Cheerock
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Carly
Eu não tinha o número dele, então não pude ligar para avisar que estava indo. Por isso não foi surpresa não ver ninguém lá quando chegamos.
– Tem certeza que é aqui? – perguntou ele.
– Sim – respondi.
Sentei nos degraus que levavam a porta e cruzei os braços.
– An... Carly? Você sabe quanto tempo vamos ter que esperar?
– Não.
Ele suspirou e logo se sentou ao meu lado.
– Minha mãe vai me matar – disse ele algum tempo depois.
– Um bocado de gente quer me matar.
Ele riu.
– Certo.
– Eu estou falando sério.
– Eu sei disso. Eu vi alguns participantes do fã clube “quero matar a Carly”.
Será que ele sempre vai querer fazer essas piadas idiotas? Se bem que essa nem foi tão ruim assim.
– Você sempre gosta de fazer essas piadas idiotas?
– Só com jovens bonitas.
Ri. Quando o olhei ele estava sorrindo e arqueando uma sobrancelha.
– Tipo a Sra. Humperford?
– Emily?
– Sim.
Ele franziu as sobrancelhas e então seu rosto se iluminou.
– Você tá falando da coordenação, hoje de manhã?
– Sim. Você fez uma piada muito idiota sobre o trânsito e ela riu.
– Emily é uma pessoa muito risonha. Ela ri de absolutamente qualquer coisa. Inclusive se você a mandar não rir (n/l.: eu também L)
– Jura? Nossa, eu vou tentar isso da próxima vez que chegar atrasada.
– Você devia. Nunca viu Emily gargalhar? É a coisa mais engraçada do mundo. Parece um porco rindo! (n/l.: eu também... L)
Ri ainda mais.
– Eu com toda certeza vou tentar isso.
Ele riu também e mexeu no cabelo.
– Victor, por que você se escondeu de Ted hoje?
– Sabe, apesar de Ted e eu andarmos mais frequentemente, Logan também é nosso amigo.
– Então por que se escondeu de Ted e Logan hoje?
Ele suspirou e passou as mãos pelo cabelo várias vezes, bagunçando.
– O diretor me suspendeu das atividades da banda por uma semana e eu não quero dizer isso pra eles.
– Por quê?
– Por que eles iriam querer treinar depois da minha suspensão na casa de alguém.
– E daí?
– E daí que poderia ser a minha casa.
– E...?
– Eu... lembra que eu não falo de coisas que não quero e você não fala de coisas que não gosta?
– Certo, então você vende drogas e sua casa é o point?
Ele franziu as sobrancelhas.
– Não, você acha que eu tenho cara de traficante?
– Não, mas nunca se sabe. Então você esconde um aliem na sua casa?
Ele segurou o riso.
– Claro, e eu sou Papai Noel.
– Já sei. Sua família é composta por assassinos de aluguel e vocês estão fugindo da polícia.
– Então é melhor tomar cuidado comigo garota!
– Certo. Então vocês são vampiros e se alguém for pra sua casa vocês podem não se controlar e comer essa pessoa?
– Eu acho melhor você parar de tentar adivinhar.
– Só até você me dizer.
– Eu já disse que não quero falar sobre isso Carly!
– Victor, eu estou tentando te ajudar, mas não vou conseguir te ajudar, se você não me ajudar a te ajudar.
Ele continuou calado e olhando para baixo.
– Ei, foi uma piada, você não vai rir? – insisti.
Foi quando o vi esfregando os olhos e notei que no chão tinham algumas gotas, provavelmente lágrimas.
– Ai. Caramba. Me desculpa Victor eu não...
– É o meu pai, tá certo – ele continuava olhando pra baixo e passando as mãos pelos cabelos – Ele sofreu um acidente há três anos por minha culpa.
– Sua culpa?
– É...
Eu não sabia o que fazer. O duro e sem sentimentos Victor Simons estava chorando ao meu lado e tudo por que eu o pressionei demais.
– Desculpa – insisti – Não precisa falar.
Ele levantou a cabeça e ficou fitando o nada em frente, sem expressão. De fato seu nariz estava rosado e os cílios ainda molhados.
– Ele é um vegetal. Não faz absolutamente nada, só olha para o vazio.
Eu já tinha ouvido falar ou li em algum lugar do estado vegetativo, mas muito superficialmente.
– Eu nunca disse nada pro Ted ou Logan e não quero que eles descubram.
– Por quê?
Ele finalmente me olhou, mas não parecia triste ou com raiva e sim triste, aflito.
– Por que eu não quero que ninguém sinta pena de mim como você claramente está sentindo agora.
– Então somos dois.
Ele franziu as sobrancelhas.
– Eu também não quero que ninguém descubra o que Terrence fazia comigo para que ninguém sinta pena de mim.
Ele sorriu.
– Então considerando que ambos somos os únicos a saber dos segredos um do outro vamos combinar de manter os segredos em sete chaves, certo? – concluí.
– Certo – ele disse.
Estendi a mão e ele a apertou.
– Espera, você tem alguma coisa perfurante aí? – perguntou ele olhando para os lados.
– Pra quê?
– Pacto de sangue – ele disse sorrindo.
– Você só vai furar meu dedo quando eu estiver amarrada, ou melhor, nem assim.
Ele riu.
– Certo, então que tal um pacto com cuspe?
– Não encosto no seu cuspe nem morta.
Homens e seus hábitos nojentos.
Ele riu.
– Certo.
Vimos um carro chegando e notei Josh dentro do carro com uma mulher dentro.
Levantei e Victor me imitou.
– É ele?
– Sim.
O carro estacionou e Josh saiu depressa.
– Carly? – ele estava sorrindo e logo me abraçou – Que saudade de você! – então ele viu Victor – Esse é seu namorado?
– Só no inferno – falei abraçando Josh mais uma vez.
Os dois riram.
A mulher saiu do carro e me olhou torto.
– Carly, essa é minha noiva Patrisha.
– Oi – falei estendendo a mão. Ela apertou e deu um sorriso forçado.
– An... Carly? – disse Victor atrás de mim.
Virei-me e ele me abraçou, e fiquei estática.
– Você tem certeza que está tudo bem ficar aqui? Essa mulher não parece muito contente – ele sussurrou no meu ouvido.
– Sim, não se preocupe – respondi.
– Sendo assim eu já vou – disse ele recuando – Até segunda.
Então ele se virou e foi embora.
– Ele é seu namorado, não é?
– Não, é só um amigo que me ajudou – então me virei para Josh – Eu preciso de ajuda Josh.
Ele logo ficou sério.
– Foi algo que ele lhe fez?
– Não, ele me ajudou nesse caso. É algo em casa.
Ele entendeu que não era algo para conversar no meio da rua e me convidou para entrar.
Patrisha realmente parecia estar zangada, mesmo sem motivo aparente.
Josh me levou para a cozinha e me sentou na mesa da cozinha.
– Patrisha, será que pode pegar um pouco de água para Carly?
– Claro – ele respondeu com cara feia.
Fiquei com medo de estar atrapalhando alguma coisa, mas Josh logo tirou minhas preocupações sorrindo e segurando minhas mãos.
– O que houve?
Então expliquei tudo para ele. Patrisha logo saiu da cozinha e subiu as escadas e Josh parecia cada vez mais sério.
Quando acabei ele segurou forte minha mão e beijou-a.
– Querida, por que não veio antes?
– Eu tive medo – falei.
– Oh, querida. Você é sempre bem-vinda aqui – ele disse – Você deve estar exausta. Venha, vou te levar para seu quarto.
Ele me levou para uma suíte, a que eu costumava ficar quando vinha passar o final de semana aqui na infância.
– Ainda tem algumas coisas suas aqui, vou pegar algumas roupas íntimas de Patrisha e uma camisola. Sinta-se a vontade para tomar banho e pegar qualquer coisa aqui, certo?
– Obrigada Josh – falei abraçando-o.
Ele logo se foi e eu entrei no banho. Esfreguei-me bastante e depois de trinta minutos saí aliviada e cansada.
Deitei-me nua mesmo e me cobri com os lençóis.
Estava quase dormindo quando escutei gritos. Eles estavam brigando. Patrisha estava com muita raiva de Josh por ele ter me acolhido.
E novamente eu não tinha aonde ir.
Cobri-me bem e comecei a chorar até o cansaço me vencer e eu adormecer.
Victor
– Tem certeza que é aqui? – perguntei quando chegamos a uma casa amarela num bairro de classe alta.
– Sim – ela respondeu convicta e sentando-se nos degraus.
– An... Carly? Você sabe quanto tempo vamos ter que esperar? – perguntei preocupado.
– Não.
Suspirei e sentei junto dela. Não posso deixar uma garota sozinha no meio da rua depois de tudo o que ela passou. Mesmo que eu vá receber o maior carão da história da humanidade quando chegar em casa. Claro que minha mãe poderia ter me ligado para perguntar onde eu estava, mas ops! Esqueci o maldito celular na pressa de chegar em casa.
– Minha mãe vai me matar – falei.
– Um bocado de gente quer me matar.
Ri. Não importa o quanto eu me sinta desgraçado agora, Carly é bem mais desgraçada que eu.
– Certo.
– Eu estou falando sério.
– Eu sei disso. Eu vi alguns participantes do fã clube “quero matar a Carly”.
Certo, piada ruim, mas é melhor uma piada sem graça do que piada nenhuma para aliviar o clima.
– Você sempre gosta de fazer essas piadas idiotas?
– Só com jovens bonitas.
Olhei-a com uma sobrancelha arqueada. Só notei que aquilo mais parecia uma cantada quando já tinha saído. Talvez eu possa usar essa piada com alguma garota que eu estiver a fim.
– Tipo a Sra. Humperford?
– Emily?
– Sim.
Franzi as sobrancelhas. De certo modo eu estava aliviado por ela não ter notado que aquilo parecia um flerte, mas por que Emily entrou na conversa, mesmo?
Então me lembrei da coordenação mais cedo, quando fiz aquela piada sobre o trânsito.
– Você tá falando da coordenação, hoje de manhã?
– Sim. Você fez uma piada muito idiota sobre o trânsito e ela riu.
Ok, preciso me explicar. Não posso deixar ela pensar que estou a fim da Sra. Humperford, uma velha magra e com cara de bruxa.
– Emily é uma pessoa muito risonha. Ela ri de absolutamente qualquer coisa. Inclusive se você a mandar não rir.
Ela gargalhou. Foi até fofo.
Foco, Victor.
– Jura? Nossa, eu vou tentar isso da próxima vez que chegar atrasada.
– Você devia. Nunca viu Emily gargalhar? É a coisa mais engraçada do mundo. Parece um porco rindo!
É verdade. Desculpe Emily, mas você realmente merece ser a piada hoje. E ela riu ainda mais.
– Eu com toda certeza vou tentar isso.
Ri também e passei as mãos no cabelo. Vamos encarar isso como um treinamento para quando eu realmente precisar de meus dotes de flerte. Por enquanto está funcionando, eu acho.
– Victor, por que você se escondeu de Ted hoje?
Mudando de assunto? Poxa, frescar com Emily!
– Sabe, apesar de Ted e eu andarmos mais frequentemente, Logan também é nosso amigo – fugi ligeiramente do assunto, esperando que ela não pressionasse.
– Então por que se escondeu de Ted e Logan hoje?
Ok, não funcionou. Carly Upsent tem mais cérebro que eu imaginava. Palmas para Carly.
Suspirei e passei as mãos pelo cabelo como sempre faço quando fico nervoso. Droga.
– O diretor me suspendeu das atividades da banda por uma semana e eu não quero dizer isso pra eles – expliquei logo, para sair do assunto.
– Por quê?
Ah, garotinha curiosa dos infernos!
– Por que eles iriam querer treinar depois da minha suspensão na casa de alguém.
– E daí?
Ela não vai para com o interrogatório?
– E daí que poderia ser a minha casa.
– E...?
Droga, estamos chegando em um território perigoso. Preciso sair daqui.
– Eu... lembra que eu não falo de coisas que não quero e você não fala de coisas que não gosta?
Isso ela entende, certo?
– Certo, então você vende drogas e sua casa é o point?
Errado. Cale a boca Carly Upsent!
– Não, você acha que eu tenho cara de traficante?
– Não, mas nunca se sabe. Então você esconde um aliem na sua casa?
Segurei o riso. Um alienígena? Mas que merda é essa?! Essa garota tá vendo filme demais.
– Claro, e eu sou Papai Noel.
– Já sei. Sua família é composta por assassinos de aluguel e vocês estão fugindo da polícia.
– Então é melhor tomar cuidado comigo garota!
Esse joguinho já estava até ficando legal. Tentei me acalmar. Meu coração ainda estava acelerado, como sempre fica quando me perguntam sobre meu pai.
– Certo. Então vocês são vampiros e se alguém for pra sua casa vocês podem não se controlar e comer essa pessoa?
– Eu acho melhor você parar de tentar adivinhar – por que está começando a ficar ridículo.
– Só até você me dizer.
Ai, não. Estava até ficando legal. Poxa, será que ela não pode se contentar com nosso ódio mútuo e se calar?
– Eu já disse que não quero falar sobre isso Carly! – falei abaixando a cabeça, por que meus olhos já estavam ardendo um pouco e eu estava começando a ter vontade de sair correndo dali.
– Victor, eu estou tentando te ajudar, mas não vou conseguir te ajudar, se você não me ajudar a te ajudar – ela repetiu o que eu disse na enfermaria do asilo.
Continuei calado. Será que ela não pode calar essa maldita boca? Não consegui mais segurar as lágrimas e elas começaram a cair.
Porra. Odeio chorar perto dos outros.
– Ei, foi uma piada, você não vai rir?
Rapidamente enxuguei os olhos e respirei devagar para tentar me acalmar.
– Ai. Caramba. Me desculpa Victor eu não...
– É o meu pai, tá certo – falei passando as mãos nos cabelos. Se eu falar logo talvez ela cale essa maldita boca – Ele sofreu um acidente há três anos por minha culpa.
– Sua culpa?
– É...
Ela se calou. Senti mais vontade de chorar, mas dessa vez segurei.
– Desculpa – Ela falou nervosa. – Não precisa falar.
Levantei a cabeça e olhei para a rua.
– Ele é um vegetal. Não faz absolutamente nada, só olha para o vazio. Eu nunca disse nada pro Ted ou Logan e não quero que eles descubram.
– Por quê?
Olhei-a finalmente e vi o que eu odiava ver nos olhos das pessoas quando elas descobrem sobre meu pai: pena. Odeio esse olhar nas pessoas, mas em Carly eu não consegui ficar com tanta raiva. Algo naquele olhar não me deixava ficar com tanta raiva. Merda de líder de torcida.
– Por que eu não quero que ninguém sinta pena de mim como você claramente está sentindo agora – expliquei.
– Então somos dois.
Franzi as sobrancelhas.
– Eu também não quero que ninguém descubra o que Terrence fazia comigo para que ninguém sinta pena de mim.
Sorri. Carly Upsent é mais parecida comigo do que imaginei.
– Então considerando que ambos somos os únicos a saber dos segredos um do outro vamos combinar de manter os segredos em sete chaves, certo? – ela disse.
– Certo – concordei.
Ela me estendeu a mão e apertei, selando nosso trato.
– Espera, você tem alguma coisa perfurante aí? – perguntei, brincando.
– Pra quê?
– Pacto de sangue – a cara dela foi muito engraçada.
– Você só vai furar meu dedo quando eu estiver amarrada, ou melhor, nem assim.
– Certo, então que tal um pacto com cuspe?
– Não encosto no seu cuspe nem morta.
Ri mais.
– Certo.
Um carro chegou mais perto da casa, como se fosse estacionar. Carly se levantou em um salto, sorrindo. Imitei-a.
– É ele? – perguntei, para ter certeza.
– Sim.
O carro estacionou e um homem ruivo e de porte atlético saiu.
– Carly? – ele a abraçou sorrindo – Que saudade de você! – Esse é seu namorado? – perguntou ele me olhando.
– Só no inferno – ela respondeu abraçando-o novamente. Poxa, valeu Carly.
Mesmo assim ri.
Uma loira gigantesca saiu do carro e olhou de cara feia para nós.
– Carly, essa é minha noiva Patrisha.
– Oi – ela disse apertando a mão. Aquela mulher não parecia estar nada feliz.
– An... Carly? – falei.
Precisava perguntar algo para ela em particular, mas se a chamasse para um canto, eles notariam.
Então tive a ideia de abraça-la bem no momento que ela se virou. Ela pareceu assustada, mas eu também ficaria se fosse ela.
– Você tem certeza que está tudo bem ficar aqui? Essa mulher não parece muito contente – sussurrei no ouvido dela, para não ser ouvido por Josh e Patrisha.
– Sim, não se preocupe – ela respondeu sem se preocupar de ser tão restrita.
– Sendo assim eu já vou – respondi soltando-a. Algo em mim dizia para não deixa-la sozinha ali, mas a ansiedade do carão que minha mãe vai me dar estava me matando – Até segunda.
Então fui correndo para casa. Não era tão longe da casa de Josh.
Quando cheguei vi todas as luzes acesas e soube que ficaria encrencado.
Abri a porta e vi todos os vizinhos rodeando a sala.
– Victor Simons! – gritou minha mãe quando me viu – Você está de castigo! Sabe o quanto fiquei preocupada quando você não voltou e não atendia o celular?
– Desculpa mãe, eu te explico tudo!
– Explica nada! Pro quarto agora mesmo e sem nada das coisas que você gosta por uma semana!
– Pode ser mais específica? – perguntei.
Ela ficou vermelha de raiva.
– Computador, música, amigos e doce. Saquei – respondi correndo para a escada.
Ainda pude ouvi-la se desculpar com os vizinhos. Eles com certeza não estavam ali para me ver levando uma bronca. Estavam ali para comemorar o aniversário do meu pai. De novo.
Minha mãe gosta de dar a semana de festas quando tem de fazer uma festa e pelos próximos cinco dias teríamos mais aniversários com diferentes pessoas aqui em casa.
Entrei no quarto de casal e vi tudo igual.
– Oi, pai – falei com pressa – Desculpa se te deixei preocupado. Tive um problema hoje e resolvê-lo demorou mais do que eu esperava. Amanhã é dia dos machos aqui em casa! Prepare-se!
Então fui ao meu quarto e tomei um banho.
Quando finalmente caí na cama Hugo entrou no meu quarto.
– Ted ligou, tipo umas cem vezes e ele me falou mais sobre a Carly.
– Sai daqui.
– Você gosta dela né?
– Eu a odeio, sai daqui. Tive um longo dia e tô morto.
– Mas...
– Sai! – gritei e ele obedeceu com medo.
Amo o fato de o meu irmão ter tanto medo de mim.
E com isso na cabeça, capotei.
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