Choque de Dimensões

6 Capítulo 6: A Floresta de Árguius


Depois de algumas horas de viagem, a pulseira no braço de Alfonso começou a vibrar e começou a emitir uma voz, parecia ser Túsial. Não, era o aldeão, que comentou:

—Olá Adalberto, já saíram do templo do Giugard, o Oráculo?

Então esse é o nome do Oráculo que Alfonso esquecera de perguntar, embora tenha ficado um tempinho no templo. Depois de se debater um pouco respondeu que sim. O aldeão então comentou:

—Ótimo, isso quer dizer que vocês já estão seguindo o caminho da Árvore Livínia, mas cuidado, pois mais a frente vocês entraram na Floresta de Árguius, onde encontram outras espécies estranhas, além do Krikitus. Não se esqueçam de usar as poções quando precisarem. A propósito, meu nome é Zorguieus- e desligou a chamada.

Essa ligação repentina preocupou os três, que começaram a conversar mais sobre essa floresta no caminho da árvore mística. Em uma dessas argumentações Enéias comenta:

—Na minha tribo o Chefe Majim sempre fazia desafios quando precisávamos entregar alguma informação importante, para poder nos testar.

Então Alfonso retruca:

—Não venha com essas comparações de sua tribo estranha novamente Enéias.

Mas isso levou Chico a pensar:

—Mas espera aí, isso pode realmente acontecer, talvez essas criaturas estejam sendo comandadas pelo mago para ver se nós somos realmente dignos de se apresentar a ele.

Realmente, isso fazia sentido agora, mas de qualquer maneira eles teriam de se cuidar, pois a floresta deveria ser bem perigosa.

Perto do portão da floresta, Chico começou a se assustar, dizendo que isso o fez lembrar de uma aventura na floresta perto de sua cidade que resultou em uma tragédia. Mas Chico morava na Argélia, o que fez Alfonso perguntar:

—Como assim, uma floresta na Argélia?

—Não, era onde eu morava antigamente, na África do Sul—responde Chico.

Isso esclarecia tudo. Alfonso esperava que esse medo de Chico fosse superado, pois isso poderia retardar a passagem do grupo à floresta.

Então eles abrem o portão, bem estranha comparada com o “mundo real”.