Chirteen
3 Sex On Fire
Notas iniciais
Treze chegou depois de Chase no hospital. Os dois continuavam disfarçando e escondendo o que rolava entre os dois, eles mal sabiam que Taub sabia e que House suspeitava. Enquanto eles discutiam um caso, Chase não parava de bocejar:
- Eu acho este paciente muito interessante, mas parece que alguém não acha! — disse House olhando para Chase.
- Desculpa, eu não dormi direito essa noite.
- Por que?
- Ah… — ele e Treze se olharam disfarçadamente — não sei, estava sem sono, estou sentindo sono na hora errada.
- Sei, vai trabalhar, quem sabe o sono passa!
O casal de médicos foi fazer a tomografia do paciente, enquanto estavam sentados naquela salinha separada olhando a tela, ela puxou assunto.
- Desculpa, você nem dormiu direito.
- Tudo bem, você estava passando mal.
- Eu nem sei como te agradecer, sério!
- Não precisa.
- Olha, um câncer.
- É, vamos falar para o House.
Novamente a semana foi cheia e os dois nunca conseguiam ficar juntos, aquele suspense todo, só aumentava a vontade e o desejo entre os dois. Finalmente o sábado livre, era a chance! Na sexta a noite ela lembrou do convite da semana passada:
- Então, o convite da semana passada ainda está de pé?
- Claro! Amanhã as 8?
- Estarei pronta!
Por sorte, Chase conseguiu uma mesa no mesmo restaurante da semana passada. As 8, ele estava na porta do apartamento dela, de terno e gravata, segurando um buquê de rosas vermelhas. Quando Treze abriu a porta, ela estava deslumbrante. Usava um vestido branco tomara que caia, justo, com alguns detalhes brilhantes, sapatos pretos, os cabelos soltos e levemente ondulados. O médico ficou sem palavras.
- Olha só, dessa vez eu vou ganhar um buquê! — brincou ela pegando as flores.
- Ah sim — ele nunca tinha visto ela tão bonita.
- Entre, eu vou colocar essas flores num vaso.
- Você está tão bonita! — elogiou ele quando ela voltou com o vaso.
- Muito obrigada! Você está muito bonito também! Bom, vou pegar um casaquinho e a minha carteira.
O restaurante era bom, bonito e bem aconchegante. Não era tão chique e cheio de frescuras, mas a comida ótima.
- Como está indo o tratamento? — perguntou ele.
- Está indo tudo bem! Estou me sentindo muito bem!
- Que bom que você resolveu cuidar de você!
- É, e tudo isso é por causa de você!
- Não é bem assim, eu só te ajudei.
- Sério, obrigada. — na hora ela pegou na mão dele em cima da mesa.
- Se é assim, eu fico muito feliz.
Na hora de ir embora:
- Acho que não estamos vestidos para ir dançar — brincou ele.
- Não mesmo! A gente poderia ir para a sua casa hoje.
- Para a minha casa então!
Existia um certa tensão entre os dois, finalmente ia acontecer a "grande noite" , não existia mais nenhum obstáculo. Quando os dois entraram no apartamento dele, Treze ficou olhando todos os detalhes. Não existia mais nenhum resquício da Cameron, foto, nada. O apartamento tinha cara de "apartamento de um homem solteiro". Não estava bagunçado, para a surpresa dela.
- Eu vou tirar o telefone do gancho — disse ele.
- E eu vou desligar o meu celular.
Os dois se sentaram no sofá e ficaram se olhando.Ele foi se aproximando para o beijo quando ela o parou colocando as mãos no peito dele.
- O que foi? — perguntou o médico.
- Eu quero muito isso, mas sei lá, agora me bateu uma dúvida.
- Que dúvida?
- Você está sentindo algo por mim ou é só dó?
- Dó? Por que eu sentiria dó de você?
- Por eu ser sozinha, por causa da minha doença, pelo Foreman ter me despedido, sei lá.
- Claro que não! Como ter dó de você? Uma ótima médica, que agora está lutando para viver, que é linda… não, eu não tenho dó de você.
Os dois sorriram enquanto ele passava a mão no rosto dela. Ficaram sérios e voltaram a se aproximar até seu lábios se tocarem. Começaram num beijo tímido e seus corpos estavam meio desajeitados. Após alguns minutos, se acostumaram com aquela situação e os beijos foram ficando mais quentes. Chase tirou o terno para ficar mais a vontade.
- Vamos para o seu quarto? — perguntou Treze.
- Claro.
Ele a pegou pela mão e a levou até o quarto. Ainda de pé, ela começou a beijá-lo, a mão dela apertava a nuca dele e as mãos dele apertavam a cintura dela. Num ato inesperado, Treze abriu a camisa de Chase com uma certa violência, quebrando todos os botões que se espalharam pelo chão. Ela era mais intensa do que Cameron, aquilo surpreendeu e agradou Chase. A médica o empurrou na cama que caiu deitado, ela ficou parada na frente dele e começou a abrir o zíper do vestido, enquanto Chase tirava os sapatos olhando para ela. Quando o vestido caiu no chão, ela usava um conjunto de algodão branco e o sutiã era tomara que caia. Seu corpo era perfeito e hipnotizou o médico australiano que se aproximou para tocar na barriga dela. Antes que a mão dele tocasse o corpo dela, a médica apoiou o joelho na cama, entre as pernas dele, e foi para cima. O casal voltou a se beijar e as mãos dele passeavam pelo corpo dela. Chase sentiu as mãos dela chegando até as calças dele, abrindo o cinto, o botão e o zíper. Treze se afastou e tirou as calças dele, ficando de joelhos no chão e depois jogando a peça num canto do quarto. Feito uma felina, ela se levantou novamente e foi para cima dele. Os dois se deitaram melhor na cama e voltaram a se beijar. De repente, ele ficou por cima e ela entrelaçou as pernas dela ao redor do torso dele. Os beijos eram quentes, as vezes ela mordia os lábios e o queixo dele. Ele começou a beijar o pescoço, o colo, até chegar á barriga dela e ficou passando a ponta da língua. Treze sentia uma mistura de arrepio, cócegas e excitação.
Chase a puxou e os dois ficaram sentados na cama, ela no colo dele.
- Acaba com esse suspende! Eu quero agora! — pediu ela.
Ela se sentou na cama e ele foi até o criado mudo ao lado da cama pegar uma camisinha. Dessa vez eles estavam precavidos. Enquanto ele colocava o preservativo, ela se livrava da calcinha e do sutiã. Chase a puxou pelas pernas, a colocou no colo e encaixou. Na hora os dois deram gemidos e depois sorriram. Eles queriam tanto aquilo, aquela sensação única e especial. O movimento foi ficando mais intenso, os dois gemiam mais forte e ela apertava com força os braços dele. Treze gostava da "coisa", como todos sabiam já tinha tido relacionamentos com mulheres, ela gostava de algo a mais. No meio do calor do momento, ela o empurrou e ele ficou deitado e assim ela poderia ficar por cima controlando a situação. As unhas dela arranhavam o tórax dele, enquanto ela rebolava em cima dele com os olhos fechados. As mãos dele se intercalavam entre a cintura e os seios dela. Treze foi rebolando mais rápido, gemendo mais alto e gritando o nome dele. Aquilo o surpreendeu um pouco, nunca que ele ia imaginar que ela gritava e gemia tanto no sexo. Após alguns segundos daquele jeito, ela gozou, foi o clímax, bem forte que tomou conta de todo o seu corpo. Depois foi a vez dele, que deu um gemido mais alto e gozou. Ela se deitou sob o corpo dele, apoiando a cabeça no tórax dele.
- Finalmente, hein! — disse ele passando a mão nos cabelos dela.
- Ah, nem acredito! Aconteceu mesmo?
Os dois riram. Ele se deitou na cama apoiando a cabeça no travesseiro e ela se deitou de bruços.
- E agora? — perguntou ela.
- E agora o que?
- Nós dois.
- Ah… vamos continuar assim e ver no que dá.
- Hum… é, boa ideia, vamos ver no que dá.
Ficaram se olhando um pouco, deram boa noite e dormiram. Domingo era mais um dia de folga, Treze acordou e não viu Chase ao seu lado.
- Acho que ele gosta de acordar cedo. Que horas são? — perguntou ela para si mesma procurando um relógio.
Tinha um em cima do criado mudo do lado que ele havia dormido, era 10 horas da manhã.
- Nossa, já? Melhor eu levantar!
Treze pegou uma camisa dele, vestiu e foi ao banheiro. Lavou o rosto e procurou alguma coisa para disfarçar o mau hálito matutino, achou em enxaguante bucal. Começou a olhar as coisas dele no banheiro, a escova, a pasta, o perfume, este ela abriu e cheirou. Percebeu que estava encantada por ele, na hora ficou na dúvida se aquilo era uma coisa boa ou não. Saiu do banheiro e foi procurar Chase. Ele estava na cozinha fazendo o café da manhã.
- Assim você vai me deixar mal acostumada — brincou ela.
- Bom dia, bela adormecida!
- Eu peguei uma camisa sua, tudo bem? — perguntou ela chegando mais perto e depois abraçando-o
- Tudo bem! Gostei, você ficou sexy assim! — brincou ele beijando-a depois.
- Hum… o que temos para o café da manhã?
- Panquecas! Gosta?
- Adoro!
A refeição foi agradável, os dois riram e flertaram o tempo todo. Quando os dois terminam:
- Eu vou tomar um banho agora — disse ele.
- Tudo bem!
- Eh… bom, vou lá — ele sentiu vontade de convidá-la para tomar banho, mas desistiu.
Enquanto ele ia para o banheiro, ela foi para a sala. Ficou olhando os detalhes da decoração, ainda tinha um toque feminino, claro, o da Cameron. Viu fotos dele quando novo, fotos da Austrália e algumas de família e amigos. Continuou andando pelo apartamento, ouviu o barulho do chuveiro e resolveu ir ao banheiro. O box era de vidro e ela viu Chase tomando banho. Ele estava de costas e nem percebeu quando ela ficou parada na porta do banheiro olhando-o. Treze chegou a conclusão que Chase não tinha só o rosto bonito, ele era totalmente bonito. Vê-lo tomando banho, a água, a espuma escorrendo pelo corpo dele, a deixou excitada. Silenciosamente ela tirou a camisa dele, que estava vestindo, ficou nua e foi em direção ao box.
- Quer que eu esfregue as suas costas? — perguntou ela sorrindo.
- Claro! — respondeu ele abrindo o box.
Ela se molhou e depois pegou a bucha com sabonete líquido.
- Vira, vou esfregar as suas costas!
Os dois ficaram e silêncio. Apesar de tudo, as vezes eles ficavam sem graça.
- A minha vez agora! — disse ele se virando e pegando a bucha da mão dela.
Ele começou a esfregar as costas dela com uma das mãos e com a outra ele começou a acariciar a lateral da coxa dela. Como não é um homem de ferro, ele logo ficou excitado, ainda mais quando ela abaixava a cabeça com os olhos fechados deixando a água cair na sua nuca. Chase parou de esfregar as costas dela , a virou de frente para ele e ficou olhando-a nos olhos.
- O que foi? — perguntou ela com um leve sorriso no rosto.
- Você é a mulher mais linda que eu já vi na minha vida. Você tem os olhos mais incríveis!
- Que exagero! A Cameron era muito bonita também!
- Não, não, vamos esquecer o passado — disse ele colocando o dedo indicador nos lábios dela.
Os dois ficaram se olhando mais um pouco e depois começaram a se beijar e ele a encostou contra a parede fria de azulejos, puxou uma das pernas dela e penetrou. Os dois começaram a gemer. Logo, ele puxou a outra perna dela, que as entrelaçou ao redor do corpo dele. Daquela vez foi melhor, os dois já se conheciam melhor e já estavam mais a vontade. Treze abraçava Chase tão forte, como se dependesse dele. Os gemidos do casal ecoava pelo apartamento vazio. O casal de médicos, passou um Domingo tranquilo, mas ela teve que ir para casa, pois no outro dia tinham que trabalhar.
Fale com o autor