Changes of Destiny
19 Sem sinal
Notas iniciais
Freddie acordara naquela manhã antes de Sam. Ele deixou a loira na cama dormindo, porque achava que ela não precisaria acordar tão cedo. Tomava um café preto fresco já habilitando as imagens de sua casa em seu PearLaptop. Sabia que sua mãe acordava cedo, então não podia perder um segundo sequer de qualquer movimentação que existisse lá. Não sabia se seu pai maliciaria o fato dele estar fora, mas esperava que Marissa também não falasse demais. Agradeceu aos céus quando conseguira convencê-la de que esse isolamento seria benéfico a ele e que seria muito arriscado informar a ela o endereço. Nesse momento, a mulher apenas torcia de longe para que Freddie tenha tomado a melhor decisão.
A loira mexia-se inquieta na cama até sentir que seus braços não detectavam o nerd ao seu lado. Seus olhos se comprimiam e ela queria acordar, mas não conseguia. Sentia seu corpo esfriar e sentara ofegante após um pesadelo terrível. Essa preocupação com sua mãe já havia passado dos limites. Mesmo depois do jantar incrível que ela e Freddie tiveram na noite passada, não conseguia desligar sua mente disso. O pesadelo já não era nem mais um sonho ruim e sim as lembranças do coma em câmera lenta. Respirou fundo e chacoalhou a cabeça afim de recuperar alguma sanidade.
Finalmente, levantou dali rumo ao banheiro. Achava que precisava de um banho longo e frio até aquela sensação tenebrosa passar. Puxou a primeira muda de roupa que achara condizente com o calor que fazia e pendurou a toalha que havia trazido num gancho próximo ao chuveiro. Entrou em contato com a água e desejou que ela levasse seu desespero para conseguir ser um bom alicerce a Freddie.
O moreno ainda não observava nenhuma anormalidade nas imagens, então resolveu preparar uma panqueca para ele e Sam. Não sabia que horas ela acordaria, mas achou que seria bom deixar tudo um pouco ajustado. Iria perguntá-la se a loira gostaria de ir hoje ao centro comprar os celulares, já que ela não teve como falar com sua mãe desde que chegara. Ele também queria contatar Griffin para saber como seu amigo e Carly estavam. Nunca havia visto o bad-boy tão apaixonado e empenhado a fazer algo dar certo, então torcia ferozmente para que os dois se entendessem de uma vez por todas. Não havia grandes motivos para terminarem. As coisas entre eles começaram de uma forma incrivelmente pura e Freddie até desejava que tivesse sido do mesmo jeito com Sam.
A garota ia em direção a cozinha acabando de escovar os cachos com um rosto um pouco mais saudável do que quando acordara. Freddie percebeu sua movimentação e a observou com atenção. Seus shorts levinhos escuros e sua blusa de alcinha vermelha a deixavam com um toque romântico, por incrível que pareça. O nerd sentiu seu coração amolecer ao ver que seus cabelos molhados e seu rosto completamente limpo de qualquer maquiagem a deixavam ainda mais linda.
— Bom dia, nerd. — ela tentou forçar um sorriso e avistou o computador em cima da mesa pequena que existia no meio da cozinha — Alguma novidade?
— Não, tudo na mesma. — respondeu dando de ombros — Está tudo bem? São tipo nove horas, perdeu o sono?
Ela mexeu o ombro em dúvida. Não sabia se contava a Freddie o que realmente tinha acontecido, mas sabia que ele já havia percebido que nem tudo estava em sua perfeita normalidade.
— Me mexi e não te achei na cama, então decidi levantar. — deu uma olhada em volta e se direcionou ao armário onde tinha guardado os pacotes de bolo gordo — Além do mais, eu estou morrendo de fome.
Freddie riu silenciosamente e tirou o prato com a panqueca que havia feito para ela e o repousou em cima da mesa. Balbuciou um "toma" enquanto o fazia e sentou-se na mesma mesa ainda observando o computador.
— Não precisava, lindo, você já fez toda aquela lasanha ontem. — Sam disse sentando-se para devorar o café da manhã — Me deixa te ajudar mais.
Ele sorriu de lado assentindo com a cabeça. Não iria tentar convencê-la de que nunca pararia de fazer coisas por ela por simplesmente gostar. Sentia prazer em agradá-la e nada que a loira falasse podia mudar esse fato. Freddie achava incrível como ela gostava de ser prestativa certas vezes e sentia-se privilegiado em observar que talvez isso só acontecesse quando Sam estava rodeada de pessoas que realmente se importava. Com a preguiça que carregava dentro de si, não faria esforço por qualquer um.
Ambos se concentravam em terminar o café após Freddie fechar seu laptop e colocar em cima da escrivaninha do quarto.
— Você quer sair hoje pra comprar os celulares? — disse ele deixando o prato na pia.
Sam cortava o último pedaço da panqueca encharcada de mel enquanto pensava um pouco. Queria ir, mas não desejava que isso fosse sua única prioridade. A noite mal dormida que passara, com certeza, havia mudado de leve seus pensamentos. Se ficasse apenas focada nessa tragédia, não funcionaria bem para aproveitar aquele momento com Freddie. Era uma menina corajosa, então não deixaria o medo tomar conta de si. Sabia que sua mãe não estava desamparada e não era como se ela tinha tivesse a abandonado. Tudo tem seu tempo e aquele era apenas o começo do dia.
Levantou se aproximando dele. Desejava tê-lo ali na cozinha mesmo e matutou rapidamente se algum dia sua volúpia diminuiria. O abraçou por trás e ele virou-se sorrindo para olhá-la.
— Eu até quero, mas mais tarde, tudo bem? — disse simplesmente passando a mão sobre a nuca do garoto.
Ele depositou um selinho rápido nos lábios da loira e ajeitou a camisa velha que ainda usava desde a última noite.
— Quando quiser ir, é só falar. — se distanciou um pouco — Estou precisando de um banho.
— Espera, Freddie... — ela o segurou pelo braço com delicadeza arrancando sua atenção — Está com medo do que pode ver quando seu pai aparecer nas imagens?
O nerd mexeu as sobrancelhas um pouco preocupado. Medo e Leonard na mesma frase pode ser considerado cem por cento compatível. Ele ainda nem sabia o que ia fazer com aquelas imagens se surgisse alguma realmente preocupante. Por fora, ele parecia ter o controle de toda a situação, mas internamente sentia sua nuca esquentar só pela possibilidade do Benson-pai estar tramando algo a mais. Tinha, sim, medo de que ele machucasse Griffin ou até mesmo Sam. Haviam grandes chances dele descobrir que a loira também não estava mais em Seattle. Freddie achava que a relação dos dois estava em sigilo quase total, mas até assim seu pai conseguira descobrir tudo. Se arrepiava só de pensar que ele tinha todas as informações de Sam em suas mãos.
— Eu só tenho medo de ele prejudicar você e o Griffin mesmo eu fazendo tudo que ele mandou. — Freddie se aproximou dela e seus olhos demonstraram insegurança — Aquele cara é capaz de tudo, Sam. É a porra de um pesadelo.
— Não deixa se intimidar. Eu e Griffin sabemos nos cuidar, fica calmo. — ela passou uma de suas mãos pelo rosto do moreno — E mesmo assim, se a gente ver qualquer ação suspeita, vamos voltar voando. Nada vai acontecer, confia.
Ela o abraçou com força tentando confortá-lo. Sentiu seus cachos sendo acariciados nas pontas e desejou morar ali, nos braços de Freddie. Ela adorava perceber que só ele fazia aquele tipo de carinho sem seus cabelos. Só ele a chamava de Sammy. Só ele tinha deixado os seus problemas de lado para dar o apoio que ela precisava. A relação mais especial que a loira teve foi com um nerd que zoou a vida inteira. Era difícil acreditar que sua mira pudesse ter sido tão equivocada. Atirou no bad-boy, mas acabou se apaixonando completamente pelo rei dos idiotas, como ela mesma dizia. O fitou no fundo dos olhos e o beijou calmamente. Freddie a segurou pelo rosto e correspondeu com a mesma serenidade. As línguas dançavam em um ritmo perfeito e eles aceitaram que estavam viciados no gosto daquele beijo.
O moreno a segurou no colo sem quebrar o beijo e se direcionou ao banheiro. Abriu a porta com os pés enquanto o toque de suas línguas se tornava mais intenso e eufórico.
— Por que a gente adora fazer isso no banheiro? — disse ele contra os lábios da loira soltando um pequeno riso.
— Eu sei que adoro fazer em qualquer lugar desde que seja com você.
Sam o arrastou para perto do box o encostando no vidro que o revestia. Arrancou com fúria a blusa dele e admirou mais uma vez os músculos perfeitos que compunham seu tórax. Deu mais um beijo cheio de fúria em seus lábios e arranhou levemente toda a extensão do seu peitoral. O ouviu arfar e achou que sua calcinha não absorveria toda a umidade que sua vagina já soltava. Abaixou vagarosamente a bermuda fina que ele usava e massageou ajoelhada seu membro.
Freddie espremeu os olhos com as mãos quando sentira a mão de Sam encaixar perfeitamente em sua intimidade. Seus lábios entreabriram para deixar escapar um suspiro carregado de prazer. Ele a guiou pela cabeça quando a loira começara seus movimentos o chupando delicadamente. Fitou o teto contendo um gemido alto ao morder com força a parte inferior de sua boca enquanto levantava um pouco a blusa de Sam. Flexionou levemente seus joelhos e acariciou sem delicadeza sua cintura deslizando as mãos perto de sua bunda.
Quando ela se demorou lambendo a glande, Freddie a puxou pela mão e a encostou com força na parede lateral ainda fora do box. Abaixou as alças da blusa dela a beijando por toda a extensão do seu colo beirando ao seio. Sam passou os braços pela alça quando Freddie fez menção em tirar. Com seu seios já sem sutiã, o nerd segurou o direito com força chupando ali sem nenhuma cerimônia. Lambeu com maestria seu mamilo rosado e a loira comprimiu os lábios fechando os olhos e se deliciando com aquele toque. O segurou pelo cabelo enquanto respirava ofegante quando Freddie apertou o esquerdo sem parar seus movimentos com a língua.
Voltaram a se beijar nos lábios e Sam começou a tirar o short que usava junto com a calcinha. Se direcionaram ao chuveiro e Freddie acompanhou com os olhos quando a ducha despejou água corrente. A segurou pela cintura e os colocou embaixo ali embaixo. Os dois riram ao sentir a água extremamente gelada percorrer suas espinhas. Pegou seus cachos com força e despejou vários beijos pelo seu tronco e se demorou ao chegar perto de sua intimidade. As mãos dele já apertavam com força sua nádega direita e Freddie mordeu de leve a parte mais superior da vagina. Sam se encostou na parede do lado dos registros e abriu mais a perna para que ele se aventurasse ali. O nerd chupou seu clitóris com desejo e se pôs a lamber freneticamente aquela área. Ouviu a loira gemer em um grito e deu um tapa que ao mesmo tempo contornava a parte inferior de sua coxa.
A barriga dela mexia de cima para baixo pela respiração descompassada e Freddie sentiu um gosto maravilhoso preencher sua boca. O líquido que Sam despejava era extremamente satisfatório para ele.
Levantou e a segurou para que ela virasse de costas para ele. Sam colocou os cabelos na frente e Freddie beijou a traseira de sua orelha com urgência. A loira virou-se de volta apenas para beijá-lo mais uma vez. Acariciou com certa indelicadeza seu cabelo e o envolveu pelos ombros se aproximando do lóbulo da sua orelha.
— Eu te amo, Freddie. — disse em um sussurro no ouvido dele.
Freddie fechou os olhos em satisfação e a colocou mais perto de si com alguma brutalidade. Se perdeu na imensidão de azul que eram os olhos daquela garota e sentiu que suas forças se desencontrariam de seu corpo a qualquer momento quando passou a ponta de seu nariz na lateral do rosto de Sam. Suspirou pesadamente. Seus olhos fecharam mais uma vez e ele permitiu que as sensações que aquele toque trazia o invadissem sem impedimentos.
— Eu te amo tanto, Samantha.
Pela primeira vez na vida, Sam sentiu que seu nome completo tinha sido perfeitamente pronunciado. Desejava ouvir essa voz todos os dias de sua vida e nunca sentiu-se tão certa em fazer algo. Agora, não restava mais o que entregar a Freddie. Havia dado tudo. Seu coração já pertencia a ele e seu corpo estava plenamente coberto com seu DNA. Era dona de si mesma, mas sentia sua identidade transbordar ao imaginá-la junto com a do nerd.
Beijaram-se selando o sentimento que declararam. Era tão calmo que nem parecia combinar com o clima anterior, mas de certa forma, tudo estava incrivelmente alinhado com perfeição. Ela se virou o encarando ainda de costas e esperou que Freddie ainda conseguisse terminar o que haviam começado.
O moreno penetrou devagar seu membro dentro dela e suspiraram simultaneamente. Estocava lentamente tentando decorar cada movimento penetrado naquela mulher. A segurava pela cintura e sentia seu corpo explodir em um tesão irracional e absurdo. Era viciado naquilo só porque era com Sam. Era viciado em absolutamente tudo sobre ela.
Ela gemia com mais intensidade acompanhando as estocadas de Freddie. Ele não aguentava um ritmo muito delicado por muito tempo e já havia começado a devorá-la com força. Sam sentia suas pernas bambearem e seu corpo todo tremer perto de um poderoso orgasmo. Ele gemia pesadamente sentindo seu pênis se molhar mais ainda e um líquido pré-ejaculatório surgir na ponta.
Sam soltou um ápice ardente e sentiu que Freddie gozara em cima de suas nádegas ao mesmo tempo. Talvez tenha sido o poder do amor — agora declarado — que fizera eles chegarem ao orgasmo ao mesmo tempo.
A loira sorriu aproveitando a água que ainda caía enquanto encarava Freddie com um sorriso bobo nos lábios. Mal podiam acreditar que haviam mesmo dito o que disseram. Finalmente, Sam sentiu que não havia peso nenhum naquelas palavras e riu secretamente ao lembrar-se que pensava que o sexo casual deles não levaria a paixão. Não só levou, como agora eles estavam se amando. Nesse momento, apenas torcia para que aquele sentimento perdurasse e que nada pudesse estragar.
—
Leonard saíra de casa e se despediu de Elle com um beijo rápido na bochecha da moça. Queria conversar com Freddie, mas se irritou ao perceber que ele não atendia o telefone. "Se o garoto pensa que vai se livrar de mim assim tão fácil, está muito enganado", pensou. Fechou a porta e mirou o apartamento dos Benson, queria cobrar algum posicionamento do nerd sobre a grana que ele havia prometido entregar. Percebeu que sua conta não se movimentava por dias, então achou tudo muito estranho.
Tocou a campainha impaciente esperando que alguém o atendesse. Já estava imaginando arrombar se Marissa ou Freddie ousassem recusar sua presença. Seus pés calçados com sapatos sociais italianos perfeitamente conservados batiam em nervosismo no tapete que ficava bem na frente da porta. Aliviou-se ao ouvir senhora Benson gritar que já estava a caminho de atender.
— Leonard? — disse ela com um misto de medo e surpresa em sua voz.
Ele adentrou sem nem mesmo pronunciar uma única palavra. Olhou ao redor atentamente e de maneira afobada.
— Onde está o garoto, Marissa? — disparou em um tom agressivo.
— E-eu não sei. Ele saiu por uns dias, mas não me disse onde iria, eu juro!
O Benson-pai bufou com extrema raiva e teve certeza que a mulher estava mentindo. Havia se tornado a mais controladora das mães do mundo, como não sabia para onde seu próprio filho tinha ido? Inconcebível. Leonard a puxou pelo braço com extrema força e a pressionou a responder com o olhar.
— Pro idiota do seu filho você pode mentir, mas para mim não. Anda, Marissa, me diz onde está o Fredward.
Ela suspirou amedrontada e seus olhos já marejavam pelo toque brusco do homem em seu braço. Não sabia o que dizer porque ela já havia falado a verdade. Amaldiçoou Freddie por ele estar com espírito de adulto e julgou no mesmo instante que seria melhor se tivesse insistido mais para que ele falasse. Leonard não era um homem fácil de se lidar e as consequências de deixá-lo a mercê das situações poderiam ser brutais.
— Eu não estou mentindo! O Freddie foi embora sem me dizer praticamente nada!
Ele perdera a paciência e a soltou com fúria. Sua respiração estava descompassada e ele a encarava com ódio puro nos olhos. Xingou Freddie de todos os nomes mentalmente e quis desfazer a família que havia construído nos últimos vinte anos. Em um ímpeto raivoso, uma de suas mãos levantara para acertar Marissa em seu olho direito.
Ela caiu nocauteada e chorava copiosamente sentindo sangue escorrer de seu nariz. O anel de Leonard havia acertado em cheio o osso lateral de seu nariz e ela sentia que o sangue estava se espalhando internamente.
O pai de Freddie observava a cena com nojo em sua feição.
— Você tem vinte e quatro horas para me dizer onde o moleque está. — disse a pulando com os pés para se direcionar até a porta — Da próxima vez uso minha pistola.
Bateu a porta furiosamente e Marissa ainda estava escorada no chão sentindo seu olho pulsar em dor. Gritava por ajuda, mas ninguém parecia escutar. Sentiu-se desesperançosa e desejou nunca ter se envolvido com aquele mau caráter.
— Desculpa, meu filho. Me desculpa ele ser seu pai. — sussurrava entre soluços completamente sozinha no tapete da sala de estar.
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