Choose Your Words

2 Capitulo 1-Ela tem razão... talvez.


Notas iniciais
Oii ^~^
aqui esta o capitulo. espero que gostem e comentem por favor!
a proposito o prologo havia sido betado por Miah Salvatore/Kesia *u*

O carro negro como a noite estacionou de frente o enorme edifício. Lana olhou para cima, observando o enorme “A” no topo da torre, e respirou fundo pela vigésima vez naquele dia. Considerando os acontecimentos recentes, era compreensível que seu humor estivesse dos piores. Nick saiu do carro e se pôs ao lado dela colocando o braço ao redor de seus ombros com cuidado devido ao machucado.


- Não me toca... – ela murmurou encarando o chão. Discretamente, com a dignidade que possuía, ele o retirou. Não queria começar uma discussão.


Eles entraram ambos com os passos imponentes e seguros. Assim que chegaram ao elevador uma voz robótica surgiu.


– Bom tarde, senhor e senhorita Fury. – a jovem olhou para o teto um pouco confusa, mas logo deixou para lá. Nick não quis explicar, temia tentar uma conversa para se aproximar e acabar por fazer o contrário.


As portas do elevador finalmente abriram ao parar no último andar e ambos entraram sob os olhos curiosos de boa parte dos Avengers. Natasha e Clint já eram “de casa”, por assim dizer, então só precisaram de um rápido vislumbre e, apenas para constar, deram um sorriso de cumprimento.


– Essa e Lana, minha filha... – apresentou Nick, orgulhoso. Afinal, não se podia negar, a garota era realmente muito bonita.


– Seja bem vinda, Srtª. Fury... – murmurou Steve educado e gentil. Já Lana apenas se delimitou a um rápido aceno.


– Onde eu vou ficar? – questionou impaciente para ficar sozinha.


– Eu mostro seu quarto... – Natasha sorriu se pondo a frente e pegando a bolsa da jovem, que ela realmente nem deveria estar carregando devido ao ferimento.


As duas caminharam por um corredor luxuoso enquanto Natasha explicava qual era o quarto de cada um. Por ultimo, mostrou o de Lana e a observou olhar o cômodo brevemente.


– Sinto muito pela sua mãe... – murmurou da porta.


– Claro... – resmungou Lana, um pouco rancorosa. Natasha saiu de fininho, sem dizer mais nada. Não havia o que dizer. Lana estava num momento difícil e a única coisa que queria era ficar em silêncio e sozinha. Era completamente compreensível.


Enquanto isso, na sala, Nick fazia questão de avisar ao demais sobre a jovem, obviamente não pode deixar de avisar sobre sua língua extremamente afiada. Claro que boa parte pensaria que era mimo de uma garota, mas não, Lana era independente demais. Sua língua era apenas parte de um defeito seu. O defeito de afastar a todos ao seu redor.


Assim que Nick se retirou, Natasha e Clint acharam melhor explicar mais sobre ela. Eles já a conheciam por já terem tido a missão de vigiá-la devido a ameaças que a garota sofrera no passado.


– Ela vai tentar afastar a todos, e o jeito dela. Apenas ignorem o que ela disser de ruim. – Natasha suspirou pesadamente e não pôde deixar de olhar para Bruce, ela sabia que se ele conversasse com ela seria o mais afeado. Lana não mediria as palavras para afastá-lo e magoá-lo. E não se podia deixar de pensar no pior.


– Ok, então a pestinha tem um escudo que é a própria língua e de quebra somos as babás dela? – Tony havia sido o que menos gostara de ter que ficar de olho na garota.


– Tony, ela acabou de perder a mãe. – defendeu Bruce – Acima de tudo temos que entender que não deve estar sendo fácil para ela. Óbvio que ela vai querer manter as pessoas afastadas.


– Você fala com bastante certeza. Quantas pessoas já perdeu? – a voz de Lana ecoou com frieza pela sala e todos olharam para onde ela entrava. – Cinco, seis? E fala isso também pela quantidade que seu alterego gigante e verde já deve ter matado... Digo pelas famílias deles...


Bruce engoliu a seco brevemente, mas lembrou-se do que Natasha disse: Ignore.


– Dizer coisas como essas é crueldade, minha jovem! – murmurou Thor, pasmo. Ela apenas ignorou. O clima ficou extremamente tenso.


– Onde é a cozinha? – questionou num suspiro entediado. Clint acenou para que ela o seguisse.


– Já havia me esquecido de como você consegue ser ferina... – riu ele. Já estava acostumado o suficiente com ela para que achasse graça, às vezes, da agressividade dela. Lana revirou os olhos. Clint explicou rapidamente onde estava cada coisa e depois a deixou ali para se acostumar.


Enquanto isso...


Bruce olhou pela janela e refletiu. Quantas pessoas haviam morrido durante seus pesadelos?


Betty... Foi impossível não pensar nela. Fechou os olhos demoradamente, e retirou os óculos os limpando e as lagrimas também.


– Não dê atenção para o que ela disse... – murmurou Natasha.


– Apesar de tudo, ela esta certa...


– Ela só faz isso para manter as pessoas distantes. – ela colocou a mão dando um rápido aperto em seu ombro, com um sorriso fraco.


Lana passou, e observou o Doutor.


– Por que tanto sentimentalismo? – questionou. Ele se virou, atônito, mas ao fitá-la se controlou. – Eu afasto as pessoas, como todos dizem. Você faz o mesmo... Mas de maneira mais sutil.


Ela caminhou com passos calmos para seu quarto levando uma bacia de pipoca, enquanto deixava Banner sem palavras. Sim ela era cruel. Mas não podia se negar que ela tinha alguma razão.

Notas finais
Comentem diga se eta om ou ruim, preciso da opinião de vocês!
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