Charlotte
6 Capítulo 6
Ao chegarem à casa de Charlotte ambos os meninos abriram a porta do carro para elas. Charlotte foi se despedir de Bruno e William ficou a vontade com Carol.
William: Pretendo te mostrar a cidade quando se mudar. Carol: Vai ser divertido. William aproximou o rosto do dela. – Vai ser ótimo ao seu lado, tenho procurado alguém igual á você por muito tempo. Carol ficou corada. – Ainda é cedo pra dizer isso William. William: Não se preocupe eu vou provar. Carol tocou-o na face numa leve caricia. – Eu espero. Boa noite. William: Boa noite. – Sorriu. Carol entrou em casa após pegar a chave com Charlotte. Bruno beijou a morena que retribuiu ainda com receio e logo entrou também. William sorriu para Bruno e logo foram embora. Na balada... Leona: Não vão fazer nada... Lívia: Estranho estarem quietas. Lexy: Cansamos. Alexia: Queremos ir embora. Leona: Sim senhoras. Leona e Lívia não estavam entendendo por que as “Gêmeas do Mal” estavam tão calmas. Levaram-nas para casa e por coincidência chegaram ao mesmo tempo em que Bruno e William. Ao ver Bruno, Lexy se aproximou... Lexy: Oi Bruno, senti sua falta. Bruno: Oi Lexy. Lexy: Não sentiu a minha? – Se aproximou e o acariciou no peitoral. Bruno: Nunca tivemos nada... – Retirou a mão dela. Lexy: Por que está me tratando assim? Bruno: Sou apenas seu subordinado e estou no meu horário. Logo amanhece por que não vai dormir? Leona notava a fúria no olhar de Lexy. Lívia: Não fique magoado por ela não ter mandado noticias todo esse tempo... Leona: É elas estavam ocupadas... Bruno olhou-as sem entender. Lexy as olhou também. – Então está magoado?! Não fique, sabe que é meu preferido. – Sorriu se retirando. Alexia se aproximou. – Não pense que sou tonta que nem ela, da próxima vez que a tratar mal que não seja na minha frente. Bruno: Não seja mimada já passou da idade. William: Todos nós bebemos um pouco então com licença. William pegou Bruno pelo braço e o obrigou á ir para casa, Leona e Lívia foram embora também, Lexy esperou Alexia entrar e ambas foram para seus devidos quartos. Não demorou para que Alexander aparecesse na casa de Bruno... Bruno: Aconteceu alguma coisa? Alexander: Não encontrei Charlotte em casa. Bruno: E quer saber onde ela estava? Alexander: Sim e minha irmã disse que a ofendeu. Bruno: Charlotte foi jantar com a irmã na cidade vizinha e sua irmã é indelicada, você sabe disso. Alexander: Bem, vou lhe dispensar de seguir a Charlotte hoje, quero você e os outros arrumando o jardim em breve ela virá morar conosco. Bruno: Quem? A Charlotte? Alexander: Sim. Bruno: E o que te faz ter tanta certeza? Alexander: Eu sempre consigo o que eu quero. – Se retirou. Bruno respirou fundo e cerrou os punhos, nervoso. No outro dia Charlotte e Carol foram resolver o problema dela com a escola. Ela teria que voltar para casa e terminar o ano letivo, só assim conseguiriam a transferência. Carol ficou aborrecida, queria se despedir de William. Charlotte pediu que ela esperasse ele ligar. Foram ao shopping, almoçaram, assistiram a um filme e caminhavam pela rua quando Alexander apareceu. Alexander: Boa noite! Carol: Boa noite! Charlotte: Vai indo Carol que eu preciso conversar com meu ex-chefe. Carol: Licença. – Continuou andando. Charlotte: O que quer? Alexander: Jantar com você, hoje. Charlotte: Eu tenho que levar minha irmã na rodoviária. Alexander: Não se preocupe. – Chamou com a mão. – William vai com ela. Charlotte ficou mais aliviada ao ver William. – Eu não sei... Alexander: Vamos Charlotte. Charlotte: Carol! – Chamou-a. Carol sorriu ao ver William. – Oi Char... Charlotte: Eu vou ter que sair com o Alexander, William te leva na rodoviária. Carol: Como assim? – Notando algo estranho. Charlotte: Arrume suas coisas e não discuta. Elas entraram em casa e Charlotte se arrumou rapidamente, notou a ausência de seu gato e preocupou-se, deixando comida e agua caso ele voltasse. Carol não pegou todas as suas coisas, só as essenciais já que voltaria em breve. Charlotte trancou a casa e seguiu em direção ao carro de Alexander e Carol se despediu entrando no carro de William. Charlotte se manteve em silêncio até chegar á mansão. Enquanto isso no carro de William... Carol: Will, eu não sou boba tem algo errado acontecendo. William: Eu sei que quer saber, mas sua irmã que deve te contar. Carol: Aquele homem é perigoso? William: Sim e nunca mencione sobre Bruno e Charlotte perto dele, nós somos empregados dele e não podemos nos envolver. Carol: Ele tem interesse na Charlotte? É isso? William: Sim. Carol: Eu quero ficar, para o carro. William: Não vai ficar isso só nos deixará mais preocupados, eu e Charlotte. Carol: Por isso ela não queria que eu viesse! Chegando à rodoviária, William a ajudou com a mala. Carol: Não fique quieto! Isso me deixa nervosa! William: Eu... Quero o seu bem, então fique tranquila.
Carol: Estamos todos em perigo. William: Alexander não machucará sua irmã por que ele gosta dela, só que o modo dele gostar é obsessivo e acaba ameaçando entes queridos. Carol: E ele cumpre? William: Entra no ônibus. Carol: E você obedece? William: Ele não precisa de mim pra isso. Carol: William eu estou com medo... William: Não fique. – Abraçou-a carinhosamente. Carol: Eu vou voltar e ajudar! William: Não seja teimosa! Você pode se machuc... Carol o beijou interrompendo-o e levou ambas as mãos ao rosto do rapaz. William retribuiu ao beijo surpreso e sentiu seu coração pulsar mais rápido. Carol finalizou o beijo lentamente e entrou no ônibus sem olhar pra trás. William ao mesmo tempo em que estava feliz estava preocupado com ela e tinha medo de perdê-la. Na mansão... Alexander: Prefiro que converse comigo. Charlotte: Não temos assunto. Alexander: Mas teremos em breve. Charlotte: Não sei por que insiste nisso. Alexander: Lembre-se dos momentos antes de saber sobre vampiros, o que sentia por mim? Charlotte: Prefiro me apegar à realidade, por que antes era só uma ilusão da pessoa que eu achava que você era. Alexander: Serei bem objetivo e você sendo inteligente vai entender. Charlotte ficou escutando atenta. – Sim?! Alexander: Tudo o que fiz até agora foi para ficar perto de você, desde que era uma criança eu sabia que era a mulher perfeita. Cresceria e se casaria comigo. Charlotte: O que? – Espantada. Alexander: Fui abrindo o leque de pessoas que você ama e os coloquei na mansão. Charlotte: Pessoas que eu amo? Alexander: Meu melhor amigo Felipe, depois Sofia... Charlotte ficou em choque ao ouvir o nome do irmão. Alexander: E estou pensando em mais pessoas. Charlotte: Felipe está aqui? – Ficou com os olhos cheios de lagrimas. Alexander: Claro. Charlotte: Impossível! Ele morreu no acidente de carro. – Faltou alto. Alexander: A morte é necessária para um renascer. Charlotte: Meu irmão... Ele... Eu preciso vê-lo. Alexander: Ah! Linda Charlotte isso ainda não vai acontecer. Charlotte: Por que não? – Limpou o rosto. Alexander: Você não jantou comigo. Charlotte: Você nem come! – Gritou. Alexander: Mantenha os modos... Charlotte: Você não vai encostar mais na minha família. Alexander: O problema é que não te obedeço e deve considerar o contrario. Deve me obedecer ou sua irmã morre. Charlotte perdeu o ar, não era possível que aquele homem desconhecido do qual ela teve um interesse á tivesse ameaçando. Alexander: Vai ter um mês para ser minha companheira, não gritará, não chorará, vai me acompanhar em eventos, nas refeições e fará tudo o que eu quiser assim Carol ficará a salvo. Charlotte não sabia o que dizer. Alexander: Vai viver apenas para me servir e se eu estiver satisfeito te recompensarei. Charlotte: Prefiro morrer… Alexander ficou com raiva. – Pois bem, matarei primeiro seu irmão na sua frente, depois Carol e seus pais, por ultimo você... Acho que te transformarei para que se lamente o resto da eternidade. Charlotte: Eu aceito ser sua escrava… — As palavras saíram com dificuldade. Alexander: Escrava não, vai se casar comigo. Charlotte: Não… Não. Alexander: Vai sim ou continuo com a ideia de matar sua família, mas te darei tempo para pensar nisso. Agora vá para casa pegue suas coisas e venha morar comigo. Charlotte: Não quero me desfazer da casa! Alexander: Não se preocupe mandarei alguém cuidar dela. Charlotte: Quero meu irmão! Alexander: Ainda não, estragou o jantar, gritou, chorou e mal me obedeceu. Me chamará de Alex, ou amor como preferir. Charlotte ficou em silêncio e com mais raiva ainda. Alexander: Vai buscar suas coisas e volte rápido! Charlotte: Eu preciso trabalhar... – Falando a toa. Alexander: Não precisa mais disso! Charlotte: Eu consegui minhas coisas com esforço e... Alexander deu uma gargalhada. – Criança, toda sua vida aconteceu exatamente como eu quis e você era bem melhor quando mais nova, querendo ser cantora, então entrou na empresa e se acomodou, a partir de hoje vai cantar no salão toda noite. Charlotte não estava acreditando no que acabara de escutar ele realmente sabia da sua vida. Alexander: Vai logo até sua casa antes que me irrite. Charlotte sabia que devia obedecer e caminhou até a porta. Alexander: Bruno vai com você. – Chamou o lobo que estava no jardim. Charlotte apenas continuou a caminhar, Bruno lavou as mãos em uma torneira próxima, colocou sua camisa e correu para alcançar a jovem. Abriu a porta do carro de Alexander e ambos entraram, chegando á casa Charlotte entrou e se sentou no sofá ainda em choque. Bruno: Charlotte! Char! Estou tentando falar com você. Charlotte o olhou e não demorou em começar a chorar desesperadamente, sentia o medo em cada centímetro de seu ser. Bruno: Não faz assim... – Se ajoelhou na frente dela. – Me diz o que aconteceu. Charlotte: Eu... O Alexander... Preciso arrumar minhas coisas.coisas. – Correu ao quarto pegou uma mala e começou a colocar roupas dentro. Bruno: Pra onde você vai? Charlotte: Pra mansão. Bruno: Por quê? Charlotte: Ele ameaçou matar minha família! Bruno ficou ainda mais sério. – Matar? Charlotte: Conhece o Felipe? Olhos azuis, cabelos castanhos, foi transformado há uns 6 anos atrás mais ou menos? Bruno: Acho que sim é um adolescente... Charlotte: Ele é meu irmão. Bruno: Seu irmão?! Nossa... Charlotte: Pelo menos você confirma que ele está na mansão... Ameaçou a Carol, ele e meus pais, todos! Disse que tenho que obedecer e me casar com ele. Bruno ficou com raiva e teve que se controlar. Charlotte: Eu farei o que ele quer, sei que você não pode ir contra ele. Bruno: Isso me fere... Vai se casar? Charlotte: Ele me segue desde criança! Ele sempre quis isso, se não me casar mais gente morre ou vira vampiro! Bruno: Não sei como vou te ajudar... Ainda mais com você lá, pode ser mais perigoso. Não quero que ele te machuque. Charlotte: Já machucou, mas não fisicamente. Bruno: Daremos um jeito está bem? Charlotte: Está bem.
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