Notas iniciais
Oi gente. Bom, eu queria agradecer quem comentou!!! Fiquei muito feliz! Mas estou sentindo falta de vcs nos reviews !!! Enfim... ai esta mais um capitulo fresquinho!! Nós vemos la em baixo!

Pov.Tris

No momento em que minha mãe pronunciou aquelas frase, meu mundo caiu. Não é possível que eles tenham bolado isso. Eu só tenho 18 anos e nem conheço o Tobias direito. Ai meu Deus. O que ele deve estar pensando?

Desde que eu o vi pela primeira vez, eu senti uma ligação especial entre nós dois. Mas em momento algum eu pensei que eu seria forçada a casar com ele por conta de política.

Eu sempre pensei em quem seria o homem com quem eu passaria o resto da minha vida. E agora, até isso foi tirado de mim. Depois de tantos sonhos. Me formar na faculdade, encontrar alguém bom para mim e que me amasse, me casar, ter filhos e viver a minha vida em paz.

Tudo isso foi por água abaixo em um simples piscar de olhos. E eu nem sei em que meu futuro marido está pensando. É estranho ter isso em minha mente.

Eu olho para meus pais e para Marcus incrédula com o que eu acabo de ouvir. Tento procurar algum resquício de mentira. E que isso era uma piada. Mas suas feições ficam inalteradas.

– Como é que é?- fala Tobias com uma cara de tacho igualzinha a minha.

– Está surdo ou o que Tobias?- pergunta Marcus- Você e Beatrice vão se casar. Já está decidido.

– Não podem fazer isso!- eu digo batendo as mãos na mesa e me levantando- Isso é um absurdo!

– Beatrice Prior, sente-se nesse instante- fala meu pai me olhando bravo- Está chamando a atenção de todos ao redor.

– Eu não estou nem ai- eu digo revoltada- Vocês sabem o significado de " escolha "?- eu faço aspas com minhas mãos- Por que parece que isso não está sendo levado em conta.- eu já estou vermelha de raiva- Eu e o Tobias mal nós conhecemos. Vocês não podem simplesmente chegar do nada e nos obrigar a casar.

– Tris...- Tobias se levanta, coloca a mão em minha cintura e cochicha em meu ouvido apenas para que eu escute- Eu não quero ser rude. Mas gritar não irá adiantar nada. Se acalme.- ele senta de novo e eu faço o mesmo.

– Não foi essa educação que te demos Beatrice- fala meu pai vermelho de raiva. Mas eu não ligo.

– Disso você se lembra. E a parte em que eu me devo o respeito e o direito de fazer minhas próprias escolhas? Onde esse ensinamento foi parar?- eu o encaro e falo tentando controlar ao máximo minha voz- Junto com o lixo da semana passada?- minha cabeça não para de latejar- Eu não quero saber de mais nada que você fale para mim.- eu me viro para minha mãe e vejo que ela está a ponto de chorar- E você mãe... Concorda com isso?

– Filha, eu sinto mui...

– Não fala- eu faço um sinal para que ela se cale- Eu não quero suas desculpas esfarrapadas. Por mais que esteja com remorso, o que eu não sei se é verdade.- uma lágrima escorre de seus olhos- Você sempre me aconselhou e me ajudou. Para que?- eu estou perplexa- Para ser capacho do papai e fazer tudo o que ele manda? Inclusive forçar sua própria filha a de casar com alguém que ela mau conhece?- eu faço uma pausa- E não tente negar. Eu sei que isso não foi ideia sua.

Ela começa a chorar desesperadamente e eu me sinto mal em repreende-la dessa forma. Mas ela não falou nada e nem moveu um dedo sequer para me defender.

– Eu não acredito que está fazendo isso comigo pai- eu escuto a voz de Quatro- Ainda mais você. Que não tem moral e nem direito de me pedir algo assim.- eu percebo a ira em sua voz- Mas... se for q única maneira de acabar logo com isso, eu me caso com a Tris. Se ela estiver de acordo, é claro- eu olho para Marcus e vejo que ele está da mesma maneira que meu pai. Não está nem ai para os sentimentos do filho- Só que eu nunca vou fazer com ela o que você fez com a minha mãe.- eu fico sem entender e vejo que meus pais não mudam de expressão. Eles sabem de alguma coisa que eu não sei.- Tris? O que você me diz?- ele me pergunta.

Eu estou brava, estupefata, indignada, com raiva, confusa e desesperada. Mas eu sei que não tenho escolha. Eu vou ter que me casar com Tobias. E não posso fazer nada a respeito.

– Eu me caso com você Quatro.- digo simplesmente e me calo.- Vamos embora.- eu pego o dinheiro para pagar o que eu comi e deixo em cima da mesa- Essa é minha parte da conta. Não sou mesquinha como vocês. Eu gosto de arcar com minhas próprias responsabilidades sem submeter uma outra pessoa a fazer o que eu quero.- eu coloco minha bolsa em meus ombros e me levanto- Tenha uma boa noite, mãe- eu lhe dou um beijo no rosto- Eu sei que não é sua culpa. Me desculpe por gritar- eu sussurro e ela me abraça

– Eu te amo- ela me diz- Sinto muito.

– Eu também te amo- eu me solto dela e olho para Tobias que já está de pé pronto para sair- Vamos- e saio sem olhar para meu pai ou para o nojento do Marcus.

Assim que caminho para fora do restaurante, percebo vários olhares sobre mim, mas em momento algum eu os encaro. Apenas olho para frente e caminho com um ar de superioridade. Porém, eu estou gritando por dentro.

Ao chegar no estacionamento, eu entro no carro de Tobias, coloco o cinto de segurança e fecho os olhos para não chorar em sua frente.

– Tris- ele me chama e eu o encaro- Saiba que eu vou estar ao seu lado. Não importa o que aconteça.- ele segura minha cabeça com ambas as mãos- Não fica assim. Me corta o coração te ver triste.- uma lágrima escapa de meus olhos e ele a seca com o dedo.

– Não me leve a mal- eu deposito minha mão sobre a dele- Eu gosto de você. Mas isso foi inesperado.- eu começo a chorar igual uma boba- Me desculpa.- ele solta nossos cintos e me abraça- Eu...

– Shiiiii- ele me repreende- Não fala nada. Eu sei como se sente.- ele beija minha testa- E estou te devendo explicações sobre minha relação com meu pai- ele se separa de mim- Mas espere até chegarmos em casa.

– Ok- eu seco minhas lágrimas e coloco o cinto novamente.

O caminho de volta para o apartamento é silencioso. Eu apenas olho para frente e tento afastar meus pensamentos. Em vão, é claro.

Assim que entramos em casa, eu me viro para Tobias e dou um beijo em sua bochecha. Ele me olha e sorri.

– Não durma ainda. Eu só vou tomar um banho e ai nós conversamos- eu digo mexendo na gola de seu blazer.

– Eu também vou tomar um- ele beija minha testa e eu dou um sorriso.- Vai lá.

Eu saio da sala e vou para meu quarto. Apenas pego uma toalha, uma camisola verde e vou tomar meu banho. Depois disso eu penteio os meus cabelos e saio para encontrar Tobias. Ele está sentado a mesa de jantar com a cabeça apoiada sobre a testa, como se estivesse pensando, o que deve ser verdade. Ele está usando apenas uma calça de moletom cinza escura.

Eu me aproximo bem devagar, com medo de assusta-lo. Quando eu chego perto o suficiente, vejo que ele está chorando bem baixinho.

– Quatro?- eu coloco minha mão em suas costas e ele se vira para mim- Está tudo bem?

– Sim... é que eu estava pensando na minha mãe- ele enxuga as lágrimas e tenta sorrir- Tudo bem por você se conversarmos no meu quarto? Eu estou quase capotando.

– Não acha melhor conversarmos amanhã?- eu pergunto preocupada com ele- Você tem que descansar.

– Não.- ele diz decidido — Eu tenho que falar hoje.

Eu vejo que seus olhos estão com um aspecto triste, porém determinado. Sei que vou apenas gastar energia se disser "não".

– Ok.

Nós caminhamos em direção ao seu quarto e eu me sinto como se tivesse invadindo o espaço dele da casa. Eu me sento em sua cama e ele faz o mesmo. Tobias mexe no cabelo nervoso e solta um suspiro.

– Bom- ele me olha- Prometa que não vai pirar com o que eu vou falar agora.- ele diz

– Eu prometo- eu digo isso olhando em seus olhos.

– Já que vamos nos casar, não tem como guardar isso só para mim- ele segura minha mão- Por mais que tudo seja inesperado e repentino, eu quero que dê certo. E quero que confie em mim do mesmo jeito em que eu confio em você- eu fico contente com o que eu acabo de ouvir e dou um sorriso enorme.

– Eu confio- eu digo

– Pois bem- percebo que ele estremasse um pouco- Minha mãe e meu pai se casaram quando os dois tinham 20 anos. Eles eram perdidamente apaixonados um pelo outro. Sempre juntos e felizes- ele faz uma pausa- Mas então meu pai entrou para a política.- ele desvia o olhar por um momento- Ele ficou tão obcecado pelo poder, que se esqueceu da minha mãe. Até quando ela soube que estava grávida ele não deu a mínima.- Tobias estava a ponto de chorar- Ele nem apareceu no dia do meu nascimento.- sinto um aperto no coração e embalo sua mão com mais força- Passaram-se vários anos, e ele não me dava atenção.- nesse momento uma lágrima escorre de seus olhos. Nunca o vi tão triste e deprimido- Quando eu fiz 4 anos, ele começou a me notar. Mas não de um jeito bom- ele respira fundo como se estivesse tentando afastar os pensamentos ruins da cabeça- Ele me batia, me trancava no guarda-roupa e gritava coisas horríveis para mim. Sempre a mesma frase " Isso é para o seu próprio bem "- nesse momento ele aperta minha mão, mas não para machucar, e sim para buscar forças- Minha mãe sempre me defendeu, e ele sempre a bateu e a maltratou por conta disso. Quando eu tinha 9 anos, a mãe de um amigo meu da escola me deixou em casa- Quatro olhou para o nada, soltou minha mão e ficou em posição fetal- Eu entrei e vi sangue por toda parte. Todos os móveis estavam revirados ou quebrados.- ele engole um seco- Corri para o andar superior e encontrei minha mãe morta e cheia de hematomas pelo corpo.- ele começa a chorar igual a um bebê- Foi o pior momento de toda a minha vida. Eu me senti vazio e sem rumo naquela hora- eu me aproximo dele, o abraço e faço carinho em seus cabelos- Não sabia o que fazer, então corri até a casa do vizinho e pedi ajuda. Ele chamou a polícia para investigar, mas nunca descobriram quem a matou- eu começo a chorar junto dele e beijo seus cabelos- Eu fiquei com tanta raiva, tanto ódio, que nem sequer me lembrava de meu pai e da briga que ele havia me dado no dia anterior.- ele fecha os olhos e começa a soluçar de tanto chorar, mas eu não me atrevo a falar nada.- Passaram-se sete anos e eu ainda me lamentava. Fui decidido até um amigo antigo da minha mãe. Ele era detetive e poderia me ajudar- ele engoliu um seco e respirou fundo tentando se controlar- Juntamos todas as pistas que tínhamos. E então, quando eu tinha 18 anos de idade, nós descobrimos quem a matou.- ele faz uma pausa, abre os olhos, se senta direito na cama e me encara bem nos olhos- Meu pai matou a minha mãe.

Nesse momento, eu ponho minhas mãos em minha boca e arregalo os olhos. Estou perplexa. Não acredito no que acabei de ouvir. Evelyn foi morta pelo Marcus.

Eu me levanto e começo a andar de um lado para o outro do quarto completamente transtornada. Além de maltratar o filho e a esposa durante anos, Marcus foi capaz de matar uma pessoa. E para que? Eu não sei.

– Você sabe o por que disso?- eu lhe pergunto olhando fixamente para o chão.

– Não- ele fala triste.

Eu paro de andar e vou até sua cama novamente. Me sento ao seu lado e o embalo em meus braços em um gesto protetor. Ele se aninha em meu corpo e chora durante muito tempo. Mais tempo do que posso imaginar. Mas eu não me atrevo a deixá-lo sozinho. Apenas fico beijando o topo de sua cabeça e faço carinho em seus braços.

– Seu quarto medo é o seu pai- eu digo e ele apenas afirma com a cabeça- Ele é um monstro. Não acredito que ele foi capaz de fazer algo tão hediondo e ainda saiu impune- eu digo- Por que nunca contou para a polícia?

– Por que por mais que ele tenha feito tudo isso, Marcus continua sendo a única família viva que eu tenho. E eu não conseguiria viver sozinho.- ele se levanta e me encara- Por isso eu vim para a faculdade. Para esquecer tudo e seguir em frente.

Eu me sinto péssima com tudo isso, e acabo não me controlando. Eu pulo em cima dele e o beijo com urgência. Ele fica surpreso, mas logo em seguida retribui o beijo na mesma moeda. Em um dado momento, ele pede passagem com a língua e eu permito. Eu passo minhas mãos por suas costas, pescoço e cabelo, enquanto ele consagra uma de suas mãos em minha coxa e outra na cintura. Ficamos nessa durante um tempo, até que o ar se faz necessário.

– Eu sou sua família a partir de agora- eu digo com convicção- Vamos ter que nos casar de uma forma ou de outra mesmo. Então que seja direito.- Tobias me olha com ternura e me abraça.

– Obrigada Seis- eu amo quando ele me chama assim- Fico feliz de ter que me casar com você- essa frase me faz derreter igual manteiga

– Bom- eu digo me separando dele- Eu vou dormir. Temos aula amanhã- eu beijo sua bochecha- Boa noite.- e então eu me levanto.

– Espera- ele segura pelos braços e eu o encaro- Dorme aqui hoje.

Eu me assusto com o seu pedido, e sinto que meu coração vai sair pela boca a qualquer minuto. O que eu faço?

– Claro- sai da minha boca sem eu perceber

– Prometo que não vou tentar nada- ele me tranquiliza e eu me sinto mais leve.

Ele se deita de uma lado da cama e eu faço o mesmo do outro. Entro debaixo das cobertas junto com Tobias e me viro de costas para ele. Apago a luz do abajur que iluminava o quarto até aquele momento e seus braços são colocados ao meu redor, fazendo com que fiquemos deitados de conchinha. Sinto sua respiração em meu pescoço e todo meu corpo fica arrepiado.

– Boa noite Seis- ele sussurra em meu ouvido e deposita um beijo na minha nuca

– Boa noite Quatro- eu me viro e beijo seus lábios levemente.

Nós aconchegamos na cama e eu fico acordada durante mais um tempinho pensando em tudo o que aconteceu hoje. Eu vou me casar com Tobias Eaton, que teve a mãe assassinada pelo pai, que é amigo de meus pais, e que nós forçaram a isso. Mas por um lado, eu me sinto feliz em casar com ele.

Afasto meus pensamento e foco no momento em que compartilho com Quatro. E então, acabo adormecendo.

–------------------------------||--------------------------------

Acordo no dia seguinte e percebo que Tobias ainda esta dormindo. Eu estou virada para ele, com a mão em seu abdômen e uma das pernas por cima das dele, enquanto ele envolve meu corpo com seus braços.

Eu o observo dormindo e penso que essa será minha visão de manha pelo resto da minha vida. Sorrio com esse pensamento. Então ele desperta e me olha.

– Bom dia flor do dia- ele sorri ao falar isso e se espreguiçar

– Bom dia- eu digo fazendo o mesmo.- Eu não quero levantar.- me deito em seu peito e ouço a batida acelerada de seu coração.

– A gente tem aula hoje- ele beija o tipo da minha cabeça- Temos que levantar mocinha.

– Mas eu quero ficar aqui abraçada com você o resto do dia. Está tão bom.- não acredito que eu falei isso em voz alta. Eu praticamente admiti para ele e para mim mesma que eu gosto dele

– Como?- ele me olha com um sorriso no rosto e eu coro mais do que nunca- O que quer dizer, Tris?

– Hum... é... Ah...- eu acabo travando e ele dá uma gargalhada- Para de rir. Não tem graça- eu digo me levantando e já saindo do quarto. Como ele pode rir em um momento desses?

– Ei- ele me puxa pelo pulso- O que foi?- só pode estar de brincadeira com a minha cara

– O que foi?- eu repito a pergunta dele- O QUE FOI?- eu fico desesperada- Acontece que eu praticamente admiti que gosto de você.- ele me olha assustado- E o que eu recebo em troca? Uma gargalhada- eu começo a gritar e a dar socos em seu peito- Podia ter pelo menos falado alguma coisa. Mesmo que não sinta a mesma coisa por mim.- eu o encaro e ele apenas fica parado incrédulo- Vai falar alguma coisa?- eu pergunto exasperada e ele não fala nada- Eu vou me arrumar- eu me viro para sair do quarto

– Espera Tris- ele me puxa de novo pelo braço

– O que foi agora?- eu digo com lágrima nos olhos e ele sorri

– Primeiro para de chorar- ele tenta limpar minhas lágrimas, mas eu me afasto e o faço isso sozinha

– Me diz logo o que você quer.- ele se aproxima e eu sinto a sua respiração

– Eu quero você Tris.

Quando ele fala isso, meu coração bate mais rápido do que nunca. Eu não achei que ele sentisse o mesmo que eu sinto por ele. Sempre me achei uma desajeitada perto dele. E agora, Tobias Eaton está na minha frente, admitindo que gosta de mim.

– O... o... que?- eu pergunto ainda confusa

– Eu também gosto de você.- ele deposita suas mãos em minha cintura- Eu sempre gostei. Só não tinha percebido antes.- conforme ele vai se aproximando, eu coloco meus braços ao redor se seu pescoço- Namora comigo?

Eu não consigo falar nada, apenas o olho incrédula com o que eu acabei de ouvir. O Quatro está me pedindo em namoro. Meu corpo vai em sua direção e eu o beijo como nunca na minha vida. Em um dado momento, eu enlaço minhas pernas ao redor de sua cintura e ele me prensa na parede. Ficamos nos beijando durante uns 10 minutos, até que nós separamos em busca de ar.

– Sim- eu falo olhando bem no fundo daquele azul escuro que preenche seus olhos.- Eu namoro com você Quatro!

Ele sorri de orelha a orelha e ataca os meus lábios novamente. Mas dessa vez não é o ar que nos faz se afastar, e sim o barulho dos despertadores. Tanto o meu que está no outro quarto, quanto o de Tobias. Nós rimos igual a dois idiotas e nós olhamos durante um tempo.

– Acho melhor eu ir me trocar- eu digo sem graça

– Eu também- ele fala

– Eu vou lá- então eu lhe dou um selinho demorado- Te vejo daqui a pouco.

– Ok

Eu saio de seu quarto e entro no meu. Desligo o despertador e vou direto para o banho com um sorriso bobo no rosto a todo instante. Saio do banheiro e vou em busca de alguma roupa para colocar.

Uma blusa de alça fina preta que vai ate a altura do umbigo, um shorts jeans claro e um tênis preto. Deixo meu cabelo solto como sempre, passo uma sombra básica, rímel e lápis nos meus olhos, e meu tradicional batom vermelho. Coloco alguns anéis e uma pulseira dourada bem delicada. Pego minha bolsa de gato enorme e saio em direção a sala.

Tobias já está lá, como sempre. Mas dessa vez está em pé me esperando. Ele usa uma camisa justa vermelha, uma calça jeans clara e um sapatenis preto. Está um gato como sempre.

– UAU- ele exclama ao me ver- Que gata!

– Obrigada- deposito um beijo suave em seus lábios- Você está muito lindo!- eu sussurro para ele.

– Não fala assim. Se não eu não respondo por mim mesmo- ele agarra minha cintura e beija meu pescoço. Eu dou um gemido bem baixo.

– Amor- é estranho falar assim, mas eu gosto- A gente tem que ir.

– Verdade- ele se solta de mim e me dá a mão- Vamos.

–-------------------------------||--------------------------------

– O QUE?- grita Christina no meio do Campus assim que contamos para ela e para o Will que estamos namorando e que vamos nos casar.

– Fala baixo- eu dou uma risada

–Não acredito- ela fala desesperada- Até ontem vocês mal se olhavam. E hoje me aparecem namorando e noivos.

– É mais complicado do que parece- fala Tobias

Nós lhes contamos tudo. Desde o jantar com nossos pais ontem a noite, até hoje de manha quando Quatro me pediu em namoro. Deixando de lado a parte em que Marcus matou Evelyn. Apenas eu sabia daquilo. E eu sentia que meus pais também, mas não é certeza.

– Caramba- fala Will- Eu não sabia que você era uma Prior.

– Eu tento evitar esse assunto- eu digo me lembrando de ontem- Não é tão bom ser filha do meu pai.

– Eu acho isso muito lindo.- fala Chris- Pelo menos vão se casar com alguém especial

– Pois é- eu e Tobias falamos sonhadores olhando um para o outro.

– Vamos para a aula.- fala Chris nos tirando de nossos devaneios

– Vamos.

O resto do dia passou normalmente. Depois da faculdade, eu e Tobias fomos para casa e ficamos assistindo TV e dando amassos no sofá até a noite chegar.

Na hora de dormir, optamos pelo meu quarto. Decidimos que vamos dormir juntos a partir de agora, mas nada de sexo. Eu dei graças a Deus. Ainda tenho receio. Apesar de quase esquecer disso quando estou com o Quatro.

Dormimos da mesma forma que na noite passada. Abraçados, felizes e juntinhos. Adormeci igual a um bebê.

Notas finais
E ai? O que acharam? Mereço comentários?? Está ai o link da roupa da Tris : http://www.polyvore.com/tris/set?id=129330748 Bjs de luz!!