Chaves e Patrulha Salvadora contra o Mal
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Enquanto esperávamos o foguete ficar pronto, todos os outros conversavam entre si, eles estavam com emoções diferentes, Alícia e Paulo estavam tensos, mas não entre si, era de ansiedade pra que aquele foguete ficasse pronto logo, Jaime e Cirilo conversavam normalmente:
–O que foi Cirilo? Está tão pensativo.
–Nada de mais.
–Cirilo, você não é de pensar tanto assim, me fala o que é.
–Se eu te contar, você vai me zoar.
–Ok ok, eu desisto.
Pelo que eu conheço do Jaime, Cirilo estava pensando numa garota, mas não queria contar ao Jaime pra não ter que ouvir mais um daqueles discursos machistas dele, não lhe tiro a razão, eu também não gosto. Kokimoto estava com o Davi em um lugar mais afastado.
–Sabe Koki, eu sinto tanta falta da Valéria. Ela deve estar preocupada comigo agora.
–Você marcou algum encontro com ela ou algo assim?
–Não, mas pelo que eu conheço dela, se ela ainda ligasse pra mim, imagina como ela ia ficar quando ligasse pra mim e eu não pudesse atender.
–Relaxa, em breve a gente vai voltar pra Terra e você poderá falar com ela à vontade.
–É mesmo né?
Foi aí que me lembrei da Chiquinha, ela e minha mãe estavam indo pra lá encontrar comigo e o Seu Madruga, mas agora nós dois estávamos na Lua sem poder fazer nada, elas já devem ter chegado, mas não encontraram a gente ainda. Sentei-me ao lado deles e comecei a falar.
–Sabe Davi, eu também estou com saudades de uma pessoa.- eu disse.
–Quem?
–Minha namorada, Chiquinha, ela não é de Kauzópolis, mas ela estava indo pra lá encontrar comigo e o Super Sam, ela já deve ter chegado, mas não me encontrou ainda e deve estar preocupada, a essa altura, ela deve ter me ligado diversas vezes e eu não atendi.
–Puxa, que chato hein?
–Pois é, agora tem que esperar esse foguete ficar pronto logo.
–Ele fica sim, pelo que eu conheço do Adriano, ele vai terminar rapidinho.
Enquanto isso...
Valéria e Bibi estão voltando do shopping onde compraram novas roupas, no caminho de volta, elas se encontram com Chiquinha e Alejandra.
–Com licença, mas vocês viram esses dois rapazes por aqui?- perguntou Chiquinha, mostrando uma foto que Chaves e Seu Madruga tiraram juntos com suas fantasias de super heróis.
–Eu não vi não, você viu Bibi?- perguntou Valéria.
–Não, mas se eles são mesmo super heróis, aposto que a Patrulha Salvadora já deve ter encontrado eles.-disse Bibi.
–Quem?- perguntou Alejandra.
–Patrulha Salvadora. Não sabem quem é?- perguntou Valéria.
–Não, é que não somos dessa cidade.- disse Chiquinha.
–Ah, então desculpe. Patrulha Salvadora é um grupo de super heróis que ajuda a combater o mal que acontece aqui em Kauzópolis.
–Igual à Ex-Man e Liga da Justiça?
–Isso mesmo.
–Que legal.-Chiquinha e Alejandra disseram juntas.
–Eu já estou quase entrando nesse grupo sabia? Eles até já me testaram.
–E qual é o seu poder?- perguntou Chiquinha.
Mas Valéria não teve tempo de responder, porque uma escavadeira surgiu debaixo do chão próximo de onde elas estavam, depois, o Faraó saiu de dentro da escavadeira apoiado em um pedestal e começou a falar por um megafone:
–Olhem para o Faraó, sempre estive embaixo, mas de agora em diante, estarei sempre embaixo, mas ninguém estará acima de mim, por isso, vim aqui declarar guerra à paz e à felicidade. Logo, todos temerão diante de mim, UAHAHAHAHAHA!!!- dizia ele, as quatro ficaram assustadas com isso, por quê a Patrulha Salvadora não apareceu logo pra resolver o problema desse Faraó? Chiquinha não aguenta e grita:
–Aí é que você se engana Faraó, você pode fazer o que quiser, mas o Chapolin Colorado vai te derrotar antes viu?- gritou ela.
–Chapolin, Chapolin... Ah, é o Chapolin que eu derrotei quando ficamos presos dentro daquele androide? É o Chapolin que eu enviei para o espaço para ele não me atrapalhar? É desse Chapolin que você está falando?- perguntou o Faraó com uma voz ameaçadora.
–Mandou para o espaço?- ela perguntou, aflita.
–Ah, mas não se preocupe minha querida, ele terá belas companhias: a tropa inútil de super heróis mirins e o imitador do Super Homem.
–Patrulha Salvadora e o Super Sam?
–Madruguinha? Meu marido? Não pode ser.- disse Alejandra, agora tão desesperada quanto a Chiquinha.
Valéria tentou ligar para Davi pra avisá-lo da chegada desse novo vilão, pensando que Júpiter não havia anunciado o perigo, mas não adiantava, o telefone dele dava como fora de área. Esquentadinha como sempre, Valéria sentiu o seu sangue ferver, Davi nunca foi de deixar o celular desligado, mas agora deixou, porém, depois de pensar por um tempo, ela percebeu que talvez Davi estivesse em perigo, por isso, estava sem celular, rapidamente, ela e Bibi convidaram Chiquinha e Alejandra para entrarem dentro do shopping a fim de se protegerem, as duas aceitaram e as quatro foram até lá, da porta do mesmo, puderam ver a escavadeira destruir as ruas, derrubar carros, acabar com tudo de uma só vez, aquilo não podia estar acontecendo, onde estará a Patrulha Salvadora? Esses dois vilões devem ter dado um fim neles, pensando que Davi estava em perigo, Valéria fica desesperada, mas é amparada por Bibi:
–Calma Valéria, eles já estão chegando. E se esse daí prendeu eles, sem dúvida eles estão bem, tenha fé amiga.- dizia Bibi, tentando consolar Valéria, em vão, pois ela ficava cada vez mais desesperada.
Chiquinha e Alejandra olhavam aquilo tudo incrédulas, nunca imaginou que uma cidade tão bonita como aquela fosse destruída assim, já tinham visto isso nos filmes, mas ali, era inacreditável de se ver, mas elas sabiam que uma hora ou outra isso acabaria, mas tudo só ficou pior quando o Faraó levou sua escavadeira gigante no shopping onde elas estavam escondidas, elas se esconderam dentro de uma loja de eletrodomésticos que tinha dentro do shopping e a cena de destruição se repetiu.
Sem alternativas, as quatro correram juntas até o carro de Alejandra, mas, o carro não pegava, ela tentou ligá-lo mais uma vez, duas vezes, e nada, não pegava de jeito nenhum.
–Vamos pegar outro!- disse Valéria, já saindo do carro.
Eles foram em direção à um outro carro, um Cadillac SUV que estava parado na esquina sendo mexido por um homem.
–Dá licença, não quero incomodá-lo, mas podemos usar esse carro?- perguntou Alejandra, vendo a escavadeira se aproximar e o Faraó atirar na rua e nas pessoas com o raio de seu tridente.
–Claro que não, esse carro já tem dono, que não sou eu, além disso, ele não funciona. Aqui não tem nenhum carro pegando e agora estou tentando consertar esse.- disse o mecânico.
–Não importa, entrem no carro meninas.- disse Alejandra e elas entraram. Chiquinha ficou no banco do carona, lógico, e Valéria ficou com Bibi no banco de trás, enquanto Alejandra tomou o volante e ligou a ignição, que já estava com as chaves lá, ela deu a partida e o carro pegou justamente porque o homem havia dado ao carro o ajuste que ele precisava e não viu as moças entrarem no carro, ao vê-las ali, enfureceu-se:
–Ei, vocês são surdas? Acabei de dizer que esse carro tem dono, eu tenho que devolvê-lo!
–Claro que nós ouvimos, mas você não percebeu o caos que estamos vivendo? O perigo que está se passando lá pra trás?- perguntou Alejandra, indignada.
–Estou sim, mas se vocês escaparem com esse carro, a família dele vai morrer e a culpa vai ser toda minha, já parou pra pensar nisso?
–Não temos tempo pra conversar, muito menos pra pensar seu tosco! Segurem-se aí!- Alejandra gritou, acelerando o carro com tudo enquanto via o homem ser atingido pelo raio.
–E agora? Pra onde vamos?- perguntou Valéria.
–Não sei, só sei que aqui não podemos ficar.- disse Alejandra.
–Eu acho que devíamos procurar o Chavinho e o meu papai.
–Eles estão no espaço, não viu o que aquele doente do Faraó disse?
–Tem razão. — disse Chiquinha, engolindo o choro.
Depois disso, elas passaram por uma avenida onde vários carros estavam parados sem bateria e os seus donos estavam em volta deles, correndo desesperadamente por causa da aproximação da escavadeira, que na realidade era aquele mesmo androide, só que os braços foram substituídos pelas escavadeiras e as pernas foram substituídas por rodas gigantes de trator, para passar por eles, Alejandra teve que passar pelo lado de fora da pista, pois até no acostamento tinha carros, mas pra ela, nada disso importava, o importante pra ela agora, era tentar SOBREVIVER, nada mais.
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