Chest Of Memories

7 Um Cordão de Cipós


Notas iniciais
Esse capítulo é a primeira fic que a Jude escreve com a family... Espero que gostem!

Luci então passou para o próximo objeto de sua caixinha. Um cordão, feito de finos cipós trançados. Ela riu, lembrando-se da agitação daquele episódio em particular.

XX

Luci Pevensie estava no jardim de Cair Paravel. Algo com certeza estava errado, podia sentir nos ossos... Embora não soubesse o que era. O silêncio era por demasiado suspeito e incômodo para que a rainha não se sentisse inquieta. Foi então que um grito rasgou a tensão. Parecia a voz de Sirius, e seu genro. Seu coração disparou imediatamente. Aflita, ela correu em direção ao grito de dor do genro.

A cena que viu foi completamente diferente do que esperava. Esperava ver algum inimigo, alguém que tivesse ferido Sirius em um duelo... Mas não. O que viu, foi Sirius caído de bruços, feições de dor, e... Uma flecha na... Bem, no seu traseiro. Abaixada ao lado dele estava sua neta, Jude, filha de Amanda com o pirata Jack Sparrow.

Ela segurava seu arco, e sua aljava jazia no chão. Seu rosto estava aflito, os cabelos soltos caíam em mechas castanhas e revoltas, e seus olhos amendoados estavam cheios de... Teimosia.

--Mas o que está acontecendo aqui? -- Perguntou Luci perplexa e nervosa.

--Vovó! Eu estava praticando como tia Nanda me disse pra fazer! Mas aí o Tio Sirius apareceu de repente e me assustou! A culpa é dele! Foi sem querer! --Disse a garotinha de oito anos com determinação.

Sirius gemeu e olhou para Luci:

--Poderia me fazer o favor de ir buscar ajuda? -- Suplicou ele -- Isso realmente dói!

--Ah, claro. Jude, você vem comigo, precisamos convesar, mocinha! -- Ela olhou para a criança, que sabia que ouviria uma bronca. Tentou manter a expressão severa, mas estava dificil.

Olhando de um lado para o outro tentando achar uma desculpa, Jude disse de repente:

--Não podemos deixar o Tio Sirius aqui, sozinho e machucado! Eu vou ficar aqui!

Luci pensou por um momento. Realmente, era arriscado deixar Sirius ferido no meio do bosque de real. Não seria de grande ajuda uma menina de oito anos sem experiência nenhuma em combate, mas pelo menos, ela poderia correr e avisar algum dos outros guardas caso algo acontecesse.

--Certo, mas se alguma coisa acontecer, busque ajuda com os outros guardas. E vamos conversar depois. Junto com sua mãe.

--Vovó... Não conta pra Tia Nanda! Por Favor! Ela vai fica muito brava comigo... -Jude pediu Temerosamente.

--Vou contar sim. E mesmo que eu não contasse ela descobriria. Afinal... É o Sirius. -- Luci disse e se afastou com um sorriso escapando em seus lábios, ouvindo o suspiro da garota.

Sirius foi levado ao castelo e colocado em seus aposentos e tratado, e agora uma furiosa Nanda cuidava dele no quarto. Assim que a dor havia passado, ele contara o que aconteceu, rindo da história com sua risada-latido. Ele havia seguido a sobrinha, sabendo que ela aprontaria alguma, afinal era filha de Amanda... Com um pirata. Ao pisar para fora de seu esconderijo atrás de uma árvore, a fim de tentar ensinar a sobrinha a manejar o arco, ele a assustou. A garotinha, que estava pronta para atirar disparou uma flecha, e ele foi acertado. Pura sorte ele ter saído meio de lado de seu esconderijo, caso contrário... Teria com certeza doído muito mais... E enfurecido ainda mais Fernanda.

Luci levou a neta, acompanhada da mãe, para seu aposentos.

--Jude, você é proibida de praticar sozinha, o que pensa que estava fazendo, poderia ter sido muito mais grave do que foi! -- Luci repreendeu a pequena princesa.

--Mas vovó! Não é justo! O Tio Sirius me assustou, a culpa é dele! Eu estava indo muito bem! -- Teimosa ela não admitia a culpa, Parecia demais com outras princesas travessas que a rainha havia conhecido.

--Indo bem... Jude minha filha seu forte é a espada. É tão deplorável com um arco na mão quanto eu. Acho que você nunca irá bem no arco. --Amanda disse em voz suave, alisando os cabelos da filha -- A culpa é sua querida, Sabe que não pode praticar sozinha, exatamente por esse tipo de coisa. Desobedeceu e olhe no que deu!

--Tá boom! Eu não vou mais praticar nada sozinha. -- Jude abaixou a cabeça.

O castigo seria não poder ir passear sem estar acompanhada, e os instrumentos de treinamento de batalha foram confiscados.

Ao deixarem a menina em seu quarto e saírem para o corredor Luci e Amanda se entreolharam.

--Ah sim. Ela vai fazer de novo. --Disseram em uníssono.

--É sua filha, Amanda -- Disse Luci, sorrindo para a filha.

--Lembrando que Jack também tem participação nisso! -- completou Amanda.

--É, ela definitivamente fará outra vez...

Na tarde seguinte, Luci estava sentada tranquilamente no solar, lendo um grosso volume que tratava de histórias antigas. Nanda continuava brava com a sobrinha, ao que Luci só conseguia achar graça. Amanda entrou no solar parecendo um furacão, as sais enfunando atrás de si.

--Ela não está no quarto!—Disse sem rodeios.

Luci mal pôde conter o riso. Parecia que havia voltado no tempo, e via mais um dos castigos de Amanda.

--Você realmente achou que ela estaria lá?

--Ah mamãe, achei que pelo menos o primeiro dia de castigo seria cumprido! Pelo menos!

--Você não cumpria...

Amanda revirou os olhos.

--Mamãe! Vou por a guarda real atrás dessa menina! Ah se vou! Sinto que tem dedo do pai dela nessa história! O bastardo deve ter ajudado ela a escapar...

--Falando de mim, minha nobre, esposa?—perguntou o pirata, que entrava no solar nesse momento.

--Jack! Onde está a sua filha?

--Agora ela é minha filha? Pensei que fosse nossa!

--Jack...

--Não a vi, e não a ajudei a burlar castigo nenhum, se é isso que pergunta.

--Pelo jeito você subestima sua pequena.—Falou Luci.—Você nunca precisou de ajuda pra burlar castigos. Ela vai aparecer, mais cedo ou mais tarde...

Amanda revirou os olhos com a paciência da mãe, e saiu atrás da filha.

Luci sabia que não precisaria procurar. Já havia visto aquela cena milhares de vezes... Perto do anoitecer, ela seguiu para o quarto que a neta ocupava sempre que vinha passar alguns dias em Cair Paravel. Sentou-se na cama, e não precisou esperar muito, até que um rosto surgisse na janela. Sem se dar conta de que era observada, a menina pulou para dentro do quarto, trazendo uma trouxa amarrada as costas. Os braços e pernas nus estavam manchados de lama, e os cabelos mais desgrenhados do que nunca.

--Posso saber onde estava, mocinha?—perguntou a rainha, sobressaltando a garotinha.

Depois de alguns segundos com a mão no peito, num susto teatral, a menina olhou para a avó.

--Eu...

--Estava fugindo do castigo.

--Estava... Mas olhe vovó... eu queria dar algo para a tia Nanda... Para ela não brigar comigo, pra pedir desculpas pelo que eu fiz... Então eu peguei isso!

A menina meteu a mão dentro da trouxa, e tirou de lá uma pequena caixinha de madeira, presa com um cordão de pequenos cipós trançados. Ela entregou a caixinha para a avó. Luci soltou o cordão, olhando longamente para o trabalho da menina, como ela havia torcido as fibras até elas formarem um cordão uniforme. E então ela passou sua atenção a caixinha de madeira, provavelmente um porta joias afanado de um dos quartos. Luci abriu a tampa lentamente. Então seus olhos arregalaram, ela sentiu uma ânsia de vômito... Dois enormes sapos a encaravam. Um deles crocitou e pulou em sua direção. Arremessar a caixa para longe foi a última coisa que a rainha fez, antes de cair apagada no chão.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.