Notas iniciais
geeeente *-* sorry a demora! sabe como é. os shows do SP me deixou mais louca do que ja sou ;D caraaaaaaa eu vi o Chuck de perto, o MEU homem *-* omg foi tuuuudo!! (tá ninguem perguntou mais eu to dizendo mesmo assim u.u) parey com frescura e vou postar logo ;)

Então eu descobri que aquela tinha sido a primeira vez dela. Descobri e fim. Tem noção da minha cara de (mais) bobo? Tinha pulga no meu estômago, cara.
Foi um sinal que pra ela eu não seria só mais um, só aquele idiota que ela usa pra esquecer as coisas dela. Ela não demonstrou que gostava de mim tanto quando eu gosto dela. Na verdade, ela não falou nada. Só depois de muito tempo, depois que já estávamos vestidos novamente, é que ela foi abrir a boca.

- A gente podia deixar o passado de lado e começar do zero. Não adianta você continuar com essa palhaçada de não querer falar comigo.

- Mas eu estou falando com você!

- Eu estou vendo... – Que ironia, adoro, nem te conto.

- Eu não disse nada até agora porque você não disse nada. Eu não tenho o que falar.

- Não importa. Eu to tentando melhorar as coisas, só isso.

- Pra mim já estava tudo melhor entre a gente.

- Mas não está! Eu sei que você vai continuar com isso.

- Pra que ficar discutindo agora? Olha o tempo que a gente está desperdiçando! Tudo bem, vamos lá. Eu sempre entendi que eu tenho que me manter afastado de você no colégio, ok. Eu sei que você não quer ficar comigo permanentemente, ok. Eu sei que não foi culpa sua nem minha, mas eu gosto muito de você e eu não vou desperdiçar esses momentos só por essas coisas mínimas.

- Eu só peço um pouco de tempo... Um pouco mais de tempo e, quem sabe, a gente consegue ficar junto de vez.

- Eu já estou te dando esse tempo, eu vou esperar por você. –

Sabe, nem sempre os bonzinhos se ferram no final. Com o abraço que ela me deu depois que eu disse isso, eu vi que ela, um dia, poderia me amar da forma que eu a amo e da forma que eu sempre quis que ela o fizesse. Ela disse que teria de ir embora e eu a acompanhei. Até parece que eu ia deixar a minha menina andando a essa hora pela rua, sozinha. Passou um homem por nós e, por um momento, eu achei que ele queria nos assaltar. O que me assustou mais é que ela ficou mais firme que eu, acho que eu vou assumir logo que sou gay. Não, depois dessa noite eu tenho certeza de que não sou. Nada de rizinhos. O cara começou a falar um monte, disse o nome, idade, nome da mulher e das filhas. Contou que trabalhava sei lá onde, mas não sei quantos por cento foram despedidos. Eu estava me perguntando ‘e eu com isso?’ a cada coisa que ele dizia e queria sair dali, mas ela parecia tão entretida e comovida com a história dele que eu fiquei lá só pra vê-la com aquela cara. Linda demais, pelo amor de Deus.

Depois de falar por cinco horas, o cara colocou cinco quilos de cartão na minha mão. Sabe cartão de aniversário bem clichê com um cachorrinho peludo-ai-minha-alergia na frente? Pois é, esse mesmo. Tinha mais de mil ali, dá licença. O primeiro da pilha tinha um cachorro com cara de cachorro pidão (olha só que belo trocadilho) dizendo “A little time...”. Infelizmente não dava pra ler o que dizia dentro porque minhas mãos estavam ocupadas com os cinco quilos de cartão. A cara dela tava tão linda e radiante que eu não agüentei. Peguei esse primeiro mesmo, dei dinheiro pro cara, ele agradeceu até a minha tataravó e foi embora. Depois, dei o cartão pra ela que me olhou com uma cara que merecia uma foto pra colocar num outdoor com uma legenda ‘a garota mais linda do mundo’.

Sou idiota, mas sou feliz.

Então, ela abriu o cartão. Abriu e fim. A frase completa era “A little time and I’ll make you mine”. Esse cara merece um beijo na testa, a frase caiu como uma luva. Um beijo na testa, porra, eu não sou gay. Ela me olhou de novo, sorriu (um daqueles sorrisos tímidos perfeitos) e me abraçou. Ali eu pude sentir novamente que tudo que eu sonhei poderia ser real um dia; todos os meus 357 planos valeram a pena por terem aumentado minhas expectativas e tornado esse momento tão perfeito. Nos últimos segundos de abraço, eu falei no ouvido dela “’Cause our hearts are locked forever...” Ela sorriu e me deu um beijo. Continuamos caminhando para lugar nenhum. Dessa vez não era a sorveteria. O último lugar que queríamos chegar era à casa dela. Paramos num parque, que nem muita iluminação tinha, nos sentamos num banco e ficamos do jeito que um casal de namorados costuma ficar. Só faltava ela gostar de mim o suficiente pra que a cena fique certa.

- Eu te amo, Chuck. –Então ela disse.

Disse e fim.

Notas finais
valeu pelos coments ^_____^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!