Notas iniciais
A sinopse foi feita por SweetDrama do Kingdom Designs.
Não serão muitos capítulos, ainda não terminei de reescrever, mas acho que não passara 40 capítulos. A historia vai ser narrada pela Kylie e vai ter alguns capitulos que serão narrador pelo Justin. Os banners serão feitos por mim, estou treinando com a fanfic para ver se tenho condições de entrar em um blog de designer.
Betado por Nutella, Fairy Edits.

Me joguei no sofá deixando uma perna em seu encosto e a outra sobe o braço do sofá. Deitei minha cabeça apreciando meu pirulito vermelho com sabor de framboesa.
— Cada dia que passa eu amo mais você, Ky! — Brian falou, parando atrás do sofá, eu sorri de lado e tirei o pirulito da boca para poder falar.
— Também amo você, formamos um ótimo casal. — disse e voltei a colocar o pirulito em minha boca.
— Sim, formamos. Vou ver o que aconteceu com o pessoal. — Concordei com a cabeça e fiquei admirando o teto sujo e desgastado.
Era uma pena as pessoas serem tão ingênua a ponto de deixar 5 adolescentes entrar na sua casa com a desculpa de ajudar a pintar a casa. As melhores casas para assaltar era as dos coronéis, sempre tem as mais modernas armas.
Me levantei do sofá e segui até a escada branca subindo até o segundo andar. Caminhei sem pressa por aquela casa imunda até meu quarto, fechei a porta atrás de mim. Andei até a enorme janela, nada limpa e apoiei minhas mãos nela olhando a floresta. Tinha sido uma sorte achar essa casa no meio da floresta de Auradon, ninguem nos achava e nem sabia que existíamos.
Somos 5 adolescentes, nos conhecemos na escola pública em Middletown, a capital de Auradon, que fica a alguns longos minutos dessa casa. Quem começou tudo isso foi Brian, cansado de ser rejeitado resolveu fazer seu próprio destino.
— No que pensa? — a voz grossa de Brian me surpreendeu, me virei para ele e sorri de lado — Já falei que adoro seu cabelo roxo? — ele se aproximou me puxando pela gola do casaco que usava.
— Na verdade, essa é a primeira vez. — falei segurando o pirulito, ele riu anasalado e me puxou para um beijo.
— Ele combina com você sem roupa. — Brian falou de maneira maliciosa, balancei a cabeça rindo de seu jeito. Ele não perdeu tempo em me jogar na cama.
— Não, Brian. — Pedi, fazendo ele me olhar com raiva.
— Quase morremos, Kylie! — ele falou sério — Temos que comemorar. — Brian tirou sua camisa e começou a tirar sua calça.
— Tem outros jeitos de comemorar — falei me sentando.
— Mas eu quero esse jeito — Brian olhou nos meus olhos esverdeados, podia ver a raiva dominá-lo me deixando com medo — Algum problema, Kylie? — ele perguntou segurando com força meus ombros, neguei com a cabeça, segurando o choro e ele sorriu malicioso.
Brian me empurrou na cama e procurou o botão da calça, não demorou para eu estar sem aquela peça.
[...]
Assim que o moreno dormiu, sai do quarto indo até a cozinha. Como sempre eu estava com uma blusa de manga longa e calça.
— Onde estava? — Alexandra perguntou mordendo uma maçã.
— No quarto. — Respondi sem ânimo, peguei um copo e fui até a geladeira.
Peguei a garrafa com água e despejei um pouco no copo, logo guardando a garrafa, apoiei minhas costas na bancada enquanto olhava a ruiva, sentada de maneira invertida na cadeira, me olhando.
— Ele fez de novo? — ela perguntou receosa, fechei os olhos por alguns segundos segurando o choro e então assenti lentamente, deixei o copo do meu lado e abri meus olhos. — Sinto muito. — Ela falou sem saber o que fazer e eu sorri de lado.
— Tudo bem. — falei respirando fundo e saindo dali.
Me afastei um pouco da casa, parando próximo de algumas pedras, me sentei no chão encostando minhas costas nela. Respirei fundo e fechei meus olhos, colocando minhas duas mãos na terra e proferi mentalmente as palavras que Juliet tinha me ensinado a poucos dias. Tentei me concentrar o máximo enquanto repetia mentalmente as palavras mágicas.
Abri meus olhos assustada com a força que senti sair de minhas mãos, olhei para os lados vendo algumas rosas que nasceram da minha magia, sorri com o sucesso de meu feito e relaxei ali olhando o céu azul com poucas nuvens.
[...]
Jasmine fez o jantar dessa vez, estávamos todos na sala escura comendo na frente da televisão.
— Muda de canal! — Logan falou emburrado, fitei o moreno e ele estava concentrado em sua comida.
— Você nem está assistindo. — falei alto fazendo ele me olhar.
— Estou sim, esse programa é para meninas. — Ele me encarou de volta e eu sorri travessa.
— Estamos em maioria, Lo. — disse fazendo ele fechar a cara, odiava que o chamassem de Lo.
— Deixa de ser chato, menino! — Jasmine falou, me fazendo sorrir para o moreno que revirou os olhos,
— Você não tem que ir para casa, Kylie? — Logan me olhou e eu olhei pela janela o quanto o sol estava alto.
— Daqui a pouco — falei dando de ombros, iria terminar meu jantar antes de voltar para casa.
[...]
Abri lentamente a porta de casa e entrei na ponta dos pés, fechei e a tranquei colocando minha chave no bolso da jaqueta roxa com verde. Me virei e dei de cara com a sombra da minha mãe no sofá, ela acendeu o ajudar ao seu lado e eu bufei.
— Onde estava? — ela perguntou seria, se levantando e vim até mim.
— Com meus amigos. — falei passando por ela e indo até meu quarto.
— Brian? Você ainda está com esse criminoso, Kylie? — ela perguntou brava, me virei para ela na porta do quarto.
— Eu não vou deixá-lo! — disse a olhando de maneira debochada, se ela pudesse me matava apenas com o olhar.
— Você vai ser morta, se te pegarem fora de casa essa hora, Kylie. Você sabe as regras! — ela gritou gesticulando.
— Sei, então me deixa ir dormir, mamãe. — falei de maneira debochada, o que fez ela sair batendo o pé. Ri nasalado balançando a cabeça e fechei a porta.
Tirei a jaqueta colocado na cadeira da minha mesinha e tirei o tênis deixando o ali mesmo. Caminhei até minha cama e puxei a caixa em baixo dela. Abri a caixa metálica, um pouco velha, e peguei corrente prata com uma pedra transparente na ponta em formato oval com detalhes envolvendo a pedra. Segurei contra meu peito e fechei meus olhos deixando ele fazer efeito.
Antes de começar a roubar coisas com Brian, eu usava esse colar diariamente, tirando apenas para tomar banho, foi quando percebi que o colar me ajudava a controlar minha raiva. Agora usava ele para me ajudar a relaxar. Afastei minha mão e sorri ao ver o colar brilhando rosa, soltei minha respiração lentamente e guardei na caixa, sempre quis saber porque tinha P.S na parte de trás da pedra.
[...]
O dia começava novamente, desse modo, começaria minha rotina, por mais que odiasse a, somos somente eu e minha mãe, e ela precisa de ajuda. Ela trabalha costurando para as pessoas da vizinhança, pois pertencemos a casta 6 e esse era um dos serviços que podíamos fazer.
Dona Eva, saia cedo para fazer seu trabalho, entregando peças prontas e conseguindo novas peças. Enquanto, eu, supostamente, deveria arrumar a casa e tentar conseguir trabalho. Essa rotina sempre me deixou entediada, até mesmo quando tinha escola, o que me fez ganhar outras habilidades além da costura.
Segui até o único banheiro da casa, tomando um belo e gelado banho.
Caminhei até a pequena despensa improvisada e comecei a limpar toda a casa. Levei menos de uma hora para terminar, já que a casa não estava muito suja e era limpa todos os dias. Após terminar segui para meu quarto com a intenção de terminar uns shorts que vieram para concerto.
A voz alta e grave do senhor Fitz, me despertou de meu trabalho. Deixei a agulha e as linhas de lado, me levantando da cadeira de madeira escura e indo até a porta ver se ele tinha deixado algo na caixa do correio.
Ao lado da caixa metálica possuía uma alavanca vermelha, que estava levantada, indicando que havia correspondências, e do outro lado o sobrenome da família Benson. Abri a portinha para pegar os papéis e a fechei em seguida, dando uma rápida olhada nos papéis em minhas mãos, a maioria eram contas e propagandas, mas um papel em um tom bege claro me chamou a atenção.
Parei na sala e coloquei as cartas no braço do sofá, verde escuro, ficando apenas com a carta bege em mãos. Ela possuía a insígnia do reino em um tipo de adesivo em alto relevo, assim como o símbolo. O nome Illeias acompanhava o símbolo do reino. Virei o envelope grosso e vi meu nome no local do destinatário, uma carta do palácio para mim? Me sentei imediatamente no sofá abrindo a carta, meu coração estava acelerado e minha mão suando.
Tirei o papel mais fino de dentro do envelope, soltando ele do meu lado, abri a carta lendo a mesma em uma rapidez impressionante, porém não entendi nada que tinha ali, consegui pegar algumas palavras que sozinhas não fazem sentindo algum em minha cabeça. Fechei os olhos e respirei fundo algumas vezes, fazendo o nervosismo ir embora, para que pudesse ler a carta.
Abri meus olhos, lendo cuidadosamente a carta em minhas mãos trêmulas. O príncipe tinha completado 20 anos e eu com isso? Ri de meu pensamento e voltei a ler a carta. Ele precisava encontrar uma esposa para que pudesse assumir o trono e ela viria do povo de Illéa. Por isso todas as moças de 17 a 20 anos deveriam ir ao prédio do governo de sua cidade e se inscrever. Não era opcional. Caso passa-se na primeira etapa do processo de seleção, receberia outra carta com novas instruções.
Dona Eva não iria gostar disso, afinal eu mal podia sair de casa. Tanto que saio escondido para encontrar Brian e o pessoal.
[...]
— Kylie, cheguei! — a voz cansada da minha mãe soou, me fazendo parar o trabalho. Me levantei da cadeira e olhei para a carta — o carteiro já passou de novo? — perguntou, suspirando pesado. Peguei a carta e levei até ela.
— Sim, e veio isso. — disse parando do seu lado e estendendo a carta.
— Você abriu minhas cartas? — perguntou, brava. Em um movimento rápido ela puxou a carta.
— A carta é para mim! — disse alto e firme, seus olhos se movimentavam rapidamente pelas linhas da carta do palácio.
— Você não está pensando em se inscrever, esta? — ela me olhou séria e brava.
— Não é opcional, está na carta, mamãe. — disse a olhando atentamente. Sabia quais reações esperar dela.
— Depois conversamos, Kylie. — Dona Eva falou, saindo da sala pisando firme e bufando.
Sabia que ela seria contra até o último minuto, mas não iria desrespeitar o reino. Mesmo que na carta não tivesse o que iria acontecer caso não possamos nos apresentar, tenho certeza de que seriam consequências sérias.
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