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5 Capitulo 4- Softness
Notas iniciais
No decorrer da semana, Bruce estava pensando mais do que queria em Lana, mais ainda do que antes. Talvez conseguisse achar qual era o ponto chave, a fonte do veneno dela. Talvez conseguisse domar aquela bela mulher cobra. Talvez um dia aquelas curvas... Aquele olhar sexy e dominador, aquele sorriso...
BOOM!!!
Sua distração, fez com que colocasse mais de um componente em seu experimento. Resultando em um fracasso. Respirou fundo, se queixando internamente por pensar e querer tanto se aproximar de Lana. E sim, realmente algumas coisas simplesmente acontecem, e não havia nenhuma explicação para o vivendo agora.
Foi para a cozinha onde encontrou Natasha folheando uma revista qualquer.
– N-Nath... – se aproximou um pouco inseguro – Posso falar com você um minuto?
– Claro Bruce, o que foi? – sorriu amigável.
– É... Meio particular... – murmurou olhando em volta, mesmo que o local estivesse vazio. Eles foram até o laboratório dele. – V-Você sabe o porquê da Lana, ser assim?
Ela deu um sorriso fraco.
– Não muito, eu acho... Ela... O problema dela sempre foi com o Diretor Fury. Bruce, isso e bem particular, não sei se deveria estar te contando... – murmurou ela.
– Por favor, Natasha... – pediu olhando nos olhos dela. Talvez, de alguma forma, Natasha pudesse ajudá-lo o porquê dele se sentir tão atraído por de Lana.
– Bem, Fury se separou de sua falecida esposa, Carmen, quando Lana tinha 14 anos, pelo o que eu sei. Desde que Lana era pequena via a preocupação diária que a Sra. Carmen, passava pelo serviço do diretor, chegou um dia onde ela não aguentou mais e se separaram. Mesmo antes disso, Lana não era muito apegada ao pai, quando os houve a separação eles se afastaram ainda mais, principalmente pelo fato dela ser vigiada 24h por dia... É basicamente isso, Bruce...
– Ela afasta a todos com medo de ter que ter as mesmas preocupações que a mãe tinha... – refletiu ele. Natasha sorriu brevemente, enquanto levava seus pensamentos a distancia, Bruce, ao perceber, logo soube que ela pensava em Clint. – Acho que você entende o que ela quer evitar... – a face da ruiva se tornou quase o mesmo tom de seus cabelos.
– Amor é para...
– Só quis dizer que você se preocupa, nada mais... – interrompeu se defendendo. Ela riu brevemente sem jeito. Eles ficaram um tempo em silencio e Natasha foi direta.
– Porque não a chama para sair? – ele riu corando até o ultimo fio de cabelo.
– Ela me atacaria com milhões de frases cruéis e sarcásticas... – suspirou, embora estivesse pensando seriamente na ideia. – E o Diretor Fury me mataria...
– Talvez... – Natasha brincou, saindo do laboratório.
Logo ele voltou a se concentrar no trabalho e acabou nem vendo as horas passarem, só voltou à realidade bem mais tarde, quando Jarvis anunciou que Lana estava indo até ele. Mil coisas se passaram em sua cabeça até que veio um nome lógico: Natasha Romanoff.
– A que devo a inusitada honra de sua visita? – riu brevemente ao ouvir a porta sendo aberta.
– Me pediram para vir trazer seu prato. Mas me esqueci, então a comida está fria... Se quiser... –desdenhou, colocando um prato de comida sobre as anotações que ele fazia.
– É muita gentileza da sua parte... – sorriu empurrando o prato e voltando a anotar.
Então sentiu o aroma de chocolate no ar, e ouviu o tilintar da porcelana no tampo de vidro. Levantou o olhar onde a mão colocava, suavemente, uma caneca de chocolate quente preparado recentemente diante de si. Ainda via-se o calor exalado. Sorriu ainda mais observando a caneca e se pondo de pé.
– Obrigado... – murmurou ainda observando a caneca um tanto abobalhado.
– Retire o que disse e eu me sentirei melhor... – observou-a analisando os equipamentos e as várias outras coisas espalhadas pelo laboratório. Acabou se escorando de costas para a mesa, lançando com um olhar contrariado para o chocolate ainda intocado – Eu não envenenei se e isso que esta pensando, mas já que não quer... – resmungou, se adiantando para pegar a caneca, mas ele segurou sua mão.
Ele voltou a encará-la e ela fez o mesmo.
Lana, pela primeira vez, se calou num momento entre os dois, permitindo que aquele sentimento, qualquer que fosse, ficasse no ar enquanto eles se olharam demoradamente. Mas algo inusitado aconteceu para ambas as partes. Bruce, com um movimento rápido, prensou seus lábios contra os dela e os manteve assim por um longo tempo.
Milhões de coisas se passaram na mente dele. Começavam no simples toque de sua mão e iam até o toque dos lábios macios dela. Já ela, não tinha a mínima ideia do que acontecia ali, não a parte cruel e racional dela. Ela se sentia em outro lugar, um lugar bom. Abrindo os olhos aos poucos, Bruce se afastou dos lábios dela. Mesmo querendo mais. Muito mais deles.
– Quer sair comigo? – questionou, ainda aproveitando o momento de coragem e loucura.
Lana parecia ainda meio em choque e demorou a acordar.
– O que? Como... C-Como um encontro? – ele engoliu a seco, não conseguiu desvendar o porquê daquelas perguntas dela naquele momento.
– E- e... Eu acho...
– Para que se você já me beijou? – perguntou com um sorriso de canto maldoso. Ele acabou desviando o olhar e sorrindo – O que se arrependeu? – riu desafiadora.
– Sim, de não estar continuando... – a única coisa que passava na mente dele naquele momento era: “Que merda eu estou falando?”. Não pôde deixar de ficar surpreso ao ver que ela estava surpresa com a reação dele. – O que foi, te surpreendi? Finalmente ver você sem reação e algo impagável... – riu abusando da sorte.
– Você está, sem duvida alguma, querendo levar um tampa na cara, não? – ele adorou vê-la se irritando por alguém finalmente a deixar na mesma situação que ela costumava deixar os outros.
– Vá em frente... – desafiou – Treinei bem meu autocontrole. – não precisou de outro desafio, ele apenas sentiu a ardência em sua face, mas estava tão calmo e “curtindo” a situação que Hulk parecia nem existir naquele momento.
Voltou o olhar à Lana que o observava, atenta para o caso de ele se transformar e ela ter que sair correndo. Não conseguiu não sorrir para ela e puxá-la contra si num beijo caloroso. Porém isso a surpreendeu mais ainda, fazendo-a recuar e se espremer tentando sair de seus braços. Ele se deu por vencido logo na primeira tentativa.
– E-eu... – ela o olhou um pouco confusa, sem entender o que havia de errado com ele. Engoliu seco, se recompondo enquanto ia em direção à porta andando de costas para se certificar que ele continuava no mesmo lugar.
– M-me desculpe... – pediu Bruce.
– Amanhã... Às sete e meia... Não me dê o bolo para ficar brincando de alquimista...
Ele deixou sua boca abrisse num “O” perfeito enquanto ela saía.
Ele tinha um encontro com Lana Fury.
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