Children's Angel.
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Clary e Isabelle rumavam a todo vapor para o salão onde ocorria festa. Mesmo que alguém não soubesse que havia um baile ali a música denunciaria tudo. As duas estavam atrasadas por culpa de Izzy, que havia se lembrado de que não tinha trazido a máscara no meio do caminho.
A ruiva sentia-se extremamente desconfortável com aquele vestido e par de sapatos. Sabia que não aguentaria ficar daquele jeito por muito tempo. Avistaram Simon e Jonathan conversando perto da família real. Clary riu baixinho ao ver que ela e o irmão estavam com a mesma máscara e que o vestido verde dela era da mesma cor da gravata dele. Só Isabelle para pensar em algo assim.
– Como vocês sabem , eu e Simon vamos cumprimentar os convidados.- a morena falou bem pomposa.
– Nos cumprimente Iz.- Clary provocou.
– Olá, sejam bem vindos. Obrigada por comparecerem nesse momento tão importante. Até mais. — e sorriu angelicalmente. Se Clary não soubesse dos palavrões que a amiga havia soltado mais cedo no quarto diria que ela era a menina mais comportada da festa.
Clary riu e foi acompanhada por Simon e Jonathan. Simon estendeu o braço para Isabelle e eles saíram dali , alegando que já voltariam. A menina observou eles se afastando e já ia começar a falar quando Jonatha fê-lo antes.
– Arrasaram na decoração. Isabelle tinha razão.
– Aposto que se ela estivesse aqui diria que ela sempre tem razão. Mas e aí? Tá com a espada ?
– Sim. E já ia te perguntar o porque de ter me pedido para traze-la .
– Estou com um mal pressentimento. Aquela sua invenção deu certo?
– Sim. Está aqui no meu bolso. Mas esse negócio de pressentimento não é só seu.
– Também tá tendo ele?
– Sim.
– Não é errado pensarmos assim. Os guardas foram liberados para participar da festa também, seria uma ótima chance de atacar.
– Se estivermos certos essa sua invenção de encolhimento veio na hora certa. Ainda bem que deu tudo certo.
– Você esperava o quê? Eu sou um verdadeiro gênio maninha.
– Você bebeu?
– Sabe que não.
Uma garota loira vinha em direção a eles. Ela estava muito bem vestida e arrumada. Parecia meio corada de vergonha. Ela vestia um vestido azul marinho, da mesma cor da máscara que cobria a metade do seu rosto.
'Convide ela para dançar logo depois que eu sair ' , disse Clary a Jonathan por meio dos pensamentos.
' Já ia fazer isso. '
' Se não tivesse ocupado babando nela.'
–Oi , meu nome é Alice. — disse , interrompendo a discussão dos dois irmãos.
– Olá, eu sou Clary e esse é meu irmão Jonathan. Vou pegar uma bebida. Até mais.- disse e saiu dali.
Clary não foi pegar bebida nenhuma. Atravessou o salão e chegou à mesa de bebidas mas não bebeu nada. Clary ouviu alguém se aproximar dela .
– Eu até ia te assustar mas você já tinha me visto.- Jace disse meio emburrado.
– Fico feliz em estragar o susto. Não gosto que me assustem.
– Vou anotar.- brincou e encheu a taça que segurava.
– Como está seu ferimento?- perguntou , agora séria.
– Não há nenhuma cicatriz e nenhum efeito indesejado. Estou curado e devo muito a você por isso.
– Não foi nada.
– Mudando de assunto acho que você não está gostando da festa.
– Não nasci para festas . Mas essa até que está legal. Acho que eu estou apenas cansada.
– Quer dançar?
– Pode ser.
Os dois encaminharam-se para o meio do salão, onde vários casais dançavam. Caçou Jonathan e Alice com o olhar, mas não os achou.
– Se alguém me dissesse que eu estaria aqui três anos atrás eu não acreditaria.
– Acho que ninguém acreditaria.
– Está tudo tão diferente de uns tempos para cá. Tantas turbulências.
– Isso que rei Robert ainda não veio implorar a você e a seu irmão para treinar os guardas.
– Duvido que ele faça isso.
– Quer apostar?
– Com você?
– Sim. Se ele o fizer você me acompanha num passeio pelo castelo. Se ele não o fizer eu fico sem falar com você por uma semana. Que tal?
Clary pensou bem pouco. Afinal quais eram as chances de o rei implorar para eles ou sequer pedir um favor aos Morgenstern? Isso mesmo. Nulas.
– Feito.
A menina ouviu uma voz melosa logo atrás deles. Uma menina vestida de rosa vinha em sua direção e pela sua cara estava muito brava.
– Por que me deixou lá sozinha Jace?- perguntou a menina quando chegou até eles.
– Fui pegar uma bebida encontrei a Clary e então começamos conversar. A propósito essa é Aline , Clary .
A ruiva estendeu a mão mas a morena não apertou.
– Só não me deixe sozinha outra vez para conversar com ela.- disse a última palavra com desgosto.
– Não sei se me ofendo com isso.
– Eu ouvi. — Aline falou meio exaltada.
– Não falei baixo , oras. Já estou indo. Até mais.
Clary foi de encontro a Max, que estava sozinho.
– Oi Max. — disse risonha.
– Oi tia Clary.
– Por que está sozinho?
– Izzy disse que já voltava.
– Para onde ela foi?
– Falar com Simon.
– Mas então ela vai demorar. — comentou , divertida. — Quer dançar Max?
– Eu não sei.
– Não tem problema. Vem.
Eles estavam indo para o meio do salão quando uma mão pegou na de Clary.
– Vampiros.
Pegou a espada rapidamente e falou para Max ir para onde estava a sua família. Ele não perguntou nada talvez porque viu a cara de Clary.
– Mas parece que todas as festas envolvendo Isabelle dão problemas.- Clary comentou meio nervosa. Jonathan já tinha a espada na mão e todo os convidados já tinham ido para perto da família real que estava meio boba pelo que estava acontecendo. Os irmãos tiraram as máscaras e exclamações de surpresa preencheram o salão. Clary chegou junto do irmão e eles começaram a atacar ferozmente os vampiros que vinham em direção a ela e ao irmão.
'Estou surpreendida por estar conseguindo lutar com esse vestido, disse para Jonathan em pensamento.'
'E eu estou surpreendido de não termos morrido ainda.'
Clary viu meio que relance a garota que a tratara mal mais cedo. Mas ela estava gritando e Clary viu que estava sendo levada. Correu às cegas até ela. Ficou invisível apenas para ir até a multidão de vampiros. A menina estava de costas para ela e então Clary se tornou visível e matou o vampiro.
– Hello. — disse meio divertida. Correu invisível e volta até chegar Jace. Voltou também invisível e juntou-se novamente a Jonathan.
'Gostaria de abrir as asas?' , Jonathan perguntou por pensamento.
'Sim.'
' No três. Um , dois e três. '
Pareceu um ato combinado mas foi acidental. Os dois abriram as asas ao mesmo tempo e tudo brilhou. Mas não era um conto de fadas.Os vampiro se afastaram deles talvez pela aura longa e brilhosa que eles exibiam.
– Nos tiraram Simon, Morgenstern. — Raphael disse, vindo até eles. Parou a uma boa distância dos dois.
– Mas quem tirou ele de nós primeiro foi você, pelo que me lembro.- acusou a menina , brava. Raphael desapareceu e então os vampiros atacaram novamente. Clary e Jonathan não recuaram. As roupas dos dois já estava ficando vermelhas. Clary percebeu que tinha arranhões meio profundos mas não era só dali que saia sangue.
Era bem mais fácil lutar daquele jeito. Mas quanto mais matavam, mais apareciam. Os irmãos Morgenstern se empenharam ainda mais na luta. Usou seu poder de invisibilidade para enganar um punhado de vampiros. Usou um vampiro para matar outro, assustando os presentes ao ficar visível.
Não havia mais tantos vampiros assim. Agora eram umas três colunas e era Clary e Jonathan que comandavam o duelo. A ruiva teve uma ideia e repassou a mesma para o irmão. Pegou a mão de Jonathan que estava livre e os dois ficaram invisíveis. Jonathan usou levitação para puxar um tapete e todos se assustaram ainda mais. Clary riu e Jonathan a acompanhou. Com seu dom , Jonathan invocou a arma que havia construído para Clary . Invocou a sua também. Ambas apareceram voando por cima das pessoas. No tapete, Clary e Jonathan ainda estavam invisíveis. As armas substituíram as espadas , que desapareceram. Quando tocaram a mão deles ficaram invisíveis. Clary e o irmão ficaram visíveis novamente. O tapete voou e eles atiravam a toda com mira certeira todos os vampiros restantes. Clary e Jonathan olharam no mesmo momento Raphael tentando fugir. Voaram , dessa vez com as asas e o encurralaram. Cortaram ao meio juntos Raphael e eles riram.
– Isso foi por Simon. — disse Jonathan.
– E por todos que sofreram nas suas mãos nojentas.- Clary completou.
A ruiva sorriu para o irmão que devolveu o sorriso.
– Quer mexer com a gente? Agora aguenta.- ela disse. Eles se abraçaram e ouviram as pessoas batendo palmas. Por mais machucados que estivessem por conta da luta a alegria foi maior. Isabelle veio correndo em sua direção e as duas caíram no chão. Clary estava feliz e permitiu-se rir de alívio. Acreditou que o irmão e ela haviam feito a coisa certa ao se juntarem a eles. Mesmo com todo o agito ela pensou ter ouvido a mãe dizer que eles tinham sido corajosos. Mesmo que fosse só imaginação acreditou que os seus pais estavam orgulhosos. E quando o seu olhar encontrou com o de Jonathan soube que ele também pensava como ela.
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