Notas iniciais
Hey ya! Obrigada pelos comentários, sunshines! Eu realmente fiquei muito feliz :) Eu me sinto honrada por vocês estarem gostando, assim como eu. Espero que gostem do capítulo.

Lily, James, Sirius, Marlene, Dorcas, Remo, Frank, Alice, Peter e Minerva caminhavam como uma fila indiana pelos corredores de Hogwarts. Minerva levava o grupo para a sala do diretor, mesmo sabendo que ele não iria aplicar uma punição muito severa. Mas, como toda boa professora, ela retirara 50 pontos da Grifinória, pelo grande mata aulas.

Quando chegaram a estátua que protege a sala do diretor, a professora disse as seguintes palavras, muito sábias por sinal:

–Raspas de limão.

A grande estátua que antes ficava de frente aos alunos e a professora deu meia volta, mostrando, assim, a porta para a sala de Dumbledore, encontrando o próprio diretor sentado em sua cadeira analisando alguns papéis.

–Alô crianças.- disse Dumbledore, olhando por cima de seus oclinhos meia lua.

–Olá diretor.- o grupo de alunos falou, um pouco sem graça.

–O que tem por trás de sua visita?- o diretor perguntou, deixando os papéis de lado.

Minerva saiu de trás de Peter e Marlene, que estavam um ao lado do outro.

–Ah, sim, Minerva.-os lábios do sábio homem se curvaram, em um sorriso.

–Estes alunos faltaram à todas as aulas dadas logo após o primeiro tempo livre, foram encontrados na biblioteca lendo um dos livros novos.

Os olhos de Dumbledore brilharam e ele olhou demoradamente para cada grifinório que se encontrava ali.

–Perfeito. Os livros eram para vocês mesmo, acho que temos no total sete livros dentro daquela caixa. Por algum motivo uma carta também veio, não tomei a liberdade de ler, mesmo sendo o diretor e além disso, ela não tinha meu nome no destinatário.

–Como assim os livros eram para nós?- Dorcas perguntou ao diretor.

Dumbledore apenas pegou uma carta e a colocou sobre a mesa, entregando-a ao grupo de jovens, fazendo que Remo a pegasse, já que estava sentado em uma das cadeiras que ficam na frente da mesa do diretor. Rapidamente, o jovem lobo leu o que continha no envelope.

"As srtas. Lily Evans, Alice Longbottom, Marlene Mckinnon e Dorcas Meadowes.

Aos cavallheiros James Potter, Sirius Black, Remo Lupin, Frank Longbottom, Peter Pettigrew e Severo Snape

Hogwarts, sala do diretor Dumbledore (1977)"

–O.k. Remo, abra logo!- Sirius apressou o amigo.

Remo tirou o que selava a carta e começou a ler o que estava escrito na carta para as pessoas que se encontravam naquela sala com ele:

"Nossos cumprimentos,

Por meio desta carta informamos que, todas essas pessoas citadas no envelope como os destinatários devem ler o mais rápido possível os livros dentro da caixa e no final da leitura de todos eles, devem tentar ao máximo mudar o que acontece em cada um deles.

No final do segundo capítulo de Harry Potter e a Pedra Filosofal, alguns jovens ficarão até o último livro da série e poderão explicar o que vocês tiverem dificuldade de lidar ou o que vocês tiverem dúvida.

Afetuosamente,

HP, HG, RW, GW, JW, NL e JK"

–Como assim "dificuldade de lidar?" até parece que vai acontecer algo demais.-Marlene falou.

–E quem raios são essas pessoas?- Frank perguntou.

–Isso não interessa, o pior é: nós teremos que ler com o Ranhoso.-James disse.

–Então, garotos, o que esperam para descerem à biblioteca?- o diretor perguntou, fazendo um gesto com sua mão como se dissesse "vão", deixando uma Minerva com um olhar severo, mais severo do que ela utiliza normalmente.

***

–Nós não precisamos mesmo chamar o Ranhoso, não é?-Sirius perguntou.

–Sim, nós precisamos.- Lily respondeu, fazendo todos a olharem.- Não, eu não sou mais amiga dele, mas as pessoas pediram então teremos que cumprir.

–Então você vai lá e o chame, olha só ele está sentado naquele banco ali.- Alice disse apontando discretamente para Ranhoso, digo, Snape.

Lily respirou fundo e foi andando até o seu "ex-melhor amigo", quando chegou parou em sua frente e disse:

–Preciso de você. E, não, não é nesse sentido que você pensa.- ela respirou fundo mais uma vez e se sentou ao lado de Snape.- Hoje o dia foi meio estranho, mas não vou te contar a razão, apenas preciso que você venha comigo para a biblioteca e leia alguns livros comigo e com os outros.

Snape a olhou, apesar de ter sido rude com Lily e ter terminado drasticamente sua amizade com a ruiva, ele balançou a cabeça concordando -de muita má vontade, diga-se de passagem- e logo em seguida apenas sentiu a mão da menina entrar em contato com a sua e sair arrastando-o a caminho da biblioteca.

–Ele concordou.- Lily disse.- Vamos logo!

E por fim entraram na biblioteca.

***

Sirius novamente tinha o livro em mãos, e pigarreando começou a ler de onde parara na primeira vez.

"Enquanto virava a esquina e subia a rua, espiou o gato pelo espelho do retrovisor. Ele agora estava lendo a placa que dizia Rua dos Alfeneiros — não, não estava olhando a placa: gatos não podiam ler mapas nem placas. O Sr. Dursley sacudiu a cabeça e tirou o gato do pensamento. Durante o caminho para a cidade ele não pensou em nada exceto o grande pedido de brocas que tinha esperanças de receber naquele dia, mas ao sair da cidade, as brocas foram varridas da sua cabeça por outra coisa. Ao parar no costumeiro engarrafamento matinal, não pode deixar de notar que havia uma quantidade de gente estranhamente vestida andando pelas ruas. Gente com capas largas."

–Bruxos!- disseram os amigos em uníssono.

"O Sr. Dursley não tolerava gente que andava com roupas ridículas — os trapos que se viam nos jovens! Imaginou que aquilo fosse uma nova moda idiota"

–Capas nunca saem de moda!- Alice exclamou, recebendo alguns sinais positivos.

"Tamborilou os dedos no volanrte e seu olhar recaiu em um grupinho de excêntricos parados bem perto dele. Cochichavam excitados. O Sr. Dursley se irritou ao ver que alguns deles nem eram jovens, ora, aquele homem devia ser mais velho do que ele, e usava uma capa verde-esmeralda! Que petulância! Mas então ocorreu ao Sr. Dursley que se tratava prova de alguma promoção boba — essas pessoas estavam obviamente arrecadando alguma coisa... é, devia ser isto! O tráfego avançou e alguns minutos depois o Sr. Dursley chegou ao estacionamento da Grunnings, o pensamento de volta às brocas."

–Sinceramente, a rotina desse cara é totalmente tediosa.- Dorcas falou, enquanto apoiava sua cabeça em sua mão.

"O Sr. Dursley sempre sentava de costas para a parede em seu escritório no nono andar. Se não o fizesse, talvez teria achado mais difícil se concentrar em brocas aquela manhã. Ele não viu as corujas que voavam velozes em plena luz do dia, embora as pessoas na rua vissem, elas apontavam e se espantavam enquanto um bando de corujas passava no alto."

–Os bruxos não estão sendo nenhum pouco cuidadosos com isso, deve ter acontecido algo realmente muito importante.- disse Remo.

"A maioria jamais vira uma mesmo à noite. O Sr. Dursley, porém, teve uma manhã normal sem corujas. Gritou com cinco pessoas diferentes. Deu vários telefonemas importantes e gritou mais um pouco."

–Lily, tem certeza que não é você disfarçada de Sr. Dursley?- Sirius debochou.

–Você se importaria de calar a boca e continuar lendo, Black?- Lily perguntou.

–Nem um pouco, Evans.- Sirius respondeu com um sorriso travesso nos lábios.

"Estava de excelente humor até a hora do almoço, quando pensou em esticar as pernas e atravessar a rua para comprar um pãozinho doce na padaria defronte. Esquecera completamente as pessoas de capa até passar por um grupo delas próximo à padaria. Olhou-as com raiva ao passar. Não sabia o porquê, mas elas o deixavam nervoso. Essas cochichavam também, mas ele não viu nenhuma latinha de coleta. Foi ao passar por elas na volta, levando uma grande rosca açucarada que entreouviu algumas palavras do que diziam

–...Os Potter, é verdade, foi o que ouvi...

–...É, o filho deles, Harry...

O Sr, Dursley parou de repente. O medo invadiu-o. Virou a cabeça para olhar as pessoas que cochichavam como se quisesse dizer alguma coisa, mas pensou melhor. Atravessou a rua depressa , correu para o escritório, disse rispidamente à secretária que não o incomodasse, agarrou o telefone e quase terminara de discar o número de casa quando mudou de ideia. Colocou o telefone no gancho e alisou os bigodes pensando... Não, estava agindo como um idiota. Potter não era um nome tão fora do comum assim. Tinha certeza de que havia muita gente chamada Potter com um filho chamado Harry. Pensando bem nem sequer tinha certeza de que o sobrinho tivesse o nome de Harry. Jamais viu o menino. Talvez fosse Ernesto. Ou Eduardo. Não tinha sentido preocupar a Sra. Dursley, ela sempre ficava tão perturbada à simples menção da irmã."

Lily abaixou os olhos e colocou o rosto entre uma mão, James olhou para a menina e deu um sorriso.

"Até triste ela fica linda" James pensou "Não, espera! Ela está triste, isso não é nem um pouco legal."

"Não a culpava — se ele tivesse uma irmã como aquela... Mas mesmo assim aquelas pessoas de capas. Achou bem mais díficil se concentrar nas brocas aquela tarde e quando deixou o edíficio às cinco horas, continuava tão preocupado que deu um encontrão em alguém parado ali à porta.

–Desculpe- murmurou, quando o velhinho cambaleou e quase caiu. Levou alguns segundos até o Sr. Dursley perceber que o homem estava usando uma capa roxa. Não parecia nada aborrecido por ter sido quase jogado no chão. Ao contrário, seu rosto se abriu em um largo sorriso ele disse numa voz esganiçada que fez os passantes olharem:

–Não precisa pedir desculpas, caro senhor, porque nada poderia me aborrecer hoje! Alegre-se! Porque o Você-Sabe-Quem finalmente foi-se embora! Até trouxas como o senhor deviam estar comemorando um dia tão feliz!"

–O QUE? CONSEGUIRAM ACABAR COM ELE?- Peter gritou surpreso, recebendo um olhar repreendedor de Snape.

–O que há, Peter? Não gosta da ideia de tudo ter ficado em paz novamente?- James perguntou, desconfiado.

–N-não, é-é que ele é c-considerado muito poderoso e p-perigoso, então acho q-que s-seria meio i-impossível.- Peter respondeu.- Continue a l-ler, Sirius.

"E o velho abraçou o Sr.Dursley pela cintura e se afastou. O Sr. Dursley ficou pregado no chão. Fora abraçado por um completo estranho. E também achava que fora chamado de trouxa, o que quer que isso quisesse dizer. Estava abalado. Correu para o carro e partiu para casa, esperando que estivesse imaginando coisas, o que nunca esperara que fizesse, porque não aprovava imaginação."

–Espero que aprove minha mão na sua cara.- Marlene falou revirando os olhos, fazendo os outros rirem.

"Quando entrou no estacionamento do número quatro, a primeira coisa que viu — e isso não melhorou seu estado de espírito,- foi o gato listrado que notara aquela manhã. Agora ele estava sentado no muro de jardim. Tinha certeza de que era o mesmo, as marcas em volta dos olhos eram as mesmas.

–Chispa!- disse o Sr.Dursley em voz alta.

O gato não se mexeu. Apenas lançou-lhe um olhar severo."

–Se essa não for a Professora McGonagall, eu pulo da Torre de Astronomia -Frank falou.

"Será que isto era um comportamento normal para um gato? Pensou o Sr. Dursley. Continuava decidido a então não comentar nada com a esposa. A Sra.Dursley tivera um dia normal e agradável. Contou-lhe durante o jantar os problemas da senhora do lado com a filha e ainda que Duda aprendera uma palavra nova (Nunca)."

–Eu acho que está bom de leitura por hoje, eu estou ficando com sono.- Remo falou e todos concordaram, bem, todos menos Snape.

–Então amanhã continuamos e talvez possamos acabar o primeiro capítulo todo.- Lily disse se levantando, acompanhada pelos outros.- Amanhã mesmo horário aqui, certo?

–Totalmente.- respondeu James.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Se quiser comente ou favorite a história. Love u guys
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.