Choose Your Words
3 Capítulo 2- Try to come closer
Notas iniciais
Os dias estavam passando e, honestamente, ninguém estava mais aguentando as crueldades ditas por Lana. Alguns dias antes, Bruce não tinha conseguido se controlar e o Hulk acabou escapando.
Hoje Nick viria visitá-la.
O pouco tempo que Lana passava em casa, já que ela trabalhava de recepcionista numa empresa ali mesmo, no centro, ela ficava no quarto. Mas quando encontrava com alguém, bastava um “Oi, com está?” para que sua língua trabalhasse.
Bruce era o que mais sofria. Ele se sentia torturado em meio a frases sarcásticas e cruéis e passou a se afastar de todos ali. Claro que todos a culparam, mas ele, de alguma forma, parecia entender o que ela tentava fazer. Realmente era como Natasha dissera, Lana afastava a todos. O mais incrível era que ele simplesmente não conseguia culpá-la, sabia como era querer se distanciar. Como ela mesma havia dito, ele fazia isso. Era mais seguro para todos.
Porém, de uma forma estranha, ele não queria manter distância. Não sabia como descrever o que acontecia, mas mesmo com a língua desagradável da jovem, ele sentia atraído para ela.
Ela se aproximou da sala, onde Nick tentava um diálogo com Lana, mas se arrependeu de se aproximar dali.
– É sua culpa, se ela morreu foi graças a você! A única coisa que você sabe fazer e matar pessoas! Pare de tentar se aproximar de mim. É você quem deveria ter morrido no lugar dela! – a voz de Lana saía como trovões. Bruce engoliu a seco, e se encolheu onde estava, passando despercebido quando Lana rumou com passos rápidos para o seu quarto.
Bruce não sabia como reagir àquilo, olhou para sala e observou Nick fitava o chão com o olho marejado. Não sabia se deveria entrar e tentar conversar com ele, ou se deveria deixá-lo só e ir atrás de Lana.
Nick levantou o olhar e o viu confuso sobre se aproximar ou não. Acabou optando por ir e se sentar ao lado dele.
– Você ouviu... – disse. Bruce engoliu a seco. – De alguma forma ela esta certa... Se precisarem de alguma coisa mande me chamar... – e então saiu.
Bruce se virou para o lugar por onde Lana havia passado há pouco.
Não conseguia parar de pensar no quanto aquilo que ela dissera fora cruel e impensável. Independente de tudo, Nick era seu pai. Num rompante ele Bruce se levantou e caminhou com passos determinado até o quarto da jovem. Não foi preciso mais que duas batidas para ouvir a voz dela, seguida pela a porta se abrindo para que ele pudesse ver uma Lana ainda furiosa.
– Ah, você... – desdenhou cruzando os braços – O que quer?
– C-Conversar. – disse se concentrando para manter a calma.
– Sobre?
– O que você disse ao seu pai... – Lana deu uma risada seca e desdenhosa enquanto entrava, deixando a porta aberta para Bruce. Aceitou a reação dela como um sim, e entrou fechando a porta com cuidado enquanto se voltava a ela se cruzava os braços, séria. – Aquilo não foi certo...
– E você acha certo que minha morra por causa do emprego dele? Ela queria netos... Eu precisava da minha mãe. Quando eu me casar quando e tiver filhos, quem vai estar ao meu lado quando chegar a hora? Ou melhor, quem vai ficar comigo agora? Ele? Ele nunca deu a mínima para mim! E por eu dizer a verdade você se acha no direito de achar que e errado? Pode até ser, mas é a verdade...
– Não... O que você disse foi cruel e impensável... E você sabe disso...
– Cruel? – ela riu – As pessoas são cruéis o tempo todo sem motivo algum... A vida é cruel... Você sabe disso, mas que prefere ignorar. Afinal, você tem que se esconder de todos por causa de uma parte sua. Com isso você esta ignorando a vida... Mas a verdade é que a vida é cruel... – riu rodeando-o, consciente de que o assunto era delicado e perigoso para com ele.
– Acha que eu não sei? – questionou Banner com um fio triste e cortante de voz.
– Você sabe sim. Só que vive num sonho que um dia vai achar a cura para isso. Você quer viver um conto de fadas... Você se faz de coitadinho... O pobre cientista que sofreu um acidente, porém se for para avaliar melhor, você procurou por isso. – ela o rondava como um leão que acurrala sua presa. Bruce fechou os punhos fortemente fechando os olhos. – O que foi? O Hulk quer “conversar” comigo? – riu venenosa.
– Pare... – pediu ele quase num rosnado.
Ela riu.
– Você esta perdendo o controle?
– Pare! – pediu novamente.
– Monstrinho, cadê você? – cantarolou ela.
Num movimento rápido, ele a segurou pelos ombros e a prensou com força contra a parede.
– PARE COM ISSO! – gritou enquanto olhava furioso quase se descontrolando por completo.
Ela gemeu de dor brevemente, enquanto seu rosto de contorcia numa careta. Ele se concentrou nos olhos dela, controlando-se. Os castanhos esverdeados brilhavam quase marejados de dor. Ele via a dor da perda dela, era impossível de ignorá-la ao olhar naqueles olhos.
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