Chase
6 The terror and the fear
Notas iniciais
– Tem certeza que está melhor Care? — Perguntou a morena caminhando pelos corredores da universidade, já era fim de tarde e ela ia em direção a biblioteca precisava pegar alguns livros urgente.
– Sim Bon. — Ela pode ouvir a amiga rir. — Hmm... Matt está mandando um beijo, disse que nós três precisamos de uma noite entre amigos.
– Diga a ele para trabalhar menos. — Disse Bonnie vasculhando sua mochila. — Care tenho que ir, estou próxima a biblioteca e preciso da pesquisa para sexta.
– Oh Bon estude menos e se divirta mais. — Resmungou sua amiga loura enquanto colocava alguns copos na bandeja. — Você nem se parece com uma garota de dezoito anos linda e sexy.
A morena riu.
– Talvez por que eu não seja Care. — Ela parou, não conseguia achar seu cartão da biblioteca.
– Vamos lá BonBon's, depois de sua sessão chata de leitura e pesquisa me ligue para que Matt possa te buscar. — Pediu a loura empolgada.
– Não estou muito animada.
– A quanto tempo não temos uma noite de meninas e Matt? — Perguntou Caroline sorrindo. — Você precisa sorrir um pouco mais, estou cansada de te ver chorando pelos cantos Bon.
– Care minha avó morreu. — Disse a Bennett aborrecida. — Eu não posso simplesmente ignorar isso. — Antes que a vampira loura tivesse chance de revidar ela deu fim a chamada e desligou seu Iphone com um suspiro, continuou a procura de seu pequeno cartão.
Bufou irritada, percebeu que já estava escuro e que a única iluminação existente era a da lua cheia fora do lugar, voltou a caminhar olhando em volta. Sentiu um leve arrepio passar por seu corpo quando percebeu mais passos atrás de si, abraçou seu corpo segurando a mochila firme ao corpo.
Apressou o passo, enquanto ouvia mais passos ao longe, por um segundo quis correr mais seria estranho uma estudante correr pelos corredores sem ao menos uma explicação plausível. Lembrava-se de Damon tê-la chamado de medrosa, era verdade, Bonnie tinha medo de várias coisas mais naquele momento não sentiu medo, apenas temor, temor pelo desconhecido.
Tomou a respiração profunda enquanto se virava para encarar o desconhecido. Seus olhos verdes se arregalaram e ela sufocou um grito quando viu o que a seguia pelos corredores.
Um homem de terno preto e sapato social sujo, sujo de sangue, o rosto era completamente reto, sem olhos ou boca, nariz sobrancelhas, apenas a pele distorcida... Os cabelos eram castanhos e iam até a altura dos ombros...
Tropeçando para trás Bonnie começou a correr desesperada, o lugar estava cada vez mais escuro e assustador, seu coração batia acelerado contra seu peito, sua respiração era ofegante, o suor frio descia por suas costas enquanto a morena fugia desesperada.
Um som estranho foi ecoado pelo lugar e o homem estava a sua frente, ela gritou alto enquanto sentia as mãos fortes agarrar seus pulsos a puxando para perto. A pele do rosto começou a se rasgar onde deveria ter a boca, revelando dentes amarelados e pontiagudos, a língua era roxa e comprida, a puxou mais e a menina gritou mais alto, o medo a paralisou ali com aquele homem assustados, o sangue escorria onde avia se formado uma estranha boca.
– Deixe-me ir. — Pediu sentindo as lágrimas molharem seu rosto.
– Pertence a mim. - Sussurrou com voz grossa e distorcida, agarrou a cintura dela e passou a grande e roxa língua pelo rosto sentindo o gosto salgado das lágrimas.
– Por favor. — Pediu soluçando, o homem soltou o que parecia ser uma gargalhada e apertou a cintura dela, passando as mãos ásperas por de baixo da blusa, sentiu a pele macia de Bonnie e sorriu.
– Pertence a mim. - Voltou a dizer aproximando a mão dos seios da menina que sentia-se desesperada.
Ele enterrou o rosto na curva do pescoço da pequena bruxa passando os dentes sobre a pele e arrastando a língua torturando-a lentamente. Bonnie tentou se afastar, correr para longe dele mais uma das mãos ainda seguravam seu pulso em um aperto firme e dolorido, ela gritou outra vez quando sentiu os dedos em seu seio esquerdo, tentou se afastar mais uma vez e dessa vez ele a mordeu com os dentes pontiagudos e amarelados a impulsionou contra o chão.
A bruxa ouviu o som de sua própria cabeça bater contra o chão, lágrimas e sangue se misturavam pelo chão frio da universidade, sua blusa vermelha foi rasgada fora de seu corpo e ela soluçou alto, pedindo-o para parar... Ele não ouvia e ria enterrando os dentes em seu pescoço, a mão áspera corria pela barriga lisa arranhando sem se preocupar... Quando ela sentiu a língua se aproximar de sua própria boca fechou os olhos com força e os vidros ao redor estouraram e fogo surgiu pelas paredes, o homem riu mais uma vez e então Bonnie estava sozinha.
Com os olhos ainda fechados sentiu dor correr por seu pescoço, sua barriga ardia pelos arranhados que avia ganhado, sua mente ainda tentava entender o que avia acabado de acontecer, o fogo fluía pelas paredes e ela queria se levantar e correr mais sentia-se sem forças.
Mãos tocaram seu corpo e ela se encolheu, os dedos não eram ásperos e nem com grandes unhas mais ainda sim ela não queria que a tocassem, ainda com os olhos fechados soluçou, as lágrimas pareciam não se secar.
– Por favor, deixe-me. — Pediu, as mãos foram para seu rosto com delicadeza.
– Sou eu bruxinha. — Ela abriu imediatamente para ver Damon entre as chamas, desesperada se agarrou ao vampiro como se sua vida dependesse dele.
– Me tire daqui. — Sussurrou fungando. — Me tire daqui Damon.
Não foi preciso outro pedido, ele a colocou em seus braços e correu em velocidade sobre humana em direção a pensão.
Bonnie avia enterrado a cabeça no pescoço de Damon enquanto chorava agora silenciosamente, suas pequenas mãos o agarravam desesperadas. Ainda se lembrava daquele homem, das palavras, do toque, da boca rasgada e dos dentes amarelados.
Pertence a mim.
A Bennett estremeceu quando ouviu aquele voz e se agarrou mais forte, se é que isso era possível, a Damon enquanto chorava.
Pertence a mim.
As portas da pensão Salvatore foram abertas apenas com um chute de Damon que preferiu não tirar as mãos da pequena e assustada bruxinha que estava em estado de pânico, raiva cresceu dentro de si assim que percebeu a mordida no pescoço dela. Não sabia que existiam outros vampiros em Mystic Falls mais ninguém iria toca-la, a bruxa era dele.
– Damon o que ouve? — Perguntou Stefan assim que viu o estado de Bonnie, o cheiro forte de sangue misturado com algo podre o fez enrugar o nariz e lançar um olhar preocupado ao irmão.
– A encontrei assim. — Sussurrou enquanto subia as escadas, seu irmão logo atrás. — O corredor onde a encontrei estava em chamas... Bem, o reitor vai ter problemas em breve. — Mesmo preocupado com a bruxinha ele não perdia o sarcasmo no seu tom de voz.
Ele a deitou na cama com cuidado sob os olhar de Stefan.
– Bonnie. — O Salvatore mais novo se aproximou da cama, mesmo a jovem estando com o corpo coberto de sangue avia algo podre sobre ela que acabava com a sede. — Bonnie conte-nos o que aconteceu.
A Bennett se virou para eles com os olhos verdes opacos e sem vida, piscou sentindo mais lágrimas, seu corpo doía e ardia, ela lembrou-se do homem e os dois irmãos se assustaram pelos olhos verdes da bruxa se encheram de horror.
– Ele estava atrás de mim. — Sussurrou com voz fraca. — Disse-me que eu o pertencia... Foi horrível... Ele não tinha rosto... A boca dele...
Ela soltou um gemido de dor e olhou para eles em busca de qualquer ajuda.
Damon se aproximou da cama e pegou a pequena mão de Bonnie que fechou os olhos buscando conforto no pequeno toque, sentia-se cada vez mais fraca. Abriu os olhos e encontrou o vampiro dos olhos azuis gelo a encarando, tudo ficou confuso e então ela desmaiou.
– Vou chamar Caroline. — Murmurou Stefan saindo do quarto.
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