Charlie é o Cara

27 Cece é um ciborgue.


Notas iniciais
Primeiro, desculpem por demorar mais do que o comum mas essa semana foi fogo viu, eu começava a escrever, ai acontecia alguma coisa, ai eu parava e ai já viu né, então fui escrevendo o capítulo por pedacinhos e saiu isso ai kkkkkk definitivamente não é o melhor capítulo mas prometo que vou compensar no próximo que já está escrito e foi todo de uma vez. Boa leituraa!

POV-Charlie

Killian sem dúvidas não era um cara mais são do mundo mas, era impossível negar que ele era inteligente. Não que ele tenha realmente falado sobre a sua matéria em si na aula mas não precisava de muito para perceber isso. No nosso primeiro dia ele nos deu uma tarefa bem simples para sexta-feira, ele nos pediu para desenvolver uma argumentação crítica sobre o tão famoso ''Ser ou não ser, eis a questão'', de Shakespeare em Hamlet.

Quando a sua aula finalmente acabou, as pessoas ainda meio assustadas não esperam para sair dali correndo assim que podiam. Me levantei para sair dali quando ele me chamou.

― Você! Ruivinha! ― Ele me chamou e eu me virei, ficando parada no meio da escada olhando para ele.

― Eu? ― Apontei para mim mesma?

― Está vendo alguma outra ruiva aqui? ― Killian bufou impaciente. Olhei em volta só para confirmar e acenei negativamente. ― Ótimo! Vem cá. ― Ele me chamou com o indicador e riu quando o olhei assustada. ― Vem aqui, menina!

― Eu juro que não estava dormindo agora a pouco, eu só fechei os olhos por um momento para relaxar e... ― Comecei a falar descendo as escadas indo em sua direção e ia continuar falando em desespero mais ele me interrompeu.

― Eu vi isso e não é sobre isso que eu quero falar. Você é medrosa e tem a necessidade de julgar as coisas prematuramente, não é? Que coisa horrível para uma garota. ― Ele falou me olhando descer o resto das escadas, fazendo um sinal negativo com a cabeça como se não aprovasse aquilo. ― Porque é controladora e gosta de estar no controle.

― Eu não sou... ― Engoli em seco para continuar. ― isso ai que você disse.

― Você é sim! Você nem consegue dizer sem se engasgar. ― Ele riu da minha cara, velho idiota.

― Eu não sou não! ― Soltei um grito fino que ecoou pela sala já vazia e ele riu mais ainda.

― É assim, aposto que não faz nada irresponsável. Olhe só para você, está usando sapatos confortáveis no primeiro dia de aula com medo de ter que andar demais e seu pé doer. ― Ele continuou jogando coisas na minha cara, me deixando cada vez mais ofendida. Quem ele pensa que é?

― Quem é você para me julgar? Você tem tipo um bilhão de anos, anda de moleta e come balinhas de gelatina. E eu posso ser muito irresponsável. Esses dias eu entrei em uma briga e ganhei uma lap dance, de uma garota, coberta por óleo sexual sabor morango. ― Ele respondeu apenas arqueando as sobrancelhas fingindo surpresa.

― Uma vez em estava bêbado e fui lutar com um canguru, ele chutou o meu saco e as minhas bolas incharam, elas ficaram azuis e pareciam bolas de elefante. Isso é ser irresponsável. Eu não pude fazer sexo por três meses. ― Ele me contou e eu o olhei horrorizada.

― Você é tão assustador. ― Sussurrei, fazendo uma cara de medo.

― O que eu posso dizer? Eu sou um em um milhão. ― Ele sorriu orgulhoso. ― Eu ouvi alguns sussurros por aí que você está na Roar Omega Roar. Não se parece com alguém que se encaixaria naquela fraternidade. ― Killian me olhou dos pés a cabeça.

― É claro que eu me encaixo, eu totalmente me encaixo. Eu sou uma péssima aluna, costumo alimentar animais selvagens como guaxinins e chamá-los de John Travolta, também adoro ir a clubes de stripper, entrar em brigas, beber cerveja, essas coisas... Eu sou praticamente um cara preso no corpo de uma garota. ― Falei irônica, apontando para o meu corpo como se fosse uma fantasia. ― E se você for mais alguém que vai me dizer para sair...

― Tendência irritante de julgar antes de ouvir tudo! BEH! ― Ele fez uma imitação perfeita de um sonoro sinal de errado me fazendo calar a boca. ― Eu só queria lhe dar as boas vindas. ― Lentamente Killian se aproximou.

― Porque está me dando as boas vindas? ― Perguntei confusa.

― Deus, aqueles moleques me desapontam cada vez mais. ― Ele coçou a cabeça desconfortavelmente. ― Eu sou o padrinho da Roar Omega Roar, eu mesmo já fui um, na época em que os dinossauros ainda habitavam a terra mas... Será interessante ter uma garota por perto, aqueles meninos precisam de uns puxões de orelha mesmo. ― Killian sorriu.

― De um puxão de orelha? Eles precisam de um chute de um canguru entre as pernas! ― Disse sorrindo para ele e ele riu.

― Estou começando a gostar mais de você. Diga aos meninos que mandei e um oi e apareço assim que possível. Ah! Diga a eles também que eu desenrolei com aquela garota. ― Ele piscou para mim.

― Garota? ― Fiz uma cara de nojo.

― Não no sentido literal, sai daqui vai. Sai! ― Ele falou sério apontando a bengala na minha direção.

Rindo com a reação dele eu subi as escadas de dois em dois degraus para fora. Se cheguei atrasada para a minha primeira aula, para a segunda não seria novidade. Eu já estou começando a virar profissional em me atrasar. Entrar para a ROR está me desviando do meu caminho, estou me sentindo corrompida por esses meninos (não no sentido bíblico, ok?).

Minhas aulas seguintes foram um pouco mais produtivas do que as com Killian, nenhum outro professor tentou assassinar mais ninguém com um canetão. O típico primeiro dia em um ambiente diferente, os professores se apresentam, falam um pouco sobre sua matéria, sobre o seu trabalho e sobre como nossa vida será daqui em diante.

Amy me mandou uma mensagem pedindo para encontrá-la no restaurante do campus para almoçarmos juntas, ia ser ótimo comer comida de verdade desde que cheguei na ROR tudo que eu comia era pizza, porque afinal de contas, era tudo o que os garotos sabiam fazer no quesito comida: ligar e pedir.

Pedi informações a um garoto para saber onde o restaurante ficava, ele me explicou o caminho e não era muito longe dali. Meu celular tocou e eu atendi no segundo toque, já me preparando para passar o boletim matinal para a minha mãe.

― Charlie! ― Ela falou animadamente do outro lado, posso jurar que a ouvi bater palmas. O que me leva a acreditar que ela estivesse com o celular preso entre seu rosto e seu ombro, enquanto estava com as mãos ocupadas com outra coisa.

― Oi mãe! ― Não estava com tanta empolgação quanto ela graças aos primeiros eventos dessa manhã.

― Oi mãe? O que tem de errado com você? Está morta? Onde está sua animação? É seu primeiro dia! Uhu! Como foi? ― Ela continuou com toda aquela animação.

― Foi... foi... foi bom, foi normal. ― Gaguejei. ― O que você espera que eu diga?

― Você gostou dos professores? Fez muitos amigos? E aí, já acha que é popular?

― Sério? Acabou de me perguntar sobre popularidade? ― Apertei a ponte do nariz sem acreditar que ouvi isso.

― É claro que sim! É importante, Charlie. Vai definir os próximos quatro anos da sua vida.

― Você fala como se a minha vida fosse um episódio de Sex and The City, mãe. ― Soltei um suspiro impaciente. Eu queria ver o que ela faria que soubesse que eu sei do passado negro dela. ― Isso aqui não é o colegial, é tipo a selva, onde a tem a cadeia alimentar na teoria. Verdade seja dita, minha vida é um episódio de Game Of Thrones e eu sou Ned Stark.

― Você é tão dramática!

― É, provavelmente mais uma coisa que eu herdei de você. ― Respondi irônica.

― Eu ainda sou sua mãe mocinha, veja bem como fala comigo. ― Ela fingiu estar séria. ― Então, o que mais tem para me contar?

― Nada mãe, eu apenas fui a aula. Não é como se muita coisa tivesse acontecido nesse meio tempo.

De longe vi Amy acenando para mim, ela estava sentada em uma mesa redonda com Pablo e Bruce do lado de fora do restaurante. Havia bastante gente ali, nas mesas haviam guardas-sol coloridos, como aqueles que usamos na praia.

― Charlie, aqui! ― Amy gritou mais alto do que todos os barulhos em volta. Mike estava certo, devíamos colocar uma daquelas coleiras de cachorro nela mesmo.

― Mãe, eu preciso ir. Boa conversa, nos falamos depois. ― Tive que desligar antes que ela não parasse mais de falar.

Me apressei e caminhei na direção da mesa onde eles estavam, me desviando entre as mesas para chegar na deles. Assim que cheguei ali, puxei uma cadeira e me sentei.

― Hei Charlie. ― Bruce me cumprimentou com um sorriso educado.

― Blanca. ― Pablo deu uma piscadinha. Era tão diferente vê-lo sem o bigode, ainda não tinha me acostumado.

― Como foi o seu primeiro dia? Porque o meu foi um grande pedaço de merda! ― Amy começou a falar alto e gesticulando com as mãos enquanto falava. ― E eu costumava acreditar que eu nunca conheceria professores mais esquisitos do que os que eu já tive no colégio. Tem uma garota que senta do meu lado que disse que acabou um tratamento contra piolho hoje cedo.

― Oi para você também, Amy. ― Acenei para ela e sorri. ― E nem me fala sobre os professores. Eu conheci Killian, meninos. ― Olhei para Pablo e Bruce, eles trocaram um olhar por um momento e riram.

― Conheceu quem hein? ― A voz de Mike chamou minha atenção, ele colocou uma bandeja sobre a mesa com uma porção grande de batata frita com catupiry e bacon. Puxou a última cadeira livre e se sentou também.

― Killian. ― Repeti, olhando para o rosto dele para ver sua reação, ele abriu um largo sorriso e gargalhou.

― Você conheceu aquele filho da mãe? Que saudades! Ele já não dá a cara tem uns dias. ― Mike falou. ― Pensei que tivesse estendido suas férias em Las Vegas por mais uns dias.

― Las Vegas? Ele não tem tipo uns cem anos? Ele disse que desenrolou ― Fiz aspas com os dedos ao dizer desenrolou. ― com aquela menina.

Os três meninos riram e Amy olhou para mim, sem entender a piada e olhando para eles como se eles fossem idiotas.

― Eu não entendi. ― Ela disse séria.

― Você nem vai querer saber! ― Dei de ombros para ela e peguei uma das batatas de Mike, eu estava faminta.

― Você sai da Roar Omega Roar, mas ela não sai de você. ― Bruce disse bem humorado para os meninos, ainda falando sobre Killian.

― Podemos pedir? Eu estou faminta. ― Falei pegando outra batata de Mike e ele me deu um tapinha na mão.

― Estamos esperando Cece, ela já deve estar chegando. ― Pablo explicou. ― Mas pode pedir se quiser. ― Ele deslizou um cardápio pela mesa na minha direção.

― Falando no diabo. ― Mike falou e olhou para longe.

Todos nós olhamos naquela mesma direção. O cabelo estava preso num rabo no alto da cabeça, ela vestia um shortinho curto de academia, uma blusa cortada e que deixava a barriga a mostra, com um sutiã esportivo por baixo. Um camisão amarrado em torno da cintura e nos pés um nike roshe run com estampa de leopardo pink. O piercing no umbigo reluzindo no sol e dando ar no rosto das pessoas, não era só o piercing, era ela inteira. Se eu não a conhecesse, eu jurava que ela tinha ido a academia e não a aula.

― Ela pode ir vestida assim para a aula? ― Perguntei.

― Ela estuda artes, Charlie. Ela pode ir usando apenas pintura corporal e ninguém vai ligar. ― Mike respondeu. ― Talvez as pessoas vão gostar um pouco mas...

― As vezes eu gosto de imaginar que Cece é um ciborgue do futuro desenhado por homens para pousar para revistas masculinas. Eu não sei se minha auto-estima acaba quando eu olho para ela ou se sou só eu questionando a minha heterossexualidade. ― Amy falou olhando Cece se aproximar. Todos nós paramos de olhar para Cece e nos viramos para Amy, incluindo Pablo, que olhava um tanto surpreso. ― Nós totalmente deveríamos convidá-la para um ménage. ― Pablo abriu um largo sorriso e acenou positivamente.

― Isso seria incrível! ― Ele falou.

Eu, Mike e Bruce trocamos olhares e achamos melhor nem comentar. Mas Amy estava certa, Cece era muito bonita e não havia uma só pessoa que não olhasse para ela quando ela passava. E eu imaginava como ela deve ter sido quando era uma Kappa.

― Hei pessoal. ― Ela sorriu quando nos viu e também pegou uma das batatas de Mike.

Todos nós a cumprimentamos, Cece puxou uma cadeira de uma mesa vazia ao lado e se sentou entre mim e Bruce.

― Eu estou cansada, tinha me esquecido do quão cansativo eram as aulas. E vocês meninas, como foi o primeiro dia de vocês? ― Ela olhou para mim e Amy.

― Um grande pedaço de merda! ― Amy disse indignada, como sempre extremamente sincera.

― Foi bom. ― Tentei ser positiva mas Amy estava certa.

― Foi horrível, admita. ― Amy falou. ― É exatamente como o colegial, só que um pouco pior e aqui somos massacrados com mais facilidade.

― Verdade seja dita. ― Confessei. ― Angel tentou me bombardear com um balão de água feito com uma camisinha hoje. ― Eu falei e Cece me olhou sem acreditar.

― Sério? Mais que vadia! ― Ela falou e deu um tapa na mesa.

― Aquela vagabunda fez o que? ― Amy gritou indignada. Ela e Cece poderiam ser uma dupla de mafiosas. Até imagino elas estrelando um remake de O Poderoso Chefão.

― Estava usada? ― Mike perguntou fazendo uma cara de nojo e afastando sua cadeira um pouco de mim como se eu estivesse suja com o que é que estivesse dentro do balão.

― Não! Não! Eu não sei! Não acertou em mim, acertou em Joe. Falando nele, alguém sabe onde ele está?

― Foi com Bobby e Jon pegar alguma coisa no prédio de veterinária. ― Pablo respondeu.

― Deus, espero que não seja aquele guaxinim de novo! ― Choraminguei, me lembrando daqueles olhos assassinos.

― Cadê o Pete? ― Amy perguntou.

― Ele adora fazer uma entrada no primeiro dia. ― Cece respondeu e riu.

E quando é que ele não gosta, não é? Não ir no primeiro dia de aula já é uma das grandes. Nós pedimos e comemos, enquanto falávamos dos nosso primeiros dias e Amy reclamava deles, enquanto os meninos e Cece contavam histórias tão desastrosas quanto as nossas dos primeiros dias. Nós já havíamos terminado de comer e continuamos lá por mais um tempo na mesa, matando tempo e falando sobre nada. Eu reparei uma certa agitação no campus, as pessoas pareciam animadas e empolgadas para alguma coisa.

― Porque todo mundo tá tão animado? O que vai acontecer? ― Perguntei dando um gole no meu copo de suco. Os meninos e Cece sorriram.

― O que as pessoas gostam mais nessa faculdade depois de festas? ― Cece perguntou, mordendo um canudinho e sorrindo.

― Sexo? ― Falei.

― Guaxinins? ― Amy falou.

― Baseball! ― Mike respondeu e fingiu dar uma rebatida invisível no ar.

― Depois das nossas festas, o nosso talento é o baseball. ― Pablo falou e piscou para mim. ― Os leões de SteelPort.

― Apenas eu acho que deveriam adotar o animal mascote de vocês como um guaxinim? ― Amy falou pensativa. ― Seria um máximo, não seria? Alguém fantasiado de guaxinim animando a galera.

― E isso só fica melhor. ― Murmurei quando eles riram com a sugestão de Amy. ― E quanto ao futebol? ― Perguntei.

Eu cresci vendo jogos de futebol, eu sabia que meu pai havia jogado futebol aqui na faculdade mesmo e não entedia nada de baseball, verdade seja dita, eu nem sabia como se jogava, apenas sabia que envolvia um taco e bolas.

― Futebol é uma piada, Charlie. Nós estamos em SteelPort, nós jogamos baseball e beer pong. ― Mike respondeu.

― Hoje nós temos o confronto, veja por si só o espetáculo da temporada. ― Pablo quem falou dessa vez.

― O que é o confronto? ― Perguntei, fazenda uma cara de medo e já imaginando eles se batendo com aqueles tacos.

― Não é um confronto, como você está pensando. ― Cece me acalmou, dando tapinhas de leve nas minhas costas. ― É um jogo treino que os meninos fazem todo ano no primeiro dia, Roar Omega Roar contra Alpha Tau Omega.

― Porque eu ainda tenho a sensação de que isso acaba em sangue e morte? ― Falei.

― Isso acabou de ficar escuro. ― Amy falou, levantando as palmas das mãos. ― É que nem aquela parte de filme de terror onde tem criança e boneca.

― Bom ponto de vista, Amy! ― Bruce disse dando de ombros. ― Eventualmente, segue dessa forma.

― Eu já vou avisar que não vou entrar em briga nenhuma. E nem colocar nada na minha boca. Escovei meus dentes cinco vezes para conseguir tirar o gosto da pomada de cabelo de Johnny. ― Mostrei a língua para eles.

― O mais difícil deve ter sido mesmo tirar o gosto de merda que ele é. ― Cece falou, dando de ombros.

Dois braços se envolveram em torno de mim, me puxando para trás e me fazendo encostar as costas no apoio da cadeira e senti um beijo estalado na minha bochecha. Tão rápido quanto ele me agarrou, ele me soltou.

― Ah, é você. ― Falei, limpando o beijo que Pete havia me dado no rosto.

Ele estava parado ao meu lado, com aquele sorriso animado. Vestindo uma bermuda xadrez e uma daquelas camisetas de manga comprida que ele sempre parecem um número menor, usava um boné preto da MLB para trás e meias da mesma cor que vinham até metade da canela e um slipper da nike nos pés.

― O que é isso? ― Perguntei, olhando para ele dos pés a cabeça.

― Estilo, baby. ― Ele piscou para mim como se não estivesse vestido como um Muppet. ― Pronta para torcer para mim?

― Por mais que eu adore ver caras segurando em paus e batendo em bolas, eu tenho outro compromisso. ― Todos na mesa olharam para mim. ― Merda! Eu sempre digo a coisa errada! ― Gritei e tampei minha boca para não dizer mais nada.

― Outro compromisso? O único compromisso que você tem agora é ir nos ver jogar e gritar com toda a força das suas cordas vocais. ― Pete continuou.

― Não posso, Ted quer falar comigo. ― Encolhi os ombros e eu também não queria ver nenhum jogo.

― Ted? ― Mike perguntou. ―Ted vai estar lá, Charlie. Todo mundo vai estar lá, incluindo você.

― Ouviu? Levante essa bundinha linda daí e vamos lá. ― Pete piscou para mim.

Ótimo, com toda a sorte que eu estava tendo hoje, uma bola acertar meu rosto e quebrar um dos meus dentes da frente seria o mínimo que poderia acontecer.

Notas finais
Gostaram? Mais ou menos né... Prometo que o próximo será melhor! Não esqueçam de comentar, bjss