Charlotte & Natalie
1 Chapter I
Meu nome é Charlotte Del Sale e tenho 22 anos, meus cabelos são castanhos claro e os meus olhos são no tom mel. Trabalho em um prédio no centro da cidade em que moro, sou psicóloga e terapeuta.
Sempre estive rodeada de pessoas, em casa, quando morava na casa dos meus pais junto aos meus dois irmão, no colégio havia os amigos e até hoje, no meu serviço, sempre estou acompanhada por diversas pessoas. Mas ultimamente me sentia sozinha, sentia que faltava algo na minha vida, até que um dia encontrei o que estava inconscientemente procurando. Porém, para que entendam o desenrolar dos próximos fatos, primeiro devo lhes contar o que aconteceu antes, mais especificamente há um mês atrás, antes de reencontrar Natalie.
Há alguns meses atrás, fiquei noiva do até então meu namorado Alec Keneip e planejávamos nos casar em breve. Alec é alto, faz academia três vezes por semana, para manter a boa forma, tem cabelos negros e olhos acinzentados, que foi o que mais chamou a minha atenção quando o conheci.
Ele é uma das pessoas mais interessantes que já conheci, inteligente, simpático e incrivelmente sociável, não é exatamente um Brad Pitt (não que realmente o ache bonito), mas seu jeito falante e descontraído de ser tornava-o belo por dentro e ainda mais por fora.
Nos conhecemos na faculdade e namoramos por um longo tempo antes de noivarmos, estávamos em meio aos preparativos do casamento quando Alec, o aparentemente noivo perfeito, simplesmente jogou tudo para o alto e me traiu... Ou melhor, eu é que joguei tudo para o alto, há dois meses do casamento, acabando tudo quando o peguei no flagra.
Uma semana antes de pegá-lo no ato, aconteceu algo que me fez levantar suspeitas. Alec naquela noite estava no meu apartamento, ele dormia tranquilamente ao meu lado enquanto eu estava mais uma noite insone, como de costume, há tempos que precisava de remédios para dormir. Mas isso não é a parte interessante, certo?!
O que aconteceu realmente de inusitado foi o fato de no meio da noite ele começou a falar enquanto dormia, dizia coisas desconexas e de difícil compreensão, porém consegui distinguir um nome: "Tomás". O único pensamento que pude ter foi:
"Como assim Tomás?! Não deveria ser o meu nome ou algum outro nome feminino? Algum nome que parece espirro como Ashley, Natifaa ou Sherise?!"
Das duas ou uma, ou ouvi errado ou estava ficando maluca, os calmantes estariam danificando o meu cérebro. Essas eram as únicas explicações.
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