Changing My Heart
1 Prólogo
Notas iniciais
Espero que gostem, to enferrujada gente então sejam legais comigo ^^
O Hospital estava escuro. Sabia que não era bom que eu trabalhasse até àquela hora da manhã. Como grávida eu deveria estar em casa dormindo. Tirei meu celular do bolso do jaleco quando o ouvi tocar.
- Quer que eu vá buscar você? – era Sasuke e sua preocupação excessiva, pelo fato da minha gestação.
- Não meu amor, estou indo pra casa só vou... – ouvi um barulho estranho vindo de um lado do corredor, comecei a caminhar naquela direção.
- Tarde demais, eu estou indo pra sua sala, me espere lá, amo-te. – e desligou.
Ainda com o celular em mãos continuei a andar pra perto da sala, era a área da UTI, de lá não saiam ruídos então... Disquei a recepção e pedi que mandassem seguranças pro andar.
Fiquei atrás da porta e vi dois homens encapuzados e de preto virem correndo na direção da porta. Quando me lembrei de afastar-me da mesma já era tarde.
Eles empurram a porta com força fazendo a estrutura de madeira bater fortemente na minha barriga dilatada, devido às vinte semanas de gravidez.
Eu cai no chão entorpecida pela dor que o ato causou e somente os vi correr pelos corredores, fugindo...
O sangue escorria em jatos por minhas pernas e eu perdia aos poucos os sentidos, mesmo assim, eu ainda vi ao longe olhos ônix conhecidos encarando-me apavorados.
...
Nunca pensei que abrir os olhos fosse um ato tão dolorido.
Acordar para os fatos cotidianos não seria mais tão radiante como era antes, e eu me culparia todos os dias pela única vida que não pude salvar...
Passei uma das mãos sob meu ventre, agora reto, e as lágrimas brotaram. Sentia-me tão vazia. Era como se algo tivesse sido arrancado de mim. E fora mesmo...
Lembrei-me de como foi quando descobri a gravidez e só serviu pra mias lágrimas inundarem minha face.
...
Abri a porta da mansão e adentrei ainda um pouco trêmula. Eu estava feliz, é claro, finalmente um pequeno ser alegraria aquela casa, não que ela seja de tudo triste, quando Itachi e suas crias estão aqui, parece outra mansão Uchiha, mas era meu filho, meu e de Sasuke, que nem sei como reagiria à isso. Talvez indiferente como sempre, mas era o jeito dele, e eu sabia que queria rir, mas estava acostumado a ser General o tempo inteiro.
Passei na cozinha, dei boa noite para os empregados e os liberei, não jantaria naquela noite e Sasuke nunca comia a noite.
Subia as escadas, precisava de um banho, parecia que eu carregava pedras nos ombros. Foi quando ouvi meu nome ser chamado.
- Sakura. – era Sasuke e sua voz rouca que ecoava por toda a sala e o hall.
- Boa noite meu amor! – exclamei descendo rapidamente as escadas e o abraçando, a fim de cumprimentá-lo.
Ele depositou um casto beijo em meus lábios e foi como se sinos tocassem no ambiente.
Um ano. Esse era o tempo de casada que tinha, mas o amor que eu sentia por Sasuke nunca passaria. Nunca. E toda vez que ele me beijava, era como se fosse à primeira.
- Como foi seu dia? – inquiri depois que ele enlaçou minha cintura com seus braços fortes e, ao meu lado subia às escadas rumo ao nosso quarto.
- Normal. – ele disse quando entramos no quarto.
Tirei minha bolsa do ombro e joguei num sofá próximo a imensa janela do quarto. Meus sapatos ficaram no meio do caminho e eu fui até o espelho do closet. Ele me seguiu.
- Já experimentamos todos os lugares dessa casa... – ele disse com sua típica rouquidão, só que dessa vez ao pé do meu ouvido como se fosse pra me provocar. E era mesmo. – menos o closet... O que você acha? – ele passou o nariz pelo meu pescoço.
- Ótima ideia amor, mas... – eu disse saindo do abraço dele, com muita dificuldade, admito.
- Mas... – ele emendou.
- Sasuke, se eu ficasse gorda, você ainda vai querer transar comigo? – eu inquiri me olhando no espelho do armário.
Encarava-me de perfil. E olhei pra ele.
Tinha as mãos apoiadas pra trás apoiado numa prateleira de tocas.
- O que quer dizer com isso? – ele perguntou vindo até mim e me abraçando por trás.
- Será que daqui a alguns meses você ainda vai me achar sexy? – inquiri levantando minha blusa e olhando minha barriga, ainda reta no espelho.
- Você vai carregar meu filho, então sim... Sakura, você é linda de qualquer jeito! E você abe que eu te amo agora, daqui a nove meses e sempre... – ele disse me beijando carinhosamente, terminando de tirar minha blusa...
...
Limpei as lágrimas e pressionei o botão que levantava o recosto da cama. Tantas vezes fiz isso com os pacientes e eu pensava que era muito bom não ter ninguém ali pra fazer isso por mim, afinal, eu não queria platéia pro meu festival de lágrimas.
Notas finais
Vale a pena! ^~
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