Cheerios
10 Use paz. Seja da drogas.
Notas iniciais
Mike levou Cheerios até uma limusine na rua. Esperou pacientemente a limusine sair, como um bom cavalheiro faz e então atravessou a rua e entrou no seu fusquinha verde. Cheerios achou aquele fusca a coisa mais linda. E não era apenas porque ele lembrava um supositório.
Cheerios ama supositórios.
– E aí, gatinha. Como foi o último dia no hospital? — Mike perguntou, numa tentativa descarada de quebrar o climão. Talvez ele só quisesse que Cheerios parasse de cheirar seu pescoço.
O cheiro era tão bom...
– Foi ótimo. Um personagem de desenho animado me visitou, mas acho que isso não foi no último dia... — Ela parou de falar, pensativa. — Na verdade eu acho que meu último dia foi uma merda.
– Bom, bom. Muito bom. — Mike respondeu, claramente não dando a mínima para o que a menina falava.
Então, Cheerios entendeu.
Mike não gostava dela. Só queria comer ela.
Deus... Cheerios era, com certeza, a menina mais sortuda do universo!
– Mike... O que você acha de irmos para um motel?
O sorriso na cara do homem aumentou tanto que dava até para ver seu esôfago.
– Só se for agora!
Então ele virou bruscamente para a direita e bateu num carro que estava vindo.
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