Chasing the Wonderland.

7 The Crown and The Hat


Notas iniciais
A Coroa e O Chapéu

Ohannah, Bruce,Gabriel e Alice seguiram o caminho rumo a praça.

— Aquela Biscate Vermelha vai estar aqui, heim? Eu vou arrebentar ela e você não vai ter que se preocupar mais, Alice. — Disse Ohannah levantando seus punhos em pose de boxe.

— Não acho que vai ser simples assim, amor. — Respondeu Gabriel.

Bruce e Alice estavam atentos ao ambiente. Estavam procurando qualquer pista.

Não acharam mais nenhuma obscenidade desenhada. Estavam sem mais nenhuma informação já faziam 15 minutos.

— Eu acho que o Bruce do futuro está zoando a gente. — Disse Ohannah. Logo após bufou de tédio.

—Se não tem mais nenhuma pista por aqui, talvez o que a gente esteja procurando seja algo bem óbvio. Vamos tentar prestar mais atenção, sei lá. Pode ser algo que está bem na cara. — Bruce não queria acreditar que o seu eu do futuro estava apenas zoando com todos.

Gabriel parou. Começou uma linha de raciocínio. Por fim falou:

— Será que aquela loja que abriu recentemente tem algo a ver?

— Talvez. — Respondeu Bruce. — Vamos dar uma olhada. O que vende lá, aliás?

— Chapéus. — Respondeu Ohannah.

Bruce e Alice se olharam. Eles pensaram a mesma coisa. Se os acontecimentos na vida de Alice estavam estranhamente ligados a estória de Alice no País das Maravilhas, uma loja de CHAPÉUS não parecia ser só uma coincidência.

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Enquanto isso, Adrian, Natália e Bruna andavam rumo a uma padaria.

— Brunis, que que a gente tá procurando aqui? —Adrian indagou.

Bruna estava pensativa e séria. Olhava com atenção para todos os locais. Estava tão concentrada que nem ouviu o que Adrian disse.

— BRUNIS, ME RESPONDA!

Bruna, com um olhar semimorto, olhou para Adrian e lentamente disse:

— O que?

— O QUE A GENTE TA PROCURANDO? — Adrian estava nervoso.

— Sei lá, mano. Eu tava tentando lembrar se eu almocei hoje. — Bruna parecia confusa.

— Gente... — Nátalia disse calmamente.

— Bruna, isso é um assunto sério. Vamos focar. — Disse Adrian.

— NOSSA MANO! EU TO FOCADA, CALMA.

— Gente... — Natália repetiu.

Adrian e Bruna discutiam. Natália perdeu a paciência.

— A PUTA VERMELHA TÁ ALI, PORRA! — Natália gritou e apontou para frente.

Todos olharam para a caricata figura ali presente.

Parada em frente a uma enorme e bela casa, estava uma garota de aproximadamente dezoito anos. Era bonita, tinha a pele escura e lindos e enormes cabelos vermelhos. Estava vestindo um vestido vermelho, um pouco mais claro que a cor de seus cabelos. Ela estava parada de frente com um garoto. Pelo jeito que ela agia, parecia ser seu namorado ou algo do tipo.

— O que diabos a gente faz agora? — Bruna perguntou.

— Vamos avisar a Ohannah. — Respondeu Natália.

— E se ela sumir? Vamos tentar conversar com ela e adquirir informações.

O pensamento de qual ação deveria ser tomada foi interrompido pela ação que a Garota Vermelha tomou.

Em um movimento rápido e gracioso ela esfaqueou o pescoço do garoto. Um corte apenas. Tão rápido que o pobre rapaz nem conseguiu ter tempo para processar o que estava acontecendo. Para disfarçar, a garota o abraçou e tampou o corte. Então rapidamente o levou para dentro de uma casa.

Os três olharam assustados a aquela cena.

— Vamos entrar na casa! — Bruna estava determinada.

Adrian e Natália estavam apavorados, porém, por mais que parecesse uma ideia maluca, eles sentiam que era a coisa certa.

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Bruce, Alice, Ohannah e Gabriel entraram na loja. Observavam as estantes e prateleiras e as coisas postas sobre elas. Eram em sua maioria diferentes tipos de chapéus, todos bem exóticos.

Gabriel e Ohannah se aproximaram do caixa, mas não havia ninguém lá, apenas um rato de borracha e um sino do seu lado.

Ohannah tocou o sino. Gabriel tocou o rato.

O sino fez um barulho agudo, e logo após seu fim, deu para ouvir uma movimentação atrás da loja. Alguém estava vindo.

Já o rato, estranhamente, também fez um barulho. Parecia ter sido um arroto. Gabriel aproximou seu rosto do suposto rato de borracha, em uma tentativa de entender aquele barulho.

— Amor, eu acho que esse rato não é de borracha não. — A voz de Gabriel estava um pouco mais aguda e trêmula.

— Eita! É um ratinho de verdade! — Ohannah também aproximou seu rosto do animal.

— Mas ele parece... Meio... Bêbado. — Ohannah concluiu.

Antes que eles pudessem entender a estranheza daquele pequeno roedor, um homem alto, bem branco, com cabelo gresdenhado e ruivo, apareceu.

— Ah, não se preocupem! Esse rato safado sempre abusa do chá e do açúcar. — Disse o homem enquanto caminhava velozmente para atender seus fregueses. Ele era meio desengonçado, esbarrava em todos chapéus das estantes. Estava sorrindo da forma mais simpática que conseguia.

— Como eu poderia ajuda-los? — Perguntou o homem enquanto pegava o estranho roedor e o guardava dentro de um bule de chá. Logo depois ajeitou o seu chapéu e sorriu para os fregueses.

Os olhos de Ohannah e Alice brilhavam. Elas sabiam que esse homem era uma personificação do chapeleiro maluco. Mas então a felicidade de Alice se transformou em uma estranha surpresa.

— Eu... Te conheço? — Alice perguntou.

— Talvez sim, talvez não. Minha memória é bem ruim. Eu sou meio louco das ideias. — Antes que o chapeleiro pudesse completar sua frase, Alice o interrompeu.

— Você parece muito com o meu namorado Stuart.

— Stuart? Que belo nome. Era o nome do meu avô. As vezes penso em por esse nome no meu filho, pra honrar a memória do meu velhinho. — Os olhos do chapeleiro brilhavam.

— Mas meu nome é Fernando. Prazer em conhecer vocês!

Alice estava meio inquieta. Bruce se aproximou da garota e sussurrou em seu ouvido.

— Do jeito que sua vida é bizarra, eu não duvido nada que esse Chapeleiro Maluco seja o pai do seu namorado. Tome cuidado com as coisas que você diz para ele.

Bruce estava inquieto. Ok, eles tinham sido levados para mais um personagem do mundo de Alice no País das Maravilhas, e que coincidentemente era também o pai do namorado da Alice do mundo real. Mas para que? O que eles deveriam fazer agora? Comprar um chapéu?

— Bom... Só nos resta ficar aqui batendo papo com esse doido para tentar descobrir algo. — Pensou o garoto.

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— Que ideia de bosta! — Adrian exclamou, pela vigésima vez.

— Cala boca Adrian. — Bruna estava nervosa.

Os três tinham entrado naquela enorme casa, mas não estavam vendo a garota vermelha. Eles andavam lentamente, com todo cuidado para não fazerem barulhos. Passaram por entre um jardim de rosas cor de carmim. Pensavam estarem andando em círculos. Aquele lugar era muito grande. Foi então que avistaram uma casa de cachorro, mas era bem grande.

— Meu Deus!!! Um urso deve dormir naquela casa! — Adrian tremia.

Eles olharam uma placa que dizia o nome "Bayard". Todos ficaram amedrontados.

— Vamos andar bem devagar. Vamos respirar bem pouco. E rezar para os nossos respectivos Deuses. Então tudo vai ficar bem. — Disse Bruna. E foi exatamente o que eles todos fizeram.

Finalmente conseguiram entrar, de fato, na casa.

A maior parte dos móveis da casa era de diferentes tons de vermelhos. Havia estranhos quadros pendurados na parede, a maioria com perturbadoras cenas de pessoas tendo suas cabeças cortadas em guilhotinas.

Parecia que a alma de Adrian já tinha deixado seu corpo. Ele fazia as coisas de forma automática. Já nem conseguia mais pensar.

Bruna estava fascinada com toda aquela informação.

Natália havia pegado uma faca que encontrou no caminho. Estava se preparando para situações extremas.

Depois de muito perambular pela casa, chegaram próximo de um cômodo que parecia ser a cozinha. Mas antes que pudessem entrar, ouviram as vozes de dois homens conversando. Eles deram uma espiada pela porta que estava semiaberta.

Eram dois senhores. Eles pareciam ser mordomos, mas o uniforme deles era branco e vermelho, e com um estranho detalhe: No peito de um estava um numero sete preto, e em volta o símbolo de espadas das cartas de baralho. E no outro mordomo, estava o numero cinco vermelho, e em volta o símbolo de copas.

Rapidamente todos associaram aquilo com a estória de Alice no País das Maravilhas. E logo entenderam que aquilo não podia ser boa coisa. Com certeza a garota vestida de vermelho era mesmo a personificação da Rainha Vermelha, e esses mordomos eram seus fiéis lacaios que não hesitariam em cortar a cabeça dos intrusos.

Com cuidado, eles saíram da frente da porta. Estavam com medo. Queriam sair daquela casa. Ouviram os passos dos mordomos se aproximando do cômodo em que estavam, então começaram a andar mais rápido para outra direção. Encontraram-se em um corredor que levava a apenas mais um cômodo, e no seu fim não existia nada além de paredes. Ouviram os passos cada vez mais próximos. Não tinham para onde ir a não ser aquele cômodo logo à frente. Entraram.

— Mas o que é que temos aqui? — A Rainha Vermelha, ajoelhada no chão, se virou para os três ali parados em frente ao seu quarto. Seu rosto estava repleto de sangue, e em suas mãos estava o coração do garoto que ela tinha assassinado a pouco tempo atrás.

Eles logo repararam o corpo sem vida e nu do garoto, jogado em cima de uma grande mesa de madeira. Havia cortes pelo seu corpo. Seu peitoral estava aberto e sua cabeça estava fora de seu corpo. Estava rodeado por uma grande poça de sangue.

Adrian estava tremendo. Ele gritou e tentou fugir, mas quando se virou, deu de cara com os mordomos que tinham visto antes. Logo os lacaios da Rainha agarraram os três invasores, e os imobilizaram.

Acharam a faca que Natália havia escondido. Tomaram a faca dela, sem que ela pudesse reagir.

Natália estava chorando.

Adrian ficava, no meio de soluços, dizendo falhadamente a frase “Eu não quero morrer agora".

Bruna se debatia, tentando se livrar dos braços do mordomo que a segurava. Nervosa, respondeu para Adrian:

— GET YOUR SHIT TOGHETER!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.