Chaves + 8

7 Paty e Nhonho 1.2


Notas iniciais
Então, até eu fiquei meio confuso com a cronologia dos episodios, mas aí vai: Chaves 1, Paty 1, Chaves 1.2, Chaves 1.3, Quico 1, Nhonho 1 e agora esse.

Paty estava na frente da mansão do Sr. Zenon Barriga y Pesado. Ela estava lá para estudar com o Nonho, visto que a mesma estava com dificuldade com a matéria. Depois de tocar a campainha, Paty viu-se pensando sobre aquela casa e como poderia conseguir conquistar um patrimônio parecido, e chegou a conclusão de que só teria uma casa daquelas se casasse com um homem rico. Essa conclusão a deixou profundamente triste, e logo tentou afastar-la da cabeça. Mas seu subconsciente ficava repetindo que aquilo era verdade e que ela sabia disso.

Sr. Barriga abre a porta, muito contente por sinal.

“Pode entrar, querida”

“Obrigado Sr. Barriga.”

Ela entra e vê que a casa e ainda mais bonita por dentro.

“O Nhonho está lhe esperando lá em cima, pronto para estudarem.” Sr. Barriga não consegue conter um risinho, esperançosamente torcendo para que algo a mais aconteça entre a bela jovem e seu deslocado filho.

*

Após subir as escadas, Paty logo está na porta do quarto de Nhonho. Após ela bater ele abre.

Pode-se dizer que Paty ficou surpresa ao ver o quarto de Nhonho. Ela achava que ia ser um quarto bagunçado, mas o que viu era completamente diferente. Tudo organizado e limpo. Vários livros na estante, e vários quadrinhos em cima da mesa do computador.

Ela então entra no quarto, e Nhonho mostra uma poltrona onde ela pode se sentar. E então ele senta-se na cama, e fica de frente para ela. Os dois ficam sem conversar por alguns segundos. Nhonho prepara-se para falar algo, mas o celular de Paty toca e ela o tira do bolso e tecla alguma coisa.

“E então?” Pergunta Paty após guardar o celular.

“Vamos começar a estudar matemática?”

“Calma, você ta muito apressado.”

“É... o que você quer fazer então?”

“Ai, não sei... nunca fui pra casa de alguém pra estudar e realmente estudar... geralmente eu só fico fofocando com as minhas amigas.”

Os dois ficam se encarando.

“Você quer fococar?” Pergunta Nhonho.

“Com você?”

“É... não é isso que você faz?”

“Sim, mas sei lá... seria estranho.”

“Acho melhor a gente voltar pra matemática então.”

Paty concorda com a sugestão de Nhonho e logo os dois vão para os livros. Eles estudam por vários minutos, que na concepção de Paty eram horas e mais horas. Incrivelmente ela conseguiu assimilar algumas coisas que o seu “professor” havia lhe ensinado.

“Vamos fazer uma pausa?” Suplica Paty.

“Mas só foram 30 minutos...”

“O que? Só isso?”

Nhonho acena com a cabeça.

“Eu to com fome, não tem nada pra gente comer?”

“Vamo lá na cozinha”

Depois de vasculhar a geladeira, Nhonho não encontra nada que lhe chame a atenção.

“Aqui tem só uma macarronada que fiz ontem, mas se quiser eu pego alguns biscoitos no armário.”

“Hum, então quer dizer que você cozinha?” Pergunda Paty surpresa.

“Sim, só de vez em quando” Ele retruca um pouco envergonhado.

“Então esquenta isso aí, quero ver se você é um bom partido...”

Quico então coloca a macarronada no microondas.

“Eu sei que pra mim é normal comer assim no meio da tarde... mas pra uma garota como você, é meio estranho.”

“Uma garota como eu? Como assim?”

“Assim, em boa forma... pensava que você fosse uma daquelas que é maluca por dietas.”

“Não, não... graças a Deus eu como o que quero e quando quero e a quantidade que eu quero sem engordar.”

Bip. A macarronada já está quente.

“Sabe com o que seria bom essa macarronada? Com um belo vinho tinto.”

“Hum.. já quer me embebedar é?”

“Não é isso, é só pra...”

“Eu to brincando, pega lá o vinho.”

*

Após a refeição, Paty fica extremamente surpresa com as habilidades de Nhonho, e o elogia várias vezes até ele ficar vermelho.

“Sério, a melhor macarronada que eu já comi em um bom tempo... E esse vinho então.”

“É, ele vai muito bem com macarronada”

“Como vocês são chiques, eu nunca pensei que as pessoas comiam com vinho em casa... Eu sempre vi isso em filmes com pessoas em restaurantes.”

“Meu pai, tem uma adega” Fala Nhonho meio constrangido.

“Sério... me leva até ela.”

Os então vão até a adega. Essa, era repleta de vinhos e outras bebidas, todos conservados em um ambiente frio. Paty fica abismada, e ao mesmo tempo com água na boca.

“Vontade de colocar um monte na minha bolsa e sair correndo.”

Os dois riem. E Nhonho então começa a explicar sobre os vinhos, alguns que ele sabia da história.

“Seu pai deixa você beber?”

“Não... quer dizer, ele nunca me proibiu nem nada... mas eu nunca bebi demais, pra ficar bêbado e tal.”

“Sério... se eu tivesse uma adega dessas em casa eu sempre ficaria... Então, o que ta esperando pra me servir?”

“Mas...”

“Anda, pega um vinho qualquer ai, um que não seja tão caro.. que ele não vai perceber, vamo levar pra estudar. Vai ser um incentivo a mais.”

Meio a contragosto o Nhonho pega uma garrafa e os dois rumam para o quarto, voltar a estudar.

Na verdade, eles bebiam mais do que estudavam, e depois de meia dúzia de taças de vinho, eles já não estavam mais nem ai pra matemática e todos os seus conceitos, teoremas e formulas. Quando Paty errava alguma coisa os dois começavam a cair na gargalhada. E por fim, nenhum deles estava ligando muito pra tudo aquilo. Eles começaram a conversar sobre a escola, e os professores. Sobre como o professor de matemática precisa de uma foda pra parar de ser tão severo com os alunos. E então falaram das garotas mais putas da escola que poderiam arrumar pra ele. Paty fala alguma coisa sobre lembrar ela sobre essa ideia quando eles estiverem sóbrios.

“Eu não to bêbado...” Fala Nhonho.

“Tem certeza?”

“Não sei... Quando você... Você nunca ficou bêbado como saber se você está bêbado se você não tem nada pra comparar?”

“Ai sei lá, você fica tonto e mais alegre.”

“Eu já sou tonto por natureza...”

Os dois riem mais um bocado.

“Você é engraçado e cozinha bem... Não sei como você ainda to solteiro...”

“Sério, você já deu uma olhada em mim?” Nhonho fala sem ficar triste, em sua cabeça ele está apenas falando o óbvio.

“Eu não vou dizer que aparência não importa, por que importa. Não se engane. Mas ela só importa até certo ponto... Depois, todo o outro resto começa a importar. Eu sei que soa clichê, mas é verdade.”

“Aham, sei... Mas se você não tem uma boa aparência, você não consegue chegar em ninguém.”

“Isso se você não tiver uma boa autoestima.”

“Por favor Paty... é fácil falar de autoestima quando você é tão bonita, mas eu desconheço isso.”

Paty fica observando Nhonho pegar mais uma taça de vinho, a ultima daquela garrafa. Ela então o olha com outros olhos. Um olhar mais carinhoso. Ela leva a sua mão a camisa de Nhonho. Ele se assusta.

“O que você ta fazendo?”

“Estou desabotoando sua camisa...”

“Por que?”

“Deixa de ser bobo...”

Paty desabotoa os três primeiros botões da camisa de Nhonho, ela o deita do chão.

“Por que você nunca tinha me elogiado antes? Por que você nunca tinha dado em cima de mim?”

“Eu não sei... eu queria te respeitar... não deve ser legal ser cantada por uma pessoa como eu.”

Paty da um sorriso. Ela o beija e logo após senta-se em cima dos quadris de Nhonho. Ela se tira a blusa e fica de sutiã e leva as mãos de nhonho aos seus seios. Ela fica observando a sua reação. E ele não parece reagir da maneira como os outros garotos reagem quando ela faz isso. Mais precisamente ela não sente o volume em suas calças.

“Por que você não tá duro?”

“Eu... eu...”

“Pera que vou fazer você ficar em um instante.”

Ela sai de cima de Nhonho, desabotoa a sua calça e abre o zíper. Pega apalpa o volume morto na cueca de Nhonho.

“Eu... me desculpa... mas acho que eu comprovei o que eu tinha dúvida.”

“Como assim?” Indaga Paty.

“Eu sou gay.”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.