Cheshire Story’s

3 Capítulo 1 Parte II


Notas iniciais
Fim do capítulo 1

A sala onde a Rainha de Copas fazia suas pantomimas era vermelha e branca, como todo o resto do castelo, ricamente decorado com abajures segurados por sapos de coletes vermelhos e mesas de mármore branco segurada por macacos. Todos estavam lá, o que fazia do local um insanamente são, por todo local se via manchas de tortas de amoras, inclusive nas cortinas que a Rainha tão adorava. Estavam presentes: Lebre de Março, Chapeleiro Maluco, Absolem, Tweedledee & Tweedledum, o Sr. Tempo e outros!

–“Vamos, vamos, o que estão esperando¿” Gritou a estridente voz da Rainha, que estava com as mãos na cintura batendo os pés tranquilamente irritados no chão quadriculado de vermelho e branco

–Estamos esperando -O que é inesperado -Pra fazer o esperado -Ser inusitado — Falaram os Tweedle um completando o outro

–Pois então tratem de ser rápidos com isso –Ela fez uma expressão de grotesca convicção de que estava esperando as mesmas coisas que os Tweedle- PORCOS

Imediatamente um porco surgiu correndo segurando uma roda de madeira pintada de vermelho para a Rainha Vermelha sentar-se, quando ela se sentou, uma colher passou por sua têmpora, quase atingindo-a

Do outro lado do salão via-se a Lebre e o Chapeleiro com colheres estocadas em todos os lugares, bolsos, meio do peito, cabelos, calças, sapatos e tudo mais, e logo ao lado dos dois havia uma placa onde estava escrito: “Cabeça: 5. Barriga: 10. Pés: 100.”

–Isso por um acaso é uma placa informativa para quantos pontos ganha-se quando se acerta minha cabeça, ou minha barriga, ou meus pés¿ — Pronunciou a Rainha com sua voz fina como a voz de um esquilo

O Chapeleiro que estava rindo loucamente junto com a Lebre respondeu: “Mas é claro! Não está vendo¿ A cabeça vale menos porque é a MAIOR parte do seu corpo, e depois vem a barriga e os pés”

–Claro, claro, é óbvio — Concordou a Lebre tremendo freneticamente derrubando colheres atrás de colheres fazendo um barulho de metal ecoar pelo salão.

A Rainha a este ponto já estava vermelho como a maior parte da sua decoração, por um momento tudo se silenciou, até mesmo os *péguas perceberam que havia algo prestes a explodir todavia, para a surpresa de todos, ela respirou fundo e expirou lentamente como quem está contando até 10 para não dar uma surra em todos que ver pela frente, entretanto, mesmo com todo esse ensaio, quando a Rainha de Copas se pronunciou, foi como se houvessem 10.000 leões e elefantes gritando em autofalantes

–EU CANSEI DE ESPERAR O QUE É QUE SEJA, A LUZ DO SOL ESTÁ ME IRRITANDO, POR QUE ESTÁ TÃO ESCURO AQUI¿ VOCÊS DOIS –apontou para a Lebre e o Chapeleiro- ENTRETENHAM-ME AGORA, OU ENTÃO, CORTEM-LHE AS CABEÇAS, VOCÊS VÃO TER QUE SER MELHORES QUE 1.000 PALHAÇOS PROFISSIONAIS ELEITOS OS MAIS ENGRAÇADOS PARA SE SAFAREM, obrigada- Repentinamente ela mudou seu tom de voz, deu um sorrisinho e sentou-se em seu porco.

O Chapeleiro logo foi chegando perto do “trono” da rainha saltitando, agarrou Tweedledee e começou a fazer malabarismo enquanto contava uma piada:

–Era uma vez um pingo de chuva que vinha de um copo de leite, de repente o golfinho fez: óinc- Neste momento todos na sala riram, menos a Rainha e Absolem (que estava ocupando fumando seu narguilé), e também foi neste momento que o Chapeleiro já agarrou Tweedledum e começou a fazer malabarismo com ele também

– Isso não está surtindo efeito nenhum em mim, você está apenas matando o tempo –Afirmou a Rainha

Neste momento deu 5 horas, a hora do chá, tudo ficou mais lento e o Sr. Tempo veio a frente com um cara de indignação e irritação!

–Como ousas matar-me¿! – Perguntou ao Chapeleiro

O Chapeleiro foi levantando a mão e abrindo a boca muito lentamente, já que o tempo estava praticamente paralisado, o Sr. Tempo perdeu a paciência e disse:

– Sua penalidade por este crime, Chapeleiro Maluco, será ficar preso neste exato momento, 5 horas, a hora do chá!- E sumiu numa fumaça preta com relógios de várias formas.

O tempo voltou ao normal e todos estavam em lugares diferentes, a Rainha em seu castelo, Absolem em seu cogumelo e o Chapeleiro, ah o Chapeleiro.

O Chapeleiro apareceu em uma mesa extravagante de chá, com alguns companheiros, às 5 horas de onde nunca mais saiu e nunca mais poderá sair.

Notas finais
*péguas: Pássaros roxos com pernas e cauda de lebre
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.