Choose Your Battles
7 Capítulo VII
Notas iniciais
POV’s Luke
Não sei o que eu estou sentindo pelo Mike. Quando estou com ele, tudo fica tão bem. Tudo a minha volta parece ficar melhor, consigo ouvir melhor o canto dos pássaros, vejo o dia mais bonito, o mundo mais fofo. O mundo mais fofo entre aspas.
Ele tem me ajudado muito depois do que aconteceu entre mim e Calum. Me fazendo esquecer ele, de uma maneira totalmente diferente. Eu ainda não sei, pois bem lá no fundo eu ainda amo o Calum, e logo mais acima eu estou amando Mike. Eu estou confuso com isso, não sei e nem faço ideia com quem ficar.
O tempo vai, o tempo vem, a vida passa e eu sem ninguém.
Cadê você, que nunca mais apareceu aqui, que não voltou para me fazer sorrir e nem ligou. Então, cadê você.
Não faz mal, pois eu me calo. Tá tudo bem, eu sempre falo.
Cadê você que nunca mais apareceu aqui, que não voltou para me fazer sorrir e nem ligou.
Amo você.
— Que cê tá fazendo, Luke? – Me pergunta Mike me abraçando por trás.
— Apenas folheando meu diário e vendo como eu era tosco em fazer esse tipo de coisa.
Ele me olha torto e depois abre um sorriso.
— Bom, eu não achei nada tosco o que eu li. Se bem que eu não li ele inteiro, né.
Estico minha mão e aperto sua bochecha.
— E nem vai né, amor.
— Ah, qual é? Vai por favor, por favor, por favor.
Sorrio.
— Não vai adiantar você fazer biquinho, carinha triste e implorar. Não vai.
— Ahhh, tá bom então chato.
O céu era um pouco de esperança que me fazia pensar...
O céu era a matriz dos teus olhos nos meus...
Tua voz me chegava com o calor duma chama inapagável. Aqui bem junto onde não havia distância. Assim foi, pensando em ti, nesta manhã esplêndida que mantive minha vida.
E o carvalho desta manhã haverá de cintilar com as “árvores que brilham na primavera”.
Desejo-te um milhão de felicidades.
Eu te amo.
As vezes é tão difícil tornar as coisas claras
Ou saber quando encarar a verdade
E quando é chegada a hora
Eu vou abrir meu coração e te mostrar tudo
Meu amor não tem orgulho
Eu sinto por você, e não tenho nada para esconder
Portanto, abra seus olhos e veja quem sou eu
E não quem você quer que eu seja
Eu só sou eu mesma, ... eu mesma
Eu não quero lhe perder agora
Nós temos que dar um jeito nisso agora
Não quero lhe perder agora... nem nunca
Porque baby, finalmente encontrei
A coragem para defender meu espaço
Mas se você me quiser
Eu estarei por perto pra sempre
— É uma música não?
— Sim, é uma música. E Mike, deixe de ser intrometido.
— Só se você me der um beijo.
Cruzo os braços e faço uma expressão meio séria. O encaro e ele me encara de volta.
— Não vou dar beijo algum.
— Então você vai ficar sem o seu diário.
— Ah, eu vou é?
Corro em sua direção na intenção de tomar o diário de suas mãos, mas ele é mais rápido e mais ágil, e se virou na hora. O que fez com que eu me chocasse contra a parede. Me viro para ele e o vejo morrendo de rir. Me levanto e corro mais uma vez em sua direção, mas dessa vez eu fui mais esperto e pulei, o que fez com que nós dois caíssemos no meio da sala.
Fico por cima de Mike e pego meu diário de volta. Olho no fundo daqueles olhos, e por um instante me perco descontroladamente. Sinto sua mão deslizar por minhas costas e chegar até o meu queixo. Com a mão sobre seu ombro, eu fico sem ter o que falar. Não consigo desviar meus olhos dos dele.
Largo meu diário, e com a mesma mão, acaricio seu rosto lentamente. Ficamos nos encarando por um momento, até que ele quebrou todo o silêncio.
— Nós vamos ficar parados assim?
Sinto minhas bochechas corarem. Dou um sorriso tímido e torto. Fechos meus olhos e por um momento esqueço de tudo que me atormenta. Esqueço de tudo que aconteceu, tudo e todos. Então, eu o beijo.
POV’s Lea
— Certamente eu gostaria de entender né, Miley. – Digo meio que furiosa.
— Você é tão lerda, Michele.
— Ah meu senhor, não me chame só de Michele. Ou é Lea ou Mich. Por favor.
— Ui ela está nervosa, tá bom. Lea.
Sorrio.
— Melhor assim, agora me conte isso direito, por favor.
— Tá bom. Então, eu não lembro muito bem o que houve. Mas lembro que eu estava andando com a Bridgit na rua, e tinha uns caras que ficaram mexendo com a gente. Nós duas ficamos quietas e nem se quer damos atenção, mas quando o Ed e o Zayn chegaram, os caras começaram a mexer mais ainda porque eles eram gays, eram não né, são. Ficaram falando do meu cabelo e tal, xingando a Bridgit, ofendendo eles. O Zayn não aguentou e ficou frustrado, então ele foi para cima deles, e o Ed como é meio lento e lesado foi atrás também. Quando eu percebi estavam os dois apanhando, então eu e Bridgit corremos atrás deles e tentamos bater neles. Um dos caras pegou minha cabeça e bateu na parede, o que me fez apagar na hora. Quando eu acordei eu estava deitada na minha cama, no meu quarto.
— Mas e os outros? Estão bem?
— Felizmente sim, pois a polícia chegou um pouco depois e levou todos presos. Mas a Bridgit ..
Engulo em seco e sinto uma coisa correr por minhas veias.
— O que é que tem a Bridgit, Miley?
— Ela se machucou muito, e acabou ficando muito fraca. Ela está internada, mas está em casa. Sendo cuidada em casa. Ela não consegue falar, ela está muito fraca mesmo e isso está me preocupando demais.
— Miley fique calma, tá bom? Vai ficar tudo bem, você vai ver. Bridgit vai se recuperar e vocês vão poder voltar a andar por ai sorrindo, se divertindo, pulando, cantando. Você vai ver, é só ter fé.
— Tá bom, Lea. Obrigada pela ajuda. – Diz ela se levantando e me dando um abraço.
Assim que ela sai de minha sala, eu começo a pensar. Eu vi a foto de Bridgit e comecei a pensar mais ainda. Eu como Psicóloga, não deveria mentir para os meus pacientes. Mas aquela garota a ama muito, e da para ver que são muito amigas. Eu vi. Mais cedo ou mais tarde eu vou ter de contar. Pois desde o momento em que vi a foto daquele menina toda machucada, eu vi que ela não vai conseguir aguentar.
POV’s Ashley
— Anda logo Jennifer, temos que ir ver o Louis. – Grito quase que ficando louca já
— Já estou indo merda.
— Anda logo, caceta!
Não demora mais que cinco minutos e Jennifer vem correndo.
— Aleluia né.
Pego as chaves do meu carro e abro a porta da garagem. Jennifer está me esperando na calçada, enquanto retiro o carro da garagem. Assim que saio, fecho a porta e buzino para Jennifer vir. Ela abre a porta e se senta no banco da frente. Olho para os dois lados e dou partida.
O caminho é longo, então resolvo ligar a rádio. Não tocando nada de bom, pego o meu cd da Katy Perry e o coloco, mas assim que estou o colando Jennifer me da um tapa e diz.
— Nada disso, se vamos ir escutando música, vamos ir ouvindo Iron Maiden.
— Meu pau, dona Jennifer.
— Você não tem pau, Ashley.
— Quem te garante que não? O carro é meu e vamos ir ouvindo o que eu quiser!
Mas, acabou que fomos ouvindo Iron Maiden mesmo. E banda é ótima, tenho que admitir. Eu os vi uma vez num show e fiquei louca com o som, e depois fui me acostumando e agora eu estou aqui, viciada nessa banda. Mas não viciada como eu sou viciada em comida, viciada como se fosse uma droga, mas uma droga passageira. Bom, assim eu espero que seja.
Depois de mais ou menos quarenta minutos, nós chegamos a casa de Louis. A porta da garagem está aberta. Jennifer sai do carro e eu estaciono perto da calçada. Jenn está me esperando na porta, e assim que saio do carro vou correndo até a mesma.
Toco a campainha e Zendaya abre a porta.
— Meninas, finalmente.
— Bom, teríamos chegado mais cedo, se não fosse por ela mula aqui do meu lado. – Digo apontando para Jennifer.
— Ai, calada Ashley. Eu não sou muito de me arrumar, mas nessas ocasiões é preciso né? Então, por favor, cala-se.
— Vocês duas não vão começar a brigar, né? Por favor! – Gritou Bella da cozinha.
— Vamos, entrem logo. – Concluiu Zendaya.
Nós entramos e eu me sentei no sofá. Jenn se sentou no chão. Estava passando o filme Invocação do Mal.
— Ahhh não mesmo, tira desse filme agora. Por favor. – Digo
— Mas é só um filme, Ashley. – Disse Zendaya zombando de minha reação.
Cruzo meus braços e dou aquela encarada para ela.
— É, só um filme, no qual a história é verdadeira e verídica. Por favor, tire. Essa boneca me da um medo da porra.
— Ih, tá bom.
— Melhor assim.
Ela mudou de canal e colocou em um canal de músicas. Olho para o lado e não vejo Louis. Olho para os fundo e no quintal vejo Harry sentado sobre o balanço, mas nenhum sinal de Louis.
— Onde está o Louis? E o Harry está lá fora por quê?
— Bom, Louis foi fazer um exame com a Demi e já devem estar voltando para casa, e enquanto sobre o Harry está lá fora .. é .. – sua voz está fraca, tensa. — Louis não consegue se lembrar quem Harry é, e não podemos tentar fazer nada. Tudo isso dependerá dos dois. Ou somente de um, eu não sei.
— Poxa .. – sinto minha voz desaparecendo. — Mas .. enquanto a todos os amigos? Ele se lembra de todos nós?
O silêncio toma conta de todo o lugar. Depois de uns dez minutos. Bella vem para sala e se senta ao meu lado, e então diz.
— Ashley, é difícil. Não todos os amigos, mas ele lembra de alguns. Ele pode não lembrar de você, ou da Jennifer, do Calum, do Ash, do Ed, Zayn. Ninguém sabe. Sabemos que ele está bem, e está se recuperando. O que nós não sabemos é se um dia ele vai conseguir se lembrar de tudo e todos. Assim que ele entrar por aquela porta, e ele não se lembrar de você, não tente, mas não tente mesmo fazer com que ele se lembre. Vai machucar a mente dele, ele vai sentir dor e muito. Deixe acontecer naturalmente, tá bom?
Faço que sim com a cabeça e depois fico quieta. Sem ter o que falar ou fazer, me levanto e vou até a cozinha, onde eu caminho até a geladeira, e abro. Então, pego a barra de chocolate de Harry e volto para sala, e a devoro sozinha.
POV’s Louis
— A boa notícia é que você tem metade de suas memórias, Louis. – Diz o médico para mim.
— E qual é a má notícia? – Pergunta Demi
— Bom, a má notícia é que talvez ele não se recupere nunca. Mas isso é só um porém, e as chances são muito raras. Vocês podem fazer o que quiserem, sair e se divertir, fazer as mesmas coisas que faziam antes. Sabe? Tentar fazer com que ele se lembre, mas sem forçar muito, porquê pode talvez prejudicar ele.
— Ah, sim. Então tudo bem.
Ele aperta minha mão e abre um sorriso para mim.
— Bom, vocês já podem ir agora. E não se esqueça, você tem que me visitar de duas em duas semanas.
— Tá bom, Dr. Mark.
E com isso Demi e eu saímos do consultório. Fomos caminhando lentamente pelo corredor enquanto conversávamos. Demi é uma amiga muito do legal, tipo, ela é aquele tipo de amiga que você não se arrepende de conhecer. Então, ela é assim mesmo. A amiga retardada, todos temos amigos assim. E essa é a razão por nos amarmos. Somos todos farinha do mesmo saco.
Já no estacionamento, Demi liga o carro e nós vamos para casa. Não demorou muito, já que é praticamente aqui do lado, mas Demi prefere ir de carro pois ela não quer andar, pois vai ficar “morta” de cansaço. Quem dera eu fosse assim.
Assim que chegamos a nossa casa, Demi entra na garagem e sai do carro. Fecha a porta da mesma e depois me ajuda a sair do carro. Fomos caminhando pelo corredor da cozinha até sala. Ao chegar na sala vejo umas pessoas sentadas. Notei que eram Bella, Zendaya, Ashley e uma moça que eu não sei quem é.
— Meninas. – Disse Demi as abraçando.
— Louis. – Gritou Ashley mais alto que o King Kong.
— Não precisa gritar assim tão alto, né.
— Desculpe, é porque estou nervosa.
Acho que ela notou que eu não a reconheci, já que ela se levantou e saiu da sala. Eu queria muito que nada disso estive acontecido, porque nem o meu próprio sobrenome eu sei. Não sei o que vai ser de mim, o que vai acontecer comigo. Para falar a verdade, eu não sei nem a minha idade.
Ashley me puxou e me colocou no sofá, onde ficamos conversando sobre muitas coisas. Percebi que ela estava tentando me fazer lembrar de algumas coisas passadas, sou lerdo e posso ter perdido metade de minhas memórias, mas não sou tão lerdo assim.
— Ashley, eu sei menina. Eu lembro de você, eu lembro de tudo que fizemos.
— Tome patada. – Brinca Zendaya e começa a rir.
Demi me traz um pouco de água e eu a bebo em questão de segundos, junto de seu péssimo e horrivelmente horrível, remédio. Assim que termino, Demi pego o copo e o leva de volta para a cozinha.
— Ai meu Deus, Louis. Nós temos que dançar.
— Agora não, porque ele vai descansar. A noite quem sabe. – Disse Zendaya.
— Mas vamos mesmo? – Pergunta Ashley.
Tento sorrir e digo.
— Sim, nós vamos.
POV’s Mike
Faça da queda, um pequeno passo de dança.
Do sonho um ponto da procura um encontro de mim e de mim o seu pequeno mundo.
Isso não sai da minha cabeça de jeito nenhum. Já tem o que? Uma três semanas que Luke e eu viemos nos pegando e todo o amor que eu sinto por ele, só vem aumentando cada vez mais e mais. Toda vez que eu o beijo, eu sinto alguma coisa dentro de mim. Algo bom, algo maravilhoso. Não consigo mais esconder isso, não da mais. Hoje á noite eu vou ter de contar, de hoje não passa.
Quando um certo alguém desperta o sentimento, é melhor não resistir e se entregar.
Fiquei passando de um lado para o outro em minha casa até chegar á noite. Quando finalmente chegou, eu recebi uma ligação. Era Ashley me ligando.
— O que foi agora, Ashley?
— Louis quer que todos venham aqui dançar.
— O Louis quer ou você que quer, Ashley?
— Hahahahaha, os dois.
— Vou ver aqui, se der eu vou. Tá bom?
— Tá bom, beijos.
E então ela desligou o telefone. Eu fiz o mesmo.
Voltei a andar pela casa pensando no que dizer, e no que fazer. Estou com medo. Posso estar adiantando muito e isso está me matando. Quero fazer algo, mas estou com medo de estar precipitando as coisas. Não é bem assim que funciona, mas quero ver até onde isso vai dar.
Vou até meu quarto e pego uma peça de roupa, vou para o box e tomo meu banho, o que não levou nem dez minutos. Me seco rapidamente e visto minha roupa, somente esse tempinho que eu fiquei no chuveiro, eu já sei o que dizer e fazer.
Mando uma mensagem para Luke perguntando onde ele está, e cerca de três minutos depois ele me responde dizendo que está na casa de Louis. Perfeito! Então a única coisa que eu preciso é ficar cheiroso e ir de uma vez para casa de Louis.
Prefiro ir de skate, então deixo meu carro em casa. Abro a porta saio e a fecho. Ponho o skate no chão e vou descendo a ladeira, virando de esquina em esquina até chegar na casa de Louis. Fui pensando o caminho inteiro sobre isso. Me virei um instante e sem querer bati de frente com uma pessoa. Um garoto. Não, espera. É uma menina.
— Olha por onde anda seu, idiota! – Berra ela
— Me desculpa, mas olha eu não teria feito isso se você não estivesse parada no meio da porra da rua, né.
— Eu estava atravessando, seu imbecil.
— Ah, claro. E você atravessa a rua sem olhar para os lados?
Enquanto isso do outro lado da rua uma de suas amigas grita.
— Anda logo Miley, deixa esse filho da puta ai.
Olho para ela e digo.
— Bom, se eu sou filho da puta é porque meu pai deve ter comido sua mãe, amor.
— Olha só, chega. Você está errado e eu também estou errada. Como cavalheiro, poderia me ajudar a se levantar por favor?
Sorrio.
— Tudo bem.
Ela me olha e sorri para mim.
— Eu me chamo, Miley e você?
Olho para o lado e finalmente digo.
— Michael.
— Prazer Michael.
— Prazer Miley.
Nós dois sorrimos. Ajudei ela até o outro lado e falei.
— Bom, eu preciso ir agora, mas você vai ficar bem?
— Vou sim, pode deixar.
— Tá bom.
Foi a conversa mais estranha de minha vida! Sem mentiras. Mas enfim.
Quando cheguei na casa de Louis, estavam todos reunidos lá. Até mesmo o Harry, mas ele estava quieto e não esboçava nenhuma reação. Apenas ficou o tempo todo sentado no banco da cozinha enquanto todos dançavam e se divertiam.
Eu acabei não aguentando e fui até ele.
— Harry, você tem que tentar poxa.
— Eu sei, Mike. Mas é tão difícil e isso está me deixando cada vez mais deprimido.
Ponho minha mão sobre suas costas e digo.
— Uma amizade verdadeira nunca morre. Nem do soprar dos ventos, nem ao cantar dos pássaros, nem mesmo quando um amigo é humilhado. Mas sim, quando um dos corações deixa de bater.
Nem sempre é fácil declarar um amor. As vezes é preciso alguma ousadia para quebrar barreiras e fazer sair da ponta da língua aquele eu te amo.
Com isso ele ficou pensativo e então eu acabei me retirando de cena. Luke estava sentado e todos estavam descansando. Esperei. Esperei. Ele se levantou a foi até a cozinha, e eu o segui. Ficamos sozinhos e então foi ai que eu cheguei nele e comecei a falar.
— Luke.
— Sim?
Sinto um frio na barriga.
— Você ainda gosta do Calum, né?
— Bom .. é .. eu acho que sim, mas não o amo, que dizer, eu não o amo mais como antes. Pois Alguém conseguiu me fazer esquecer ele.
Por um momento eu pude jurar que fui eu essa pessoa.
— Ah, sim.
— Por que?
— Nada não.
Abro um sorriso meio torto e digo.
— Luke, eu não aguento mais isso.
Ele olha no fundo dos meus olhos e diz.
— Você não aguenta mais o que, Mike?
— Fica quieto, e me deixa falar.
— Haha, tá bom.
Ele sorriu para mim e aquele sorriso dele me mata.
— A vida foi feita para ser uma eterna comemoração. Sábio é aquele que encontra motivos para fazer de cada dia uma ocasião especial. Solidão não é estar sozinho, é estar entre mil pessoas e só sentir falta de uma. Você.
Você pode não me querer, você pode me desprezar, mas não pode me impedir de te amar.
Se nossos momentos são passageiros, quero que nossas recordações sejam eternas.
Vejo algumas lágrimas descerem pelo seu rosto e deslizarem até seu queixo. Ele olha para mim emocionado.
— Mi ..
Fecho meus olhos e pego em sua mão. Abro um sorriso a puxo e a beijo.
— Luke, você quer namorar comigo?
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