Choices
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Olá!
Estava meio sem inspiração, então foi o que deu para fazer. Achei que está meio fraco de piadas e tudo mais.
A musica é Kiss Me doo Sixpence none The Richer. Acho essa música tão fofinha!
Espero que gostem.
Estava meio sem inspiração, então foi o que deu para fazer. Achei que está meio fraco de piadas e tudo mais.
A musica é Kiss Me doo Sixpence none The Richer. Acho essa música tão fofinha!
Espero que gostem.
— Mas é verdade, você viu quando eu sintonizei a rádio, eu não armei nada. – Quinn olhava para Rachel e olhava para a estrada. — Quer dizer que se a música falasse de violência, eu teria que te agredir porque era o universo conspirando? – Rachel colocou as mãos na cintura. — Não dá para brincar com você! – Quinn falou meio brava, o que fez Rachel sorrir. Quinn parou o carro em frente à casa de Rachel e desceu para abrir a porta. — Eu não agüento esses seus ataques de cavalheirismo. – Rachel falou ainda sorrindo. — Pode parar de se achar, na verdade essa porta é difícil de abrir, tem que ter o jeitinho. – Quinn sorria também. — E eu todo esse tempo achando que era gentileza sua. – Rachel fingia estar chocada. — Mas é gentileza minha! Se eu não abrisse, você ficaria séculos tentando. — Boa noite Fabray. – Rachel disse com um leve sorriso, e deu poucos passos em direção a casa. Quase que inconscientemente, Quinn puxou Rachel pelo braço e mais uma vez os corpos se tocaram. Dessa vez, ao se tocarem as sensações foram totalmente diferentes das outras vezes, porque dessa vez, a proximidade trazia também o desejo de uma pela outra. Não que das outras vezes não houvesse, mas essa era a primeira vez que havia a possibilidade de admitirem. Nos primeiros segundo, Rachel ficou um pouco assustada, mas o susto passou após ela se sentir hipnotizada pelo brilho nos olhos de Quinn. Após algum tempo olhando fixamente nos olhos de Rachel, Quinn desceu o rosto até os cabelos de Rachel e sentiu o perfume de frutas que vinha dos cabelos da garota. Ela aproximou os lábios da orelha de Rachel e colocando as mãos na cintura da garota, suavemente começou a cantar um trecho da última música que ouviram no carro. Kiss me Out of the bearded barly nightly Beside the green green grass Swing swing Swing the spinning step Com a voz de Quinn em seu ouvido, Rachel sentiu todo o seu corpo se arrepiar e teve que se controlar para que não começasse a tremer. You wear those shoes and I will wear that dress. Kiss me Beneath the milky twilight Lead me Out on the moonlit floor, Lift your open hand Strike up the band and Make the fireflies dance Silver moon sparkling. Nesse momento Quinn fez uma pequena pausa e praticamente suplicou: So... kiss me. Rachel deitou a cabeça no ombro de Quinn e ficou assim por algum tempo. Ela subiu as mãos que estavam soltas ao lado do corpo até o pescoço da loira, e deslizou uma dela até a nuca de Quinn, fazendo o corpo todo da garota se arrepiar. Em seguida, Rachel começou a roçar o nariz levemente no pescoço de Quinn, até chegar à orelha. Ela segurou de forma firme, mas não agressiva os cabelos loiros da outra, fazendo a garota olhar em seus olhos. Umedeceu os lábios com a língua lentamente e olhando nos olhos de Quinn, aproximou seus rostos. Poucos milímetros separavam suas bocas. Tirando forças não se sabe de onde, Rachel falou: — Boa noite Quinn. Soltou o corpo da loira e começou a caminhar em direção a porta da casa com um sorriso nervoso nos lábios. Ao fechar aporta de casa, Rachel desabou atrás da porta, ela nunca precisou ter tanto auto controle para evitar algo. Foi nesse momento que ela se deu conta que beijar Quinn, era algo que ela queria realmente fazer. — Burra, burra, burra, Fabray! Como você pode deixar uma oportunidade dessas passar? – Quinn falava em voz alta enquanto batia no volante. — Eu devo estar ficando mole mesmo! – Parou o carro no final do quarteirão e falou. – Quer saber de uma coisa? Eu vou voltar lá. Quinn não se deu nem ao trabalho de virar o carro, engatou marcha ré e voltou. O coração de Rachel disparou ao escutar um carro parando em frente a sua casa. Ela pensou que fosse Quinn, mais do que isso, ela desejou que fosse Quinn. Ela escutou a porta do carro bater, saiu e viu Quinn parada na calçada em frente a casa. Elas ficaram paradas se encarando em silêncio por um bom tempo.
Lentamente Quinn começou a caminhar em direção de Rachel, que se mantinha vidrada na figura da loira se aproximando. Enquanto Quinn caminhava seu celular tocou, pelo som ela sabia que era Santana. Ela deu mais uns passos e o celular tocou novamente no bolso do casaco. Quando já estava bem próxima a Rachel, tocou novamente. — Por favor, toque novamente. – Quinn falou tirando o celular do bolso. — Como assim? – Rachel perguntou franzindo a testa. — Quando tentamos falar um com o outro, nunca ligamos três vezes seguidas. Ligamos duas, ou quatro, ou mais. Três ligações seguidas é o mesmo que uma mensagem com o numero nove. Significa que está precisando muito de ajuda. — O celular tocou novamente e Rachel sorriu dizendo: — Mais uma ligação, não precisa se preocupar. — Só que agora é o Sam. – Quinn falou olhando para o celular. — Então atende. — Rachel diminuiu a intensidade do sorriso. — Oi. — Quinn falou ao aparelho. — Eu recebi um nove, vocês estão juntas? – Sam parecia preocupado. — Não. — Eu estou indo para a casa dela, te encontro lá. – Ele nem ao menos se despediu e desligou. — Ele recebeu um nove. – Quin falou com certa tristeza na voz. – Desculpe, eu tenho que ir. — Tudo bem, nós só íamos conversar. – Rachel tentou disfarça seu desapontamento. — Podemos fazer isso outra hora, ela precisa de você.- A gente se fala. Boa noite. — Boa noite, se precisar me liga. Quinn sorriu e saiu correndo em direção ao carro. Rachel entrou e deslizou os dedos entre os cabelos. Estava muito confusa, não sabia se estava aliviada ou triste com a interferência de Santana. Subiu para o quarto e sentou-se na cama, muitas coisas passavam pela sua cabeça ao mesmo tempo. Assim que Quinn virou as costas, sabia que não pregaria os olhos naquela noite, sabia que teria muita coisa para pensar. Quinn sabia que os pais de Santana não estavam em casa, então ela abriu a porta e subiu as escadas correndo, estava realmente preocupada. Nenhum deles usava “o código” como costumavam dizer, sem ser extremamente necessário. Durante a ida para casa da amiga, ela alternava os pensamentos entre Rachel e Santana, não queria deixar a morena num momento que ela pensava ser muito intenso, mas também não se perdoaria se deixasse Santana na mão. Ao abrir a porta do quarto da amiga, Quinn se deparou com Sam e Santana deitados em forma de concha. Sem dizer uma palavra, ela tirou o casaco e jogou sobre a poltrona no quarto, tirou os sapatos e deitou-se a frente de Santana.Santana chorava copiosamente, tanto Sam quanto Quinn, achavam que era por causa de Brittany, mas não perguntaram. Sabiam que quando estivesse pronta, Santana falaria. — Tudo vai ficar bem, afinal, essa é a concha perfeita certo? – Sam falou acariciando os cabelos de Santana. — É, a concha perfeita. – Quinn respondeu. Logo depois de responder, ela pensou na manhã em que acordou ao lado de Rachel. A concha perfeita era mais uma das particularidades da amizade entre os três. Era sempre assim: quem estava mal, ficava entre os outros dois. Aos olhos de quem estava de fora, parecia bobo e infantil, mas para eles todas essas coisas, eram demonstrações de afeto e cumplicidade. Era reconfortante saber que em momentos difíceis, tinham com quem contar. O silêncio entre eles, só era quebrado pelo choro e por soluços de Santana. Muito tempo havia se passado quando ela resolveu falar: — A Brittany me disse que tinha algo muito importante para falar, então fui até a casa dela, ela me falou que tinha passado no teste e que ia fugir com o circo. – Nesse momento Santana começou a chorar novamente. – Depois de um tempo de conversa ela me disse que iria para o grande Estado francês ao lado do Alaska, que não era como se ela fosse sair do país ou coisa assim. Descobri que ela vai para o Canadá fazer parte do corpo de dançarinos do Cirque du Soleil. – Santana fez uma pausa. — Ela vai conhecer um daqueles caras que usam malhas apertadas e vai me esquecer, sei que vai. — Quando ela vai? – Quinn perguntou virando-se de frente para Santana. — Um dia antes da gente voltar para a Califórnia. – Santana soluçava muito. Os três se abraçaram e ficaram assim até dormir. Na manhã seguinte, Quin levantou-se e foi para casa, disse a Santana que voltaria mais tarde, porque tinha algumas coisas para resolver. Sam ficou mais um tempo e também se foi dizendo que só iria tomar um banho e voltaria logo em seguida. Santana estava com o rosto muito inchado de tanto chorar, mas parecia estar melhor. Quinn foi para casa tomou banho e logo depois chamou Rachel para dar uma volta, convite que Rachel aceitou rapidamente. — Como Santana está? – Rachel tentava não pensar nos acontecimentos da noite passada. — Aparentemente hoje estava bem, mas Santana é uma caixinha de surpresas – Quinn por sua vez, não parava de pensar nos acontecimentos entre as duas na outra noite. — Me fala como você agüenta a Santana?- Rachel falou enquanto caminhavam no parque por volta das duas da tarde. — Essa é uma pergunta que escuto com freqüência. – Quinn falou sorrindo. – Apesar das piadas,do jeito mandão, e das loucuras, Santana é uma ótima pessoa. — É difícil de acreditar. — Eu vou te contar uma coisa, mas você tem que prometer não contar para ninguém. – Quinn parou e falou para Rachel muito séria. – Pouquíssimas pessoas sabem dessa historia. — Tudo bem, eu não conto. – Elas estavam próximas a um banco. Rachel sentou-se e Quinn sentou-se ao seu lado. — Era ainda o primeiro ano de faculdade, eu estava muito balançada por causa de uma garota... – Rachel interrompeu Quinn. — A tal da Lisa? — É, a Lisa. Eu era simplesmente louca por ela. – Ao ouvir as palavras de Quinn, Rachel sentiu uma pontada muito forte no peito, mas fingiu naturalidade. — Não é mais? — Não, faz séculos que não sinto nada por ela. Foi só uma fase que já passou. – Rachel se sentiu muito aliviada nesse momento, e Quinn continuou a falar. – Mas naquela época, ela era a única coisa em que eu pensava. E Santana e Sam, viviam me falando que era para eu abrir os olhos, porque ela não prestava e mais um monte de coisas... – Rachel a interrompeu novamente. — E eles estavam certos. — Você vai me deixar terminar a historia ou não? – Quinn falou colocando as mãos na cintura. — Prometo que não interrompo mais. – Rachel falou com o rosto vermelho. — Numa noite, estava tendo uma festa numa daquelas fraternidades idiotas, que por acaso era a mesma da Lisa. Eu, Santana e Sam fomos a tal da festa. Aquela foi a primeira vez que eu beijei uma mulher na vida. A coisa toda estava muito intensa e nós duas decidimos sair de lá. — Desculpe te interromper de novo, mas o que isso tem a ver com Santana? – Rachel não gostou nada da historia que estava ouvindo. — Não vai me dizer que a Santana se juntou a vocês e... — Não, não é nada disso. – Quinn franziu a testa. – Que mente poluída! — Quando se trata de você e Santana, eu não sei bem o que esperar. – Rachel sorriu. — Eu vou ignorar seu comentário. A questão é que Lisa tinha um namorado e eu não fazia a mínima idéia disso. O cara chegou à festa perguntando por ela, e uma daquelas vacas loiras da fraternidade disse que ela estava se pegando com a Quinn. — Seu primeiro beijo foi na frente de todo mundo? – Rachel falou muito espantada. — Meses de paquera, mais álcool, mais tesão reprimido. Faça as contas, qualquer lugar é lugar. — Continue. – Rachel falou seria. — A menina, falou para o namorado de Lisa onde ficava meu dormitório e que nós devíamos estar lá. O cara ficou louco e foi atrás da gente, só que nós não estávamos lá, estávamos no quarto de Lisa na fraternidade onde estava tendo a festa. — Rachel ficava cada vez mais desconfortável com a historia e mesmo assim perguntou: — Então ele foi até lá à toa? — Quando ele chegou lá na frente, deu a sorte encontrar Santana que havia saído da festa porque a bebida havia acabado. Sam tinha ficado porque ele estava com uma garota. Ele perguntou se ela me conhecia e ela disse que ela era Quinn. Ela estava um pouco bêbada, porque naquela época ela era resistente ao álcool, mas nem tanto. Ele falou que ela ia aprender a não mexer com a mulher dos outros, desceu do carro e deu um soco na cara dela. — Que horror! – Rachel falou muito chocada. — Ela falou que não tinha culpa se ela era melhor de cama do que ele, e que se ele quisesse ela lhe daria umas aulas. –Quinn parecia estar muito orgulhosa da amiga. – Ele começou a bater muito nela. Ela revidou lógico, mas ele era muito maior que ela. Por sorte, o vigia da faculdade ia passando e deteve o cara. Quando ele havia sido algemado, ela se aproximou, chutou o saco dele, cuspiu na cara e disse “Isso não muda o fato de eu ser melhor de cama que você”. Depois disso ela desmaiou.
— É por isso que ela é desse jeito, ela é sequelada né? – Rachel falou em tom de brincadeira o que fez as duas rirem. — Eu cheguei na enfermaria da faculdade onde ela estava em observação, e fiquei chocada. Ela estava cheia de hematomas, com o lábio cortado e com um olho roxo. Quando ela me viu, sorriu e disse “Espero que ela tenha valido apena, se você disser que foi menos do que muito bom, eu te mato. Meus dentes estão todos aqui?” e me mostrou os dentes. – Quinn falava com um leve sorriso. — Ela sabia onde você estava? — Sabia, ela poderia ter dito que não era ela e ter contado onde eu estava, até perguntei por que ela não falou nada. Ela me respondeu que não queria estragar minha noite. Esse é o tipo de pessoa que Santana é. – Quinn sorriu muito intensamente, o que fez Rachel sorrir também. — E Lisa? — Virou historia, eu não me envolvo com gente compromissada. Rachel desviou o olhar e engoliu seco. Ela havia se lembrado que tinha um certo compromisso com Finn, mas não queria entrar nesse assunto agora. — Santana me surpreendeu, mas por que ela não está mais com a Brittany? — Você não se lembra como Santana ficou? Nós ainda estávamos no colégio. — Eu me lembro, Santana era um poço de depressão! – Rachel falou sorrindo. – Mas eu não sei por que elas terminaram. — Ninguém sabe. Um belo dia, Brittany chegou e disse para Santana que a amava e sabia que passaria a maior parte da vida ao lado dela, mas que não era o momento para que ficassem juntas. — Assim sem mais nem menos? – Rachel serrou os olhos. — Bem assim!- Quinn balançava a cabeça positivamente. – Se eu não tivesse ouvido da própria Brittany que Santana não havia feito nada, acharia até hoje que a culpada era Santana. — E ela ainda sente algo por Brittany? — Acho que essa historia de sair com todo mundo, é só uma forma de tentar suprir a falta que ela sente da Brittany. — E você, tenta suprir a falta de quem? – Rachel tinha um sorriso vitorioso no rosto. — Eu? Eu tento achar alguém de quem sentir falta. – Quinn falou sorrindo. A tarde passou tão rápido que elas nem viram. Quinn falou que tinha que voltar para a casa de Santana, e levou Rachel até em casa.Em nem um momento falaram sobre a noite anterior, sobre o que teria acontecido se Quinn tivesse entrado na casa de Rachel. Quinn deixou Rachel em casa e foi direto para a casa de Santana. Ao abrir a porta, a empregada disse que Santana a esperava no quarto, então ela subiu para falar com a amiga. Chegando a porta ela bateu e escutou a voz de Santana dizendo: — Entra! Quinn entrou e encontrou Santana deitada em sua cama e Sam deitado do lado contrário de Santana, ele tinha os pés virados para a cabeceira da cama. Um fazia massagem nos pés do outro. — Desde quando você bate para entrar no meu quarto Fabray? – Santana falou largando os pés de Sam. — Se eu tivesse adquirido esse costume antes, teria me poupado de ver muita coisa, tipo você e as três asiáticas. – Parecia que Quinn estava revendo a cena. – Me dá arrepios só de lembrar. — Pelo menos você tinha a opção de bater na porta, pior fui eu que peguei coisas no meu próprio quarto. Inclusive vocês duas. – Sam falou sorrindo. — É que a gente queria te contar e não sabia como. – Santana falou cruzando os braços. — E vocês acharam que me traumatizar, era a melhor forma? – Sam tinha cara de deboche. – Eu sou o único jogador de futebol da faculdade que não mora no dormitório dos jogadores, ainda não entendo como você conseguiu me tirar de lá. — Isso eu também gostaria de saber! – Quinn falou enquanto se sentava em uma poltrona. — Eu só posso dizer que eu conheço pessoas. O resto não é necessário que vocês saibam. – Santana falou com um ar superior. – E pode parar de bancar o coitadinho Sam, vai me dizer que não umidifica o fato de você encontrar duas mulheres lindas fazendo sexo na sua cama? — Santana, eu já cansei de te explicar, homens tem pênis, mulheres tem vagina. Homens ficam eretos, mulheres ficam úmidas. Eu sou homem portanto... – Sam foi interrompido por Santana. — Isso é o que você diz, eu tenho certeza que é Sam de Samanta.- Santana estava contendo o riso. — Você já me viu pelado várias vezes. — Ter pênis não quer dizer nada, eu conheço uma garota que tem uns trezentos, de todas as cores e tamanhos. Não posso dizer que seja um homem só por causa disso. — Santana olhou com o canto dos olhos para Quinn, que entendeu o recado e falou: — Além disso, teve o beijo no Eddie. — Vocês me infernizaram durante um ano para beijar um cara, e mais seis meses para beijar o Eddie. Foi um beijo e eu não gostei da experiência. Meu negocio é outro, mas vocês não me deixam esquecer. – Sam estava começando a ficar irritado. Elas começaram a rir, finalmente elas haviam conseguido, adoravam irritar um ao outro. Geralmente, dois dos três se juntavam para atormentar um deles. Faziam isso sempre que podiam, um sabia muito bem como tirar o outro do sério. Após pararem de rir do garoto, Santana que aparentemente estava bem melhor, ergueu a sobrancelha e perguntou para Quinn: — E a Berry, umidifica? — Boooa! – Sam falou sorrindo. — Os dois podem parar! – Quinn fechou a cara rapidamente. — Diz aí, sim ou não? – Santana tinha um sorriso cínico no rosto. — Não é da conta de vocês. – Quinn parecia irritada. — Como não? – Santana falou serrando os olhos. – Você é nosso investimento, esqueceu? — Se é assim, o que interessa para vocês é apenas o resultado. – Quinn falou arqueando as sobrancelhas. — Nossa! Parece até que você está escondendo alguma coisa. – O tom de voz de Santana era de muita ironia. — Você está ficando cada dia mais louca. — Santana, você foi um pouco rude, acho que você deve perguntar de outra forma. – Sam falou com um leve sorriso. — Tem razão, vou perguntar de novo. Como estão as coisas entre você e a Berry? — Está tudo normal. – Quinn falou educadamente. — Normal é que não está mesmo! – Santana falou sorrindo. — Ainda não foi a pergunta certa. — Sam comprimiu os lábios. — Você acha que se eu for direto ao ponto, não será invasivo da minha parte? – Santana colocou a mão no peito fingindo polidez. — De maneira alguma, minha cara! – Sam fez uma reverência com a cabeça e seguiu o mesmo modo de falar de Santana. Quinn olhava para os dois sem entender o que estava acontecendo. Santana levantou-se, parou na frente de Quinn, cruzou os braços e perguntou: — Você está gostando dela? — Eu não acredito que estou ouvindo isso. – Qinn falou jogando a cabeça para trás. — É uma pergunta bem simples. Só responda sim ou não. — Claro que não. – Quin respondeu nervosa. — Por que eu tenho a impressão que você está mentindo? – Santana franziu a testa. — Por que você é doida! De onde você tirou essa idéia? – Quinn falou abrindo os braços. Santana não falou nada, e apontou para o celular que estava em cima da cama. Sam pegou o aparelho e jogou para ela em silêncio. Ela mexeu no aparelho e jogou no colo de Quinn dizendo: — Já que é loucura minha, acho que você pode explicar o que é isso. Quinn olhou para a tela do celular e viu o vídeo que Santana havia gravado no restaurante. O vídeo tinha quase oito minutos dela e Rachel jantando. Quinn ficou com os olhos vidrados na tela até quase metade do vídeo. — Não entendi, por que você gravou isso? – Quinn falou sem nem mesmo olhar para Santana. — Por que se eu simplesmente falasse de como você olhava para ela, ninguém acreditaria. – Santana falou de um modo muito suave. — Já chegou a parte em que você pega o seu guardanapo e limpa o canto da boca da Rachel suja de molho? Essa é a parte que eu mais gosto. – Sam falou com um sorriso sincero. — Essa parte é boa, mas a melhor é quando ela vai levando o garfo à boca, para e fica olhando a Rachel comer. – Santana falou olhando para Sam. Quinn se levantou e parecia estar muito furiosa. — É algum tipo de piada? Santana olhou para Sam e fez um pequeno movimento com a cabeça. Sam entendeu o recado. Levantou-se e passou a chave na porta. Os três se conheciam tão bem, que às vezes, bastavam olhares ou pequenos gestos para que se entendessem. — Agora eu sou prisioneira?- Quinn perguntou levando a mão a testa. — A gente te conhece bem o suficiente para saber que você foge quando algo sai do seu controle. Não queremos correr o risco. – Sam falou sentando-se na cama novamente. — Se tudo isso é por causa da aposta.... – Quinn foi interrompida por Santana. — Esquece essa merda! Você ainda não entendeu que isso é por você? – Santana parecia estar irritada. — Como por mim? – Quinn estava começando alterar a voz. — Sabe o que eu não entendo? Você é a pessoa mais passional que eu conheço. A cada semana você chega dizendo que conheceu o grande amor da sua vida, e quando acontece algo que pode ser real. Você nega! — Santana também aumentou o tom de voz. — Eu nego porque não é real! Vocês não podem achar que eu estou gostando por ela só por causa de um vídeo. –Quinn falava e apontava para o celular. — Eu não vou dizer que poder ver o vídeo varias vezes, não tenha ajudado, mas o que nos levou a essa conclusão, foi o fato de você ter passado dois dias trancada no quarto chorando até desidratar porque ela beijou o Finn na sua frente. – Nesse momento, Quinn olhou espantada para os amigos. – Você não achou que só por que você não nos contou, nós não ficaríamos sabendo, achou? – Santana tinha um leve sorriso no canto dos lábios. Quinn ficou sem reação, ela não esperava que os amigos soubessem, ela não esperava que ninguém soubesse. — Mentir para a gente tudo bem, mas mentir para você mesma é algo que eu não admito. Cedo ou tarde sei que para a gente você acaba contando, mas quando você enfia algo na cabeça, demora séculos para você enxergar a verdade. Aí pode ser tarde demais para concertar. — Para com isso Santana, você sabe muito bem que eu só fui atrás dela por causa da aposta, se não fosse por isso nem me lembraria que ela existe. — Não me interessa se é por isso ou aquilo, o que importa é que agora você se lembra dela, e eu não posso deixar que você se afogue na própria burrice. — Isso não pode estar acontecendo! – Quin falou sentando-se novamente e apoiando os cotovelos nos próprios joelhos, enfiou o rosto nas mãos. Sam que até então estava calado, levantou-se e pegou o celular de Santana que estava ao lado de Quinn na poltrona. Ele começou a reproduzir o vídeo e sentou-se no chão encostado na poltrona. Virou a cabeça, e olhando para Quinn disse: — Você se lembra do que a gente costumava dizer de Santana e Brittany? — Que elas brilhavam juntas. – Santana sentiu uma pontada nesse momento. — Eu vejo a mesma coisa com vocês. — Sam falava muito docemente. — Não sei se você gosta dela ou não, mas é o tipo de coisa que não se vê todo dia. Como é quando você está com ela, o que você sente? Quinn pensou por um tempo e depois falou: — Sabe quando a Santana me irrita profundamente, e para não enfiar a mão na cara dela e vou me exercitar para gastar energia? — Sei. — É mais ou menos isso só que com sentimentos. — Quinn franzia a testa e movimentava as mãos. — Entendi. – Ele disse sorrindo. — Mas eu não! – Santana falou sentando-se no chão de frente para os dois. — Quando isso acontece, ela fala que estão doendo partes do corpo que ela nem sabia que existiam. — Isso deve ser coisa de gente loira, porque eu ainda não entendi. — Pelo o que eu entendi, é como um sentimento que já estava lá, mas ela só se da conta quando está com a Rachel. — Então você está admitindo que gosta dela? — Eu estou admitindo que eu não sei o que sinto quando estou com ela. – Quinn falou revirando os olhos. — Não saber o que sente é bem diferente de não sentir coisa alguma. – Sam falou encostando a cabeça nos joelhos de Quinn. — Eu já gostei de varias pessoas antes, isso não é nada parecido com o que eu já senti. – Quinn deslizava os dedos entre os cabelos do garoto. — Olha — Santana ajoelhou-se na frente dos amigos e sentou-se nos próprios pés. – você sabe que eu não dou a mínima se você está apaixonada, empolgada ou seja lá o que for. Eu só não quero ter que recolher os cacos. Se te fazer enxerga o que está bem na sua frente mesmo que seja a Berry, é a melhor forma de me poupar do trabalho, que seja. — Sempre pensando nos outros Santana! – Sam falou com ironia. — Pois é! Isso é uma coisa que eu não posso evitar. – Santana falou sorrindo. – Mudando de assunto, quando você vai nos contar como foram os encontros entre vocês duas? — Por que você quer saber? — Adoro historias de terror! Os três riram. Quinn decidiu contar como havia sido os encontros entre elas, e foi bastante detalhista sobre o que contava.
Enquanto ela revivia cada detalhe dos encontros entre elas, Quinn se deu conta do que sentiu em cada momento em que esteve ao lado de Rachel. Era como uma grande bola de sentimentos crescendo dentro dela. Ao final de seus relatos, tudo explodiu em lágrimas, risos e desespero.Quinn levantou-se e começou a andar de um lado para outro com as mãos na cabeça, chorando e rindo ao mesmo tempo.Santana e Sam olhavam para ela espantados, quando ela falouem desespero: — Merda! Eu estou perdidamente apaixonada por Rachel Berry!
Notas finais
A única coisa que eu sei sobre o próximo capitulo, é que vai ter uma música.
Prometo que talvez seja a ultima. Então, vou pedir a ajuda de vocês para escolher a música.
Estou entre duas:
1- Ingrid Michaelson - The Way I AM.
O link http://www.youtube.com/watch?v=jJOzdLwvTHA
2- Those Dancing Days - I'll Be Yours.
O link http://www.youtube.com/watch?v=ipuXl9XfUhE
Vamos ser democráticos que nem o Big Brother!
A que tiver mais votos fica na fic.
Mesmo que não votem, quero a opinião de vocês.
Bejo!
Prometo que talvez seja a ultima. Então, vou pedir a ajuda de vocês para escolher a música.
Estou entre duas:
1- Ingrid Michaelson - The Way I AM.
O link http://www.youtube.com/watch?v=jJOzdLwvTHA
2- Those Dancing Days - I'll Be Yours.
O link http://www.youtube.com/watch?v=ipuXl9XfUhE
Vamos ser democráticos que nem o Big Brother!
A que tiver mais votos fica na fic.
Mesmo que não votem, quero a opinião de vocês.
Bejo!
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