Chaves e Patrulha Salvadora contra o Mal
1 Prólogo
Notas iniciais
Boa leitura.
Estava um dia normal na escola, eu estava indo com Chiquinha para a escola com o nosso motorista, descemos do carro, nos despedimos do motorista e fomos para a sala pra não chegarmos atrasados.
Assim que chegamos na sala, ficamos conversando com meus amigos na sala até a hora da aula começar, mas a professora, que sempre chegava na sala com uma cara séria e de tédio, apareceu toda sorridente e triunfante feito bicha louca, logo eu desconfiei que tinha uma "boa" notícia.
-Atenção alunos, a diretora quer ter uma palavra com vocês.-disse ela, fazendo sinal para a diretora entrar.
Gelei. Será que a diretora ia acusar alguém?
-Bom dia alunos. Venho aqui os informar que a escola está em parceria com uma clínica que acabou de abrir na cidade e eles estão pedindo alunos para fazerem um teste com um soro contra a AIDS. Alguém quer ir?- perguntou a diretora.
-Os alunos que forem não precisarão vir a escola durante os dias de testes.- a diretora completou.
Todos levantaram a mão querendo ir, óbvio, até o Sérgio, o Horácio, o Esteban e a Chiquinha.
-Bom, mas só poderão ir alunos com notas boas, pelo menos uma nota 9. Eu não posso deixar qualquer um ficar longe da escola por duas semanas. – disse a diretora.
-Bom, o único que tirou notas boas aqui foi o Chávez, o Sérgio, Horácio, Esteban e Chiquinha, só eles tiraram umas duas notas 9. — disse a professora, tive vontade de pular de alegria, mas me contive.
-Então, só sobra vocês nessa turma, vocês aceitam ir?- perguntou a diretora.
-Sim.- nós cinco dissemos juntos, ficar duas semanas longe da escola seria ótimo, não que eu odiasse a escola, mas você sabe como é.
-Então, venham aqui hoje ás 15 horas, um carro da clínica vai passar buscar vocês.- disse a diretora, saindo depois e a aula começou normalmente.
O resto das aulas foi bastante animado, eu e Chiquinha combinamos com Horácio, Esteban e Sérgio de irmos para minha casa e esperar a hora de ir. Almoçamos, jogamos vídeo game, fizemos as lições e finalmente deu 15 horas. Fomos à pé mesmo para a escola e o tal carro da clínica já estava lá pra buscar a gente.
-Olá, vocês devem ser os representantes da escola, certo? – perguntou uma mulher vestida toda de branco.
-Sim.- disse Esteban.
-Então vamos, entrem.- a mulher disse, sorridente.
Entramos no carro e ela dirigiu até o portão da clínica.
-Chegamos.-disse a mulher- Podem entrar, o balconista vai lhes dizer onde vocês devem ir.
Saímos do carro e fizemos o que a mulher mandou, o recepcionista nos conduziu até o corredor onde ficava a tal sala, que tinha uma fila curta ainda, o que dava pra ver que nossa vez chegaria rápido.
-Mas escutem bem. Só pode entrar um por vez, ok?- perguntou o homem da recepção e nós assentimos, depois ele voltou para seu lugar.
Como eu estava na frente de todos os quatro, eu fui o primeiro, chegando lá, um frio na barriga me percorreu, mas a mulher que ia me aplicar a injeção percebeu e tentou me acalmar.
-Calma garoto, não vai doer, eu prometo.- ela disse, aquelas palavras me deixaram mais tranquilo, mas não totalmente, depois, ela amarrou um pedaço de borracha no meu braço direito e me mandou olhar pra cima e eu assenti.
Quando ela aplicou a injeção, percebi que realmente não doía, era como uma picada de mosquito, assim que ela tirou a agulha do meu braço, respirei aliviado, mas logo minha visão começou a embaçar, tentei chamar a mulher que injetou o tal soro em mim, mas a voz ficou presa na garganta, quando tudo ficou escuro.
Enquanto isso... Pov Seu Madruga.
-Madruga, que bom ver você, sabia que abriu uma clínica nova na cidade?- perguntou Rogério, um dos meus melhores clientes.
-Sabia sim, mas temos tantas por aqui.- eu respondi.
-Eu sei, mas ela está procurando gente para testar uma vacina contra a AIDS, eu estou indo testar, quer ir comigo?
-Eu não sei, não posso sair daqui agora.
-Não se preocupe, eu já conversei com o seu chefe e ele me disse que vai deixar. — então ele já falou com o meu chefe e nem me avisou? Que babaca.
-Tudo bem então, Rogério, já volto.- eu disse, friamente.
Quando chegamos lá na clínica, o homem da recepção nos recebeu prontamente e conduziu-nos até a sala que estava sendo feito o teste do soro.
-Só pode ir um de cada vez.- disse ele.
-Então eu vou. Quanto mais rápido fizermos isso, mais rápido vamos embora.- eu disse e entrei, já que não tinha ninguém. A mulher que aplicaria a injeção me mandou sentar numa cadeira e eu sentei.
-O senhor já tomou uma injeção?- perguntou ela.
-Já. Por quê?- perguntei, confuso.
-Por nada, é que já tive que injetar o soro em pessoas da idade do senhor que têm medo de injeção.- ela riu.
-Eu não tenho.- eu ri também.
-Então, me dê seu braço e olhe para cima.- disse a mulher e eu obedeci.
Antes mesmo da mulher terminar de aplicar a injeção, senti tudo à minha volta ficar girando, tentei levantar, mas naquele estado que eu estava era impossível, pois eu cairia, depois de alguns segundos, apaguei.
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