Chaves e Patrulha Salvadora contra o Mal
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Meu deus, isso sim foi uma aventura emocionante, eu não sabia que isso aconteceria claro, mas eu pude voar pra fora do meu país para derrotar um androide muito maior do que eu, aquele androide "grandissississíssimo" era meio esquisito, nunca tinha visto um, no começo até pensei que pudesse ser uma pessoa comum disfarçada de robô, mas quando entrei lá dentro dele, percebi que ele era realmente inacreditável. Voltei agora pra casa depois de salvar aquele cidade que eu nem sei onde fica, agora estou aqui, em casa, me preparando pra dormir, acho que amanhã não irei na tal palestra que eles disseram que vão fazer, já me deram os poderes, disseram que eu só poderia voltar lá se eu visse alguma coisa errada, mas parece que está tudo perfeito, até voar eu posso. É isso aí, vou viver como super-herói o resto da vida, de manhã eu estudo e de tarde à noite eu salvo o mundo, posso me dar muito bem assim, ou pelo menos, é assim que eu espero.
Enquanto isso...
–Chefinho, o senhor não vai acreditar, nosso androide foi destruído.-disse o Ogro.
–Como assim destruído?- perguntou Quase Nada.
–Destruído oras, parece que alguém conseguiu entrar dentro dele e provocar um curto-circuito, depois ele caiu no chão e explodiu, foi tudo muito rápido, não tenho certeza.
–Será que vocês podem me trazer o androide de volta? Eu posso consertá-lo.
–Tá bom, vem comigo Espelho.- disse Ogro.
Depois que Ogro e Espelho, usando suas forças, levaram o androide de volta para o esconderijo deles, mais que depressa, Quase Nada começou a reconstruí-lo, eles conseguiram, mas ainda faltava muitas coisas a serem instaladas no interior do androide para que ele voltasse a funcionar.
–Salazar? O senhor está aí?- perguntou Espelho.
–Pode entrar.
–Senhor, nós conseguimos reconstruir seu androide, mas ainda precisamos de umas coisinhas pra colocar nele e fazê-lo funcionar, coisas como válvulas, fios de alta tensão entre outras...
–Tudo bem, estou indo comprar na loja aqui perto, mas quero que você fique de olho neles por mim.- Salazar apontou para os patrulheiros capturados e Rabito, agora estavam os quatro dentro de incubadoras, mergulhados em um sono profundo, mas as incubadoras estavam de pé, não deitadas como costuma ser.
–Pode deixar.
E assim Salazar se foi, Espelho, enquanto esperava o chefe voltar, ele olhava para os quatro patrulheiros ali, dormindo, pois já era tarde da noite, até que parou e sussurrou para os quatro como se eles pudessem ouvi-lo:
–Quando os outros patrulheiros forem capturados, o monte de lixo vai ficar completo.
Na sala, Quase Nada e a Bruxa conversam, até que ele se lembra do Chapolin e Super Sam.
–Ei, agora que eu me lembrei: nós também temos que capturar o Chapolin Colorado, pois ele ajudou a patrulha a acabar com nosso androide, aliás, pelo que eu li, ele derrotou nosso androide sozinho, o que mostra que ele também é um perigo pra nós.- disse Quase Nada.
–Isso é verdade, mas eu aposto que ele vai voltar, sem dúvida vai.- disse a Bruxa.
Na sede da Patrulha Salvadora...
Todos estão entendiados, agora que o androide foi destruído, eles não tem como irem atrás dele para descobrir onde os patrulheiros estão, mas Daniel está mais do que certo de que eles estão no esconderijo de Salazar, essa possibilidade atrapalhava seu sono, ele precisava descobrir se sua teoria estava certa, por mais que isso parecesse improvável, até que teve uma ideia: Cirilo havia lhe contado sobre Luiza, a filha de Salazar, então, no dia seguinte, eles poderiam ir até ela e tentar descobrir alguma informação, sem dúvida ela ajudaria, então, não custava tentar.
Ao ter essa ideia, Daniel pegou no sono e esperou até o dia seguinte para perguntar pra Alícia sobre Luiza.
–Alícia, lembra que o Cirilo contou pra nós sobre a Luiza?
–Lembro sim, por quê?
–Você lembra mais ou menos o que foi que ele disse? Se ela tem alguma coisa que possa nos manter em contato com ela?
–Acho que eu tenho o telefone dela aqui.
–Deixa eu te ajudar a procurar.
Eles procuraram em todos os cantos do QG, até que finalmente encontraram o número do telefone da casa de Luiza, debaixo do travesseiro de Cirilo.
–Achei, vamos ver se a Luiza atende.- disse Daniel.
–Alô?- disse Luza.
–Luiza?
–Sou eu.
–É o Daniel, da Patrulha Salvadora.
–Olha, mas que surpresa, vocês nunca me telefonam.
–Eu sei, é que precisamos de uma ajuda sua.
–É pra derrotar meu pai de novo?- ela perguntou com um tom de mágoa na voz.
–Não, é porque quatro de nós lutou com um androide e foram capturados, então, nós queríamos saber se você sabe se eles estão aí na sua casa ou em algum esconderijo dele.
–Olha Daniel, não sei, meu pai nunca me deixou ir até o esconderijo dele, mas se quiserem eu posso lhes dar o endereço.
–Mas é claro, pode falar.
–Tá, anota aí.
Daniel e Alícia estavam completamente eufóricos, finalmente eles teriam a chance de saber onde os quatro patrulheiros capturados estavam, mas não esperavam que fossem conseguir pistas de Luiza, a filha do vilão.
–Ok Luiza, obrigado.- disse Daniel.
–De nada tchau.
–Tchau.- os dois disseram.
Depois disso, os dois começaram a bolar uma estratégia para conseguirem entrar e escapar do esconderijo do Salazar sem serem pegos também, mas como? E, depois de muito pensarem, Daniel, como sempre, teve outra ideia.
–Vou construir um transportador de pulsos, assim, toda vez que estivermos a ponto de sermos pegos e sem saída, é só apertar ele e nós voltaremos pra cá.- disse Daniel.
–Boa ideia, vamos todos te ajudar.
Enquanto isso...
–Chiquinha, preciso te mostrar uma coisa.- eu disse, levando a Chiquinha para o terraço do colégio, onde costumam fazer festas.
–Fala Chavinho, o que é?
–Eu sou o Chapolin Colorado.
–O quê? Como assim??
–É isso mesmo, olha só.- e tirei alguns botões da camisa do uniforme o suficiente pra que ela pudesse ver o coração com o "CH" no peito.
–Chavinho, meu amor, tô impressionada.
–É, mas vê se não conta pra ninguém tá?
–Claro que não.
–Ainda hoje, depois da escola, voltarei para o lugar em que salvei as pessoas como o Jornal dizia, descobri que reconstruíram aquele androide e querem atacar a cidade novamente, por isso, preciso que você me dê cobertura.
–Tá bom.
–Tá, agora vamos voltar pra sala, a aula já vai começar.- eu disse, lhe dando um selinho.
–Sim vamos.
No QG...
–Prestem bem atenção, patrulheiros, quando estivermos lá fora, é só apertar esse botão aqui e todos nós iremos para a base do Salazar, quando quisermos sair de lá, é só apertar o mesmo botão e voltaremos pra cá, entenderam?- disse Daniel.
–Sim patrulheiro Daniel.- todos disseram em coro.
E assim, os patrulheiros que conseguiram escapar do ataque do androide se teletransportaram para a base do Salazar, eles estavam muito próximos de resgatar seus amigos e de descobrirem quem está por trás desse misterioso androide que estava atacando a cidade, por mais que eles tivessem certeza de que era Salazar, não custava ver se era outra pessoa, ao apertarem o botão, aparataram direto para o portão da casa de Salazar, mas não do esconderijo, porém, eles já sabiam onde o esconderijo ficava e foram andando até lá, ao chegarem, olharam-se, vitoriosos, respiraram fundo e entraram de penetra e sorrateiramente no esconderijo de Salazar, finalmente o mistério estava a ser desvendado.
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