Notas iniciais
Oieeeee gente, então estou de volta para vocês u.u desculpem a demora, eu queria postar antes, mas tive uma crise muito grande e hoje, logo hoje o meu namoro acabou... Estou muito triste com isso e pensei em até fazer muita coias que inclusive chega até a acontecer neste capítulo... mas enfim, espero que gostem ♥

POV’s Harry

Louis vem para casa hoje. Estou nervoso pois não falo com ele desde o dia do acidente. Ele não havia acordado no dia em que eu estava lá, mas ele finalmente acordou depois de 8 semanas. Eu não pude estar lá com ele, pois eu estive muito ocupado com a escola, trabalho e tentando organizar tudo em casa.

Me sento sobre a cama e começo a pensar sobre tudo o que aconteceu. Como isso pode acontecer? Deveria ser eu naquela cama e não ele. Eu que deveria ter ido buscar o bolo e não Louis. Eu sou o culpado, porquê deixei ele ir buscar o bolo.

Me levanto e enxugo uma lágrima minha que escorre do meu lado direito do olho. Vou até a cozinha e preparo o café da manhã. Os meninos não estão aqui. Zayn parece que dormiu na casa de Jennifer. Luke parece que foi morar com Michael. Acabou restando somente eu, Niall e Louis.

Me sento sobre a mesa e começo a comer enquanto o silêncio da casa invade todo o cômodo, e em seguida a casa inteira. Tudo o que consigo ouvir é o som das gotas d’água caindo na pia. O ranger dos meus dentes, meus dedos batendo sobre a mesa. Olho para o lado e vejo duas crianças brincando. Dois meninos. Os dois brincam como se fossem amigos à muitos anos. O loirinho e o ruivinho. Não faço ideia de qual seja o nome deles, mas o loirinho caiu no chão e se machucou na cabeça. Então, eu vi a cena mais fofa de toda a minha vida. O menino ruivinho o levantou e deu um beijo sobre o machucado em sua testa. Sinceramente, essa cena foi muito fofa e nunca irei esquece-la.

Me viro olhando para o relógio e já são quase 8am. Preciso sair correndo, se eu chegar atrasado mais uma vez, eu vou ser expulso. Pego meu fichário, minha carteira, ponho meu tênis e saio correndo para o carro. Quase esqueço o meu celular, então volto correndo o pego em cima da mesa e corro de volta para o carro. Eu o ligo e dou a ré. Vou correndo para a escola e não demora muito tempo até que eu chegue.

Assim que chego o sinal havia acabado de tocar. Tentei correr, mas o porteiro já havia fechado o portão.

— Ah, qual é por favor. Só foram dois minutos.

— 8 horas é 8 horas, Sr. Styles. – Diz ele com cara de deboche.

— Então tá bom.

Corro para atrás da escola e espero até que ninguém esteja me olhando. Observo bem mesmo, e então pulo o muro. Ninguém me vê. Corro para o refeitório onde encontro Luke, Michael e Niall. Me sento ao lado de Luke e pergunto.

— Onde estão os outros?

— Não vieram. – Diz Luke. – E você está ofegante por quê, Harry?

— O porteiro não me deixou entrar só por causa de dois minutos de atraso, então eu corri e dei a volta atrás da escola. Então eu pulei o muro.

— Harry, você é doido. – Diz Niall sorrindo

— Bom, eu não seria doido se eu não conhecesse vocês. Óbvio.

— Haha, acho que isso ai é ao contrário Harry. – Retrucou Luke.

— Não mesmo.

POV’s Demi

Minha bunda dói! Estou sentada sobre essa cadeira há mais de 15 horas e puxa, como a minha bunda dói de tanta dormência. O silêncio está ecoando o corredor inteiro. Vejo médicos passando para lá e para cá. Vendo todos juntos assim, da para saber que a coisa é séria. Mas ele já acordou e disseram que ele iria para casa hoje.

Olho para o canto e vejo Zayn encostado sobre a parede e dormindo. Bella está mexendo no celular. Não faço ideia de onde esteja Zendaya. Fecho meus olhos e começo a sonhar.

Estou caminhando em um caminho totalmente escuro. Tudo o que consigo enxergar é o caminho, pois há várias luzes sobre o mesmo o iluminando. Sem medo eu continuo a seguir esse caminho.

Vejo sombras e sombras enormes. São árvores. Mas eu nunca na minha vida vi esse tipo de árvore. Me viro contra uma e a encosto, não sei como. Mas aquilo se tornou uma cobra. Eu gritei e fui andando para trás e as outras árvores também foram virando cobras. Comecei a andar mais rápido, até que eu tropecei. Comecei a gritar. Elas começaram a se juntar em cima de mim. Tapando minha boca, segurando meus braços, minhas pernas.

Acordei com Bella balançando meu ombro.

— Você está bem, Demi?

Estou suada. Estou suando frio.

— Sim .. – minha voz está fraca. – Estou bem.

— Que bom, porquê eu pensei que estivesse tendo um ataque cardíaco ai.

Eu sorrio.

Ficamos conversando por um tempo, até sermos interrompidas pelo médico. Ele vem com uma plaqueta nas mãos. Bom, de longe ele havia aberto um sorriso, então acho que vem coisa boa por ai.

— E então, Doutor?

— Bom, Louis ainda está fraco. Sua mente está fraca e ele vai precisar de total repouso. Claro, podem conversar com ele, mas ele não pode fazer nada perigoso nem levantar nada. Subir escadas sozinho? Não mesmo. Balançar a cabeça a todo momento? Também não mesmo. Louis passou por muitas dificuldade desde o dia em que chegou aqui. Viemos tentando fazer de tudo que tudo fique bem. Houve muitas complicações, e como sempre, nem tudo saiu como o planejado.

Meu coração gelou.

— Como assim? – Pergunta Bella.

— Quero dizer que, nem sempre tudo sai como planejado. Nós fizemos de tudo para que ele ficasse bem e ele ficou. Mas teve uma complicação.

— Por favor, nos diga qual foi essa complicação.

Ele da um longo suspiro e então finalmente diz.

— O acidente foi muito forte e já temíamos que isso acontecesse desde que vimos o raio x dele. Ele está bem? Sim, ele está bem e vai continuar bem. Mas o que eu quero dizer à vocês é que .. – sua voz falha um pouco. – A batida foi muito forte. E durante essas 8 semanas que ele ficou em coma foram as semanas mais difíceis de toda a vida de Louis. O que eu quero dizer é que, Louis infelizmente não vai lembrar exatamente de todos vocês. Eu sinto muito.

Com isso ele se retira do corredor. Eu me agacho e começo a chorar. Bella se agacha e começa a alisar minhas costas. Em seguida ouço ela começar a chorar também.

Levanto minha cabeça e enxugo minhas lágrimas. Olho para Bella e ela está com os olhos inchados. Limpo suas lágrimas e tento sorrir. Mas não adiantou muito.

— E agora, Demi? Ele não vai mais se lembrar de nós.

— Bella, não pense assim. Ele disse que Louis não vai se lembrar exatamente de todos. O que tudo indica, que de alguns ele vai sim se lembrar. E tenho certeza, que de você ele vai.

— Mas Demi, eu estou com medo dele não lembrar.

— Então não tenha, pois ele vai. Pensamento positivo sempre, tá bom? Você vai ver, amor. Você vai ver.

POV’s Luke

Imagine que eu diga muitas vezes que preciso de você.

Eu preciso de você hoje. Imagine que eu diga que algumas coisas vezes ouvi você me chamar. Imagine que eu ainda o ame, fico imaginando o que você diria. Imagine que eu fecho os olhos e ainda vejo o seu rosto.

Pense! Pense em tudo o que fizemos juntos. Pense em todos os nossos momentos felizes. E quando todas as suas esperanças se acabarem, pense em mim que eu estarei com você.

Há alguma coisa no ar que lembra o inverno. E o jeito como a gente se amava, foi ontem, mas parece que já passou tanto tempo...

É enorme a distância que nos separa, mas agora sei a verdade. Imagine que eu diga que meus sonhos são todos seus.

Pense nos planos que fizemos. Pense nas canções, hoje tão vazias, o sempre que as suas esperanças se acabarem, pensem em mim. E sempre que você sentir a minha falta, pense em mim e eu serei seu. Demorei para aprender, que o amor a gente tem de conquistar, mas finalmente percebi que na verdade, não posso viver sem você.

— Puxa, Luke. Isso está ótimo. – Diz Michael sorrindo. Percebo uma lágrima escorrer sobre o canto esquerdo de seu olho.

— Sério? – Pergunto.

— Sério mesmo.

Eu abro um grande sorriso e dou um selinho nele.

— Agora chega, vai. Você já leu muita coisa, e além do mais esse é om eu diário. Você não pode ficar lendo ele.

— Ué? Eu já li praticamente, metade dele. Deixe eu terminar agora, por favor.

Eu bufo e ranjo os dentes.

— Tem coisa ai que eu fiz para o meu ex, Michael. Não quero que você veja isso.

— Mas qual é o problema? Isso não vai me machucar, eu só quero ver o como você escreve, e pelo o que vejo. Você escreve muito bem, Luke.

— Ahhh Michael, não me faça esse biquinho. – Olho para o lado tentando desviar meu olhar dele. — Cacete. Tá bom, Mike eu deixo.

Ele me abraça e me da um beijo.

Ainda cedo uma menina me ensinou quase tudo que eu sei. Era quase escravidão, mas ela me tratava com um rei. Ela me fazia muitos planos e eu só queria estar ali, sempre ao lado dela. Porque eu não tinha onde ir, mas que egoísta eu sou, me esqueci de ajudar a ela quando ela me ajudou e não quis me separar. Ela também estava e por isso se agarrava a mim também e eu me agarrava a ela, porquê eu não tinha mais ninguém. E eu dizia: Ainda é cedo, ainda é cedo, ainda é cedo...

— Você não terminou este, por quê?

— Porque ele foi feito para nunca ser continuado. Pronto, já terminou de ler? Se sim, obrigado pode me devolver.

Michael sorrir com desdém.

— Haha, você sabe muito bem que eu ainda não terminei. Espere, falta só algumas páginas, Luke.

— Caramba, Michael. Tá bom, seu chato.

Destino.

Sempre viajo numa canção, numa emoção e nem sei qual o meu destino pede passagem. Meu coração sem direção e assim vai no trem da ilusão. Que já não quer mais os trilhos porque quer voar e sabe que pra se achar é preciso sonhar.

Será que meu destino é te amar ou será viajar as palavras de amor que eu cantar? Será que minha vida é você ou que pra me encontrar tenho que te perder? Esse horizonte, nem sei qual o meu destino pede passagens. Meu coração, outra paixão. Assim divido é que eu vou entre viver pra você ou te deixar pra viver porquê pro corpo gostar é preciso bastar as gente sonhar.

— Puxa .. – Diz Michael

— Você já terminou Sr. Chato?

— Pera ai, esta é a última. Eu prometo.

— Ai meu Deus, Michael. Você tem sorte por eu gostar de você.

Mais do que palavras.

Dizer eu te amo não são as palavras que quero ouvir de você. Não é que eu não queira que você diga, mas se ao menos você soubesse como seria fácil me mostrar como você se sente mais do que das palavras. É tudo o que você tem que fazer para tornar isso real, assim você não teria de dizer que você me ama, pois eu já saberia.

O que você faria se meu coração fosse rasgado em dois? Mais do que palavras para mostrar o que você sente que teu amor por mim é verdadeiro, o que você diria se eu levasse essas palavras embora? Então você não poderia inovar as coisas, apenas ao dizer “eu te amo”. Mais do que palavras. Agora que tentei conversar contigo e te fazer entender tudo, tudo o que você tem de fazer é fechar os teus olhos e apenas esticar tuas mãos e me tocar. Abraça-me firme e nunca me deixe partir mais do que palavras. É tudo o que sempre precisei, mostrar assim você não teria de dizer que me ama, pois eu já saberia.

— Terminou agora, Michael?

— Sim.

— Que bom, agora devolve o meu diário por favor.

— Toma seu, chato. – Diz ele jogando em cima do meu colo e se vira para o outro lado.

— Hey, olha pra cá. Hey, hey, hey. – Começo a cutucar ele. – Hey, hey, hey.

— Tu é chato em.

— Eu sei. – Digo sorrindo.

Ponho meu diário de lado, e sento sobre seu colo. Começo a passar minha mão sobre seus cabelos e sorrio. Ele põe suas mãos sobre minha cintura, tiro uma das minhas mãos de seu cabelo e ponho sobre seu rosto. E então nós no beijamos. Sinto fogos de artifício estourando dentro de mim. Sinto um choque percorrer pelo meu corpo. Uma corrente elétrica.

Michael me deita cautelosamente sobre o sofá e cola seu corpo junto do meu. Ele fica me olhando enquanto acaricia meu rosto. Abro um sorriso largo, e mais uma vez nos beijamos. Prendo minha mão em sua nuca. Sinto sua mão direita descer sobre meu pescoço, logo em seguida descendo, descendo e descendo cada vez mais.

Sinto sua mão entrar por debaixo de minha blusa e subir até o meu peitoral. Sorrio meio torto, e tiro sua blusa. Michael me olha com um olhar de curioso e meio perverso, e então da um sorriso malicioso. Por fim, ele acaba cedendo e retira minha blusa também.

Sinto seu corpo quente, o toque quente de suas mãos me tocarem. Michael começa a desabotoar minha calça, bem na hora em que a porta se abre e Zendaya entra.

— Gente, venh .. AI MEU DEUS. – Ela grita. – Seus pervertidos.

Michael e eu nos levantamos rapidamente.

— Ponham a roupa, andem.

— Por que?

— Porque Louis vem para casa hoje, e queremos todos reunidos lá.

— Mas tem que ser agora?

Zendaya me olha com um olhar meio furioso.

— Sim Luke, tem que ser agora porra.

— Olha essa boca, puta.

— Ah, não querido. Hoje é seu dia de ser puta, esqueceu?

Começamos a rir.

— Vai, andem logo. Ponham suas roupas.

Olho para Michael e sorrimos. Ele me da um selinho. Abotoou minhas calças e ponho minha blusa novamente e ajudo Michael com a sua.

— Já terminaram? Agora, nós podemos ir né? Obrigada.

Assim que terminamos, saímos de casa e entramos no carro de Daya. Ela liga o carro e segue até a casa de Louis. Ela parece calma, mas só parece.

POV’s Louis

Quando acordo e olho a minha volta, estou dentro de um carro. Olho para o lado e vejo minha casa.

— Chegamos, Louis. – Diz uma voz atrás de mim.

Olho para trás de vejo que é Bella.

— Finalmente. – Digo sorrindo.

— Está pronto? – Me pergunta Demi.

— Pronto?

— Isso.

— Pronto para que?

— Para ir para casa.

Eu sorrio.

— Ah, sim, estou. Mas não quero sair do carro ainda. Se importaria de esperar só mais um pouco?

— Mais é claro.

— Obrigado.

Fecho meus olhos tento pensar no que aconteceu. De verdade, eu não me lembro de nada que aconteceu. Tentar pensar no que houve, só vai fazer com que minha cabeça comece a doer, doer e doer.

Vejo algumas pessoas caminhando sobre a calçada e vejo que algumas delas estão acenando para mim, mas eu não as reconheço. Não sei o que houve. É como se meu cérebro tivesse entrado em curto circuito e metade dele se foi. Não há muito que eu possa fazer, e com certeza não poderei nada fazer.

Quero ficar aqui no carro. Estou com medo de entrar naquele lugar e dar de cara com alguém cujo eu não vou me lembrar. Cujo alguém goste de mim, e eu vou machuca-la por não saber mais quem ela é. Eu espero que isso não aconteça, mas talvez seja impossível. Pois nem o meu sobrenome eu estou lembrando.

Dou um suspiro longo e falo.

— Estou pronto.

— Tudo bem. – Confirma Demi.

Ela abre a porta e sai. Vejo-a dando a volta na frente do carro e vem até o meu lado. Ela abre e me ajuda a sair. Bella traz minhas malas, enquanto Demi me leva para casa.

Bella abre a porta e eu tropeço na entrada, mas como Demi estava me segurando eu acabei não caindo. A luz da sala se acende, e Demi me põe sobre o sofá. Assim que me sento a porta se abre, e vejo adentrar, Zendaya, Luke e Michael. No mesmo instante, eles gritam meu nome e minha cabeça dói.

— LOUIS.

— Não gritem. A mente dele está fraca, qualquer tipo de barulho pode fazer com que tudo piore. – Diz Demi se levantando. – Bom, eu tenho que ir agora, mas depois eu volto.

— Tudo bem.

Eles caminham em minha direção e se sentam ao meu lado. Ficamos conversando por algumas horas, até que ficou bem tarde.

Começo a coçar meus olhos e estou quase desmaiando de sono.

— Bom, amanhã nós vamos voltar e vamos pôr tudo pra fora em Louis.

— Pode deixar gente, amanhã faremos isso.

Cautelosamente me levanto e vou com eles até a porta. Conversamos mais um pouco e finalmente nos despedimos. Dou tchau para eles e os observo enquanto todos viram em esquinas diferentes com seus carros.

Volto para dentro de casa e tranco a porta. Vou caminhando com calma até o banheiro, chegando lá tiro minha roupa com calma e tomo um banho. Permaneço com minha cueca. Sento sobre os ladrilhos do chão do banheiro, e me encosto na parede.

A água que cai sobre mim está quente, um quente bom. Fecho meus olhos e por um momento consigo fingir que está tudo bem. Que nada aconteceu. Fico assim por um tempo. Abro meus olhos, e vejo algo brilhando sobre meu dedo direito.

Estico, quer dizer, levanto minha mão direita e analiso bem minha mão. Meu dedo. É um anel. Talvez eu esteja errado, mas acho que é um anel de casamento. Mas eu devo estar errado mesmo.

Me levanto com cuidado e desligo o chuveiro. Estico minha mão e pego minha toalha. Começo a me secar, e em seguida retiro minha cueca e a deixo pendurada enquanto me seco. Assim que termino de me secar, eu a pego e vou até a varandinha, onde eu a deixo pendurada sobre o varal.

Volto para casa e vou até a sala, onde abro uma de minhas malas e ponho outra cueca. Volto para o banheiro e pendura a toalha. Abro a boca de sono, e vou para a sala, onde na mesma eu me deito sobre o sofá e fico deitado assistindo um pouco de televisão. Pego meu cobertor na mala, e me cubro. Em uns instantes eu já estava dormindo.

Quando abro meus olhos, já está de manhã. Sinto um pouco de dor de cabeça e fico meio tonto ao levantar. Me levanto e vou meio que rastejando até a cozinha. Sinto o cheiro de café no ar. Pego um pouco e ponho em minha xícara, e foi ai que eu ouvi. Ouvi a mais bela voz de toda a minha vida.

— Louis? Louis é você?

Então eu me viro e dou de cara um menino alto, cabelos cacheados dos olhos verdes. Ele é lindo.

— Sim, sou eu.

— Quando você chegou? E por que ninguém me ligou? Ai meu Deus. – Diz ele me abraçando e tentando me beijar, mas eu fui rápido e impedi que ele me beijasse.

— Não sei, mas quem é você, o que faz em minha casa e como conseguiu entrar aqui?

— Como assim, Louis?

— Eu só gostaria de saber isso. Quem é você? Por que tentou me beijar?

— Louis eu sou seu namorado, o seu noivo.

Minha mente fica confusa um pouco.

— Meu namorado? Meu noivo? Olha só, me desculpe, mas eu acho que você está me confundindo com outra pessoa.

— Eu não estou, Louis por favor. Tente se lembrar de mim.

— Me perdoe.

Ele abaixa a cabeça e começa a chorar. Ouço seus soluços, o seu fungar. Sem ter o que fazer, me sento ao lado dele, e aliso suas costas. Ele se levanta e enxuga seus olhos. Ficamos no encarando por um tempo, e eu me perco naquela imensidão verde.

Abro sorriso e pego em suas mãos. Elas estão quentes. Ele olha para mim, bem no fundo dos meus olhos e diz.

— Eu sei que ai dentro, existe uma parte que ainda se lembra de mim. Eu sei disso, e mesmo que leve toda a minha vida eu vou fazê-lo se lembrar quem eu sou. Eu não vou desistir de você, Louis. Nem que eu morra tentando, eu não vou desistir de você.

Ele me deu um selinho tão rápido, que nem tempo de impedir deu. Mas uma coisa eu pude sentir, aquelas palavras foram reais. Elas realmente foram reais.

Notas finais
Então, eu espero que tenham gostado deste capítulo e se gostaram, por favor não deixem de comentar ok? Isso é muito importante para mim, de verdade... Vejo vocês no próximo capítulo e prometo que vou postar na segunda ou terça, prometo mesmo. Até mais amores