Cheerock

16 Capítulo15


Notas iniciais
rapidin aqui, aproveitem, mandem reviews!! kisses

Victor

– Você tem certeza disso? – perguntou Carly.

– Absoluta – respondi.

Ela fez cara de raiva e bateu o pé.

– Droga! Estava tão bom assim!

Ri.

– Alguma hora as aulas tinham que voltar, né?

– Só pensei que não fosse ser tão cedo!

– Parece que nossas férias de verão vão ser antecipadas por causa de um evento que vai ter no colégio, então eles também anteciparam as aulas.

Ela bufou.

– Vamos sair.

– Sair?

– É.

– Por que tão repentino?

– Quero aproveitar ao máximo o final das minhas férias.

Ela agarrou meu pulso e um cachecol e me carregou escada abaixo.

– Janice? – disse ela quando minha mãe apareceu na porta da cozinha carregando a sonda do meu pai – Eu e Victor vamos passear no parque, tudo bem?

– Victor? No parque? Claro!

Ela subiu com um sorriso no rosto.

Carly me encarou.

– O que? Eu não sou fã de locais abertos com gente dentro.

– Mas você vai hoje comigo mesmo assim.

Suspirei.

– Que escolha eu tenho?

Fui praticamente arrastado até o maior parque da cidade e começamos a andar pela a calçada. Resumindo: começamos a andar em círculos junto com outros idiotas.

Carly segurava minha mão para não me deixar escapar e não parava de falar de bolsas de marca. Eu estava entre o nojo do lugar e o enjoo do assunto da conversa.

– Victor? – perguntou alguém na nossa frente que eu não tinha visto por que estava olhando para o céu.

Abaixei o olhar e minha espinha gelou.

– Nessa...

Carly tinha parado de falar e olhava para a garota com certo nojo. Alguém iria sair machucado ali e eu tinha quase certeza que ia ser eu. Guilhotinado.

– Caramba, eu não sabia que agora você ia a parques! Como você está?

Ela veio em minha direção e me deu dois beijinhos na bochecha. Uma mania irritante que só ela fazia.

– Estou bem – Nessa olhou para Carly e eu pude sentir fagulhas no ar – Essa é minha...

– Namorada – completou Carly antes que eu tivesse tempo de terminar a fala.

Então as duas deram dois beijinhos no rosto uma da outra. Pareciam duas cobras prontas para dar o bote uma na outra.

– Victor, querido – Carly me chamou de querido é por que a porra tá séria – Vai comprar sorvete pra gente.

Um homem honrado perceberia que aquilo não era um pedido, mas uma ordem.

– Claro.

Virei-me, mas Carly ainda não tinha soltado minha mão.

– Quase esqueci – disse ela ficando na ponta do pé e me dando um beijão – Obrigada.

Quase corri até a sorveteria.

– E então, o que vai ser? – perguntou o balconista.

– Um de chocolate, um de morango e... – será que deveria trazer para Nessa também? – um de flocos.

– Certo, dá cinco dólares.

Olhei para trás e vi as duas conversando animadamente, mas ainda assim parecia ter uma aura negra ao redor delas.

– Tomara que tenha briga – disse o balconista – Adoro briga de mulher.

– Tomara que nada aconteça.

– Aposto na morena.

Ah, isso por que você não conhece Carly Upsent.

– Aposto na loira.

– Fechado.

Ficamos observando a briga verbal. Parecia um empate até agora. Carly atacava e Nessa atacava em intervalos de tempo iguais, mas a loira parecia ter uma carta na manga, pois tinha aquele sorriso de quem domina a situação.

– Ah, seu sorvete.

Carly finalmente pareceu dar seu golpe e Nessa se calou e depois mostrou uma cara de raiva.

O balconista me entregou os sorvetes.

– Acho que vai ter briga agora.

Peguei os três como pude e corri para impedir a briga.

– Sorvete – falei assim que apareci.

– Obrigada meu amor.

Meu amor?!?!

– Na... Nessa... eu não sabia qual sabor você queria e peguei flocos, tudo bem pra você?

Ela fez uma careta e pegou o sorvete.

– Claro, preciso ir agora.

– Tchau – falei lambendo uma gota que estava caindo.

– Adeus, Nessinha. Espero que possamos nos ver novamente – disse Carly.

“Nessinha”?!?!

– Adeus, querida.

Ela se foi e Carly começou a saborear seu sorvete de morango.

– Meu favorito – disse ela.

Recomeçamos a andar.

– Então, eu falei de Louis Vitton, de Prada, mas ainda não falei de Victor Hugo.

Sorri.

– É mesmo.

E passei o resto da tarde escutando sobre marcas de bolsas. E nem era tão ruim assim.

Carly

Meu dia estava perfeito. Tínhamos Tomado café cedo e jogado war até a hora do almoço. Até Victor me dizer que as aulas começavam em cinco dias.

– Você tem certeza disso? – perguntei.

– Absoluta.

– Droga! Estava tão bom assim!

Ele riu da minha birra.

– Alguma hora as aulas tinham que voltar, né?

– Só pensei que não fosse ser tão cedo!

– Parece que nossas férias de verão vão ser antecipadas por causa de um evento que vai ter no colégio, então eles também anteciparam as aulas.

Bufei. O que eu tinha feito nas minhas férias? Quase nada! Isso estava muito errado, era preciso sair imediatamente.

– Vamos sair.

– Sair?

– É.

– Por que tão repentino?

– Quero aproveitar ao máximo o final das minhas férias.

Peguei sua mão e coloquei um cachecol vermelho. Descemos as escadas até eu ver Janice saindo da cozinha e parar.

– Janice? Eu e Victor vamos passear no parque, tudo bem?

– Victor? – ela parecia confusa – No parque? – seu rosto se iluminou de alegria – Claro!

Ela subiu sorrindo e cantarolando.

Ok, aquilo era estranho. Olhei-o.

– O que? Eu não sou fã de locais abertos com gente dentro.

– Mas você vai hoje comigo mesmo assim.

Ele suspirou.

– Que escolha eu tenho?

Apesar da sua voz soar entediada eu pude notar um leve sorriso no canto da boca.

Chegamos ao melhor e mais bonito parque da cidade e começamos a andar na estradinha. Segurei a mão de Victor para mostrar a todas aquelas vadias que ele era MEU e comecei a conversar sobre um assunto que eu tinha certeza de que ele não gostava: bolsas. Ele olhava para o céu como se perguntasse por que ele tinha sido escolhido para sofrer tanto naquele dia. Estava funcionando, então continuei a falar de bolsas.

– Victor? – disse uma garota parada na nossa frente.

Victor a olhou e começou a ficar nervoso.

– Nessa...

Ah... Nessa... Wanessa, a ex dele. Aquela vadia que deixou ele depois do acidente do pai dele. Eu não iria cometer a calúnia de dizer que ela era feia. Não mesmo, Wanessa era linda. Ela tinha aqueles cabelos pretos e sedosos que caíam em cascata pelas costas e aqueles olhos azul-escuros que a deixavam com uma aparência de uma atriz de Hollywood. Mas seu corpo não era tão perfeito assim, ela tinha uma barriguinha proeminente, mas seus braços e pernas eram finos, o que me fazia perceber que éramos quatro ali.

– Caramba, eu não sabia que agora você ia a parques! Como você está?

Ela deu dois beijinhos no rosto dele. É claro que Victor não correspondeu, ele não é nem louco.

– Estou bem – ele parecia assustado – Essa é minha...

– Namorada – terminei a frase.

Ah, mas é claro que eu não a deixaria beijar meu namorado de graça, então dei mais dois beijinhos nela e quase pude sentir o veneno na pele dela.

– Victor, querido – falei exagerando no “querido” para que ele percebesse que eu o queria longe daqui – Vai comprar sorvete pra gente.

Ele entendeu o recado.

– Claro.

Ele ia se virando, mas eu não podia deixa-lo sair sem marcar território.

– Quase esqueci – puxei-o para um beijo e depois, com a voz mais doce, completei – Obrigada.

Ele foi se afastando e me virei para Wanessa.

– Vocês namoram há quanto tempo?

– Não é da sua conta, querida.

– Eu o namorei por dois anos. Victor não gosta de loirinhas metidas.

– Assim como ele não gosta de passear na praça?

Ela riu.

– Você pensa que eu não vi a cara de tédio dele? Vocês dois não duram nem um ano.

– E parece que eu o conheço mais do que você, né? Por que mesmo vocês dois acabaram? Ah, claro, você o deixou na hora que ele mais precisava.

– Victor mudou de uma hora para outra, tudo bem. Ele passou a gostar de música ruim, tocar guitarra e começou a ser indiferente para as coisas.

– Então por que está se atirando em cima dele se nada disso mudou?

– Estou disposta a dá-lo uma segunda chance. Victor me conhece muito bem, ele vai trazer meu sorvete favorito sem nem me perguntar o sabor.

– Quer apostar?

Ela riu.

– Não preciso apostar com você, querida. Eu sei que vamos voltar, fomos feitos um para o outro. No final do dia, você vai chorar por ter perdido o namorado.

– E daqui a mais ou menos cinco meses você vai chorar por não ter usado camisinha.

O rosto dela ficou branco e os olhos arregalados.

– Olha aqui, sua...

Foi quando Victor chegou.

– Sorvete.

– Obrigada meu amor.

Ele me encarou assustado.

– an... Nessa... eu não sabia qual sabor você queria e peguei flocos, tudo bem pra você?

Ela fez uma careta e pegou o sorvete. Obviamente ele tinha errado o sabor.

– Claro, preciso ir agora.

– Tchau – ele disse indiferente.

– Adeus, Nessinha. Espero que possamos nos ver novamente.

– Adeus, querida.

Comecei a tomar meu sorvete de morango. Ele acertou meu sorvete favorito. Ciúmes bobos esses... Victor nunca voltaria com ela.

– Meu favorito – declarei.

Recomeçamos a andar. Victor estava calado.

– Então, eu falei de Louis Vitton, de Prada, mas ainda não falei de Victor Hugo.

Ele sorriu e até se envolveu com a conversa.