Notas iniciais
Perdoem os erros, mas eu nem sei por que escrevi essa fic, nem estava preparado psicologicamente... Afinal, acabei de me declarar pro menino que eu gosto .-.
Mas espero que gostem da fic ^-^

– Thiago! Vem tomar café! — ouvi minha mãe gritar da cozinha.

– Já vou, mãe! — gritei de volta.


Resolvi descer. Mas no caminho até a porta, tropecei em algo. Um anel, cujo brilho azul era forte, e um coelho o enfeitava. Achei ele bonitinho, então resolvi colocá-lo em meu dedo indicador.

Assim que o coloquei, tudo ficou escuro. Acordei em um tipo de fazenda. Dei uma olhada ao redor. Uma cascata de chocolate caía ao lado das árvores, acompanhada por uma igual de caramelo. Os arbustos tinham bombons, e as árvores, maçãs.


"As árvores devem ser a única coisa normal por aqui. " — pensei.


Então, peguei uma das maçãs e provei.


– Hm... Chocolate amargo.

– Pois é, o que você esperava? — ouvi uma voz vindo em minha direção.


A voz pertencia a um menino que saiu de dentro dos arbustos. Seu cabelo era branco, curto e desarrumado. Usava uma camiseta, também branca, que mostrava seu umbigo, e um short que deveria ser considerado curto demais para ser usado. Ele vestia uma bota preta que ia até acima do joelho, e duas orelhas de coelho enfeitavam sua cabeça.


– Essas... Essas orelhas...

– O que tem elas? — o menino perguntou

– São de verdade?

– São. E por que você não tem? Você não é daqui?

– Não. Onde eu moro, ninguém tem essas orelhas.

– Hm... Um humano... Quer que eu te leve de volta ou prefere ficar?

– Eu... quero voltar.

– Só tem um problema.

– E qual é?

– Não sei como te levar de volta. Mas meu irmão sabe. A propósito, qual é o seu nome?

– Thiago. E o seu?

– Wenka. Pode parecer estranho para um humano, mas você sabe, não estamos no seu mundo.

– Wenka, como eu...

– Pode me chamar só de Wen. — ele me interrompeu.

– Wen. Como eu vim parar aqui?

– Provavelmente foi esse seu anel que te trouxe. Bom, então, vamos procurar meu irmão.


Passamos o dia todo procurando o irmão dele para eu voltar. Fomos conversando no caminho, mas nós não o achamos. Wenka foi tão legal comigo hoje... Ele foi como um melhor amigo. O que eu nunca tive, simplesmente por amar um garoto.

Assim que anoiteceu, notamos que estava tarde demais para eu voltar. Então resolvi dormir aqui mesmo.

Acordei de madrugada, na cama ao lado de Wenka. Não estava com sono. Resolvi sair um pouco. Ao lado das cascatas, notei que haviam cinco estátuas. "Cinco estátuas para cinco musas.", lembrei de Wenka dizendo. Não parava de pensar nele. Acho que eu estou ficando apai... Não. Não estou apaixonado. Não posso estar. Já namorei um menino antes, fiz de tudo por ele, e ele fugiu com uma maldita menina.

Resolvi cantar, pois isso sempre me acalma.


Se há um prêmio por julgar mal

Já sei que vou ser eleito

Amar não vale o sofrer não

O verbo amar a razão rejeita...


Então, notei que as estátuas das musas começaram a cantar comigo.


Por que a mentira?

Ele é terra, é céu, é o ar que você respira,

Para nós está na cara

Isso não se esconde,

Nós sabemos onde a sua cabeça está...


Não dá, não sei, não direi isso não.


E suspirar, vai negá-lo, hã hã


Não ouvirei, não direi que é paixão.


Meu coração não se imenda...

Tudo é tão lindo no início...

Mas a razão diz "se contenha"

Se não quiser ir pro sacrifício


Vai ficar negando

Essa sensação etérea

Já estou notando

Que você está aérea

Aja como adulto

E já não oculte que isso

É, é, é amor...


Não dá, não sei, não direi isso não.


Não vá fugir, seu sorrir é paixão!


Eu não topei, não direi que é paixão


Chegou enfim, isso sim é atração


Já é demais, não direi não... (ele não dirá!)

Me deixem em paz, não direi, não


Confie em nós, é a lei da paixão...


Em alta voz... Não direi que é paixão.


Mas... E se as musas estiverem certas?

E se isso for mesmo paixão? Vou dormir, acho que o travesseiro vai me ajudar a pensar...

Acordei novamente á noite. Wenka estava ao meu lado, olhando pra mim. Ele estava perto... Muito perto. Ia me beijar. Não lutei. Por mais que talvez fosse errado... Simplesmente o beijei. Poderia tê-lo para sempre. Não precisava voltar pra casa.

Soltei seus lábios, e abri os olhos. Ele não estava mais lá. Eu estava na minha cama. Com meu cachorro latindo, meus livros, meu computador... E o Wenka havia sumido. As musas haviam sumido. Nada daquilo fora real...

E então, ao invés de lutar contra, me limitei a descer, tomar café e ir para a escola.


Sentei no lugar de sempre, e esperei o professor começar a fazer a chamada, quando ele havisou que havia um aluno novo. As meninas ao meu lado, que me lembravam as musas de meu sonho, piscaram para mim.

Resolvi olhar, finalmente, para o novo aluno levantado. Seu cabelo era branco, curto e desarrumado. Usava uma camiseta, também branca, que mostrava seu umbigo, e um short que deveria ser considerado curto demais para ser usado. Ele vestia uma bota preta que ia até acima do joelho, e duas orelhas de coelho enfeitavam sua cabeça.


Notas finais
Gostaram? *---*
Sim, a música ali é Não Direi Que É Paixão, do filme Hércules. A música se encaixava tão bem que não pude evitar enfiar ela ali...
Reviews? *3*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!