Choices

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Ola!!!
Não se muitos se lembram dessa fic, mas aos que se lembram quero pedir desculpas pela demora.
Minha intenção nunca foi abandonar a história ou demorar tanto para postar o próximo capitulo. Infelizmente por coisas da vida acabou ficando de lado, mas agora estou retomando aos poucos.
Espero esteja a altura da espera e que goste do capitulo a ponto de me perdoar. Faz muito tempo que não escrevo, então estou um pouco enferrujada, mesmo assim, aqui está.
Boa leitura!!

Ao se aproximarem do destino, a única coisa a quebrar o silêncio é ronco do motor. Não há dialogo, música no rádio ou se quer um suspiro mais profundo.

As belas paisagens de Ohio passam despercebidas tanto para Quinn quanto para Santana. Se o carro seguisse por uma tela em branco não mudaria nada, porque na verdade, naquele momento isso não importa nem um pouco.

Santana dirige com o braço esquerdo apoiado na janela e com a cabeça apoiada nesse braço tendo apenas uma das mãos no volante. Vez ou outra ela olha para Quinn rapidamente antes de voltar os olhos para a estrada outra vez.

Quinn tem os olhos injetados, focados, fixos na estrada, mas na verdade ela já não vê nada, seu olhar não está em ponto algum. Ela não olha em nenhum momento para Santana, na verdade a impressão que se tem é de que ela nem se dá conta da amiga ali ao lado.

– Encosta. –Quinn ordena se soltando do sinto de segurança.

– O quê?- Santana não entende muito bem.

– Encosta essa merda de carro agora! – Quinn fala exaltada, parece em desespero.

Santana joga rapidamente o carro para o acostamento e freia bruscamente enquanto pergunta: — Você está passando mal? Aconteceu alguma coisa?

A loira sai do carro e sem fechar a porta, dá alguns passos à frente, enche os pulmões de ar e fica encarando a placa que diz “Bem vindo a Lima” em silêncio. Santana sai do veículo e observa a amiga com uma ponta de preocupação, mas acima de tudo muito curiosa.

Quinn olha imóvel para a placa até que começa a coçar a testa, logo ela se abaixa, pega umas pedras e começa a jogar na placa com muita força enquanto grita: — DROGA, DROGA!

Santana se surpreende com a cena. Saca um cigarro do bolso do casaco, acende e se senta sobre o capô do carro sem dizer uma só palavra, ela apenas observa curiosa para saber onde aquilo vai dar.

– Um poço de cocô... um grande buraco de merda, é isso que esse lugar... AAAAA! – Quinn grita a plenos pulmões em direção à placa. Ela para por um instante com os cabelos desarrumados e com o rosto molhado por algumas lágrimas que brotam dos olhos e atira mais algumas pedras antes de se sentar no chão.

Santana assiste a tudo imóvel, mas acima de tudo surpresa De todas as coisas que ela imaginou que aconteceria, essa definitivamente não estava entre elas.

– Eu não aguento mais! – Quinn diz em meio a lágrimas enquanto leva as mãos à cabeça. — Parece que para cada passo que dou para frente, dou dois para trás. Toda vez que minha vida está entrando nos eixos, alguma coisa me arrasta para cá, para um passado que eu não quero de volta. – Quinn apanha mais algumas pedras no chão, mas as solta exausta.

Santana continua em silêncio e quando desce do capô, joga a ponta de cigarro no chão. Ela pisa em cima da ponta e com um sorriso sínico nos lábios, caminha até a amiga. Estende a mão para que Quinn se levante puxando-a em um abraço sincero e carinhoso. Ela solta a amiga e sem desfazer o sorriso, arruma os cabelos loiros bagunçados, depois enxuga algumas lágrimas com os polegares antes de dizer:

– Seria uma cena engraçada se não tivesse sido tão deplorável, na verdade... acho que foi até constrangedora. Melhor fingirmos que não aconteceu. Agora vamos. Depredar a pobre placa não vai ajudar em nada, melhor acabar logo com isso e voltar para casa.

Quinn nunca sabe o que esperar de Santana e se sente aliviada com a atitude da amiga. Enquanto Santana a guia de volta para o carro ela pensa que certas coisas nunca mudam, Santana sempre seria Santana e isso a conforta um pouco.


Após deixarem as malas na casa dos pais de Santana as duas seguem para o bar. Durante o caminho Quinn olha de um lado para outro apreensiva como se procurasse algo ou alguém em todos os lugares. A impressão que Santana tem é de que a loira fica decepcionada por não encontrar. Isso faz com que Santana se perca em seus próprios pensamentos sobre o relacionamento de Quinn e Rachel, por alguns segundos ela pensa em conversar com Quinn sobre Rachel, mas logo desiste e diz para si: — Foda-se, não quero me estressar agora.

Ao chegar no bar, elas estão muito animadas, e sorrindo uma para a outra começam a bater fortemente na porta quando escutam a voz de Sam dizendo: — Que ogro está batendo na porta desse jeito? Já vai! – Elas se divertem muito com isso e continuam a bater.

Por alguns momentos, Quinn deixa seus pensamentos de lado.

Uma figura loira atende a porta. A garota tem cabelos curtos, e seus lábios são carnudos quase como os de Sam. Isso é o suficiente para Santana fingir espanto e entrar no bar dizendo:

– Eu sabia! Era uma questão de tempo até você se assumir gay, mudar de sexo e virar lésbica, meus parabéns Sam! – Santana disse abraçando a garota que não está entendendo enquanto Quinn ri e entra no bar também.

– Sam, acho que são elas. — A garota disse meio assustada em direção ao depósito de bebidas.

– Pelo comentário, não tenho duvidas. – Sam fala deixando uma caixa de bebidas sobre uma mesa e se apressa e abraçar as amigas levantando-as.

Há meses que não se vêm e elas sentem muita falta dele, assim como ele delas. Eles se falam de todas as formas e praticamente todos os dias, mas isso nunca é o bastante, não mata a saudade física que sentem. Os três ficam ali envoltos em suas emoções por algum tempo como se não existisse nada além dos três nos mundo, palavras não são o suficiente naquele momento, na verdade, palavras não são necessárias.

Após se soltarem, Santana diz:

– Sinto tanta falta desses lábios fazendo sombra para mim quando vou à praia.

– Cala a boca Santana, eu sei que está morrendo de saudades. – Sam diz enquanto empurra a amiga de leve.

– Claro que estou! Agora eu tenho que carregar minhas próprias compras e isso é muito triste. – Santana olha para o chão fingindo estar desolada. Sam a abraça novamente e lhe beija atesta. Um sorriso espontâneo preenche o rosto de Santana, ela está muito feliz.

– Não vai nos apresentar ao seu clone? – Quinn pergunta sorrindo.

– Desculpe! Essa é Denise, uma das garçonetes. Denise essas são Quinn e Santana. – Elas se cumprimentam e Denise diz:

– É um prazer conhece-las pessoalmente, ele fala muito de vocês e quando eu digo muito, quero dizer muito mesmo.

– É o mínimo que ele pode fazer por ter nos abandonado. – Quinn diz sorrindo

– Bom, vou voltar ao trabalho. — Denise se afasta e deixa os três sozinhos.

– E aí? Como vocês estão? – Sam pergunta animado.

– Oscar! – Quinn diz dando pulinhos

– Oscar! – Sam repete excitado.

– Tapete vermelho!

– Celebridades!

– Estou com frio na barriga, que medo! – Quinn para de pular e põe as mãos sobre o estômago.

– Oscar! – Sam falou jogando os braços para cima antes de pegar Quinn no colo e girar, quando parou falou: – Eu estou muito orgulhoso de você, eu só queria estar lá quando recebeu a notícia.

– Eu te conto como foi – Santana diz:- Euforia, bebidas; gritaria, bebidas; gargalhadas, bebidas; alegria, bebidas; lágrimas, bebidas; bebidas, bebidas; ressaca.

Todos riram, Sam pensou no quanto ele sente falta das amigas e como é bom tê-las por perto mesmo que por um curto período de tempo. Eles ficam em silêncio apenas pensando em como é bom estarem juntos outra vez. Foram inseparáveis por tanto tempo que aquela proximidade faz falta a cada um deles. Quinn e Santana se divertem juntas, mas não é nada comparado a quando Sam estava junto, mesmo com as discussões e o caos era bem melhor.

– E a viagem como foi? – Sam pergunta entusiasmado quebrando o silêncio.

– Ah! Antes que eu me esqueça, eu te odeio Sam Evans!- Quinn diz brutalmente enquanto desfere um soco no braço do rapaz.

– E lá vamos nós. – Santana diz revirando os olhos.

– Ai, o que foi que eu fiz? – ele pergunta sem entender, enquanto coloca a mão no local da pancada.

– Sério?! Você não sabe mesmo, não tem ideia?

Sam franze testa e levanta os ombros em sinal de que realmente não está entendendo. Santana solta os ombros e tomba a cabeça para trás em um sinal claro de cansaço. Depois ela começa a agitar negativamente a cabeça e faz gestos com as mãos como se quisesse esganar Quinn, então pergunta.

– Tem álcool aqui?

Sam se espanta com a pergunta de Santana e vira a cabeça lentamente em direção à latina quando diz: — Provavelmente tenha... isso aqui é um bar!

– Tanto faz, só quero beber até ficar surda, não aguento mais esse papo... – Ela vai para trás do balcão e pega uma garrafa de whisky se servindo de uma dose dupla, talvez tripla.

– Eu te amo muito Sam, caso contrario não estaria aqui, é muito difícil para eu estar aqui agora e... — Quinn é interrompida por uma voz que conhece muito bem e que parece vir do depósito de bebidas atrás dela.

– Se você está dizendo isso pela Rachel, fique tranquila ela não mora mais aqui. – Puck disse enquanto solta a caixa de bebidas ao lado do balcão. – Oi meninas. — Ele complementou.

O coração de Quinn parece parar por um segundo antes de disparar e quando dispara, traz consigo um gelo sem precedentes na espinha enquanto um arrepio toma conta de todo o seu corpo. Ela se sente nauseada, havia se preparado para muitas coisas, achava que enfrentaria Rachel, mas não havia se preparado para saber que a morena partiu, e sem saber por que ficou triste.

– Não mora mais aqui? – Quinn pergunta tentando parecer indiferente, mas é logo notada por Santana e Sam.

– Não. – Puck responde.

– E... eles foram para onde? – Quinn perguntou despretensiosamente.

– Eles quem?

– Finn e Rachel.

– Rachel foi sozinha. – Quinn fica surpresa com as palavras de Puck que continua. — Já faz algum tempo, ela foi para New York e trabalhou duro. Agora está se dando muito bem lá, tem o papel principal em uma peça.

– Broadway?!

– Sim, agora ela é tão comentada quanto você aqui em Lima, alias, adorei seu filme, assisti milhões de vezes na internet. É autobiográfico?

Após algum silêncio a loira diz: — Bom para ela. — Ignorando totalmente a última pergunta do rapaz que no fundo passou despercebida.

– Graças a Santana, aquela conversa salvou a vida dela.

– Santana?! – Quinn arqueia as sobrancelhas em espanto.

Santana por sua vez leva as mãos ao rosto e pensa: — Merda!

– Santana, o que isso tem a ver com você? – Quinn diz exaltada.

– Comigo nada. – Santana diz com desdém.

– Então do que ele está falando? Que conversa é essa?

Santana se vê sem saída então começa a falar sem dar importância:

– Nada demais, no dia do enterro do Joe, eu fui até onde ela morava pra quebrar a cara dela por te machucar, mas ela estava horrível, então tive uma conversa com ela e pelo o que Puck disse a ajudou a tomar rumo na vida. Apenas mais uma obra do meu coração incrivelmente bondoso, nada que eu não faça por qualquer um.

– Há quanto tempo você sabe? – Quinn estava visivelmente nervosa.

– Do que isso importa agora? Não faz a menor diferença. — Santana diz enquanto toma o último gole do copo se servindo de mais bebida.

– Santana, há quanto tempo você sabe que ela foi embora? — Quinn insiste em perguntar com o coração disparado.

Santana respira profundamente, encara a loira e diz:

– Eu sei desde que ela resolveu sair daqui. Às vezes ela me manda mensagens, me informando sobre a vidinha patética dela, é só. Satisfeita?

– Eu não acredito nisso Santana, como você pode fazer isso comigo? – Quinn diz jogando os braços para o ar antes de levar as mãos à cabeça. – Como pode ser falsa a esse ponto? Você viu o meu desespero sobre encontra-la aqui e você não me disse nada!

– Como é?! – Santana se sente extremamente ofendida. – Bom, talvez eu não tenha dito nada porque estava proibida de dizer o nome dela, ou talvez eu não tenha dito nada porque não quisesse escutar mais mimimi sobre o quanto ela te magoou ou talvez, somente talvez Fabray, o mundo não gire ao seu redor, as portas não se abrem só para você passar e o sol não nasce só para te visitar.

O ar ali começou a ficar pesado e desconfortável, Denise, Puck e Sam estavam em silêncio, ninguém se atreveria a interferir no que acontecia. Sam já havia visto muitas brigas das duas, mais do que poderia contar ou se lembrar, mas dessa vez o clima estava realmente carregado, parecia ser mais sério do que qualquer outra briga entre as duas.

- Não consigo acreditar nisso, você me traiu... me enganou!

- Te enganei em que? Me diz! Porque até onde eu sei, o acontece na vida dela não te interessa, por tanto, não é da sua conta, não te diz respeito e não é sobre você!

- Eu sinceramente não acredito nesse seu comportamento, eu confiava em você e você me traiu, traiu minha confiança, assim como ela fez.

- Pare com isso Quinn!-Santana está muito brava. – Essa cena é completamente desnecessária.

- Eu não consigo acreditar nisso! –Quinn fica ainda mais possessa com as palavras de Santana.

- Então tudo bem, eu não te contei algo que você julga importante e o que você vai fazer Fabray? Vai me cortar da sua vida como fez com ela? – Santana diz em tom desafiador.

- Eu já fiz Santana... me esquece!

- Como é? Eu vou fingir que não ouvi isso. Essa porcaria de whisky deve estar vencida, porque eu estou bebendo e você parece estar bêbada e falando asneiras. – Santana não acredita no que ouve.

- Vá se foder Santana! — Os olhos de Quinn agora irradiam a ira que ela sente.

- Então tudo bem Fabray, você quer a verdade? Eu vou te dizer umas verdades... – Santana para de falar ao olhar para a porta aberta e ver Rachel parada, sorrindo sob o batente da porta. Todos acompanharam o olhar de Santana e foram surpreendidos pela morena parada na porta.

Quinn fica imóvel, sente seu estômago se revirar, ela simplesmente se esquece de respirar diante do que vê, Rachel parece brilhar iluminada pela luz que vem do lado de fora do bar. Ela está mais linda do que a loira já havia visto e seu sorriso sincero parece trazer um pouco de leveza ao ambiente denso que se criara ali. Rachel fica imóvel ao cruzar seus olhos com os de Quinn, ela acha que se decidir se mover, vai demonstrar a fraqueza que sentiu nas pernas ao ver a loira.

- Ah! Esqueci de te avisar, — Santana diz em tom provocativo tirando Quinn do transe em que estava.- Rachel foi para Los Angeles atrás de você, mas eu disse que estaríamos aqui, adivinha onde ela está agora? Você pode juntar isso à sua lista de traições dobrar e enfiar onde você bem entender!

- Vai à merda Santana! – Quinn diz pegando a pegando a bolsa em um sinal claro de que vai sair.

- Manhands, se quiser viver mais um dia feche essa porta agora! – Santana diz autoritária.

Rachel não entende nada, mas mesmo assim dá um passo para frente fecha a porta atrás de si pensando que chegou em um mal momento, pois ela só está ali a alguns minutos e ainda nem abriu a boca, mas já está sobrando gritos até para ela.

- Você acha que vai me prender aqui? – Quinn diz virando as costas.

Santana bate com toda a força as mãos sobre o velho balcão e sente assente formigar e queimar dolorosamente, mas não se importa com isso. Sua atitude faz com que todos inclusive Quinn preste atenção nela. Isso é uma demonstração de que ela está mais nervosa do que jamais esteve.

- Eu juro que se você der mais um passo em direção àquela porta, eu arranco suas duas pernas com minhas próprias mãos e penduro na parede da minha sala como troféu! – As palavras de Santana fazem Quinn se virar para discutir outra vez, mas a latina continua falando. – Eu vou te fazer um último favor por todos os anos em fomos amiga e fingir que me preocupo com você, alias, é um favor para todos nós. Você não sai daqui sem que vocês tenham resolvido tudo entre vocês, então por alguns minutos, vocês vão fingir que não são o centro do universo e vão conversar como duas pessoas adultas. Porque é isso que adultos fazem eles conversam e resolvem seus problemas e não ficam fugindo deles!

Todos ali parados começaram a sair para que as duas ficassem a sós. Ao passar por Rachel, todos a cumprimentam.

- Oi Rach, você está linda! — Denise disse ao beijar-lhe a bochecha, pois elas já se conheciam.

- Obrigada Denise, adorei o novo corte de cabelo. – Rachel diz com simpatia mesmo que ainda esteja atordoada pelo o que Santana disse.

Logo depois, Puck parou em sua frente com largo sorriso, eles se abraçaram e ele beijou-lhe a testa olhando de rabo de olho para Quinn.

- Eu não posso sair daqui, tenho que terminar os preparativos para a inauguração. – Sam comenta.

- Olha se você quiser eu contrato dez, vinte, cinquenta pessoas para te ajudar, vai dar tudo certo. Agora vamos até a casa dos meus pais, você pega as malas dela.

- E o que eu faço?

– Faça o que quiser, eu não me importo. – Santana diz de forma muito seca.

Quinn sentiu uma pontada ao escutar essas palavras, mas não deu muita importância, no momento outra coisa a preocupava.

Ao passar por Rachel, Sam a abraça em silêncio e quando Santana se aproxima elas se olham e Rachel sorri amplamente enquanto Santana dá um pequeno sorriso antes de fechar a porta deixando-as a sós.

- O que a gente faz agora? – Denise pergunta do lado de fora do bar.

- Acho que a gente espera. Vocês querem comer alguma coisa? – Puck fala colocando as mãos no bolso.

- Tenho algumas coisas para fazer, mas depois encontro vocês. – Santana responde

- Eu vou com Santana, — Diz Sam- nos encontramos daqui a pouco.

Santana e Sam caminham em direção ao carro onde Santana enquanto Puck e Denise caminham na direção oposta. Ela se senta atrás do volante e Sam é o carona. Eles ficam ali parados por um tempo em silêncio até que Santana começa a chorar e levando as mãos ao rosto. Nesse momento Sam a abraça puxando-a para si tentando conforta-la.

- Como ela pode fazer isso? – Santana pergunta entre soluços.

- Calma, vai ficar tudo bem. – Sam diz docemente.


A tensão pode ser sentida no ar, por mais que secretamente tenham imaginado como seria um reencontro entre elas, estar ali paradas no mesmo lugar da última conversa, torna tudo muito real e assustador.

O lugar havia mudado bastante por causa das reformas de Sam, mas mesmo assim ainda lembra o antigo bar e isso faz com que algumas emoções daquela última vez voltem à tona.

Enquanto Quinn não consegue desviar os olhos de Rachel e nem parar de pensar que ela precisa sair dali o quanto antes, Rachel pensa que aquela pode ser sua ultima chance de fazer Quinn entender que não existe saída para as duas a não ser ficar juntas, só assim poderão ser realmente felizes.

- Oi! –Rachel diz sorrindo meio sem jeito enquanto sente a espinha gelar.

- Oi! — Quinn retribui friamente com medo de que Rachel a veja tremer.

- Então... Oscar! Puxa... isso é grande! Muito grande! – Rachel está visivelmente sem jeito.

- É sim! Soube que você está com uma peça... – Quinn tenta parecer natural.

- Broadway, meu sonho!

- Que bom, fico feliz que tenha conseguido.

- Fiz por você. –Rachel diz como coração acelerado enquanto olha para a ponta dos sapatos.

- O que? – Quinn diz surpresa.

- Eu não podia te fazer entender como eu me sinto sobre você sem estar bem comigo... Quinn eu... – Quinn não dá chance para que Rachel finalize sua fala.

- Rachel, não! Chega, acabou!

- Mas eu te amo! Sei que se sente assim também.

- Você me traiu, partiu meu coração! Você escolheu ficar com ele, jogou nosso futuro no lixo.

- Você sabe que não foi assim, ele precisava de mim! Eu nunca quis te machucar, porque eu te amo... – Quinn interrompe Rachel.

- Mas machucou Rachel e muito. Foi como sentir meu coração se transformar em pó dentro do meu peito. – Quinn diz de forma ríspida.

- Me perdoe, eu sinto muito! – Rachel está claramente machucada pelas palavras de Quinn.

- Rachel... eu simplesmente não acredito no que você me diz, quero dizer, sua cama não ficou vazia, em nenhum momento...

- Do que você está falando?! — Rachel interrompe claramente confusa.

- Você viveu com seu marido até o momento em que partiu então...

- Ele não é mais meu marido, pare de chama-lo assim. E eu morava com o Puck, ele sempre estava lá porque é nosso amigo, eu disse que ia cuidar dele e foi isso que eu fiz, mas não do jeito que você está pensando. Quinn... a última pessoa que me tocou foi você, os últimos lábios que beijei foram os seus. Eu não quero ninguém que não seja você.

Quinn fica quieta, ela sente o rosto ferver diante de tais palavras, por essa ela não esperava, pois ela realmente acreditava que houvesse algo entre Finn e Rachel. Ela mal pode acreditar no que está ouvindo, pois ela tentou esquecer Rachel tanto em relacionamentos frustrados como nos braços de estranhos em transas de apenas uma noite. As palmas das mãos da loira suam e seu coração dispara.

- Quinn, eu sei que eu agi errado. Tomei uma decisão apressada, mas foi tomada pelo desespero, espero que você me entenda. Eu sei que não te contar sobre o casamento foi um erro e que eu tinha que tentar te contar todos os dias, mas era algo que realmente não afetava minha vida ao seu lado. Eu não me casei com ele por amor, foi por farra. Na verdade, acha que nunca o amei de verdade, porque o amo real eu conheci com você. Eu julgava que o que havia entre nós era perfeito e isso bastava. Hoje eu sei que não era bem assim, eu devia ter levado seus sentimentos em conta e ter imaginado como se sentiria. Perdão! – Rachel nunca havia se exposto tanto quanto agora, ela precisa que Quinn a perdoe.

As palavras de Rachel tem um poder hipnótico sobre Quinn. Com a boca seca ela não sabe bem o que fazer e enquanto ela apenas olha em silêncio Rachel recomeça a falar.

– Eu pensei em milhões e milhões de formas de te fazer entender o que eu sinto, pensei em que tipo de atitude teria que ter para te trazer para mim, mas eu entendi que entre a gente nada é melhor do que a verdade. Não é uma musica, não são flores, não é algo elaborado, por mais que eu ame tudo isso, só a verdade é capaz de te trazer de volta para mim. – Os olhos de Rachel se enchem de lágrimas enquanto ela fala – Eu sinto falta de você todos os dias principalmente antes de dormir, da forma que você me abraçava e de como me fazia rir antes de pegar no sono. Sinto falta de ser especial para você e achar que você não pensa mais em mim acaba comigo.

Quinn continua imóvel e em silêncio por algum tempo até que ela finalmente diz:

– Chega Rachel!

– Quinn...- Rachel ainda tenta argumentar.

– Pare de tentar Rachel, pare de me cercar. Será que você não vê que nós não funcionamos juntas? Me deixe esquecer como me sinto e talvez uma dia, eu acabe esquecendo que você partiu meu coração. Acabou!

Cada palavra de Quinn é recebida por Rachel como se fosse um tiro a queima roupa em seu peito.

Quinn sai e deixa Rachel em lágrimas. Ao sair do bar, ela não consegue mais evitar que suas lágrimas corram por todo seu rosto.


Quinn caminha sem rumo pelas ruas de Lima. Algumas coisas mudaram na paisagem do lugar, mas na grande maioria, continuam a mesma coisa. Ela está atormentada, está com raiva de Santana por tê-la enganado, ela está com raiva de Rachel por ter dito aquelas coisas sem se importar em como a faria sentir. Ela se sente perdida e odeia a sensação.

Após muito tempo andando, ela se dá conta de que está em frente à casa dos pais de Santana, ela respira fundo vai até a porta. Bate e espera ansiosa.

Santana está sozinha em casa, por tanto ela mesma atende. Quando vê Quinn ela fica quieta olhando para a loira que percebe que como ela, Santana havia chorado.

– Agora não Fabray, não quero brigar com você. E se insistir, vou logo avisando, meu pai tem uma arma e eu sei atirar.

– Acabou. – Quinn diz antes de levar as mãos ao rosto.

Santana a abraça e a leva para dentro da casa dizendo que tudo vai ficar bem.

Após algum tempo e um chá horroroso feito por Santana que nem uma das duas conseguiu tomar, Quinn conta tudo o que Rachel disse para ela no bar e como acabou.

Santana escuta tudo atentamente e após os relatos da amiga ela fica um tempo em silêncio antes de dizer:

– Se lembra de que eu te disse que ia te dizer uma verdade?

– Sim – Quinn franze a testa estranhando um pouco as palavras de Santana.

– Então vamos por partes. Você me desculpa?

– Santana o que... – Quinn está confusa e é interrompida por Santana.

– Responda, é muito simples sim ou não! Você me desculpa por ter escondido coisas sobre Rachel de você? Embora o Sam também soubesse e eu não vi nenhuma palavra de desgosto sendo lançada em direção dele, mas isso é conversa para outra hora.

– Desculpo claro... mas não estou entendendo.

– Só me diz uma coisa, se pelas suas próprias palavras eu cometi os mesmos erros que Rachel, por que você me perdoou tão facilmente, quase que de imediato e não a perdoou até hoje?

Quinn olha para Santana com espanto tentando assimilar as palavras da amiga e descobrir aonde ela que chegar com isso.

Diante da confusão de Quinn, Santana a observa com um sorriso torto no rosto.

– Santana você está...

– Eu não estou nada, apenas me responda. Por quê? Não entendo como pode haver dois tratamentos tão distintos para os mesmos erros, dois pesos para a mesma medida. Até onde eu sei, ela é o grande amor da sua vida então suponho que isso seja muito amor. Eu sou sua melhor amiga, acho que é muito amor também. Então não vejo diferença, a não ser que eu esteja errada e você me ame mais e não suporte ficar sem mim, ou eu posso estar totalmente errada outra vez e você me ame menos, então não te machuquei tanto assim. Complicado?!

Fica nítido que Quinn está muito confusa tentando entender o que Santana pretende com aquela conversa e Santana se delicia com as reações confusas de Quinn, ela adora fazer as pessoas se sentirem assim, mas com Quinn tem um sabor especial, como se fosse uma vingancinha por tê-la feito chorar.

– Suas reações e falta de respostas só me fazem pensar em uma coisa, que você não se conhece tão em quanto pensa. Agora chegamos à parte que eu mais gosto, a parte em que eu te conto verdade. A verdade Fabray, é que você tem medo, não passa de uma menina assustada com as coisas que sente.

– Que conversa é essa?! – Quinn estava tão confusa que não conseguia argumentar.

– Preste atenção agora, porque a partir daqui você pode fazer tudo certo e ser feliz para sempre como em um conto de fadas ou qualquer porcaria dessas. – Santana sente-se triunfante em suas próprias palavras. — Você tem tanto medo que preferiu fingir que ela fez a pior coisa do mundo para não ter que passar pela sensação de magoa verdadeira por algo que ela fizesse. Você a ama tanto que preferiu expulsa-la a força da sua vida para não passar pela dor insuportável de vê-la partir. Você ama tanto aquela garota, que você morre de medo que ela machuque seu coração de verdade, porque se acontecer você não sabe se consegue suportar, não sabe se você consegue se recuperar.

– Isso é ridículo e sem sentido Santana. Você sabe muito bem o que ela fez e como eu me senti. Ela me trocou e...

– ZZZzzzZZZ, ROC zzz, — Santana Finge dormir e logo depois finge acordar assustada. – Me desculpe, eu caí no sono diante da sua falta de argumentos e desse conto de fadas que você criou só para se sentir melhor com você mesma. Só não acredito que não percebi isso antes, talvez eu não quisesse acreditar no quanto você é burra de não ver o quanto ela te ama e que nada nem ninguém a separaria de você.

– Por que está me dizendo tudo isso? – Quinn ainda estava atordoada.

– Por que me cansei desse seu lado depressivo e sofredor, é muito irritante. Além disso, você me enfiou ela goela a baixo e eu passei a simpatizar com a anã e com as últimas atitudes dela, ela mostrou que “tem bolas”... eu respeito isso. — Santana suspira profundamente e faz uma pausa antes de dizer docemente. — Ela te faz feliz Quinn, eu quase a amo por causa disso.

Quinn olha para ela surpresa com um sorriso começando a nascer no seu rosto e Santana se apressa em falar antes que a amiga diga algo.

– Eu disse quase, não superestime nem distorça minhas palavras. Agora eu vou tomar um belo banho e você se quiser pode fazer o mesmo enquanto pensa no que vai fazer. Embora você merecesse, eu não cheguei a jogar suas malas fora. Você apareceu antes.

– Obrigada!

– Ah! E mais uma coisa, da próxima vez que você cogitar o fim da nossa amizade, principalmente se for por um motivo tão banal, eu mando queimar seu apartamento com você dentro e depois misturo suas cinzas a areia da caixa de areia do gato.

– Que gato? – Quinn pergunta sorrindo, mas franze a testa.

– Eu arrumo um! – Santana faz sinal de que está de olho em Quinn e sai.

Enquanto Santana vai para o banheiro, Quinn fica ali sentada pensando nas palavras da amiga. Ela pensa se está mesmo apenas fugindo de Rachel para não se ferir de verdade. Mas Rachel a magoou tanto, é claro que foi por isso que ela a deixou. Ela não é essa fraca que Santana pensa que ela é. Sua cabeça passa a ferver com as lembranças do relacionamento das duas e das palavras de Rachel ainda há pouco. Ela se levanta e decide tomar um banho para se livrar do cansaço da viagem que ainda pesava em seus ombros. Elas ainda precisam voltar para o bar para ajudar Sam a ajeitar tudo para a inauguração e talvez um banho a ajudaria a esquecer tudo por um momento.

Santana sorri enquanto vê o ar distante e pensativo de Quinn, ao chegar em frente ao bar. Perdida em seus pensamentos, a loira fica parada por alguns instantes enquanto as palavras de Santana ecoam em sua cabeça.

– Que foi? Tá achando que vai escapar do serviço pesado? Nem pensar!

– Eu preciso ir a um lugar Santana.

– Vai falar com ela?

– Vou sim, mas não sei o que dizer, só sei que preciso vê-la, se eu não for não vou ter paz. Eu sei que você está completamente errada, mas preciso... não sei, só preciso falar com ela. Você fodeu com a minha cabeça!

– Servimos bem para servirmos sempre! – Santana disse com ironia.

– Eu te odeio! – Quinn falou entre os dentes.

– Claro! Se mentir pra você mesma te faz se sentir melhor vá em frente, afinal, até hoje estava funcionando muito bem. Não é?

Quinn apenas bufou e foi o mais depressa que pode para a casa de Rachel, mesmo sem saber o que faria quando chegasse lá.

Ao chegar à frente da casa de Rachel, Quinn para e respira profundamente para recuperar o fôlego, ela não se permite pensar, pois isso pode fazer com que desista e desistir não é uma opção. Ela sobe os dois pequenos degraus da entrada lentamente e para diante da porta. Respira profundamente outra vez e toca a campainha. Espera alguns segundos e nada, ninguém atende. A espera só faz com que o frio na barriga aumente e ansiosa toca a campainha outra vez. Ela se demora com o dedo um pouco mais e quando tira escuta sons de passos atrás da porta, e ao abrir, Rachel empalidece com a surpresa.

Rachel fica imóvel, mal consegue respira com a presença de Quinn, pois ela não sabe o que a loira quer parada ali diante dela. As duas se encaram caladas por algum tempo e isso faz com que um clima estranho comesse a se criar.

Com os olhos fixos nos de Rachel, Quinn faz menção de que vai começar a dizer algo, toma fôlego e abre a boca levemente, mas não emite som algum, parece até que esqueceu como se faz.

Em um impulso que nem ela mesma espera, a loira coloca ad duas mãos na nuca de Rachel puxando- a para assim unir seus lábios. Ela sente a maciez e doçura daqueles lábios que ela já conhece muito bem e aquilo é muito bom. Rachel por sua vez, pega de surpresa não retribui o beijo, pelo contrário, com as mãos ela tenta empurrar Quinn para longe de si. Mas essa resistência dura muito pouco. Sentir os lábios de Quinn nos seus, a entorpece feito droga e ela agarra Quinn pela gola da camisa puxando- a para dentro da casa.

Tropeçando nas próprias pernas, elas entram e Rachel empurra Quinn contra a porta entreaberta da sala, fazendo com que se feche em um estrondo, Quinn sorri de forma sacana para Rachel que retribuiu o sorriso.

- Rachel...

- Eu não quero saber, não agora. Agora eu só quero isso, só quero sentir. – As palavras de Rachel surpreendem Quinn e mesmo assim ela concorda com a garota, conversar poderia só estragar o momento.

Rachel sorri levemente, o que não combina nada com a euforia que está sentindo. Olhando fixamente para Quinn ela começa a deslizar o dedo indicador pelo rosto pálido explorando cada ponto como as sobrancelhas, o nariz, os lábios e ao chegar aos lábios ela se demora um pouco mais, como se quisesse matar a saudade. Quinn por sua vez, também olha para o rosto de Rachel como se fosse a primeira vez. Em cada pequena marca conhecida daquele rosto, ela vê uma novidade. Envolvendo a cintura de Rachel com os braços Quinn a traz para mais perto ainda. Com a proximidade, Rachel sente calafrios por todo o corpo e com gestos suaves, começa a correr as mãos pela pele branca da nuca e pescoço de Quinn. A loira sente a boca secar e os joelhos tremem diante do toque de Rachel, então ela aproxima seus rostos e com os dentes, puxa o lábio inferior de Rachel, enquanto acha que seu coração vai sair pela boca.

Finalmente os lábios se encontram novamente de maneira sutil, as línguas se movimentam de forma delicada e quase que coreografada. Os lábios vez ou outra são esquecidos para que se possa matar saudades dos pescoços, orelhas, rostos, ombros e o que mais desejarem.

As mãos passeiam sobre as roupas desenhando as formas do corpo uma da outra, até que Quinn de forma despretensiosa desliza as mãos até a barra do vestido de Rachel, seu coração gela ao sentir a pele morena se arrepiar ao seu toque.

Rachel reconhece o calor daquelas mãos em seu corpo e geme ao sentir novamente. De forma provocante, Quinn desliza as mãos pelas coxas de Rachel lentamente antes de riscar a pele da garota com suas unhas, o que fez com que Rachel segure a respiração antes de começar a beijar a loira com mais intensidade. Rachel se solta dos lábios de Quinn e coloca as mãos por baixo da blusa da garota, depois levanta a peça e se abaixa para beijar-lhe a barriga subindo em direção aos seios firmes e perfeitos.

- E seus pais?- Quinn pergunta com a voz falha em um momento breve de lucidez.

- Não estão. – Rachel falou contra a pele de Quinn. – Isso nos dá umas duas horas aqui.

- Eu prefiro subir e ter a noite toda.

Rachel se surpreende com as palavras de Quinn e para o que está fazendo. Fica em pé outra vez para poder olhar Quinn nos olhos com o maior sorriso que já dera na vida. Sem dizer nada, ela começa a dar pequenos beijos nos lábios rosados a sua frente para logo em seguida puxar Quinn pelas mãos até o seu quarto.

Já no quarto, uma fica de frente para a outra e elas não demoram a se despir, fazem isso antes mesmo de chegar à cama. A excitação só aumenta a cada peça de roupa que é tirada e jogada ao chão. Juntas elas caminham até a cama e Quinn faz com que Rachel se deite, deitando-se sobre ela.

Elas se beijam fervorosamente enquanto as mãos passeiam por todas as partes do corpo alheio. Quinn logo se solta dos lábios macios de Rachel para que possa explorar seu corpo com beijos começando pela orelha que ela beijou com cuidado antes de dar pequenas mordidas e chupar o lóbulo, fazendo Rachel se arrepiar. Depois desce pelo pescoço com a língua chegando apressadamente aos seios. Com delicadeza, ela suga o bico enrijecido do mamilo de um dos seios enquanto massageia o outro com a mão. Rachel pensa que pode enlouquecer a qualquer momento e respira profundamente gemendo baixo para que apenas Quinn escute.

Em determinado momento, ela segura o bico do mamilo de Rachel entre os dentes o que faz com que a morena solte um gritinho de dor e êxtase. Isso leva Quinn quase à loucura e faz com que ela sinta o pulsar aumentar entre suas pernas. Então, ela leva uma mão em cada seio e com a boca vai fazendo o caminho para a parte de baixo do corpo de Rachel. Arrancando mais suspiros e gemidos, ela se demora a beijar toda a barriga de Rachel e logo depois volta a beija-la nos lábios. Enquanto Quinn sente o hálito doce e quente de Rachel, ela acha espaço entre as pernas da garota para apenas provoca-la passando a mão delicadamente no local apenas para ver o quão úmida está e que tipo de sensação ela provocará.

Rachel sente o clitóris latejar de uma forma muito intensa e o toque no local faz com que ela enterre as unhas nas costas de Quinn com força. Quinn adora a sensação. A loira tira a mão fazendo Rachel suplicar por mais. As duas se envolvem em um beijo profundo e duradouro com há tempos desejavam fazer. Quinn solta os lábios de Rachel e mais uma vez desce a língua pelo seu corpo para finalmente colocar a boca entre suas pernas.

Delicadamente, ela passa a língua subindo e descendo sobre o clitóris de Rachel enquanto olha para o rosto da garota para ver suas reações. Rachel apoia-se sobre os próprios cotovelos para que possa olhar para Quinn enquanto morde os lábios de tanto prazer. Quinn fica mais excitada ao ver a cena, é quando ela envolve todo o clitóris com sua boca deslizando apenas um dos dedos para dentro de Rachel, que joga a cabeça para trás e depois deixa seu corpo cair de vez sobre a cama respirando profundamente e com os olhos fechados insanamente entregue ao prazer.

Rachel se contorce sentindo que o êxtase está próximo, então ela puxa Quinn pelos cabelos delicadamente e diz: — Ainda não. – ela beija Quinn apaixonadamente e em poucos segundos a loira está deitada de bruços com Rachel mordendo sua nuca o que a faz gemer.

Os beijos, mordidas e chupões por suas costas fazem com que Quinn perca o fôlego. Rachel faz o caminho da coluna de Quinn com a língua e começa a depositar beijos na bunda perfeita da loira e puxando a garota com sutileza a coloca de quatro. Entre mordiscadas e beijos, Rachel vai descendo até chegar ao sexo exposto e completamente úmido de Quinn. Gentilmente ela deposita alguns beijos antes de deslizar a língua por toda a parte enquanto os dedos fazem movimentos circulares sobre o clitóris. As contrações do corpo e os gemidos abafados de Quinn agem como combustível para Rachel que intensifica seus movimentos.

Logo elas deixam dessa posição ficando de joelhos na cama de frente uma para outra apenas se acariciando enquanto se beijam entre suspiros profundos e gemidos. Com doçura e delicadeza, Rachel deita Quinn e se posiciona entre as pernas da loira de forma que os sexos se toquem, então com movimentos suaves e ritmados, ela começa a se movimentar proporcionando prazer as duas.

Quinn desliza suas mãos por todo o corpo de Rachel até que a morena entrelaça os dedos das suas mãos aos de Quinn e assim elas ficam por muito tempo envoltas em sua bolha de desejo e cumplicidade como há muito não acontecia.

Os movimentos entre as duas começam a ficar intensos e sincronizados. Ao olhar nos olhos de Quinn, fica nítido para Rachel que assim como ela, a loira está prestes a chegar ao orgasmo, então ela apressa os movimentos e em pouquíssimo tempo as duas explodem em um prazer intenso e sem precedentes.

Elas ficam por um tempo ali ofegantes, apenas abraçadas e sem sair da posição em que estavam, até que Rachel rola para o lado. Elas se encaram por um bom tempo e Quinn tenta entender como foi que ela foi parar ali, enquanto Rachel mal pode acreditar que está na cama com Quinn outra vez. Rachel fica de bruços e deposita beijinhos carinhosos por todo o rosto de Quinn como ela fazia toda vez que acordavam juntas.

Repentinamente Rachel sente um medo súbito de que tudo aquilo acabe em questão de segundos, pois ela sabe que Quinn queria lhe dizer algo, mas ela não suportaria ouvir que tudo aquilo havia sido apenas um engano, então de forma fraca resolve dizer:

– Quinn, posso te pedir uma coisa?

– Hmmm.

– Podemos não conversar sobre nós ou sobre o mundo lá fora hoje? Podemos apenas por um momento fingir que tudo está bem?

Quinn fica em silêncio por um tempo antes de começar a enrolar uma mecha dos cabelos de Rachel em seus dedos e com um doce sorriso nos lábios ela diz:

– Sabe no que eu estou pensando agora? – Rachel estreita os olhos e faz sinal negativo com a cabeça, mesmo que não demonstre ela tem muito medo da resposta. – Que nós somos muito boas nisso, se tivesse um campeonato de sexo nós seriamos o concur.

Foi uma coisa boba para se dizer, mas foram aquelas palavras que ditaram o clima do resto da noite. Fizeram com que Rachel gargalhasse despreocupada, elas se beijaram e começaram a falar sore amenidades rindo e se divertindo como há muito não faziam. Durante aqueles momentos de descontração, as caricias recomeçaram mais quentes e novamente elas se entregaram ao prazer. Mais uma vez e outra e outra.

A madrugada já vai alta quando Rachel se aconchega nos braços de Quinn para dormir e respirando profundamente ela diz:

– Quinn, agora eu vou dizer que te amo, mas mesmo que sinta vontade de dizer que me ama também, não quero que diga. Depois dessa noite maravilhosa, eu não quero passar pela dor do silencio caso você não sinta vontade de dizer o mesmo. Prefiro pensar que não disse nada porque eu pedi para não dizer e não por que não quis.

Quinn dá um beijo no topo da cabeça de Rachel e diz: — Tudo bem.

– Eu te amo! Com todas as minhas forças, eu te amo. –No fundo Rachel espera ouvir “Eu também te amo”, e como haviam conversado, acredita que as palavras não vieram porque pediu a Quinn para não dizer. Ela se aconchega no peito da loira que lhe acaricia os braços. Tomada de uma imensa paz , ela finalmente adormece junto à garota que tanto ama.

Quinn observa as sombras projetas nas paredes do quarto, é bom estar com Rachel outra vez, mas como vai ser daqui para frente? Ela se pergunta, as duas têm vidas diferentes que acontecem em lados opostos do país. Ela pensa em tudo o que Rachel lhe disse e em tudo o que sente por Rachel, pensa no que Santana lhe disse e no quanto aquilo tudo pode ser verdade, um turbilhão de sentimentos se apodera dela agora, e a única certeza que tem é de que não vai conseguir pregar os olhos. A única coisa da qual tem certeza nesse momento é de que não existe sensação que se compare a ter Rachel em seus braços.


Já é dia quando Rachel se estica de forma preguiçosa na cama. Sorrindo, mantém os olhos fechados na tentativa de manter aquela sensação de felicidade por mais tempo.

– Bom dia! – Ela diz sem obter resposta. – Bom dia preguiçosa, ainda está dormindo? — Ela diz enquanto estica o braço para tatear o outro lado da cama e se surpreende ao perceber que Quinn não está lá.

Ela abre os olhos apenas para confirma o que já sabia e nesse momento ela é invadida por uma sensação muito grande de medo. De forma interrogativa, ela chama por Quinn duas vezes e não tem resposta alguma.

O silêncio só faz aumentar a angustia e o desespero de Rachel. Com um nó no estômago, ela se enrola em um lençol para sair à procura de Quinn pela casa e ao se levantar percebe que as roupas da loira não estão mais pelo chão. Ela se apressa em ir até o banheiro, mas Quinn não está lá. A sensação congelante no estômago só aumenta. Ela desce correndo os degraus para verificar se Quinn está em qualquer outro canto da casa. Não existe um só lugar em que ela não procure, na cozinha, nas salas no jardim de trás, no porão, em todos os cantos sem exceção. Disposta a procurar até mesmo dentro de cada armário, ela percebe que essa é uma ideia estúpida e que está em desespero. Rachel volta até o quarto em busca de um bilhete, uma nota, qualquer coisa que justifique o fato de Quinn não estar lá. A procura é inútil ela não acha nada nem no quarto, nem no resto da casa. O vazio começa a tomar conta dela junto com as sensações de abandono e solidão. As lágrimas não demoram a descer por todo seu rosto e em um suspiro profundo ela decide parar.

– Quinn! – ela chama mais uma vez sem resposta, apenas sua voz ecoa dentro da casa. Só então ela se da conta, na verdade, é nesse momento que ela aceita, Quinn se foi e a deixou só.

Por um tempo ela tenta se enganar e diz a si mesma que Quinn só foi comprar o café da manhã para as duas e que logo vai voltar.

O tempo passa e ela ainda está sentada ao pé da escada enrolada no lençol, mas ninguém chega.

Aos poucos ela vai perdendo a fé de que a qualquer momento a campainha tocará ou a porta se abrirá trazendo Quinn para ela outra vez. Ela chora silenciosamente enquanto se pergunta por que tentando entender o que aconteceu.

Após um tempo entregue à própria dor, Rachel se levanta tentando se recompor. Com as costas das mãos enxuga suas lágrimas enquanto sobe as escadas em direção ao quarto. Tentando afogar o que sente nas lágrimas que ainda insistem em rolar ela diz sem esperança alguma

– Acabou!



Notas finais
Como me saí? Sei que muita gente não aguenta mais tanto drama, mas faz parte, logo as coisas se resolverão. Quanto a cena de sexo, peço desculpas por ela, é realmente uma coisa que eu não sei escrever. Se futuramente eu precisar de uma cena dessas eu vou terceirizar ou vou fazer assim: "...e elas fazem sexo ( Interpretação livre, use sua imaginação)".
Espero as opiniões de todos, por tanto, deixem aquele recadinho valioso tanto de elogios quanto de repúdio.
Bejo amores!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.