[Yuu’s POV]

1, 2, 3 . . .

Ctrl+Alt+del.

Nada.

4, 5, 6 . . .

Ctrl+Alt+del.

Nada. De novo.

Respirar fundo, se acalmar. Contar até 10.

Como diabos eu vou me acalmar se essa droga ta travando? Saco!

Porcaria de notebook, porcaria de falta de memória RAM, porcaria de vírus.

Sim, quando eu estou estressado, até o melhor dos notebooks é uma porcaria.

[Kouyou POV's]

Aoi andava tão estressado esses dias que ate assustava. Se ele errasse uma nota sequer, só faltava arrancar as cordas da guitarra e xingar a mãe dela até o diabo dizer chega. E quando eu errava, ele só faltava me tomar a guitarra e quebrá-la na minha cabeça. E depois, se bater por tentar me machucar. Extremamente bipolar.

E isso me deixava cada dia mais preocupado.

Não era legal ter um companheiro de banda tentando te matar a cada nota que você errasse. Eu sei que fazia eu me esforçar para não errar, mas já estava se tornando obsessivo demais.

- Aoi! — Bati na porta do apartamento dele, trazendo alguns chocolates, caso ele estivesse estressado.

- ORA SEU FILHO DA PUTA! - ele berrou lá de dentro, o que me rendeu ficar de olhos arregalados e desconfiado profundamente que aquilo havia sido pra mim. — COMO VOCÊ FICA ASSIM? VOCÊ É A MAIOR PORCARIA QUE EU PODERIA TER CONHECIDO, DROGA!

Certo, aquilo havia mesmo sido pra mim?

Momento depressivo aqui.

- EU VOU TE JOGAR NA PAREDE E TE PISAR, PORCARIA! — Certo, pode me jogar na parede, mas faça outra coisa ao invés de me pisar, moreno. — NÃO ACREDITO QUE GASTEI MEU DINHEIRO PRA COMPRAR UMA PORCARIA DE NOTEBOOK QUE NÃO PRESTA NEM COMO ENCALÇO DE GELADEIRA, AF, COISA INÚTIL!

Ele estava gritando com o notebook?

Decadente.

Eu não esperei ele responder ao meu segundo chamado, já que ele estava ocupado demais tendo uma discussão com o notebook, e entrei no apartamento, já que a porta estava destrancada. Ele estava na mesa de jantar, perto da sacada do apartamento, usando apenas uma calça frouxa de moleton e pressionando violentamente o aparelho à sua frente, ainda berrando que o computador era extremamente inútil, até que ele finalmente notou a minha presença no ambiente.

- Uruha? Como você entrou? — Ele estava com o cenho franzido, esquecendo o notebook a sua frente e me encarando.

- A porta estava destrancada. Você está bem?

- Sim, só essa droga que não funciona! — Ele voltou a pressionar o notebook com força desnecessária e praguejando baixinho.

Yuu parecia uma criança irritada por seu brinquedo não funcionar direito, mas o corpo exposto daquela maneira tão pecaminosa contrastava absurdamente com a infantilidade.

Sim, eu tinha fantasias com aquele corpo, algum problema?

- Posso tentar? — Perguntei, indo até a mesa, colocando a caixa de chocolates ao lado do notebook e o virando pra mim, sob o olhar curioso do moreno.

Apertei calmamente o atalho para o gerenciador de tarefas e finalizei tudo, deixando o notebook normal de novo.

- Se você ficasse mais calmo e tentasse esperar ao invés de ficar xingando o pobre coitado, ele funcionaria perfeitamente.

- Mas eu estou calmo! Essa porcaria que não gosta de mim, fica aí de frescurinha. Me estressa, porcaria!

- Aoi, ultimamente até sua sombra te estressa. — Falei calmamente, e ele ficou calado, boquiaberto. — O que está havendo com você?

- Nada, só que esse computador me estressa!

- Mas não é só o computador, Yuu. Nos ensaios você se cobra muito, ME cobra muito... Eu sei que queremos o melhor pra banda, mas você está exagerando! Até o Ruki disse isso...

- Acha que eu o quê? Eu só quero o melhor pra banda, Uruha! E eu sempre vou cobrar, assim como eu quero ser cobrado! — Ele parecia estar indignado e surpreso.

- Yuu, eu sei. Eu também quero o bem da banda, mas pra a banda ficar bem, os integrantes tem que estar bem, não acha? — Eu falava calmo, tentando amansá-lo. Aproveitei-me da situação e passei a massagear seus ombros, tensos pela conversa.

- Mas todos estão bem... — Ele fechou os olhos, os músculos relaxando a cada movimento que eu fazia.

- Você não está. Porque anda tão estressado, Yuu?

- Eu não ando tão estressado assim, ando?

- Sim, muito estressado. Você reclama, me xinga e em menos de dois segundos se arrepende e me pede desculpas, fica todo arrependido... Eu sei que você não quer brigar comigo, mas acaba fazendo isso por causa do estresse.

- Me desculpe Kouyou, mesmo.

- Sabe que eu sempre vou te desculpar, nee? — Ele levantou a cabeça e me olhou, sorrindo.

- Você é sempre tão cuidadoso comigo, e eu vivo te dando patadas, me desculpe.

- Pare de pedir desculpas, Yuu! — Bati de leve no seu ombro e voltei pra frente dele, pegando a caixa de bombons e lhe mostrando. — Chocolate acalma, sabia? — Abri a caixa, tirei um e ofereci a ele, que fez o mesmo e largou-a ao lado no notebook, agora esquecido.

- Obrigado por sempre cuidar de mim, Kouyou. Algum dia eu quero te recompensar, certo?

- Porque não recompensa agora? — Sanidade, eu te engoli junto com o chocolate, foi?

E acho que a vergonha foi junto, porque eu me aproximei dele, me abaixando e ficando na altura que ele estava, e o beijando, sem esperar a aprovação dele para tal ato.

Apenas encostei os lábios nos dele, sugando levemente o inferior, que estava com um pouco de chocolate. Ele segurou meu rosto com uma das mãos, pedindo passagem com a língua, o que foi logo acatado. Foi um beijo calmo e doce — literalmente, por causa do chocolate — mas logo a posição tornou-se incômoda demais, minha sanidade voltando junto com o incômodo; e eu me afastei, corando violentamente.

- M-me desculpe, e-e-eu não... Não era a minha... Desculpe, D-desculpe. — Falei, tentando sair dali, mas ele me segurou pelo pulso, me fazendo virar pra ele.

E o cretino estava sorrindo! Aquela droga de sorriso perfeito que faz qualquer um babar litros.

- Essa era sua recompensa? — Ele perguntou sarcástico. Filho duma Shiroyama-san! — Porque se for, eu vou fazer mais besteiras pra você vir tomar conta de mim e pedir mais recompensas assim.

- Não... Eu não sei no que eu estava pensando quando eu fiz isso, me desculpe... — Tentei me soltar e ele se levantou, me puxando pelo braço e colando o corpo no meu.

- Eu não vou te desculpar. Tem que pedir com mais jeitinho, Uru. — Ele começou a beijar meu pescoço, mordendo e passando aquela língua desgraçada até no lóbulo da minha orelha, o que me fez arrepiar desde o dedo do pé ate a ponta dos meus cabelos. — E outra coisa. Você faz tanto por mim... Deixa eu te recompensar mais, por favor... — Ele choramingou um pouco com o pedido, como se necessitasse daquilo.

E a informação veio como um estalo na minha cabeça.

Ele estava daquele jeito por causa de falta de sexo!

Que medo, cara.

- Aoi, calma... — Tentei empurrar ele um pouco. — Me responde porque você está assim, por favor.

Ele me fitou por alguns segundos, mordendo o lábio e com o cenho franzido.

- Sinceramente, Kou? Eu estou assim por sua causa.

Tipo, oi?

- Sabe, é ruim a gente querer uma coisa e não poder tê-la, principalmente quando essa coisa fica perto da gente quase todo dia e desfila por ai com um par de pernas grossas. — Ele continuou. — Mas o pior é que eu me apaixonei por essa coisa. Eu preciso de você, Uruha-coisa.

Tipo, oi?

Mil vezes.'Tipo, oi?'

Certo, o tarado pelo companheiro de banda era eu. Não tire meu lugar, moreno!

Então, a situação era um pouco mais grave.

Ele não estava daquele jeito apenas por não fazer sexo, era por não fazer sexo COMIGO.

Que puta medo, cara.

- Isso foi uma declaração? — Perguntei abobalhado.

- Eu acho. Quer que eu faça do jeito certo, com aliança de compromisso e flores?

- Deixa isso pra depois, okei? – Eu ri e o beijei.

Ele riu baixinho e retribuiu o beijo, agora com mais vontade, e deixando as mãos atrevidas passearem pelas minhas costas, até chegar na bunda, apertando-as. Fiz o mesmo com as mãos, enfiando elas por debaixo da blusa dele, arranhando e apertando a pele macia. Tentamos prolongar o beijo o máximo possível, mas quando se tornou inevitável, por falta de oxigênio, ele deixou o pescoço a mostra, e eu o ataquei sem cerimônias, chupando com vontade a área. Pouco me importava com a marca que deixaria, ele queria ser meu, não era? Eu costumo demarcar meu território.

Senti-o me empurrando devagar, até que atingirmos a mesa do notebook, que ia caindo, se eu não o tivesse segurado para me apoiar. Empurrei o objeto para o centro da mesa e voltei a me preocupar com o pescoço do outro. Mas antes que eu fizesse qualquer coisa, ele me beijou de novo, as mãos atrevidas tentando conseguir espaços entre os corpos colados e abrir a minha calça. Tendo sucesso de primeira, ele abaixou um pouco o tecido, amenizando a pressão que já fazia em meu membro.

Falei que eu estava excitado? Poisé.

Ele tentou abaixar a peça debaixo, sem parar de me beijar, o que foi meio — muito — impossível. Me empurrou mais contra a mesa, parando de me beijar, e foi abaixando, junto com a boxer.

Fez o caminho inverso, beijando e chupando minhas coxas, apertando em alguns lugares. Abriu um pouco minhas pernas, mordendo e lambendo a parte interna das coxas... e puta merda! Aquilo me arrepiou muito, fazendo eu me segurar na mesa com força.

Ele subiu um pouco mais e passou a ponta da língua na glande. Eu senti meu coração parar quando aquela maldita língua gostosa fez aquilo, e céus, ele ia me deixar doido!

Logo ele começou a lamber e mordiscar meu membro. Pouco depois eu o senti me engolindo. Tentei me segurar com mais força na mesa, a ponta dos meus dedos protestando de dor pelo esforço e força que eu estava fazendo, minhas pernas tremendo e eu quase partindo meu lábio em dois de tanto mordê-lo.

- Uru, você está tão calado... — Ele falou, rindo. Cretino, cretino... Não, chupar e tirar devagar não. — Geme, vai... Eu sei que você quer.

E meu corpo obedeceu. Sim, porque eu sou um seme absoluto, eu jamais gemeria. Não daquele jeito.

Té, eu gemeria até mais alto, se eu conseguisse arranjar um pouco mais de oxigênio pra raciocinar e tentar achar o botão de volume na minha garganta.

- Isso... — Ele me parece satisfeito demais, e começou a fincar as unhas na minha bunda, aumentando o estrago. Comecei a estocá-lo, ou tentar fazer isso, já que ele não deixava eu me mover direito.

Eu já não raciocinava direito, provavelmente pela falta de oxigênio no meu cérebro, ocasionado pela minha sutil dificuldade de respirar. Pelo o que eu me lembrava, eu não precisava fazer tanto esforço pra respirar.

Ele logo parou com a brincadeira, e eu soltei um 'caralho' bem audível. Eu não mandei ele parar!

Começou a tirar minha blusa, que estava colada ao meu corpo por causa do suor e chupou todo meu abdômen, brincando com um dos mamilos, enquanto eu tentava arrancar os cabelos do couro cabeludo dele, num pedido para que ele me beijasse — o que logo me foi concedido.

Tentei girá-lo, para imprensar o moreno na mesa e nós simplesmente caímos. Havia me esquecido que minha calça e minha boxer estavam nos tornozelos e me desequilibrei, trazendo ele junto.

Depois de ter falado todos os palavrões que me vinham na cabeça eu tentei me livrar da calça, mexendo as pernas, o que o fez rebolar em cima de mim e... O que eu estava fazendo mesmo?

Minha calça, claro.

Tirei a dita cuja e a joguei sei lá aonde, ouvindo só o baque do meu celular que estava no bolso. Aproveitei a nova mobilidade das minhas pernas e girei, ficando em cima do moreno, que mordia os lábios já vermelhos. Beijei seu pescoço, sempre descendo, e mordi, lambi e chupei todo o caminho, me entretendo por tempo demais em seus mamilos, enquanto tentava abaixar o moleton que ele ainda usava.

Ele levantou o quadril, tentando me ajudar a tirar a calça, mas isso rendeu alguns gemidos tanto pra mim, quanto pra ele, por causa do contato repentino. Ele tirou as calças da mesma forma que eu fizera e abraçou minhas costas com as pernas, me fazendo gemer de novo. Cretino.

Movia-se debaixo de mim, enquanto me beijava, puxando meus cabelos com uma mão e arranhando minhas costas.

- Uru... — Ele gemeu, mordendo e lambendo minha orelha. — Eu tenho que me declarar pra você, dá pra você fazer logo sua parte?

Eu gemi e tentei rir daquilo, dando um selinho em seus lábios. Ele os mordeu, quase me devorando apenas com os olhos; Puxou minha mão esquerda e enfiou dois dedos meus em suas boca, sem nenhum pudor, lambendo e chupando ambos, não deixando que eu me concentrasse em muita coisa.

- Solta isso, Aoi... Não vai ajudar muito — Falei provocativo, tentando apalpar a mesa ao nosso lado, buscando a caixa de bombons. Quando fui pegar um, acabei derrubando o resto da caixa em cima de nós. — Isso vai ajudar. — Sorri malicioso, tirando o papel de um dos chocolates.

Retirei a embalagem prateada e amassei o doce em minha mão. Em seguida, passei pelo membro e pela entrada do outro, lubrificando como a posição me permitia. Enfiei um dos dedos melecados com o chocolate e ele gemeu, se remexendo embaixo de mim, fechando os olhos. Comecei a estocá-lo devagar, sentindo ele se contrair e relaxar a cada movimento do dedo.

- Uru... Mais... Ma... — Sério, ele gemia como um gato no cio. Tem que ver isso aqui produção. — Uru, por favoooor.

Resolvi dar atenção ao membro esquecido dele, o que me rendeu mais miados-gemidos, fazendo minha sanidade arrumar as malas e pegar um trem.

Tirei o dedo melecado de dentro dele, passando o que ainda havia de chocolate no meu membro e me encaixando nele, que abria um dos chocolates que haviam caído no chão e colocava provocantemente na boca. Fiquei babando pela cena dele comendo chocolate e só fui voltar pra realidade quando ele me puxou e me beijou, me fazendo lembrar que ainda havia coisas melhores pra se fazer.

Encaixei-me na entrada dele, a sentindo dilatar na medida em que eu me empurrava, e nós dois começamos a gemer. Ele mais alto do que eu. Ele tentava morder os lábios, mas quanto mais eu afundava nele, mais ele gemia... E céus! Estava sendo torturante não se mover.

Senti-me acolhido por ele, que ainda se contraia e relaxava, pressionando meu membro de uma maneira absurdamente boa. Senti-o começar a mexer debaixo de mim, ondulando o quadril pra cima, me fazendo estocá-lo. Comecei os movimentos lenta e calmamente, para acostumá-lo, mas ele aumentou o ritmo, me fazendo segurar suas coxas para que eu pudesse me mexer melhor.

Na medida em que eu aumentava as investidas, ele aumentava o volume no qual meu nome era pronunciado e os arranhões em qualquer área que suas mãos encontravam.

Ele começou a se empurrar em mim, me fazendo estocá-lo mais fundo. Seus gemidos já haviam se tornado gritos, as respirações difíceis e descompassadas; uma fina camada de suor já tomava conta de ambos os corpos, mesmo que parecesse apenas um.

Senti-o mexer as pernas, apoiando-as no chão e depois se apoiou nos cotovelos, a cabeça jogada pra trás.

- Uruha... Deixa eu... Uruu... – Porque aqueles malditos gemidos tinham que me excitar tanto?

Sentei-me no chão, trazendo ele junto, me fazendo afundar mais ainda nele e prender a respiração por alguns instantes. Eu sabia que ele estava se machucando, e aquilo me fez ter consciência de não me mover, mesmo com seus gritos abafados. Ele se agarrou em meu pescoço, afundando a cabeça no meu ombro, mordendo a região com força. Começou a se mover lenta e minimamente, apenas rebolando em cima de mim. Agarrei-me em sua cintura e tentei levantá-lo, recebendo seu apoio e logo adquirido um ritmo com os movimentos.

A cada investida, ele aumentava o ritmo e a força com que mordia meu ombro. Em um momento, dei atenção a seu membro, que se encontrava esquecido entre nós, recebendo gemidos languidos e menos pressão em meu ombro; Os movimentos tinham quase o mesmo ritmo das estocadas, mesmo que às vezes alguns movimentos fossem feitos fora do ritmo.

Ele soltou meu ombro, e aquela parte do meu corpo ardia e doía muito. Tentei choramingar, mas um movimento brusco do moreno em cima de mim e seus lábios atacando os meus com urgência me fizeram esquecer a dor. Durante o beijo, eu senti todo seu corpo se contrair e ele se desfazer em minha mão. Logo depois, eu senti meu coração parar por umas três ou quatro batidas e de repente não senti mais nada.

A única coisa que me lembro é que, em seguida, eu estava caído no chão, sentindo o peso dele sobre mim, a respiração ainda em ofegos, as pernas flácidas ao redor da minha cintura – me deixando numa posição incômoda – mas nenhuma célula do meu corpo parecia reagir aos meus comandos.

- Kou...? – Ele me chamou baixinho. – Minha perna ‘tá doendo...

Eu tentei me mexer, lembrando aos poucos como se fazia isso e me sentei, agarrando-me a ele, sentindo a respiração voltar aos poucos.

- Você está bem? – Indaguei, tirando alguns fios que estavam grudados no rosto, agora escarlate.

- Estou vivo, eu acho. – E ele sorriu bobo, roubando um selinho meu.

- Então, não vai fazer a declaração oficial? – Perguntei rindo.

- Pode ficar pra amanhã? – Ele falou manhoso, se aninhando em meu pescoço.

Eu ri baixinho e tentei me afastar dele um pouco, e ele se soltou de mim, tentando se levantar e não conseguindo muito sucesso. Me levantei e puxei ele pro meu colo, que riu feito bobo, enrolando as mãos ao redor do meu pescoço.

Chegamos em seu quarto e nos deitamos na cama. Ele se agarrando em mim, e eu me aninhando no peito dele. Era bom estar ali, como se eu me sentisse completo ao lado dele.

E eu me sentia.

Acordei com frio, me remexendo debaixo do que eu notei ser um edredon grosso. Eu ainda estava cansado, e pelo o que eu percebi, era noite. Me mexi mais uma vez, procurando pelo corpo do moreno, estendendo meus braços ao lado contrário onde eu estava, sentindo a cama vazia.

Olhei ao redor, quase em desespero de que aquilo tudo tivesse sido só um sonho. Encontrava-me pelado, na cama dele, envolto apenas por um edredon preto. De repente, eu estava sorrindo feito um retardado, lembrando do dia anterior, ou do mesmo dia. Eu não tinha muita noção de tempo.

Levantei-me, ficando um pouco tonto por causa do esforço, e me enrolei o máximo que pude com o edredon, sentindo meu corpo se arrepiar com o frio. Desci as escadas, tentando fazer o mínimo de barulho possível, e encontrando Aoi na cozinha, devorando uma tigela de leite com cereais, o computador em cima da mesa e ambos pareciam estar se dando bem.

- Oi. — Falei timidamente, me encostando na parede da cozinha.

- Oi, desculpa ter te deixado sozinho, é que eu estava com fome. Aproveitei pra terminar os downloads que eu estava fazendo. – Ele sorriu pra mim. Meu coração se aqueceu com aquele sorriso. – Quer comer alguma coisa? – Ele perguntou, olhando para a tigela de cereais em sua mão.

- Sim... – Falei indo até ele e me sentando em seu colo, me agarrando ao pescoço dele e sendo abraçado pela cintura.

- Mas antes, deixa eu oficializar nossa relação... O que acha?

- Acho ótimo!

Ele tirou algo do bolso, pegou minha mão direita e me mandou fechar os olhos; Mesmo ansioso, eu obedecia e senti ele empurrar algo no meu dedo anelar. Meu coração passou a bater rápido demais e logo senti os lábios fartos pressionando os meus. Abri imediatamente os olhos, me deparando com um anel de plástico rosa. Ainda tinha um pouco de glitter na estrelinha que adornava a peça.

Ele 'tava me tirando, não era?

- Desculpe, mas é que está meio tarde pra eu sair pra comprar um anel por ai, além do que, está nevando. – Ele sorriu sem graça, dando de ombros. – É a único que eu tenho, pode tirar se você quiser.

Certo, eu sou idiota, piegas, brega e retardado, mas aquilo foi uma das coisas mais lindas que já aconteceram comigo. Eu o beijei rápido, antes de abraçá-lo com força, como se quisesse fundir meu corpo com o dele.

Eu sabia que mesmo se ele me desse um anel de gargalo de garrafa, eu iria adorar, porque o que valia era a intenção.

Sim, eu já disse que sou brega.

E naquele segundo, com aquele anel no meu dedo, eu sabia que eu seria dele.

Incondicionalmente.

Notas finais
Oie ~

Bem, espero que tenham gostado ;3
Mas quem tem que gostar é a minha Seme-marida, Mika ♥
Sua wadian, essa fic é pra vce!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!