Cher

2 Tudo de novo?


Notas iniciais
Esse cap trás algumas revelações e surpresas.

Ao chegar, logicamente pensou em tudo... como já sabia que teria sua entrada barrada, a jovem de cabelos negros passou-se por uma vítima, alegando estar sentindo-se mal e com enjôos... assim logo teve a entrada permitida mas para outro setor (claro, depois de passar por algumas burocracias do hospital), logo se pôs a caminhar e desviou o caminho para o local onde ficavam os internados. E adivinhando, foi direto ao quarto onde Julia estava, juntamente com Elena. A mulher sabia que a policial estava ali, então precisava esperá-la sair pra poder entrar. Depois de alguns minutos, Elena finalmente saiu do quarto de Julia, então a moça de cabelos negros aproveitou para entrar, abriu a porta duma vez e adentrou o quarto fechando a porta logo depois. Julia se assustou, mas seus olhos assustados logo voltaram a brilhar, e um sorriso lhe iluminou.

-Andressa... assim você me mata de susto!

-Não diga isso, Juju. Sabe que sou incapaz de te matar. – Disse a “estranha”, que na verdade era irmã mais velha de Julia, Andressa. Ela adorava se vestir de preto, seus cabelos negros e lisos, diferente dos de sua irmã, constatavam com sua pele branca e pálida. Andressa era um pouco “rebelde”, sempre foi de fazer tudo sozinha e nunca ouviu ninguém... realmente tinha a personalidade totalmente diferente de Julia, até mesmo a aparência. Mas o que dava para notar, é que ambas haviam o mesmo traço facial, logo dava pra notar que eram irmãs ou primas.

-Eu aposto que você entrou aqui no seu mode “007” ao invés de visitante normal... – Julia conhecia bem a irmã...

-Ér... na verdade... deixa pra lá, isso não importa. Eu estou aqui e isso é o que importa irmã. – Andressa se aproximou do leito onde a irmã estava, sentou-se ao lado dela e a abraçou com todo o carinho.Julia retribuiu o abraço da irmã, e ali ficaram juntas até o final do dia, conversando e brincando, até Andressa ser descoberta... mas Julia nem se preocupava mais, sabia que a irmã iria voltar pra vê-la quantas vezes pudesse.

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Um mês depois as mortes pareciam terem acabado, e então todas as pistas que tinham do assassino haviam sumido e Julia já estava de volta a sua vida ativa, ia pra escola normalmente e a tarde para o curso de matemática que fazia pra poder se especializar. E na delegacia, o clima tava calmo...

-Senhor delegado, eu acho que o assassino resolveu dar uma trégua... – Disse Elena ao delegado, enquanto o acompanhava a passos rápidos entre as mesas do departamento.

-Eu sei cadete... a trilha de morte acabou, graças a Deus, mas ao mesmo tempo nos deixou de mãos atadas. – Ele se encaminhava para o seu gabinete, com pressa e segurando alguns envelopes na mão esquerda.

-Mas não podemos perdê-lo. – Elena parecia decidia, mas era pelo que havia acontecido com Julia, não mais por seu trabalho.

-Então dê o seu melhor, cadete.

-Claro.

Depois a loira voltou para uma das mesas no departamento, sentou-se ali e passou a mão no rosto um tanto quanto cansada e pensativa... então olhou o telefone, quis ligar pra Julia, mas deixou pra depois. E então sua cabeça foi parar em Julia novamente... o que diabos estava acontecendo com ela, que não conseguia esquecer aquele par de olhos verdes, e o brilho daqueles cabelos castanhos? Julia realmente tomava conta de sua cabeça agora, e isso era muito estranho para Elena, nunca havia pensando tano em alguém assim, e muito menos em uma garota. Sim, Julia era uma garota apenas, tinha lá seus 17 anos, enquanto Elena tinha seus 25... ela não podia pensar nela, nem sentir essa vontade de estar com ela, mas era quase impossível controlar isso.Enquanto Elena se lastimava pensando em Julia, a garota estudava tranquilamente em sua sala de aula, estava até prestando atenção, mas sentiu uma forte fisgada na barriga... seu corte já cicatrizado começou a arder como se estivesse voltado a abrir, então ela se contorceu um pouco segurando um leve gemido de dor... e logo pediu pra professora pra ir ao banheiro. Ao chegar ao banheiro, sem mais delongas, Julia levantou um pouco sua camisa e olhou a cicatriz fechada, apenas com a elevação que ela fazia em sua barriga, mas ainda sim doía muito. Passou a doer tanto, que Julia pendeu em ajoelhar-se pra frente, mas esta foi segurada por uma mão feminina em seu braço, só não conseguiu ver quem era, pois desmaiou com a intensidade da dor. Acordou pouco depois, deitada numa cama ma enfermaria da escola... e então olhou para o lado e encontrou provavelmente aquela quem a salvou. Era uma aluna da 8ª da qual ela nunca havia notado, era bonita a menina, tinha cabelos longos de cor castanhos escuro, e seus olhos eram negros como a noite, seu rosto tinha ainda uma expressão de boneca, mas também lhe dava o ar de uma adolescente que realmente estava virando mulher... tinha lá seus prováveis 15 anos de idade. Ela olhava para uma Julia confusa e curiosa, que a observava de quase cima a baixo, provavelmente a menina era alguns centímetros menor do que ela, mas ainda sim teve força de levá-la ali... então a garota quebrou o silêncio:

-Você... e-está bem ? – A menina parecia ficar envergonhada agora, pois suas bochechas ficaram coradas.

-Eu estou... mas, quem me trouxe até aqui ?

-Eu pedi para um amigo te trazer, já que você é um pouco pesada pra mim... só conseguir te segurar na hora que você estava caindo.

-Obrigada... ér... como é seu nome? – Aí a garota ficou tensa, olhou para o lado sem jeito, e então encarou Julia, que a olhava ainda confusa e curiosa.

-M-meu nome é Carolina. M-mas pode me c-chamar de C-carol... – Julia sorriu ao vê-la sem jeito, até achou bonitinha, e logo se levantou da cama, ficando sentada de lado ali, frente a frente com Carol.

-Seu nome é lindo, Carol... e você também é linda.

Carol nada respondeu, ficou olhando para Julia totalmente sem jeito e tímida... seu coraçãozinho, por alguma razão, disparou ao ouvir Julia lhe elogiar daquela forma, a olhando nos olhos e frente a frente. Ela não queria mais dizer nada, mas pra sua sorte o sinal do intervalo tocou e então ainda em silêncio ambas saíram da enfermaria e foram curtir seus intervalos separadas, cada um apara seu canto, tanto Julia quanto Carol tinham amigas que as esperavam.

Carol ficou pensando em tudo o que havia acontecido, e lembrando-se do perfume de Julia, que ela sentiu a segura-la. E Julia pensando na dor que havia sentido em sua cicatriz, e em Carol... mas pra ela era só sorte por ser ajudada.

Tudo passou bem, depois dessa crise, Julia não teve mais nenhuma. Na hora da sida, Julia procurou Carol para lhe agradecer melhor, mas não a encontrou em lugar algum, provavelmente a menina já havia ido. Então voltou pra casa normalmente, e em casa ficou só durante a tarde... Chegou normalmente, deu comida para o gato, fez lição de casa e foi dormir... dormiu a tarde toda, e quando acordou sentiu um clima estranho no local.

Ouviu um barulho estranho vindo do banheiro, então foi ver o que era... com um pouco de coragem, talvez, ela entrou no local e como a porta já estava aberta, ela notou a janelinha do banheiro aberta e viu um galho bater ali por conta do vento lá fora, provavelmente era o que estava fazendo o barulho, e resolveu deixar pra lá... mas ao observar melhor, notou algo realmente estranho que lhe fez tremer na base. A cortina de plástico que cobria a banheira e o chuveiro estava suja de algo vermelho, que pra si era sangue, havia filetes de sangue fresco ali e na parede ao redor, então Julia apavorou-se por completo. Balançou a cabeça três vezes, e as lágrimas de pavor já rolavam por seu rosto assustado e choroso mesmo que ela estivesse em choque, mas logo passou a ficar mais apavorada e incrédula ainda quando criou coragem e abriu a cortina... viu então a banheira cheia de sangue e água, e lá dentro o cadáver do seu gato, que era um de raça misturada (vira-lata), mas não viu a cabeça... e quando ela olhou para o lado, no “chifre de rinoceronte” onde pendura as toalhas, ela viu a cabeça do gato ali espetada, com os olhos abertos e com os dentes armados como quem ia atacar por medo, e não agüentou, deu dois passos para trás gritando de susto e pavor, escorregou no tapete caindo sentada na privada que estava de tampa fechada, e com isso o tapete bateu na porta junto com sua havaiana que havia praticamente voado de seu pé fechando a porta num baque enorme... então Julia pode ver letras escritas com sangue a palavra “CHER”.

Levantou-se dali, abriu a porta e correu para o seu quarto, trancou-se ali e pegou o telefone, mas para o seu terror estava sem linha, chorou mais alguns minutos desesperada, e então se lembrou de seu cel, discou o primeiro numero que se lembrou, o numero do cel de Elena, que a atendeu normalmente...

-Julia?! Oi minha querida... – Elena até ficou feliz, pois era o telefonema de alguém que se importava... mas logo se preocupou ao ouvir Julia aos prantos lhe explicar o que havia acontecido... em poucos minutos, saiu dali ás pressas e completamente preocupada, levando consigo umas duas viaturas com mais alguns policiais pra lá.

Quando Elena chegou, encontrou a casa trancada, chamou por Julia, mas nada... então invadiu o local, subiu direto para o quarto trancado da garota, sempre apontando a arma para a frente enquanto olhava os lados e revistava o caminho, então ela acabou arrombando a porta do quarto de Julia, e a encontrou chorando muito, apavorada e encolhida num cantinho do quarto. Elena correu em direção à menina, ajoelhou-se em sua frente e a cobriu em um abraço protetor, que para Julia foi confortável e um verdadeiro alívio. Elena era o único auxílio de Julia, sua irmã Andressa não tinha cel, vivia solta por aí e só aparecia de vez em quando.Elena sentiu um alivio tão grande quando sentiu Julia sã e salva em seus braços, que por um instante tinha se esquecido do fato no banheiro, mas ela logo se lembrou ao ouvir um policial chamá-la:

-Elena... veja isso....

Está levantou-se, segurou na mão de Julia e a levou consigo, sem solta-la. E então viu a cena horrível, e Julia calada, a mostrou o que leu atrás da porta... Elena ficou totalmente confusa, e ao mesmo tempo esperançosa, pois estava olhando para uma pista nova, que talvez, pudesse mudar o rumo das investigações e rumores.

Dois dias depois, Julia já não se encontrava mais na casa onde morava antes com sua irmã mais velha que nunca estava em casa, Andressa concordou em deixar a irmã menor na casa de Elena, que se ofereceu para cuidar da garota. Andressa parecia ser largada e não querer nada com a vida, mas temia a vida da irmã, mesmo não podendo sempre estar com ela... seu trabalho era complicado, ela nunca havia dito pra ninguém onde e em quê trabalhava exatamente. Sua vida era um mistério até pra si própria.Mas Julia estava bem, sua cicatriz não mais doía, e ela adorava a companhia de Elena, que às vezes a deixava sem graça e mal a costumada. Mas isso deixava a menina mais confortável e a vontade, estava tendo uma visão de Elena que para si que a confortava, Elena estava sendo quase uma mãe para ela, então de alguma maneira, Julia se sentia feliz com ela.

Julia quase não via os pais, sempre foi muito unida com Andressa, e quando Andressa foi expulsa de casa, Julia quis ir junto, pois nunca achou justo o que aconteceu. Por isso acabou morando com a irmã, que quase nunca estava em casa com ela, então aprendeu a se virar, mas sempre gostou da companhia de Andressa, quando ela podia estar com ela. Para Julia, Andressa era mais que irmã e amiga, ela a admirava tanto desde menor, que se não fossem irmãs, tentaria com certeza Andressa para si. Sempre que a irmã mais velha saia, Julia sentia um aperto enorme no coração, na casa onde morava, sempre fazia a comida em dobro, se preocupando com a irmã, que a qualquer hora poderia voltar cansada e com fome... quase não haviam roupas de Andressa para lavar, mas sempre que tinha, Julia mesmo o fazia sem reclamar... talvez seria um desejo oculto dela sempre fazer essas coisas para a irmã como se fosse sua mulher, mas Andressa nunca percebia, nunca notava no que Julia fazia para si, e até ignorava certas conversas com a irmã.

Se ela sabia sobre a vontade de Julia, sempre soube fugir disso, se não sabia era mesmo uma desligada e cabeça-de-vento como sempre fora, e Julia adorava essa personalidade dela mesmo irritando às vezes.Por falar em Andressa... por onde essa andava? Isso era tudo o que Julia sempre pensava. Inclusive, era o que estava pensando enquanto fazia sua lição de casa...

-Ai, ai... Deus proteja Andressa... – Acabou pensando alto, num sussurro... acabou continuando, pois estava só, já que a Elena havia ido trabalhar. – Idiota... droga, Andressa... tinha que me deixar sozinha justo quando preciso tanto de você, pela segunda vez..?

Ela bem que queria que a irmã aparecesse pela porta, como quando ela sempre costuma surpreende-la com suas aparições repentinas, e relâmpagos. Ao menos para lhe dizer que esta bem, mesmo apenas tendo a visto no dia em que seu gato morreu, estava sentindo mais falta da irmã ultimamente do que o normal... e mais um dia se passou, e Julia mantinha seu sentimento oculto pela irmã cada vez mais forte em segredo.

Notas finais
Desculpem os erros de escrita.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.