Chicago University
4 Bomba
Notas iniciais
Pov.Tris
No momento em que minha mãe pronunciou aquelas frase, meu mundo caiu. Não é possível que eles tenham bolado isso. Eu só tenho 18 anos e nem conheço o Tobias direito. Ai meu Deus. O que ele deve estar pensando?
Desde que eu o vi pela primeira vez, eu senti uma ligação especial entre nós dois. Mas em momento algum eu pensei que eu seria forçada a casar com ele por conta de política.
Eu sempre pensei em quem seria o homem com quem eu passaria o resto da minha vida. E agora, até isso foi tirado de mim. Depois de tantos sonhos. Me formar na faculdade, encontrar alguém bom para mim e que me amasse, me casar, ter filhos e viver a minha vida em paz.
Tudo isso foi por água abaixo em um simples piscar de olhos. E eu nem sei em que meu futuro marido está pensando. É estranho ter isso em minha mente.
Eu olho para meus pais e para Marcus incrédula com o que eu acabo de ouvir. Tento procurar algum resquício de mentira. E que isso era uma piada. Mas suas feições ficam inalteradas.
– Como é que é?- fala Tobias com uma cara de tacho igualzinha a minha.
– Está surdo ou o que Tobias?- pergunta Marcus- Você e Beatrice vão se casar. Já está decidido.
– Não podem fazer isso!- eu digo batendo as mãos na mesa e me levantando- Isso é um absurdo!
– Beatrice Prior, sente-se nesse instante- fala meu pai me olhando bravo- Está chamando a atenção de todos ao redor.
– Eu não estou nem ai- eu digo revoltada- Vocês sabem o significado de " escolha "?- eu faço aspas com minhas mãos- Por que parece que isso não está sendo levado em conta.- eu já estou vermelha de raiva- Eu e o Tobias mal nós conhecemos. Vocês não podem simplesmente chegar do nada e nos obrigar a casar.
– Tris...- Tobias se levanta, coloca a mão em minha cintura e cochicha em meu ouvido apenas para que eu escute- Eu não quero ser rude. Mas gritar não irá adiantar nada. Se acalme.- ele senta de novo e eu faço o mesmo.
– Não foi essa educação que te demos Beatrice- fala meu pai vermelho de raiva. Mas eu não ligo.
– Disso você se lembra. E a parte em que eu me devo o respeito e o direito de fazer minhas próprias escolhas? Onde esse ensinamento foi parar?- eu o encaro e falo tentando controlar ao máximo minha voz- Junto com o lixo da semana passada?- minha cabeça não para de latejar- Eu não quero saber de mais nada que você fale para mim.- eu me viro para minha mãe e vejo que ela está a ponto de chorar- E você mãe... Concorda com isso?
– Filha, eu sinto mui...
– Não fala- eu faço um sinal para que ela se cale- Eu não quero suas desculpas esfarrapadas. Por mais que esteja com remorso, o que eu não sei se é verdade.- uma lágrima escorre de seus olhos- Você sempre me aconselhou e me ajudou. Para que?- eu estou perplexa- Para ser capacho do papai e fazer tudo o que ele manda? Inclusive forçar sua própria filha a de casar com alguém que ela mau conhece?- eu faço uma pausa- E não tente negar. Eu sei que isso não foi ideia sua.
Ela começa a chorar desesperadamente e eu me sinto mal em repreende-la dessa forma. Mas ela não falou nada e nem moveu um dedo sequer para me defender.
– Eu não acredito que está fazendo isso comigo pai- eu escuto a voz de Quatro- Ainda mais você. Que não tem moral e nem direito de me pedir algo assim.- eu percebo a ira em sua voz- Mas... se for q única maneira de acabar logo com isso, eu me caso com a Tris. Se ela estiver de acordo, é claro- eu olho para Marcus e vejo que ele está da mesma maneira que meu pai. Não está nem ai para os sentimentos do filho- Só que eu nunca vou fazer com ela o que você fez com a minha mãe.- eu fico sem entender e vejo que meus pais não mudam de expressão. Eles sabem de alguma coisa que eu não sei.- Tris? O que você me diz?- ele me pergunta.
Eu estou brava, estupefata, indignada, com raiva, confusa e desesperada. Mas eu sei que não tenho escolha. Eu vou ter que me casar com Tobias. E não posso fazer nada a respeito.
– Eu me caso com você Quatro.- digo simplesmente e me calo.- Vamos embora.- eu pego o dinheiro para pagar o que eu comi e deixo em cima da mesa- Essa é minha parte da conta. Não sou mesquinha como vocês. Eu gosto de arcar com minhas próprias responsabilidades sem submeter uma outra pessoa a fazer o que eu quero.- eu coloco minha bolsa em meus ombros e me levanto- Tenha uma boa noite, mãe- eu lhe dou um beijo no rosto- Eu sei que não é sua culpa. Me desculpe por gritar- eu sussurro e ela me abraça
– Eu te amo- ela me diz- Sinto muito.
– Eu também te amo- eu me solto dela e olho para Tobias que já está de pé pronto para sair- Vamos- e saio sem olhar para meu pai ou para o nojento do Marcus.
Assim que caminho para fora do restaurante, percebo vários olhares sobre mim, mas em momento algum eu os encaro. Apenas olho para frente e caminho com um ar de superioridade. Porém, eu estou gritando por dentro.
Ao chegar no estacionamento, eu entro no carro de Tobias, coloco o cinto de segurança e fecho os olhos para não chorar em sua frente.
– Tris- ele me chama e eu o encaro- Saiba que eu vou estar ao seu lado. Não importa o que aconteça.- ele segura minha cabeça com ambas as mãos- Não fica assim. Me corta o coração te ver triste.- uma lágrima escapa de meus olhos e ele a seca com o dedo.
– Não me leve a mal- eu deposito minha mão sobre a dele- Eu gosto de você. Mas isso foi inesperado.- eu começo a chorar igual uma boba- Me desculpa.- ele solta nossos cintos e me abraça- Eu...
– Shiiiii- ele me repreende- Não fala nada. Eu sei como se sente.- ele beija minha testa- E estou te devendo explicações sobre minha relação com meu pai- ele se separa de mim- Mas espere até chegarmos em casa.
– Ok- eu seco minhas lágrimas e coloco o cinto novamente.
O caminho de volta para o apartamento é silencioso. Eu apenas olho para frente e tento afastar meus pensamentos. Em vão, é claro.
Assim que entramos em casa, eu me viro para Tobias e dou um beijo em sua bochecha. Ele me olha e sorri.
– Não durma ainda. Eu só vou tomar um banho e ai nós conversamos- eu digo mexendo na gola de seu blazer.
– Eu também vou tomar um- ele beija minha testa e eu dou um sorriso.- Vai lá.
Eu saio da sala e vou para meu quarto. Apenas pego uma toalha, uma camisola verde e vou tomar meu banho. Depois disso eu penteio os meus cabelos e saio para encontrar Tobias. Ele está sentado a mesa de jantar com a cabeça apoiada sobre a testa, como se estivesse pensando, o que deve ser verdade. Ele está usando apenas uma calça de moletom cinza escura.
Eu me aproximo bem devagar, com medo de assusta-lo. Quando eu chego perto o suficiente, vejo que ele está chorando bem baixinho.
– Quatro?- eu coloco minha mão em suas costas e ele se vira para mim- Está tudo bem?
– Sim... é que eu estava pensando na minha mãe- ele enxuga as lágrimas e tenta sorrir- Tudo bem por você se conversarmos no meu quarto? Eu estou quase capotando.
– Não acha melhor conversarmos amanhã?- eu pergunto preocupada com ele- Você tem que descansar.
– Não.- ele diz decidido — Eu tenho que falar hoje.
Eu vejo que seus olhos estão com um aspecto triste, porém determinado. Sei que vou apenas gastar energia se disser "não".
– Ok.
Nós caminhamos em direção ao seu quarto e eu me sinto como se tivesse invadindo o espaço dele da casa. Eu me sento em sua cama e ele faz o mesmo. Tobias mexe no cabelo nervoso e solta um suspiro.
– Bom- ele me olha- Prometa que não vai pirar com o que eu vou falar agora.- ele diz
– Eu prometo- eu digo isso olhando em seus olhos.
– Já que vamos nos casar, não tem como guardar isso só para mim- ele segura minha mão- Por mais que tudo seja inesperado e repentino, eu quero que dê certo. E quero que confie em mim do mesmo jeito em que eu confio em você- eu fico contente com o que eu acabo de ouvir e dou um sorriso enorme.
– Eu confio- eu digo
– Pois bem- percebo que ele estremasse um pouco- Minha mãe e meu pai se casaram quando os dois tinham 20 anos. Eles eram perdidamente apaixonados um pelo outro. Sempre juntos e felizes- ele faz uma pausa- Mas então meu pai entrou para a política.- ele desvia o olhar por um momento- Ele ficou tão obcecado pelo poder, que se esqueceu da minha mãe. Até quando ela soube que estava grávida ele não deu a mínima.- Tobias estava a ponto de chorar- Ele nem apareceu no dia do meu nascimento.- sinto um aperto no coração e embalo sua mão com mais força- Passaram-se vários anos, e ele não me dava atenção.- nesse momento uma lágrima escorre de seus olhos. Nunca o vi tão triste e deprimido- Quando eu fiz 4 anos, ele começou a me notar. Mas não de um jeito bom- ele respira fundo como se estivesse tentando afastar os pensamentos ruins da cabeça- Ele me batia, me trancava no guarda-roupa e gritava coisas horríveis para mim. Sempre a mesma frase " Isso é para o seu próprio bem "- nesse momento ele aperta minha mão, mas não para machucar, e sim para buscar forças- Minha mãe sempre me defendeu, e ele sempre a bateu e a maltratou por conta disso. Quando eu tinha 9 anos, a mãe de um amigo meu da escola me deixou em casa- Quatro olhou para o nada, soltou minha mão e ficou em posição fetal- Eu entrei e vi sangue por toda parte. Todos os móveis estavam revirados ou quebrados.- ele engole um seco- Corri para o andar superior e encontrei minha mãe morta e cheia de hematomas pelo corpo.- ele começa a chorar igual a um bebê- Foi o pior momento de toda a minha vida. Eu me senti vazio e sem rumo naquela hora- eu me aproximo dele, o abraço e faço carinho em seus cabelos- Não sabia o que fazer, então corri até a casa do vizinho e pedi ajuda. Ele chamou a polícia para investigar, mas nunca descobriram quem a matou- eu começo a chorar junto dele e beijo seus cabelos- Eu fiquei com tanta raiva, tanto ódio, que nem sequer me lembrava de meu pai e da briga que ele havia me dado no dia anterior.- ele fecha os olhos e começa a soluçar de tanto chorar, mas eu não me atrevo a falar nada.- Passaram-se sete anos e eu ainda me lamentava. Fui decidido até um amigo antigo da minha mãe. Ele era detetive e poderia me ajudar- ele engoliu um seco e respirou fundo tentando se controlar- Juntamos todas as pistas que tínhamos. E então, quando eu tinha 18 anos de idade, nós descobrimos quem a matou.- ele faz uma pausa, abre os olhos, se senta direito na cama e me encara bem nos olhos- Meu pai matou a minha mãe.
Nesse momento, eu ponho minhas mãos em minha boca e arregalo os olhos. Estou perplexa. Não acredito no que acabei de ouvir. Evelyn foi morta pelo Marcus.
Eu me levanto e começo a andar de um lado para o outro do quarto completamente transtornada. Além de maltratar o filho e a esposa durante anos, Marcus foi capaz de matar uma pessoa. E para que? Eu não sei.
– Você sabe o por que disso?- eu lhe pergunto olhando fixamente para o chão.
– Não- ele fala triste.
Eu paro de andar e vou até sua cama novamente. Me sento ao seu lado e o embalo em meus braços em um gesto protetor. Ele se aninha em meu corpo e chora durante muito tempo. Mais tempo do que posso imaginar. Mas eu não me atrevo a deixá-lo sozinho. Apenas fico beijando o topo de sua cabeça e faço carinho em seus braços.
– Seu quarto medo é o seu pai- eu digo e ele apenas afirma com a cabeça- Ele é um monstro. Não acredito que ele foi capaz de fazer algo tão hediondo e ainda saiu impune- eu digo- Por que nunca contou para a polícia?
– Por que por mais que ele tenha feito tudo isso, Marcus continua sendo a única família viva que eu tenho. E eu não conseguiria viver sozinho.- ele se levanta e me encara- Por isso eu vim para a faculdade. Para esquecer tudo e seguir em frente.
Eu me sinto péssima com tudo isso, e acabo não me controlando. Eu pulo em cima dele e o beijo com urgência. Ele fica surpreso, mas logo em seguida retribui o beijo na mesma moeda. Em um dado momento, ele pede passagem com a língua e eu permito. Eu passo minhas mãos por suas costas, pescoço e cabelo, enquanto ele consagra uma de suas mãos em minha coxa e outra na cintura. Ficamos nessa durante um tempo, até que o ar se faz necessário.
– Eu sou sua família a partir de agora- eu digo com convicção- Vamos ter que nos casar de uma forma ou de outra mesmo. Então que seja direito.- Tobias me olha com ternura e me abraça.
– Obrigada Seis- eu amo quando ele me chama assim- Fico feliz de ter que me casar com você- essa frase me faz derreter igual manteiga
– Bom- eu digo me separando dele- Eu vou dormir. Temos aula amanhã- eu beijo sua bochecha- Boa noite.- e então eu me levanto.
– Espera- ele segura pelos braços e eu o encaro- Dorme aqui hoje.
Eu me assusto com o seu pedido, e sinto que meu coração vai sair pela boca a qualquer minuto. O que eu faço?
– Claro- sai da minha boca sem eu perceber
– Prometo que não vou tentar nada- ele me tranquiliza e eu me sinto mais leve.
Ele se deita de uma lado da cama e eu faço o mesmo do outro. Entro debaixo das cobertas junto com Tobias e me viro de costas para ele. Apago a luz do abajur que iluminava o quarto até aquele momento e seus braços são colocados ao meu redor, fazendo com que fiquemos deitados de conchinha. Sinto sua respiração em meu pescoço e todo meu corpo fica arrepiado.
– Boa noite Seis- ele sussurra em meu ouvido e deposita um beijo na minha nuca
– Boa noite Quatro- eu me viro e beijo seus lábios levemente.
Nós aconchegamos na cama e eu fico acordada durante mais um tempinho pensando em tudo o que aconteceu hoje. Eu vou me casar com Tobias Eaton, que teve a mãe assassinada pelo pai, que é amigo de meus pais, e que nós forçaram a isso. Mas por um lado, eu me sinto feliz em casar com ele.
Afasto meus pensamento e foco no momento em que compartilho com Quatro. E então, acabo adormecendo.
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Acordo no dia seguinte e percebo que Tobias ainda esta dormindo. Eu estou virada para ele, com a mão em seu abdômen e uma das pernas por cima das dele, enquanto ele envolve meu corpo com seus braços.
Eu o observo dormindo e penso que essa será minha visão de manha pelo resto da minha vida. Sorrio com esse pensamento. Então ele desperta e me olha.
– Bom dia flor do dia- ele sorri ao falar isso e se espreguiçar
– Bom dia- eu digo fazendo o mesmo.- Eu não quero levantar.- me deito em seu peito e ouço a batida acelerada de seu coração.
– A gente tem aula hoje- ele beija o tipo da minha cabeça- Temos que levantar mocinha.
– Mas eu quero ficar aqui abraçada com você o resto do dia. Está tão bom.- não acredito que eu falei isso em voz alta. Eu praticamente admiti para ele e para mim mesma que eu gosto dele
– Como?- ele me olha com um sorriso no rosto e eu coro mais do que nunca- O que quer dizer, Tris?
– Hum... é... Ah...- eu acabo travando e ele dá uma gargalhada- Para de rir. Não tem graça- eu digo me levantando e já saindo do quarto. Como ele pode rir em um momento desses?
– Ei- ele me puxa pelo pulso- O que foi?- só pode estar de brincadeira com a minha cara
– O que foi?- eu repito a pergunta dele- O QUE FOI?- eu fico desesperada- Acontece que eu praticamente admiti que gosto de você.- ele me olha assustado- E o que eu recebo em troca? Uma gargalhada- eu começo a gritar e a dar socos em seu peito- Podia ter pelo menos falado alguma coisa. Mesmo que não sinta a mesma coisa por mim.- eu o encaro e ele apenas fica parado incrédulo- Vai falar alguma coisa?- eu pergunto exasperada e ele não fala nada- Eu vou me arrumar- eu me viro para sair do quarto
– Espera Tris- ele me puxa de novo pelo braço
– O que foi agora?- eu digo com lágrima nos olhos e ele sorri
– Primeiro para de chorar- ele tenta limpar minhas lágrimas, mas eu me afasto e o faço isso sozinha
– Me diz logo o que você quer.- ele se aproxima e eu sinto a sua respiração
– Eu quero você Tris.
Quando ele fala isso, meu coração bate mais rápido do que nunca. Eu não achei que ele sentisse o mesmo que eu sinto por ele. Sempre me achei uma desajeitada perto dele. E agora, Tobias Eaton está na minha frente, admitindo que gosta de mim.
– O... o... que?- eu pergunto ainda confusa
– Eu também gosto de você.- ele deposita suas mãos em minha cintura- Eu sempre gostei. Só não tinha percebido antes.- conforme ele vai se aproximando, eu coloco meus braços ao redor se seu pescoço- Namora comigo?
Eu não consigo falar nada, apenas o olho incrédula com o que eu acabei de ouvir. O Quatro está me pedindo em namoro. Meu corpo vai em sua direção e eu o beijo como nunca na minha vida. Em um dado momento, eu enlaço minhas pernas ao redor de sua cintura e ele me prensa na parede. Ficamos nos beijando durante uns 10 minutos, até que nós separamos em busca de ar.
– Sim- eu falo olhando bem no fundo daquele azul escuro que preenche seus olhos.- Eu namoro com você Quatro!
Ele sorri de orelha a orelha e ataca os meus lábios novamente. Mas dessa vez não é o ar que nos faz se afastar, e sim o barulho dos despertadores. Tanto o meu que está no outro quarto, quanto o de Tobias. Nós rimos igual a dois idiotas e nós olhamos durante um tempo.
– Acho melhor eu ir me trocar- eu digo sem graça
– Eu também- ele fala
– Eu vou lá- então eu lhe dou um selinho demorado- Te vejo daqui a pouco.
– Ok
Eu saio de seu quarto e entro no meu. Desligo o despertador e vou direto para o banho com um sorriso bobo no rosto a todo instante. Saio do banheiro e vou em busca de alguma roupa para colocar.
Uma blusa de alça fina preta que vai ate a altura do umbigo, um shorts jeans claro e um tênis preto. Deixo meu cabelo solto como sempre, passo uma sombra básica, rímel e lápis nos meus olhos, e meu tradicional batom vermelho. Coloco alguns anéis e uma pulseira dourada bem delicada. Pego minha bolsa de gato enorme e saio em direção a sala.
Tobias já está lá, como sempre. Mas dessa vez está em pé me esperando. Ele usa uma camisa justa vermelha, uma calça jeans clara e um sapatenis preto. Está um gato como sempre.
– UAU- ele exclama ao me ver- Que gata!
– Obrigada- deposito um beijo suave em seus lábios- Você está muito lindo!- eu sussurro para ele.
– Não fala assim. Se não eu não respondo por mim mesmo- ele agarra minha cintura e beija meu pescoço. Eu dou um gemido bem baixo.
– Amor- é estranho falar assim, mas eu gosto- A gente tem que ir.
– Verdade- ele se solta de mim e me dá a mão- Vamos.
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– O QUE?- grita Christina no meio do Campus assim que contamos para ela e para o Will que estamos namorando e que vamos nos casar.
– Fala baixo- eu dou uma risada
–Não acredito- ela fala desesperada- Até ontem vocês mal se olhavam. E hoje me aparecem namorando e noivos.
– É mais complicado do que parece- fala Tobias
Nós lhes contamos tudo. Desde o jantar com nossos pais ontem a noite, até hoje de manha quando Quatro me pediu em namoro. Deixando de lado a parte em que Marcus matou Evelyn. Apenas eu sabia daquilo. E eu sentia que meus pais também, mas não é certeza.
– Caramba- fala Will- Eu não sabia que você era uma Prior.
– Eu tento evitar esse assunto- eu digo me lembrando de ontem- Não é tão bom ser filha do meu pai.
– Eu acho isso muito lindo.- fala Chris- Pelo menos vão se casar com alguém especial
– Pois é- eu e Tobias falamos sonhadores olhando um para o outro.
– Vamos para a aula.- fala Chris nos tirando de nossos devaneios
– Vamos.
O resto do dia passou normalmente. Depois da faculdade, eu e Tobias fomos para casa e ficamos assistindo TV e dando amassos no sofá até a noite chegar.
Na hora de dormir, optamos pelo meu quarto. Decidimos que vamos dormir juntos a partir de agora, mas nada de sexo. Eu dei graças a Deus. Ainda tenho receio. Apesar de quase esquecer disso quando estou com o Quatro.
Dormimos da mesma forma que na noite passada. Abraçados, felizes e juntinhos. Adormeci igual a um bebê.
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