estivesse ao seu alcance, amarrar o jovem loiro como prometido para John e também precisava ter uma conversa séria com o cientista, saber o que havia feito e o que iria fazer para consertar todo esse reencontro inesquecível e desagradável.
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