Chicago

4 Capítulo 3


Notas iniciais
Oi :)

= Capitulo 3 – Edward =

A loira passava a mão pelos meus braços, subindo pelo pescoço, agarrando nos meus cabelos e ficando na ponta dos pés deixando seus lábios na direção dos meus.

— Edward, qual é... – ela sussurrou.

— Lauren, eu disse NÃO! – falei, tentando empurrá-la para longe, tirá-la de perto...

— Por favor, Edward – ela disse sensualmente no meu ouvido, mordendo lóbulo da minha orelha. – A gente se divertiu tanto na outra noite...

Lauren exalava sensualidade. Isso era um fato e eu não vou contra isso, nunca! (Nada daquele papo “nunca diga nunca”, por favor) Mas ela também era chata e grudenta.

Argh, muito grudenta!

— Lauren, presta atenção – comecei pegando-a pelo braço e soltando-a de mim – Outra noite foi outra noite! PASSADO! E essa história de repetir a dose... – bufei – Você não acha que a gente já repetiu a dose demais na OUTRA noite?

— Puta que pariu Edward! Deixa de ser chato – ela bateu o pé no exato momento que uma Alice, em sua roupa de yoga, passou por nós ajeitando seu óculos escuro. Ela mal nos olhou e já entrou no teatro. Merda, isso não é bom.

— Chega Lauren! – empurrei suas mãos quando ela começou a tentar a abrir minha camisa. Porra, não é não!

Ela bufou e se afastou. Finalmente. Ajeitou a própria roupa, o cabelo (mulheres...)...

— Tudo bem então, Edward Cullen. Você está mesmo me dispensando? – ela perguntou com os braços cruzados.

— Estou.

— Essa é a sua palavra final?

— Sim...

— Ótimo! — e saiu depois de me mostrar o dedo de “vai se fuder”, caminhando em direção a parte de trás do teatro, provavelmente para entrar pela porta dos fundos direto nos camarins.

Tão madura...

— Tchau Lauren – sussurrei e entrei pela porta da frente, cumprimentando os eletricistas que trabalhavam nos lustres do hall. Abri a porta que dava na platéia, de frente para o palco e entrei.

Cadeiras numeradas na minha frente, cadeiras numeradas acima de mim, balcões nas paredes e o palco lá na frente.

Havia um casal ensaiando e vi minha mãe os observando e fazendo algumas anotações . Rosalie e James, eu constatei.

Sentei em uma das poltronas do final e fiquei observando-os. Eles ensaiavam sem música, sendo os únicos sons os dos pés batendo no chão. Minha mãe balançava a cabeça de um lado para o outro, mas não demonstrando desgosto pela coreografia. Era como se ela tivesse tentando sentir a música. Coreografando... Minha mãe tava tentando coreografar? De novo? Mas que porra tava acontecendo?

Levantei e caminhei até o palco.

- Chega por hoje pessoal – Esme começou – Obrigada pelo tempo de vocês.

O casal saiu, desaparecendo por uma das coxias.

- O que você quer Edward? – mamãe perguntou, de olhos fechados ainda mexendo a cabeça, mas agora movimentando os braços e as pernas também sentindo uma música que estava apenas na cabeça dela.

- Caralho mãe, quando você faz isso é assustador! – eu disse subindo para o palco e observando-a de perto.

- Desculpe querido. To exausta – ela disse depois de abrir os olhos e vir na minha direção me abraçar. – Como você está?

- Bem e a senhora?

- Ótima...

- Mas e ai, como você sabia que eu vinha?

- Bom, — ela começou, recolhendo suas coisas do chão e saindo por uma das coxias. A acompanhei – Além da sua mensagem as 4 e 30 da manhã na minha caixa postal dizendo que você passaria por aqui hoje, Alice disse ter te visto lá fora... Com a Lauren.

Fudeu!

- Mãe...

- Nada de mãe Edward Cullen! Quantas vezes eu já te falei para você não transar com as minhas dançarinas hein?

- Foi mal – falei enquanto desviava de umas caixas espalhadas pelos bastidores.

- Mal não, foi péssimo! Principalmente porque foi com a Lauren. Já imaginou se você a engravida? Meu Deus, ela estaria na sua vida para sempre. Ia ficar de perseguição e ainda tentaria te obrigrar a casar com ela... E me chamaria de... Ai dela se começar a me chamar de sogra, eu...

- Mãe, respira! – interrrompi-a e ri com suas divagações – Eu não a engravidei e ela não vai te chamar de sogra.

- Eu acho muito bom mesmo – entrando em seus escritório ela falou.

Segurou a porta para mim e eu entrei sem perder tempo. Ela fechou e foi se sentar na cadeira que ficava de frente para uma imensa mesa que estava repleta de desenhos de vestidos, algumas amostras de tecido e outras coisas que não identifiquei.

- O que vocês estavam ensaiando? Aquela dança não era de Chicago...

Mamãe bufou esfregando suas temporas.

- Não, não era! Era só algo que eu estava pensando mais cedo e pedi para Rose e James me ajudarem...

- Dona Esme, a senhora não me engana... O que ta acontecendo?

Mamãe soltou o cabelo e o balançou ajeitando-o, não como Lauren tinha feito, por que Esme tinha classe, ela apenas o afofou e colocou de lado. Ela estava muito bem para uma mulher de 40 e poucos anos...

— Bella chega amanhã.

— Que Bella? – perguntei enquanto ia em direção ao bar que ela havia instalado ali para dias estressantes e para quando meu pai viesse visitá-la. Era mais por causa dele, mas ainda assim não poderia ser desperdiçado. Me servi um copo de whiskey e ofereci algo a ela que negou.

— A amiga de Bree... Você se lembra dela? De Forks? – ela disse e eu me engasguei com a bebida começando a tossir – Você ta bem querido?

Concordei com a cabeça. Como eu me esqueceria da Bella?

Isabella Marie Swan, apenas 4 malditos anos mais nova que eu, cabelo castanho avermelhados, altura mediana (pelo menos da ultima vez que a vi), olhos castanhos tão sedutoramente fudidos e linda demais... Sempre fora. Desde pequena. Desde a primeira vez que entrou em nossa casa em Forks com seus 6 anos de idade e um vestidinho amarelo que lembrava o sol quando brilhava em Forks. Ela parecia um sol... O meu sol...

Merda, preciso de outra bebida. Terminei o copo que estava na minha mão já me servindo de outro.

— Lembro sim... O que tem ela? – perguntei bebericando o segundo copo.

— Eu a contratei. Ela vai ser a Velma... Pelo menos eu quero que seja...

Bella? Aqui em Nova York?

Preciso de outra dose.

— Pensei que você fosse fazer a Velma – disse já enchendo meu terceiro copo.

— Eu ia, até seu pai criar uma condição para patrocinar o musical.

— Que condição ele criou? – perguntei bebendo.

— Carlisle disse que só patrocinaria se eu coreografasse.

— Ele não fez isso?

— Fez – ela respondeu colocando o óculos e ligando o computador – Por isso preciso da Bella aqui... Não confio em mais ninguém para interpretar Velma do que ela...

— Mas mãe...

— Edward, eu sei ta bom. Mas eu preciso fazer esse musical e se para isso eu preciso voltar a coreografar, então eu farei – lágrimas brotaram dos seus olhos e resolvi dizer alguma coisa antes que ela começasse a falar de Bree de novo.

Fui até a mesa dela, sentando na ponta e falei olhando em seus olhos cor de mel. Minha mãe era linda e não merecia sofrer tanto... Perder Bree tirou tanto brilho dela que se eu pudesse, dava tudo para vê-la como antes.

— Sei que sim mãe, mas ele não pode fazer isso com você.

— Eu preciso homenageá-la, querido... Preciso fazer por Bree... –

— Ta mãe, mas é tão ridículo ele te impor essa condição. Ele melhor do que ninguém sabe que depois do acidente, dançar ou até mesmo coreografar está fora de cogitação para você. E mesmo assim ele te deu esse teatro, ai você veio com essa ideia de homenagem e agora essa condição de que só vai te dar o dinheiro se vc fizer as coreografias... O que ele pretende com isso? – soltei

— Eu não faço ideia meu bem, mas está decidido. Eu vou coreografar, Carlisle vai me dar o dinheiro e Bella será Velma.

Levantei da mesa e fiquei pensando na merda que Carlisle tava fazendo. Obrigando Esme a fazer uma coisa que havia desistido quando a filha morreu? Isso não parecia muito certo...

— Mãe, eu vou até a empresa. – terminei o copo deixando-o no bar e fui para a porta.

— Edward, por favor, não vá brigar com seu pai.

— Relaxa Dona Esme, será apenas uma conversa...

— Promete?

— Prometo! – fui até ela e beijei sua cabeça.

Ela acariciou meu rosto com um sorriso nos lábios, e depois se voltou para o computador onde digitou algumas coisas.

Voltei para a porta e só parei quando fui chamado por ela.

— Me faça um favor querido? – ela pediu fazendo bico tirando os óculos.

— O que a senhora me pede rindo que eu não faço chorando? – ela riu

— Busque a Bella no aeroporto para mim amanhã

PQP! Eu realmente preciso de mais um copo...

— Ah, por favor Edward, — ela disse rindo – não vá me dizer que você ainda tem uma paixonite pela menina?

Paixonite?

— Do que você ta falando mãe?

— Ah claro, como se eu fosse muito boba de não reparar nos seus olhares para ela sempre que ela chegava para brincar com sua irmã... Seus olhos brilhavam – ela ria e quem assistisse a cena de fora poderia dizer que eu estava perplexo.

Por que ela estava rindo? Isso não era engraçado. Sofrer assim não é engraçado.

— Não tenho paixonite nenhuma. Que horas eu devo estar lá?

— As 9. – ela disse e o sorriso nunca abandonava seu rosto.

— As 9 eu estarei lá. – sai de seu escritório batendo a porta e meu celular logo tocou.

Esme.

— Eu esqueci querido! Amanhã a noite terá um jantar lá em casa para Bella. Espero que você venha. – e desligou.

Eu estava tão fudido.

Notas finais
Tchau! *oh, comentem!*