Charlotte

4 Capítulo 4


Na casa de Alexander...

William: Quem era aquela menina?

Bruno: Carol, irmã de Charlotte.

William: Humm... -Sorriu

Bruno: Já se apaixonou?

William: Claro, ela é bem feminina.

Bruno: Te conhecendo como conheço , diria que está muito interessado.

William: Você me conhece muito bem. – Sorriu e se retirou.

Na casa de Charlotte...

Carol: Maninha, posso conhecer o William?

Charlotte: Má idéia.

Carol: Por quê? Você conhece.

Charlotte: E é por isso que gostaria de te deixar fora disso.

Carol: Fora do que?

Charlotte: Para de me perturbar menina.

Carol: Sua chata.

Charlotte: E quanto ao Victor?

Carol: Humm... –Ficou em silêncio.

Charlotte: Parou com a paixonite?

Carol: É eu era meio boba.

Charlotte: Sim, e agora é um mulherão.

Carol dava risada. –É eu cresci.

Charlotte: Vou voltar a dormir, descanse também...

Carol: Com certeza, dormi mal no ônibus.

Charlotte foi para seu quarto e Carol foi usar o telefone.

Carol: Alô?

Carmen: Filha?

Carol: Liguei pra avisar que cheguei à casa da Charlotte.

Carmen: Tente não incomodá-la.

Carol: Aham, tchau. –Desligou.

Carol ficou brava com a pouca importância que sua mãe lhe dava, assim foi para o sofá, ligou a TV e pouco tempo depois adormeceu... Já era de tarde quando Charlotte acordou, passou pela sala aonde Carol dormia tranquilamente e foi fazer alguns lanches... Não demorou o telefone tocou e ela o atendeu.

Charlotte: Alô?

Bruno: Oi, é o Bruno.

Charlotte: Bruno?! Como conseguiu meu telefone?

Bruno: Longa história, liguei por que quero adiantar aquele jantar.

Charlotte: Não vai dar, Carol está aqui agora.

Bruno: Pode levá-la também e depois podemos sair pra dançar que acha?

Charlotte: Está bem, E quanto ao Alexander?

Bruno: Anda muito ocupado, provavelmente irá te ver só semana que vem.

Charlotte: Não é isso que me preocupa.

Bruno: Ele colocou algumas pessoas pra te espiar.

Charlotte: Isso sim me preocupa! Quais pessoas?

Bruno: Uma delas sou eu e a outra você vai descobrir mais tarde.

Charlotte: Vai me deixar curiosa?

Bruno: Até de noite, passo pra te buscar as 7.

Charlotte: Ok, tchau. – Desligaram.

Carol: Quem era?

Charlotte: O Bruno.

Carol: Hummmmmmm...

Charlotte: Nos convidou pra jantar.

Carol: Sério Char? – Riu alto.

Charlotte: Que alegria toda é essa?

Carol: Só me passou uns pensamentos.

Charlotte: Hurum... Sei, vem comer.

Carol: Lanchinhos... Maninha você sabe que ainda não estou de férias.

Charlotte: É… Por que fugiu?

Carol começou a comer.

Charlotte: Que a mamãe fez dessa vez?

Carol: Papai se preocupa com a gente, mamãe não.

Charlotte: Eu me preocupo e quero que volte a estudar, por isso, vai pra casa depois do fim de semana.

Carol: Não posso pedir transferência?

Charlotte: Qual o problema em morar com o papai?

Carol: Você não me quer mesmo.

Charlotte: Minha amiga morreu aqui perto faz pouco tempo, não quero você correndo risco.

Carol: Mas eu quero ser mimada por alguém!

Charlotte: Você é irresponsável desse jeito por que alguém já te mimou! E acho que fui eu!

Carol ficou cabisbaixa.

Charlotte: Vou ao mercado se comporte. –Saiu.

Caminhou até o mercado, estava de chinelo, bermuda e camiseta, no corredor de bolachas procurava pelo sabor que sua irmã gostava quando avistou Victor que se aproximou sorrindo.

Victor: Olha só quem resolveu sair de casa!

Charlotte: Oi Vi! Tudo bem?

Victor: Sim e você? Quanta bolacha!

Charlotte: Vou bem. –Deu risada- Carol vai me ajudar a comer.

Victor: Ela está vindo?

Charlotte: Não, ela já veio. –Sorriu.

Victor: Humm...

Charlotte: Olha, não sei o que aconteceu entre vocês, mas vou descobrir Victor.

Victor: Não aconteceu nada.

Charlotte: Sei nos vemos depois. –Foi ao caixa.

Victor ficou olhando de longe. Logo Charlotte pagou e foi embora, caminhando tranquilamente pela rua, teve uma sensação estranha, olhou para os lados e viu Bruno do outro lado da rua, não se conteve e sorriu para o mesmo que se aproximou.

Bruno: Não vou mentir pra você. –Sussurrando – Estou te seguindo.

Charlotte: Eu sei que está, deveria parar.

Bruno: Não posso, alem de ser meu trabalho você é muito linda.

Charlotte: Trabalho fácil hein.

Bruno: Não esquece o jantar.

Charlotte: Não vou esquecer. –Parou em frente á casa.

Bruno: Vou deixar você ir...

Charlotte: Preciso da sua permissão?

Bruno: Nunca. –Sorriu charmosamente.

Charlotte: Ah que bom!

Bruno se aproximou, colocando a mão destra na cintura dela.

Charlotte ficou olhando-o nos olhos e sentiu seu coração acelerar. –É melhor você ir...

Bruno: Do que você tem medo?

Charlotte: Do Alexander — Se afastou.

Bruno: Tudo bem...

Charlotte: Nos vemos depois –Entrou em casa.

Bruno foi para sua casa onde encontrou William...

William: Tenha mais cuidado com o que faz...

Bruno: Está falando do que?

William: Charlotte.

Bruno: Só estou de olho nela, como mandaram...

William: Quem você está tentando enganar? Eu não sou cego e também sigo a Charlotte, não se esqueça.

Bruno: Você é como um irmão pra mim devo me preocupar?

William: Raciocina comigo, Alexander não colocaria só nós dois para seguir a Charlotte, eu posso ser leal á ti, mas cuidado com os outros.

Bruno: Alexander poderia colocar Leona nisso...

William: Não só ela. Acho que colocaria a Lívia também, são suas primas você deveria dar uma espionada.

Bruno: É vou passar por lá.

William: Quanto ao jantar de hoje, é um completo risco.

Bruno: Sabe o que me preocupa?

William: O que?

Bruno: As irmãs de Alexander soltas pela cidade hoje.

William ficou pensativo.

Bruno: Aquelas duas parecem loucas.

William: Alexia é a pior...

Bruno: Não, Lexy é a pior...

William: São as gêmeas do mal...

Bruno: Vai sobrar pra gente.

William: Que acha de jantarmos na cidade vizinha?

Bruno: É uma boa alternativa, leve seu carro.

William: Quem manda comprar carro pequeno.

Bruno: Caibo eu e já ta ótimo.

William: Então estamos resolvidos, agora vai lá.

Bruno cruzou os jardins da mansão e entrou em uma espécie de porão, desceu algumas escadas e deu de cara com algumas portas numeradas, se aproximou da porta á direita e deu três pequenas batidas na mesma. Logo uma mulher de cabelos longos cacheados, olhos claros e vestindo um pijama abriu a porta e sorriu.

Leona: Ora se não é meu priminho.

Bruno: Como vai Leona?

Leona: Muito bem e você? A que devo a honra?

Bruno: Bem, queria ver se estavam em casa.

Leona: Pode entrar, Lívia e eu estávamos assistindo um filme.

Bruno: Olá Lívia. –Falou após entrar e vê-la no sofá.

Lívia: Oi Bru, senta aí.

Bruno: Ué, Comendo e vendo filme?! Alexander não deu ordens aqui não? –Sentou-se.

Leona deu risada. –Estamos nos preparando.

Lívia: Vamos ter que cuidar das gêmeas sem alma.

Bruno: Vixe, essa noite promete!

As duas riram...

Leona: Preferia ficar de olho no chaveirinho do Alexander.

Lívia: É, mas o Bruno já faz isso... Charlotte não é?

Bruno: Nem preciso olhar, ela não sai de casa.

Leona: Alexander traumatizou a menina.

Lívia: É coitadinha... A propósito Laura estava te procurando.

Bruno: Humm.

Leona: Vai falar com ela.

Lívia: A depressiva. – Riu baixo.

Bruno: Vou lá falar com ela então... Até mais...

Ambas se despediram e ao sair porta a fora Bruno se direcionou á esquerda batendo na outra porta, sem obter resposta girou a maçaneta e entrou, era uma casa como as outras do tamanho de um apartamento, porém no térreo – Fotos das casas. – Foi até o quarto de Laura e a viu dormindo tranquilamente, viajou no tempo e lembrou como foi bom ter sido noivo dela, e ao mesmo tempo como foi triste ela ter surtado e a relação não ter continuado por isso. Num dia ela acordou e não quis mais nada daquilo, disse que tudo era uma mentira, e desde então se enche de remédios, que se tornaram melhores amigos. Bruno também saiu lesado nisso tudo, ficou anos sem ninguém e sem explicação, só conseguiu esquecê-la quando á viu com outro, mas sempre foi muito controlado, resolveu não se importar com o que havia ocorrido e a perdoou do que quer a que tenha feito surtar. Laura acordou e se assustou com ele.

Laura: Bruno! Que isso?! Invadiu minha casa?

Bruno: Relaxa Laura, fala o que quer e eu saio.

Laura: Ah... Eu te procuro depois...

Bruno: Vamos evitar nos encontrar.

Laura: Pensei que tivesse superado.

Bruno: É por isso que quero distância.

Laura: Sei... – Disse Ironicamente.

Bruno: Sua mudança de humor me incômoda.

Laura: Escutei Pedro dizer que você esta cuidando da namorada do Alexander.

Bruno: Escutou dizer? Você tem que parar com essa loucura de ficar me espiando, mesmo por meio de outros.

Laura: Eu te espiando? Se enxerga Bruno!

Bruno: Já sei! Era isso que você queria você não tem ninguém pra conversar, ou seja, chamou o otário aqui pra ter uma briga e no seu “mundinho” achar que alguém se importa! Mas eu não me importo Laura! E não quero mais que me chame pra nada.

Laura: Vai-te catar Bruno! – Sentou-se na cama.

Bruno: Dane-se!

Laura: Vou te dizer por que terminei com você!

Bruno: Não quero saber! –Falando alto.

Laura se levantou e ficou de frente pra ele. –Você nunca foi o bastante! Eu merecia coisa melhor, e eu tive vários melhores que você...

Bruno respirou fundo e cerrou os punhos.

Laura: Você é um covarde! Sempre foi! Eu quis fugir e você com sua “lealdade”, ficou todo de “não, eu não posso”.

Bruno: Agora vai me dizer que terminou comigo por que eu não quis fugir com você? Papo furado sabe o que teria acontecido? O Alexander nos caçaria e nos mataria.

Laura: Medinho do Alexander? Você é a porcaria do Beta, teria dado certo.

Bruno: Ah claro! Bem, lembrado, Alexander colocaria o Alfa atrás de nós com toda nossa matilha nos caçando... Inventa outra desculpa!

Laura: Eu não te amava!

Bruno sorriu abaixando a cabeça — Azar o meu né?! Que te amava. Acabou nossa conversa... –Se retirou.

Laura ficou lá parada, mas logo se direcionou á um remédio qualquer o tomando. Do lado de fora estava Pedro que havia escutado tudo, pois morava ao lado.

Pedro: Vem cá Bruno.

Bruno o seguiu casa á dentro.

Pedro: Sente-se... –Fechou a porta.

Bruno se acomodou no sofá...

Pedro: Foi inevitável não escutar a discussão anterior.

Bruno: Peço desculpas pelo infortúnio.

Pedro: A Laura tem freqüentado o nosso bar e eu notei que a loucura dela aumentou, gostaria que esquecesse isso.

Bruno: Não tem uma cura?

Pedro: Quer mesmo isso?

Bruno: Sim... Eu não gosto de escutar as besteiras dela, mas ela é tão sozinha.

Pedro: Quando vai aprender a ser forte?

Bruno: Eu sou forte, é que somos uma família.

Pedro: Eu sei, vou tentar ajudar.

Bruno: Me chamou pra que?

Pedro: Sinto que está fazendo coisas perigosas.

Bruno: Talvez sim.

Pedro: Preciso de fato saber o que é?

Bruno: Você é o Alfa sabe muito bem o que estou fazendo.

Pedro: Siga seu coração então.