Chantagens
15 Odeio quando você bebe
Notas iniciais
Autora Povs:
Depois de toda aquela discussão na mansão Stark, os Vingadores se separaram meio irritados uns com os outros.
Tony ficou em sua garagem mexendo em suas armaduras antigas, enquanto Steve está deitado em seu quarto olhando para o teto. O loiro ainda está ressentido por aquilo que Tony disse horas atrás, ele realmente esperava que Tony fosse levar aquela relação há algo a mais, mas pelo que parece não.
Subitamente, ele se lembrou de Peggy, e na dança que eles haviam prometido para si, podia se lembrar daquele vestido cor vinho e do barulho que seus saltos faziam quando ela se aproximava sorridente, expondo aqueles lábios sempre cobertos com batons de tons escuros. Podia ver o salão e todos os outros soldados que haveria no recinto. Bucky. Ele estaria com as demais garotas, dando suas famosas cantadas fazendo-as rir. Mas onde ele está agora? Isso é algo que Steve quer saber. Porque de algum jeito ou outro, ainda é o velho Bucky, que sempre fora bom e leal a seu país e não aquele assassino com quem se encontrará.
Mas ainda há tantas peças a serem resolvidas, que fica difícil saber por onde começar e ter cuidado para não se esquecer de uma.
Steve ouve a porta se abrir e Tony aparece atrás dela.
– Oi.
– Oi.
– É melhor se arrumar, vamos sair. – Diz Tony sorrindo de canto.
– Pra onde?
– A festa de um Stanley-sei-lá-o-que, Natasha e Bruce também vão.
– Tenho escolha?
– Claro que não.
O loiro afirma em desistência.
– Esteja pronto em quarenta minutos.
– Olha só quem está dizendo.
Os dois sorriem um para o outro por breves segundos e vão se preparar pra festa.
Quarenta minutos depois:
– Tony, você está pronto? – O loiro batia na porta do moreno não obtendo resposta.
– Melhor esperar sentado bonitão. – Diz Natasha acompanhada de Bruce. – Posso ouvir o barulho do chuveiro daqui.
– Vou esperar lá embaixo. – Fala Bruce. – Sei o quanto Tony demora.
Eles sentam no sofá da sala, deixando o silêncio predominar, ficando algo estranho no ar. Bruce incomodado com aquilo liga a TV.
– Um casal que não esperávamos, Homem-Aranha e Deadpool. – Fala à apresentadora que no lado de sua cabeça mostrava imagens dos dois heróis. – Será que há mais algum casal de heróis por ai prontos pra se assumirem, será também que são dois homens? Pode até ser algum dos Vin-
Bruce desliga a TV ficando vermelho de vergonha, agora sim que o ar no recinto ficou estranho.
– Então, como está indo você e o Tony? – Pergunta Natasha puxando assunto.
– Mais ou menos. – Diz Steve baixo. – E vocês dois?
– Melhor impossível. – Fala Bruce sorridente – Natasha é incrível, nunca vou me separar dela.
A ruiva sorri apoiando sua cabeça no ombro do moreno.
– Ele é o cara mais fofo desse mundo.
– Fico feliz por vocês dois. – Diz Steve sorrindo amarelo, sentindo um pouco de inveja pelos dois.
– Podemos ir? – Indaga Tony descendo as escadas.
– Não deveria dizer isso a você? – fala Natasha arqueando a sobrancelha.
– É melhor irmos, já devemos estar atrasados. – Informa Bruce pegando na mão de sua namorada.
Steve e Tony se olham, mas o máximo que fazem e um ficar ao lado do outro, acompanhando o casal da frente.
– Eu dirijo. – Grita Natasha rodando as chaves em seu indicador.
Bruce senta em seu lado no carro, enquanto o outro casal ficou na traseira, Tony apoiou seu braço no vidro olhando feio para a ruiva por ser quem está dirigindo.
– A imprensa sabe que estão namorando? – Indaga Tony.
– Não sei se vamos contar. – Diz Bruce. – Queremos ter privacidade.
– E não seria legal ter todos aqueles paparazzis atrás de nós. – complementa Natasha. – E vocês dois?
– Pelo que vejo Tony quem manter em segredo, já que é uma “ficada”. – Diz Steve fazendo aspas no ar.
– Se você quiser eu posso falar hoje para a imprensa, o que acha? – Tony fala aumentando o tom de voz.
– Não sei, o que você acha?
– Não acho nada, mas e você?
– Tanto faz.
– Então pra mim tanto faz.
– Ok.
– Ok.
Os dois cruzam os braços, olhando feio um para o outro.
Bruce e Natasha se olharam perdendo a paciência com aqueles dois.
– Chegamos. – Diz Bruce saindo do carro as pressas, ele pega na mão de sua namorada e seguem para a mansão.
Todos os quatro entram ao mesmo tempo, sendo cumprimentados pelos mordomos que estavam na porta de entrada.
No meio do salão, um pouco afastado do centro, tocava uma banda, expondo Bethoven a todos os presentes.
Tony ficou olhando para os lados e logo avistou em uma mesa retangular coberta de seda branco uma pirâmide de champanhe.
– Eu vou beber. – Simplesmente diz e sai de perto de seus amigos.
– Tony, espere. – Steve corre atrás dele. – Não se lembra do que aconteceu na ultima vez que bebeu?
– Sim, você me beijou.
Steve o segura pelo braço, olhando diretamente naquelas orbes castanhas.
– Não, você me beijou.
– Mas quem me pegou pela cintura?
O loiro nada responde, Tony pega uma das taças e toma de uma vez, fazendo uma careta no final. Quando ia tomar à segunda, Steve retira de suas mãos.
– Não acho que deva fazer isso.
– Relaxa Picolé, não acho que vou ficar tão bêbado. – O moreno chega perto do ouvido do maior e sussurra: — Me disseram que é quando se está bêbado que fazemos as maiores loucuras na hora do sexo.
O moreno pega outra taça, mas dessa vez sem qualquer impedimento do maior, que permanecia com o olhar baixo e corado.
Tony pega uma garrafa de Whisky e uma taça vazia e segue rumo a mesa onde está Natasha e Bruce.
– Alguém quer?
– Não estou a fim de ficar bêbada hoje – Natasha fala permanecendo com meia taça de vinho.
Tony enche sua taça e volta a beber.
– Não vai impedi-lo? – Pergunta Bruce a Steve.
– Hoje não. – Diz o loiro sentindo suas bochechas arderem.
Meia hora depois:
– Vem Picolé. – Dizia Tony puxando Steve.
– Eu não quero!
– Não me importo, você vai dançar.
– Vamos Steve, eu e Bruce também vamos. – Incentiva Natasha indo ao centro com seu namorado.
Steve suspira um pouco mais se deixa ser levantado por Tony, que o guia ao centro da dança.
Eles param sem saber direito o que fazer, todos os demais pares eram os homens segurando nas cinturas das damas e elas com uma em seu ombro, mas e eles? Como seria?
– Acho que devíamos voltar. – Diz Steve.
– Não vamos não. – Tony segura na mão do loiro enquanto a outra repousou no ombro do mesmo.
Steve sorri envergonhado e deposita sua mão livre no meio das costas do moreno. Eles seguem os passos da dança, indo no mesmo ritmo da musica, lenta e calma.
Steve não parava de pedir desculpas, por todas as vezes que pisava no pé de Tony.
– Eu disse que deveríamos ter voltado. – Diz o loiro em desespero.
– Não está doendo... Muito. Mas sei o quanto essa dança é importante pra você Steve, por isso não vou desistir dela.
O loiro, como se esquecendo por um instante de todas as pessoas ali presentes, beija Tony, abraçando-o. O moreno pensou em seu afastar, tento em mente os vários fotógrafos nessa festa, mas ao invés disso correspondeu ao abraço sentindo a maciez dos lábios do maior.
Enquanto aos outros presentes, ficaram boquiabertos com tal cena, uma idosa que estava comendo deixou cair a comida de seu garfo, por deixa-lo imóvel no ar.
Uma garotinha que aparentava ter uns doze anos tirou uma foto.
– Isso vai pros grupos do meu What.
Enquanto ao dono da festa, um senhor idoso com mais de noventa anos, com cabelos semi grisalhos penteados para trás de sua cabeça, seu bigode branco e que parece nunca tirar aqueles óculos escuros, olhava para aquela cena parecendo entediado.
– Jura que isso é motivo de tanta locomoção?
– Acho melhor irmos embora. – Natasha cutuca Tony parecendo nervosa.
– Por quê?
– Tem um monte de fotógrafos vindo pra cá.
– Você tem razão.
Bruce os esperava dentro do carro que acena para eles assim que os veem na entrada.
Eles entram no carro as pressas e saem podendo ver o brilho das câmeras tirando fotos ao longe.
– Essa foi por pouco. – Diz Natasha.
– Satisfeito agora? – Indaga Tony.
– Sim – sorri Steve.
Assim que chegam eles vão aos seus quartos, exceto Tony, que invade o quarto de Steve, no momento em que estava se trocando.
– Tony?
– Não estou com sono, podia me ajudar com isso?
O moreno se aproxima do loiro e volta a beija-lo. Steve pode sentir o gosto do whisky na boca do moreno, e gostou disso. Calmamente eles vão à cama e Tony trata de tirar a camisa do loiro e depois a sua.
Steve, pela primeira vez, toma iniciativa e se põe acima do moreno, que fica surpreso.
O loiro dá beijos no pescoço do menor e vai descendo passando seus lábios por cada extensão de músculo, arrepiando Tony.
Ele começa a ouvir um barulho de Tony, que de longe eram gemidos. Steve volta a olha-lo e vê que o moreno está roncando. O loiro tenta, inutilmente acorda-lo, sacudindo-o pelos ombros, mas tudo o que Tony fez foi se virar pra um lado da cama.
Steve, frustrado, deita ao lado de Tony, cobrindo os dois com a coberta.
– Odeio quando você bebe.
oOo
– Peter, você vai sair? – Indaga May, barrando-o no final da escada.
– Sim tia, mais prometo voltar logo.
– Sei, bom tome cuidado. – Ela dá um beijo no sobrinho e sai de sua frente.
– Tchau.
Peter segue ao apartamento de Wade e adentra após bater na porta.
– Você foi pontual. – Informa Wade comendo uma pizza de duas semanas.
– Eu perdi a aposta não perdi?
– E você não faz ideia de como isso me deixa feliz.
Deadpool larga a pizza e vai até o menor que lança um beijo rápido mais ao ponto de deixar Peter ofegante.
– Quantos dias tem essa pizza? – Questiona Peter limpando a boca com a costa de sua mão.
– Nem sei mais. Você está com sua roupa de Aranha?
– Sim, por quê?
– Vamos fazer um serviço juntos. – O moreno lança um olhar reprovador para o maior. – Pode relaxar, não vou precisar matar ninguém.
– Promete?
– Prometo.
– Qual é o serviço?
– Roubar um cara que vai vender umas paradas nucleares para um país em guerra. Só temos que entrar no laboratório e roubar. – Diz Deadpool fazendo parecer fácil.
– E pra quem você vai dar depois? – Indaga Peter cauteloso.
– Pro Fury, foi ele quem me pediu isso.
Peter arqueia a sobrancelha achando isso estranho demais.
– Mentiroso. Se fosse mesmo o Fury, ele teria pedido a Natasha.
– Jura que você mandaria uma das suas melhores agentes roubar algo nuclear que pode mata-la? Ou você mandaria um otário sem importância que ainda por cima é imortal e a radiação não pode mata-lo?
– O otário imortal.
– Por isso Nick me escolheu.
– Isso eu entendi, só não entendi aonde eu me encaixo nisso.
– Petey, você é a única pessoa que pode entrar lá e abrir as portas para mim sem fazer barulho.
O moreno dá de ombros, suspirando pesadamente.
– Nisso você tem razão. Melhor eu me trocar.
oOo
– Sério que é aqui? – Pergunta Peter apontando uma mansão toda branca quase que de forma circular, tendo sua única deformação por causa da piscina.
– Sim, tem um laboratório no subterrâneo.
– O que eu tenho que fazer?
– Preciso que entre pela janela do quarto e desça a escada que vai estar no final do corredor, no final dela vai estar um monte de sistemas de segurança, se você tocar algum, todas as portas vão se fechar. É ai que preciso de você. Você tem aquela coisa de sentido aranha, então poderá detectar onde estão os lasers e passar entre eles, depois só precisa desliga-los que o resto eu faço.
– Dizendo assim parece que é fácil – debocha Peter suando frio.
– Vamos, você consegue. – Deadpool o incentiva.
– Vamos ver, mais se eu conseguir quero a metade da grana.
– Por mim tudo bem.
Os dois passam pela janela e desce à escada, Deadpool fica na porta procurando os lasers da sala, mas não se podia ver nenhum.
Peter escala a parede, grudando todo o seu corpo na mesma, ele vai escalando bem lentamente, sentindo o calor dos lasers quase tocando em seu corpo. Chegou a um ponto onde havia um na parede, tomando o maior cuidado possível, desviou dele, suando por baixo da mascara.
Parou no sistema de segurança do outro lado da sala e soltou todo o ar que estava contendo de uma só vez. Ele desligou facilmente, ouvindo o barulho dos lasers sendo desligados.
– Bom trabalho. – Diz Deadpool atravessando a sala de boa. – Agora é a vez do papai.
O mercenário pega algo de metal, contendo vários números no meio do objeto. Ele fixa o mesmo na enorme porta de aço que se abre.
Já se podia ver três cubos de vidro guardando algo verde fluorescente dentro. Deadpool sorri e vai até eles.
– Isso não pareceu fácil demais? – Pergunta Peter.
– Tanto faz, cumprimos a missão. – Deadpool ergue a mão para pegar o primeiro cubo.
– Deadpool, acho que tem mais sistemas de s-
Deadpool pega os cubos e coloca em uma maleta, assim que pegou o ultimo uma luz vermelha ilumina o local junto a um barulho ensurdecedor.
– Mandou bem “papai”.
Todas as portas se fecharam, Peter quebra uma cadeira de metal e joga a perna da mesma em uma janela que ai se fechar.
– Essa é a nossa saída, vamos.
Deadpool quebra o vidro as pressas cortando todo o seu braço, que se regenera quase no mesmo instante.
Os dois saem de lá com a maleta.
– Corre, os cães estão vindo. – Alerta Deadpool pegando a chave do carro.
Os dois o adentraram no momento que os rottweiler iriam alcança-los.
– Essa foi por pouco. – Diz Deadpool.
– Muito pouco.
– Vamos entregar isso pro Fury e pegar o dinheiro.
– Boa ideia.
oOo
– Não acredito que você iria ganhar vinte mil dólares só por isso. – Diz Peter pasmo.
– Agora foi dez mil.
– Por que a metade está comigo.
– Viu Peter matar pessoas rende mais que salvá-las.
– Mais ainda prefiro salvá-las.
Os dois ficam em silêncio por um momento até Deadpool enlaçar o menor pela cintura.
– Que tal gastarmos esse dinheiro? – Wade sacode sua quantia. –Estou a fim de me divertir.
– Tá bem. – Peter fala – Mas que não seja em um bar de striptease.
– Às vezes você é tão estraga prazeres, mas estava pensando em ir a outro lugar.
– Onde?
oOo
– Uma loja de games?
– Eu gosto. Vamos jogar esse.
– Não acha que já está velho demais pra isso? – Pergunta Peter.
– Não.
– Então tá.
Os dois se sentam nas cadeiras e escolhem seus personagens do Street Fighter.
– Aposto uma pizza que eu venço. – Diz Wade sorridente.
Peter sorri de volta.
– Feito.
oOo
– Uma pizza com bastante calabresa. – Deadpool entrega quinze dólares ao balconista.
Ele volta à mesa, fazendo cara feia para o moreno que ainda não havia parado de zoa-lo.
– Aqui a pizza – entrega uma garçonete.
Deadpool é o primeiro a pegar um pedaço, que devora em um segundo.
– Viu como você é porco. Está todo sujo. – Peter pega um dos papeis toalha e limpa os cantos da boca do loiro. Deadpool está usando o holograma para esconder as cicatrizes, mas ainda sim podia senti-las. – Pronto.
– Valeu.
– Aonde vamos depois?
– Encher a cara.
– Não dá, eu ainda não tenho 21 anos.
– Você não, mas eu sim.
Assim que os dois terminam a pizza Deadpool compra algumas cervejas. Eles vão à praça e ficam vendo as barraquinhas de compras. Deadpool compra um salgadinho tamanho gigante e os dois o comem.
– Agora é sua boca quem está suja. – Fala Deadpool.
Antes que Peter pudesse limpar, Wade faz isso. Os dois ficam se encarando, até Deadpool tomar os lábios do moreno para si. Dessa vez Peter não reage, mas não corresponde. Eles se separam olhando um pro outro.
Wade pega na mão de Peter e saem dali.
– Hora de enchermos a cara.
Nesse mesmo momento, Harry estava saindo de uma empresa sócia com Dominó e Silver ao seu lado. Eles puderam ver o beijo. Harry cerrou os punhos sentindo uma raiva lhe consumir, enquanto a duas garotas olhavam atônitas para aquilo.
– Não é o Wade? – Sussurra Silver para Dominó.
– É sim, agora sabemos quem é o Aranha.
oOo
– Fala serio, quantas garrafas você tomou? – Questiona Deadpool.
– Perdi a conta na terceira.
Deadpool sorri malicioso.
– Que tal irmos ao meu apartamento?
– Tá bem.
O mercenário sorri largamente, olhando de cima a baixo o moreno.
– Adoro quando você fica bêbado.
Deadpool leva Peter ao seu apartamento e fecha a porta assim que entram.
– Que horas são? – Pergunta Peter olhando para seu pulso onde não há nenhum relógio. – Tenho que chegar cedo, senão a minha tia vai ficar brava.
– Ou você podia ficar. – Deadpool vai até o Aranha e aperta suas nádegas, mordendo os lábios do menor.
– Ah.
O mercenário beija o menor adentrando com a língua, sem mais nem menos, o deita na cama distribuindo chupões no pescoço exposto.
– Deadpool para, faz cócegas.
– Peraí, você está gostando?
– Não sei, acho que sim.
Wade sorri.
– Mais ainda não te perdoou.
– Eu sei.
O loiro tira a blusa do moreno, dando chupões no mamilo, mas começa achar estranho de não ouvir nenhum gemido.
– Baby Boy? Petey? – Ele olha para o moreno e vê que ele dormiu.
Deadpool desaba na cama, sentindo uma enorme vontade de matar alguém pra extravasar a frustração que está sentindo agora.
Ele abraça o moreno, apoiando a cabeça do menor em seu peito.
– Odeio quando você bebe.
oOo
Ao amanhecer a primeira coisa que Peter vê é fios loiros batendo em seus olhos, ele se afasta um pouco e vê que é Deadpool. A primeira coisa que faz é mexer seus quadris pra ver se está sentindo alguma dor. Nada. O moreno sorri mais aliviado.
Peter que vê em seu celular tem ligações perdidas de sua tia e sai às pressas sem se despedir de Deadpool.
Ao chegar a sua casa encontra Gwen o esperando na sala.
– Oi Peter.
– Oi Gwen. – O moreno sente um frio na barriga.
– Eu vim te visitar, estou de férias da faculdade, estou na casa dos meus pais.
– Legal, pensei que nunca mais iria vê-la.
– Então como tem passado? Vi na internet que está namorando o Deadpool.
– Não, isso é mentira.
– Serio? – O moreno afirma – Eu estava pensando que podíamos voltar.
– O que? – Peter pergunta atônito.
– Podíamos ver se daria certo nesse mês que vou ficar aqui.
– Gwen, eu não sei.
– Peter. – A loira se aproxima do moreno, levando seus lábios ao dele, mas Peter vira o rosto.
– Não posso, desculpa Gwen.
A loira se afasta um pouco constrangida.
– Jura que não está namorando aquele Deadpool? Parece que você gosta dele.
– Não, nem pensar.
– É o que parece. – A loira sorri. – A gente se vê por ai, mas como amigos.
– É.
– Tchau Peter. – A loira vai até a porta e a abre – Sabe, você e o Deadpool fazem um lindo casal – e fecha a porta.
– Por que todo mundo diz isso?
Tia May aparece.
– Onde esteve?
– Na casa de um amigo.
– Isso é cheiro de bebida? Você tomou álcool? Sabia que nem ao menos idade tem?
– Desculpa.
– Chega, não quero saber, pro seu quarto, não vai sair dele hoje, e sem almoço. Está de castigo Peter!
– Espere, eu não tenho mais idade pra voc-
– Vai logo!
– Desculpe.
O moreno corre para o seu quarto e pensa no que acabou de fazer. Ele se joga em sua cama escondendo o rosto com o travesseiro.
– Por que eu fiz isso?
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