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8 Capítulo 7 - A Boa e a Má
Notas iniciais
Capítulo 7 — A Boa e a Má
Bruce mal vira Lana durante os dias seguintes. Aparentemente, ela andava saindo muito, mal chegava do serviço e já saía novamente. Essa rotina se manteve até um certo dia.
Já era tarde da noite, por volta das dez horas, quando Lana entrou, furiosa, na sala de convívio da Torre e atravessou a sala como um furacão, ignorando os presentes. Bruce, Tony e Natasha observaram sem se pronunciar.
– Eu te odeio diretor Fury! – ela explodiu, batendo a porta de seu quarto como uma adolescente impedida de ir numa festa.
– Ela sempre foi dramática. – uma voz risonha ecoou pelo o corredor de entrada.
– Claro... – respondeu Nick.
Bruce observou atentamente a entrada de Nick, acompanhado de uma mulher parecida com Lana, junto Maria Hill e Clint.
– Juliet! – Natasha sorriu, indo até ela e a abraçando. Bruce e Tony ficaram com cara de interrogação.
– Essa é Juliet, minha outra filha. – apresentou Nick, orgulhoso – Irmã um ano mais velha de Lana.
– Ótimo, mais uma cobra para sermos babá. – Tony brincou, se aproximando.
A jovem sorriu abertamente, e gargalhou.
– Não. Pode se dizer que eu sou a irmã... “boa”.
– Ótimo. Sua irmã e uma cascavel. – Tony comentou com sarcasmo.
– Cuidado, Sr. Stark... – alertou Nick.
Bruce não se conteve. Lana há pouco tempo empunhara uma faca contra ele, e agora ele a defendia.
– Vejo que já esqueceu o que ela ia revidar na lanchonete... – disse o Doutor, olhando para as próprias mãos. – Como consegue ficar tão calmo mesmo com o que ela fala contra você?
– Independente de tudo, ela e minha filha. E eu a amo. – alegou orgulhoso de si.
– Porque sente tanto orgulho disso? – resmungou Lana encostada na parede – Porque quer ou porque é obrigado?
– Porque eu quero Lana. – respondeu suavemente.
– Sabe, você deveria sentir orgulho de Juliet. Ela é a amorosa filha que acabou de completar a faculdade de Princenton.
– Na verdade e de Harvard. – corrigiu Juliet.
– Claro – Lana suspirou mal humorada –, afinal eu sou apenas a secretária mimada e idiota da família.
– Lana... – começou Juliet, mas acabou achando melhor se dirigir ao pai – Ela ainda não superou não é?
– Nem eu superei Juliet... E nem você. – murmurou dando um beijo no alto da cabeça da garota que sorriu brevemente – Se precisar sabe o que fazer. – concluiu antes de sair.
A garota se virou com uma expressão amigável para o grupo.
– Lana é meio esquentadinha, mas e só o jeito dela. – justificou meio sem jeito.
– Claro... – Bruce riu sarcasticamente, indo se sentar novamente.
Juliet deu um meio sorriso já temendo que ele tivesse se aproximando o suficiente de Lana para provar o veneno da irmã, e então se sentou e para conversar com os demais. Thor e Steve chegaram algum tempo depois e logo se enturmaram. Bruce, porém, foi o único a se manter afastado.
– Péssima experiência com ela? – Juliet arriscou, divertida, se aproximando quando ele foi até a cozinha.
– Pois é. – afirmou sem ânimo – Fury ia dar-lhe uns bons tapas que, me desculpe, mas ela merece, e ela sacou uma faca para revidar.
– Já ofereci, se quiser eu fico de quatro e você mesmo o faz... – Lana piscou para ele, se se aproximando para ir até a geladeira.
Juliet riu brevemente e Bruce percebeu que ela não ligava muito para os comentários da irmã.
– Se quiserem que eu espere na sala... – riu com bom humor enquanto Lana bebia um copo de suco. Lana levantou a sobrancelha sugestivamente.
“Isso é sério” Bruce se perguntou mentalmente.
Lana terminou o suco e pôs o copo na pia, ao fazê-lo, aproveitou para parar próxima a Bruce e roçar seu corpo no dele. Os olhos de Lana diziam que ela ia aprontar com ele e sua mente gritou “Alerta!”.
E ela o fez. Colocando as mãos em seu pescoço, se pondo na ponta dos pés, ela parou a centímetros de seu rosto. A respiração de Bruce se tornou pesada e Lana sorriu sabendo o quanto ele estava curioso e retraído com qualquer atitude que ela tomasse.
Sentiu a língua, aquela língua tão afiada lamber seus lábios com um sorriso maldoso. E logo em seguida o beijar de forma extremamente sensual. Quando Bruce finalmente acreditou que aquilo não era um sonho, e estava prestes a colocar suas mãos naquela cintura definida ela se afastou rindo e saindo da sala.
– Nunca pensei que fosse algum dia dizer isso, mas... Lana gosta de você... – Juliet comentou achando graça, e lembrando-o que ainda estava presente.
– Como? Gosta de mim, me deixando mais para baixo do que naturalmente eu sou? – Bruce riu sem jeito, corando.
– Calma. Ela... – Juliet tentou explicar – Só está confusa...
– Não tente defendê-la, você sabe que ela é má... Cruel. – murmurou cabisbaixo.
– Mas e minha irmã, Bruce, e eu a amo. – Juliet respondeu – Lana nunca foi a mesma depois que nossos pais anunciaram que iriam se separar. Ela não era muito apegada a ele, mas mesmo assim ela não queria que ele saísse de vez de casa... Ela se fechou e começou a afastar a todos. Eu sempre fiquei ao lado dela. No começo, me afastei, pois ela é cruel e eu não estava preparada, mas agora eu acho até graça no jeito dela. As palavras que muitos dizem ser cruéis, quando ela as diz para mim, têm o mesmo efeito que um eu te amo... – ela sorriu sem jeito.
Bruce observou Juliet se afastar indo de volta para a sala. Pensou que talvez devesse continuar tentando jogar o jogo de Lana, mesmo que isso o irritasse.
Mas ela era um vulcão e ele era mais um nerd metido a amante e romântico.
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